quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Empate com sabor de derrota
No futebol, empatar em casa nunca é bom negócio. Pior ainda, se o clube mandante estiver vencendo e deixar a vitória escapar nos últimos segundos de jogo. Foi isso o que aconteceu, ontem, no jogo Grêmio 1 x 1 Flamengo, na Arena, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo teve um primeiro tempo de alto nível, com uma leve superioridade do Grêmio, que abriu o placar com um gol de Luan. Porém, no segundo, o Flamengo tomou conta do jogo, e o seu gol parecia inevitável. Ele aconteceu, mesmo, faltando trinta segundos para o término da partida. Para o Grêmio, que viu a vitória lhe escorrer pelos dedos, foi um empate com sabor de derrota. No entanto, o confronto está em aberto, e só será decidido no segundo jogo, no Maracanã.
terça-feira, 31 de julho de 2018
Mancha biográfica
O jurista Hélio Bicudo, falecido hoje aos 96 anos, teve uma trajetória relevante como ativista dos direitos humanos, e foi um dos fundadores do PT. Também foi deputado federal. Porém, no ocaso de sua existência, Bicudo apresentou uma mancha biográfica. Em 2015, Bicudo foi um dos autores, junto com a tresloucada Janaína Pascoal e Miguel Reale Júnior, do pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef. Um pedido calcado no pífio argumento das "pedaladas fiscais", um instrumento utilizado comumente pelos mais diferentes governos, sem que isso resulte numa destituição do cargo. O que teria feito Hélio Bicudo se voltar contra o partido que ajudou a fundar? Ele até podia ter restrições à conduta do PT no poder, mas nada justifica ter colaborado para perpetrar o impeachment de uma presidente legitimamente eleita. Bicudo teve uma vida longa e operosa, mas o capítulo final de sua história empanou o brilho de sua obra.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Desculpas remuneradas
Neymar parece ter uma capacidade inesgotável de gerar surpresas desagradáveis. Como se não bastassem suas inúmeras mancadas em 2018, com um futebol opaco durante a Copa do Mundo, suas quedas forçadas em campo, Neymar, alvo de muitas críticas por tudo isso, tirou proveito das situações negativas com desculpas remuneradas. Sim, é isso mesmo, Neymar fez um pedido público de desculpas na forma de um comercial de uma famosa marca de lâminas de barbear, por um belo cachê. Cada vez mais, Neymar mostra que é um fruto típico dos tempos atuais, pois é mimado, egocêntrico, cínico, mercenário. Seus "valores" são os do capitalismo e consumismo, como tirar proveito financeiro das mais variadas situações, dar declarações carregadas de falsidade, forjar uma imagem a partir de orientações externas, levar uma vida de ostentação. O que pode ser mais patético do que o comercial das desculpas, com um texto bem construído, mas que, certamente, foi criado por outros e apenas recitado por ele é, o que é pior, num tom de absoluta falta de sinceridade. Neymar, ao que tudo indica é adepto da ideia de que o importante é estar sempre em evidência, ainda que de modo negativo. Há quem diga que o responsável por tantas "pisadas na bola"de Neymar é o seu pai. Se for assim, está mais do que na hora de Neymar separar os assuntos profissionais dos pessoais. Com 26 anos, Neymar tem plenas condições de trilhar o caminho da independência, saindo debaixo do guarda-chuva de seu pai.
domingo, 29 de julho de 2018
Facilidade
Sem esforço, ao natural. Foi assim que o Inter goleou o Botafogo por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O Inter era o favorito do jogo, mas não se esperava que vencesse com tanta facilidade. O Botafogo tem um time modesto, isso é sabido, mas, por sua tradição, esperava-se que opusesse maior resistência. Com o resultado, o Inter volta a ficar entre os quatro primeiros colocados da classificação, e abafa os descontentamentos surgidos após a derrota para o América Mineiro. Pelos menos até o próximo jogo, a tranquilidade voltará a reinar no ambiente do Inter.
Filme repetido
Uma situação vista muitas vezes em 2017 tornou a se apresentar, hoje, para o torcedor gremista. Num filme repetido, o Grêmio colocou em campo, no Campeonato Brasileiro, um time de reservas, e, como costuma acontecer nessas ocasiões, deixou preciosos pontos pelo caminho. O jogo era contra a Chapecoense, na Arena Condá, um adversário que estava na zona de rebaixamento. O Grêmio começou bem o jogo, e abriu o placar logo aos três minutos, com um belo gol de Pepê. O jogo se mostrava favorável ao Grêmio, que manteve o placar no primeiro tempo. No segundo, ainda que com um decréscimo de produção do Grêmio e uma reação natural da Chapecoense em busca do empate, o resultado persistia, sem maiores riscos, até que Paulo Victor errou ao tentar defender uma bola que sairia pela linha de fundo, e o árbitro não marcou o impedimento ocorrido no lance. A consequência dessas duas falhas foi o gol de empate da Chapecoense. No final do jogo, Paulo Victor, com uma grande defesa, compensou, em parte, o seu erro, evitando a virada da Chapecoense. Com o empate, o Grêmio se afasta dos primeiros colocados por pontos e número de vitórias, e começa a jogar fora um campeonato que poderia vencer até com alguma folga, se o encarasse com a devida seriedade. Exatamente como aconteceu em 2017.
sábado, 28 de julho de 2018
Os 35 anos de um divisor de águas
Na data de hoje, há 35 anos, o Grêmio conquistava pela primeira vez o título da Libertadores da América. Parece que foi ontem! Renato, o vitorioso técnico do Grêmio na atualidade, era, então, o seu melhor jogador. Foi uma conquista das mais expressivas, pois o Grêmio se tornava o quarto clube brasileiro a vencer a competição. Antes dele, só o Santos de Pelé e Pepe, o Cruzeiro de Nelinho e Palhinha, e o Flamengo de Zico e Júnior haviam ganho a Libertadores. Na história do Grêmio, o que hoje se comemora são os 35 anos de um divisor de águas. Afinal, o seu maior rival, o Inter, ainda não possuía esse título de tamanha magnitude, que só obteria 23 anos depois, quando o Grêmio já havia conquistado a competição pela segunda vez. Os responsáveis por aquele feito serão lembrados para sempre. Dentre eles, se destacam o presidente Fábio Koff, recentemente falecido, De León, o grande zagueiro e líder, Renato, o maior craque, e César, autor do gol do título na vitória por 2 x 1 sobre o Penarol, na decisão, no saudoso Estádio Olímpico. O Grêmio, que já era grande, a partir daquele dia, tornou-se ainda maior. Muitos outros notáveis títulos vieram depois, inclusive mais duas Libertadores e um Campeonato Mundial de Clubes. O título da Libertadores de 1983 será sempre reverenciado como um motivo de orgulho para todos os gremistas.
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Escolha óbvia
O chamado "centrão", reunião de partidos adeptos do neoliberalismo e que fazem da política um balcão de negócios, abriu o seu apoio ao candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Tratada pela imprensa como uma notícia de grande impacto, é apenas uma escolha óbvia. O "centrão" nada mais é do que um covil dos piores vermes da política brasileira. Dessa forma, nenhum candidato poderia ser mais adequado para receber o apoio desse grupo do que Alckmin. Seus integrantes também se identificam com nomes como Henrique Meirelles e Jair Bolsonaro, mas sabem que Alckmin é um candidato mais viável do que os dois. Desde a redemocratização do país, com a Nova República, o bloco se fez presente no Congresso Nacional, como uma forma de defender os privilégios da casa grande e impedir maiores avanços da senzala. Alckmin já concorreu para presidente uma vez, em 2006. Conseguiu a "façanha" de fazer no segundo turno um número menor de votos do que recebera no primeiro. Para a eleição desse ano, Alckmin tem apresentado índices baixíssimos de intenções de votos nas pesquisas. Ainda assim, com a estrutura e os recursos de um partido como o PSDB, Alckmin está longe de ser uma carta fora do baralho. Os "centristas"apostam em Alckmin para que tudo continue como está. Eles desejam um governo que realize privatizações e administre para os ricos. Resta ao eleitor brasileiro impedir a consumação desse plano.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Ducha de água fria
O terceiro lugar na classificação do Campeonato Brasileiro, e os dez jogos de invencibilidade completados na rodada anterior, levaram o Inter e seus torcedores a um estado de euforia. Não faltou quem já falasse na possibilidade da conquista do título. Porém, o jogo contra o América Mineiro, hoje, no Independência, freou esse entusiasmo. O Inter perdeu por 2 x 1, com uma má atuação. Foi uma ducha de água fria em sua torcida. O Inter não conseguiu se encontrar em campo e já perdia por 2 x 0 ainda no primeiro tempo. Só aos 43 minutos do segundo tempo o Inter marcou um gol, quando já era tarde demais para uma reação. A verdade é que o Inter vinha conquistando bons resultados sem jogar bem. No futebol, isso não se sustenta a longo prazo. Sem jogar bem é possível ganhar partidas. Para ser campeão é preciso ter um futebol de qualidade.
Bela virada
Depois da má atuação na derrota para o Vasco, o Grêmio voltou a exibir um bom futebol. A vitória por 2 x 1, de virada, sobre o São Paulo, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, foi a reconciliação do Grêmio com o seu futebol envolvente. Foi uma bela virada. O Grêmio sofreu um gol muito cedo, depois de uma surpreendente falha de Geromel. O time e o seu grande zagueiro não se abalaram, demonstraram maturidade e partiram em busca da vitória. Ainda no primeiro tempo, em jogada individual, Everton empatou o jogo. No segundo tempo, em mais uma bonita jogada de iniciativa pessoal, Everton fez 2 x 1. Ele foi o grande nome do jogo, sendo uma preocupação permanente para a defesa do São Paulo. Outro responsável pelo alto nível da atuação do Grêmio foi Maicon, que com seu refinamento, tornou-se um jogador imprescindível para o bom rendimento do time. O bom desempenho coletivo mostrado pelo Grêmio compensou, até mesmo, mais uma apresentação sofrível de Marcelo Oliveira. O resultado foi importante, pois devolve o Grêmio ao grupo dos quatro primeiros colocados na classificação, e por trazer consigo a tranquilidade que só as vitórias podem dar.
Os 75 anos de Mick Jagger
Na data de hoje, um dos maiores nomes da música em todos os tempos completa 75 anos. Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, o grupo que continua na ativa aos 56 anos de carreira, um showman por excelência. Um homem de notável desempenho em cima do palco, um grands conquistador fora dele, pai de oito filhos. Em parceria com Keith Richards, o guitarrista principal dos Rolling Stones, compôs uma série de clássicos, como "Satisfaction", "Angie", "It's Only Rockn'Roll", "Brown Sugar". Em relação ao maior sucesso do grupo, "Satisfaction", Mick declarou, aos 25 anos, que não queria chegar aos 40 anos cantando a célebre música. Seu desejo não se cumpriu, pois continua cantando o megasucesso ainda hoje. Por todos os seus méritos artísticos, Mick Jagger ostenta, há alguns anos, o título de "sir", conferido pela rainha Elizabeth ll, da Inglaterra. Parabéns, Mick!
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