domingo, 29 de julho de 2018

Filme repetido

Uma situação vista muitas vezes em 2017 tornou a se apresentar, hoje, para o torcedor gremista. Num filme repetido, o Grêmio colocou em campo, no Campeonato Brasileiro, um time de reservas, e, como costuma acontecer nessas ocasiões, deixou preciosos pontos pelo caminho. O jogo era contra a Chapecoense, na Arena Condá, um adversário que estava na zona de rebaixamento. O Grêmio começou bem o jogo, e abriu o placar logo aos três minutos, com um belo gol de Pepê. O jogo se mostrava favorável ao Grêmio, que manteve o placar no primeiro tempo. No segundo, ainda que com um decréscimo de produção do Grêmio e uma reação natural da Chapecoense em busca do empate, o resultado persistia, sem maiores riscos, até que Paulo Victor errou ao tentar defender uma bola que sairia pela linha de fundo, e o árbitro não marcou o impedimento ocorrido no lance. A consequência dessas duas falhas foi o gol de empate da Chapecoense. No final do jogo, Paulo Victor, com uma grande defesa, compensou, em parte, o seu erro, evitando a virada da Chapecoense. Com o empate, o Grêmio se afasta dos primeiros colocados por pontos e número de vitórias, e começa a jogar fora um campeonato que poderia vencer até com alguma folga, se o encarasse com a devida seriedade. Exatamente como aconteceu em 2017.

sábado, 28 de julho de 2018

Os 35 anos de um divisor de águas

Na data de hoje,  há 35 anos, o Grêmio conquistava pela primeira vez o título da Libertadores da América. Parece que foi ontem! Renato, o vitorioso técnico do Grêmio na atualidade, era, então, o seu melhor jogador. Foi uma conquista das mais expressivas, pois o Grêmio se tornava o quarto clube brasileiro a vencer a competição. Antes dele, só o Santos de Pelé e Pepe, o Cruzeiro de Nelinho e Palhinha, e o Flamengo de Zico e Júnior haviam ganho a Libertadores. Na história do Grêmio, o que hoje se comemora são os 35 anos de um divisor de águas. Afinal, o seu maior rival, o Inter, ainda não possuía esse título de tamanha magnitude, que só obteria 23 anos depois, quando o Grêmio já havia conquistado a competição pela segunda vez. Os responsáveis por aquele feito serão lembrados para sempre. Dentre eles, se destacam o presidente Fábio Koff, recentemente falecido, De León, o grande zagueiro e líder, Renato, o maior craque, e César, autor do gol do título na vitória por 2 x 1 sobre o Penarol, na decisão, no saudoso Estádio Olímpico. O Grêmio, que já era grande, a partir daquele dia, tornou-se ainda maior. Muitos outros notáveis títulos vieram depois, inclusive mais duas Libertadores e um Campeonato Mundial de Clubes. O título da Libertadores de 1983 será sempre reverenciado como um motivo de orgulho para todos os gremistas.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Escolha óbvia

O chamado "centrão", reunião de partidos adeptos do neoliberalismo e que fazem da política um balcão de negócios, abriu o seu apoio ao candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Tratada pela imprensa como uma notícia de grande impacto, é apenas uma escolha óbvia. O "centrão" nada mais é do que um covil dos piores vermes da política brasileira. Dessa forma,  nenhum candidato poderia ser mais adequado para receber o apoio desse grupo do que Alckmin. Seus integrantes também se identificam com nomes como Henrique Meirelles e Jair Bolsonaro, mas sabem que Alckmin é um candidato mais viável do que os dois. Desde a redemocratização do país, com a Nova República, o bloco se fez presente no Congresso Nacional, como uma forma de defender os privilégios da casa grande e impedir maiores avanços da senzala. Alckmin já concorreu para presidente uma vez, em 2006. Conseguiu a "façanha" de fazer no segundo turno um número menor de votos do que recebera no primeiro. Para a eleição desse ano, Alckmin tem apresentado índices baixíssimos de intenções de votos nas pesquisas. Ainda assim, com a estrutura e os recursos de um partido como o PSDB, Alckmin está longe de ser uma carta fora do baralho. Os "centristas"apostam em Alckmin para que tudo continue como está. Eles desejam um governo que realize privatizações e administre para os ricos. Resta ao eleitor brasileiro impedir a consumação desse plano.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Ducha de água fria

O terceiro lugar na classificação do Campeonato Brasileiro, e os dez jogos de invencibilidade completados na rodada anterior, levaram o Inter e seus torcedores a um estado de euforia. Não faltou quem já falasse na possibilidade da conquista do título. Porém, o jogo contra o América Mineiro, hoje, no Independência, freou esse entusiasmo. O Inter perdeu por 2 x 1, com uma má atuação. Foi uma ducha de água fria em sua torcida. O Inter não conseguiu se encontrar em campo e já perdia por 2 x 0 ainda no primeiro tempo. Só aos 43 minutos do segundo tempo o Inter marcou um gol, quando já era tarde demais para uma reação. A verdade é que o Inter vinha conquistando bons resultados sem jogar bem. No futebol, isso não se sustenta a longo prazo. Sem jogar bem é possível ganhar partidas. Para ser campeão é preciso ter um futebol de qualidade.

Bela virada

Depois da má atuação na derrota para o Vasco, o Grêmio voltou a exibir um bom futebol. A vitória por 2 x 1, de virada, sobre o São Paulo, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, foi a reconciliação do Grêmio com o seu futebol envolvente. Foi uma bela virada. O Grêmio sofreu um gol muito cedo, depois de uma surpreendente falha de Geromel. O time e o seu grande zagueiro não se abalaram, demonstraram maturidade e partiram em busca da vitória. Ainda no primeiro tempo, em jogada individual, Everton empatou o jogo. No segundo tempo, em mais uma bonita jogada de iniciativa pessoal, Everton fez 2 x 1. Ele foi o grande nome do jogo, sendo uma preocupação permanente para a defesa do São Paulo. Outro responsável pelo alto nível da atuação do Grêmio foi Maicon, que com seu refinamento, tornou-se um jogador imprescindível para o bom rendimento do time. O bom desempenho coletivo mostrado pelo Grêmio compensou, até mesmo, mais uma apresentação sofrível de Marcelo Oliveira. O resultado foi importante, pois devolve o Grêmio ao grupo dos quatro primeiros colocados na classificação, e por trazer consigo a tranquilidade que só as vitórias podem dar.

Os 75 anos de Mick Jagger

Na data de hoje, um dos maiores nomes da música em todos os tempos completa 75 anos. Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, o grupo que continua na ativa aos 56 anos de carreira, um showman por excelência. Um homem de notável desempenho em cima do palco, um grands conquistador fora dele, pai de oito filhos. Em parceria com Keith Richards, o guitarrista principal dos Rolling Stones, compôs uma série de clássicos, como "Satisfaction", "Angie", "It's Only Rockn'Roll", "Brown Sugar". Em relação ao maior sucesso do grupo, "Satisfaction", Mick declarou, aos 25 anos, que não queria chegar aos 40 anos cantando a célebre música. Seu desejo não se cumpriu, pois continua cantando o megasucesso ainda hoje. Por todos os seus méritos artísticos, Mick Jagger ostenta, há alguns anos, o título de "sir", conferido pela rainha Elizabeth ll, da Inglaterra. Parabéns, Mick!

terça-feira, 24 de julho de 2018

A velha política não sai de cena

 As eleições estão cada vez mais próximas, mas nada indica que elas trarão qualquer sinal de renovação nas práticas políticas do país. A velha política não sai de cena, com seus interesses subterrâneos e falcatruas as mais diversas. Sem nenhum pudor, as lideranças políticas escancaram todo o seu apego a busca do poder a qualquer preço. Nesse sentido, é emblemática a manifestação do presidente do PSB-RS, José Stédile, durante convenção partidária estadual no último domingo. O PSB-RS decidiu integrar a aliança pela candidatura à reeleição do governador do Estado, José Ivo Sartori, e Stédile deixou claro que essa adesão não se deu por razões de identidade programática. O que fez o partido manter o apoio a Sartori foi a manutenção de seus 160 cargos no governo estadual. Esses cargos correspondem, segundo Stédile, a 60% da receita do PSB-RS. O caso do PSB-RS, claro, não é um fato isolado. No Brasil, a política é, antes de tudo, um balcão de negócios, e não há nenhuma perspectiva de mudança para esse quadro.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Mais sorte do que juízo

O que era para ser fácil, por pouco não foi dramático. Assim pode ser definida a vitória do Inter por 1 x 0 sobre o Ceará, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. A grande diferença de qualidade entre os dois times, refletida nas campanhas de ambos no Brasileirão, levava a que se esperasse um jogo fácil para o Inter, talvez com uma goleada. Na prática, a realidade foi bem diferente. O Inter teve enormes dificuldades contra o Ceará, não conseguiu impor uma superioridade em campo, inquietou seu torcedor durante o jogo, e quase deixou a vitória escapar. O único gol do jogo surgiu aos 30 minutos do segundo tempo, quando William Potker aproveitou o rebote numa bola em que o goleiro bateu roupa. Pelo que fazia até então, o Ceará não merecia sofrer um gol. Porém, no futebol, não há placar moral, o que importa é vencer. Dessa forma, o Inter chegou ao terceiro lugar na classificação, e o Ceará continua afundado na lanterna. No entanto, é preciso avaliar corretamente a forma como se obtém as vitórias. Hoje, o Inter teve mais sorte do que juízo.

domingo, 22 de julho de 2018

Sem soluções

Uma atuação decepcionante e sem criatividade. Esse é o resumo do que foi a derrota do Grêmio por 2 x 0 para o Vasco, hoje, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. A exemplo do que já ocorrera várias vezes no período pré-Copa, o Grêmio desperdiçou pontos contra um adversário fraco, e o que é pior, jogando com um homem a mais durante grande parte do tempo. O Grêmio se mostrou sem soluções durante todo o jogo. O jogo recém havia começado quando o Vasco abriu o placar, aos três minutos, num gol contra de Geromel. Um gol tão cedo quase sempre traz problemas, mas o Grêmio tinha muito tempo pela frente para tentar reverter o resultado, contra um adversário que, sabidamente, lhe é muito inferior. Porém, nem quando ficou com um homem a mais em campo, devido a expulsão de um jogador do Vasco, o Grêmio conseguiu se impor. O técnico do Grêmio, Renato, tentou várias alternativas, mas nenhuma funcionou. O tempo foi escoando, e o Grêmio não encontrou meios de levar perigo ao gol do Vasco. A campanha do Grêmio no Brasileirão segue irregular e insatisfatória. Mais uma vez, como em 2017, o Grêmio vai deixando escapar entre os dedos uma competição que poderia vencer sem muitas dificuldades.

sábado, 21 de julho de 2018

A solidão de Bolsonaro

Cada vez mais a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro a presidente tende a ser apenas muito barulho por nada. Bem cotado em pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro, no entanto, é pré-candidato por um partido minúsculo, o PSL, e não está conseguindo um candidato a vice, nem mesmo em outras legendas de igual porte. Com isso, Bolsonaro, provavelmente, terá de formar uma "chapa pura", denominação que se dá a uma candidatura apenas com integrantes do próprio partido. Se essa hipótese se confirmar, as chances de Bolsonaro na eleição serão quase nulas, pois ele terá muito pouco tempo de rádio e tevê. A solidão de Bolsonaro mostra que, em vez de um candidato viável, ele deverá virar uma versão tropical de Jean Marie Le Pen, o radical de direita francês que sempre surgia bem cotado nas pesquisas para as eleições presidenciais de seu país e, invariavelmente, fracassava nas urnas.