segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Os 40 anos de um título inesquecível

Na data de hoje, foram completados os 40 anos de um título inesquecível do Grêmio. Foi a conquista de um Campeonato Gaúcho, mas teve um enorme significado. Afinal, em 25 de setembro de 1977, o Grêmio punha fim a um período de oito títulos estaduais consecutivos do seu maior rival, o Inter. O jejum de conquistas foi ainda mais doloroso porque, anteriormente a essa sucessão de êxitos do Inter, o Grêmio ganhara doze campeonatos gaúchos em treze disputados. Afora isso, interromper a hegemonia do rival era uma tarefa hercúlea, pois o Inter era, também, na época, bicampeão brasileiro. Depois de uma tentativa frustrada em seu primeiro ano de mandato, quando formou um time caro mas não conseguiu o título, o presidente do Grêmio, Hélio Dourado, partiu para a contratação de veteranos desassombrados. Vieram jogadores como Oberdan, Ladinho, Tadeu Ricci, André. Eles se juntaram a jogadores experientes e com muitos anos de clube, como Ancheta, Iura e Tarciso, e a um jovem craque, de apenas 19 anos, Éder. O Grêmio ainda perdeu o primeiro turno do campeonato, mas venceu os outros dois e ganhou a decisão. Um título estadual que, pelas circunstâncias, assumiu uma grande dimensão. Na noite de hoje, o livro "O maior Campeonato Gaúcho de todos os tempos", de Daniel Rubin, foi lançado, celebrando os 40 anos do feito. Estiveram presentes ao lançamento jogadores daquele time como Ancheta, Oberdan, Cassiá, Tarciso, André e Éder. O título foi um marco na história do Grêmio, e abriu caminho para as grandes conquistas que o clube obteve nas décadas seguintes. Merece ser devidamente lembrado e comemorado.

domingo, 24 de setembro de 2017

Esbulho

A queda de rendimento do Grêmio é visível. Foram apenas quatro pontos ganhos nos últimos dezoito disputados no Campeonato Brasileiro. O ataque vive uma seca de gols. Nada disso, no entanto, autoriza a que o Grêmio seja vítima de um esbulho como o que aconteceu hoje, na Arena Fonte Nova. O jogo Bahia 1 x 0 Grêmio foi decidido pela arbitragem, que marcou um pênalti inexistente no último minuto dos acréscimos. O Grêmio jogou com sete titulares, e fazia uma partida razoável. Foi o Grêmio que teve a chance de gol mais clara do jogo. O empate, ainda que não fosse desejável por nenhum dos clubes, era um resultado justo. Porém, segundos antes do final dos acréscimos, o árbitro marcou pênalti num lance em que Edílson, do Grêmio, escorregou e não atingiu Alione, do Bahia. Um prejuízo irreparável ao Grêmio, que viu aumentar a sua distância em pontos para o líder do Brasileirão, o Corinthians, e perdeu o segundo lugar para o Santos. O árbitro que fica atrás do gol, mais uma vez, foi omisso, e confirmou que não serve para nada. O árbitro de vídeo tem de ser instituído imediatamente no futebol brasileiro, sob pena de as competições perderem totalmente a sua credibilidade.

Ruindade

Depois do que se viu ontem no estádio Lacerdão, em Caruaru, o rebaixamento do Náutico para a Terceira Divisão parece ser inevitável. O jogo Náutico 0 x 1 Inter foi de baixíssima qualidade, o que não é novidade em se tratando de partidas do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Era a última chance do Náutico de tentar uma reviravolta na sua campanha, para evitar a queda. O Náutico, no entanto mostrou uma extrema ruindade, e não tirou proveito do gramado de má qualidade e de ter a maioria da torcida presente ao jogo. Sem fazer uma grande atuação, o Inter aproveitou-se da fragilidade do adversário para vencer o jogo e retomar a liderança da Série B. Para o Inter, a competição virou um ameno cumprimento de tabela. Para o Náutico, cada rodada é um capítulo a mais num pesadelo sem fim.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O caos no Rio de Janeiro

Episódios de violência, insegurança da população, comunidades dominadas por facções criminosas, o poder paralelo desafiando as instituições, nada disso é novidade no Rio de Janeiro. Hoje, no entanto, esse quadro atingiu um nível de gravidade poucas vezes visto. A violência se espalhou pela cidade, e a favela da Rocinha sofreu intervenção das Forças Armadas. Porém, o processo de degradação da mais linda cidade do mundo não começou agora. Anos de incúria administrativa levaram ao panorama atual. A cidade tornou-se refém do poder do tráfico. Morros e favelas foram dominados pelo crime organizado. O caos no Rio de Janeiro é a crise do país vista com lente de aumento. O Rio é a cidade que dá identidade ao Brasil, sua melhor tradução cultural. Dentro do país, sempre coube ao Rio o papel de vanguarda nas tendências, hábitos, usos e costumes. Sua paisagem exuberante seduz nativos e estrangeiros. A agonia do Rio, portanto, não é um fato localizado, mas a expressão mais evidente do desmoronamento do país. Um país governado por golpistas e corruptos, sem rumo, minado pela ausência de perspectivas, entregue á desesperança, flertando com soluções autoritárias e antidemocráticas. Não há solução mágica, nem imediata, pára uma situação tão crítica. Um fator, entretanto, é essencial. O fosso existencial entre o morro e o "asfalto" não pode persistir. Sem justiça social é impossível construir um país estável. Sem ela, o caos se instala, a violência se banaliza, a sociedade se desumaniza. Tanques nas ruas são um remédio imediatista, como um antitérmico para um quadro febril. Para curar a infecção que gerou a febre é preciso muito mais. A receita inclui, ainda, educação e democracia. Sem isso, todas as soluções serão meramente paliativas, prolongando indefinidamente a erradicação da enfermidade que se abate sobre o tecido social brasileiro.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Semifinais definidas

A Libertadores está com as suas semifinais definidas. Os confrontos serão Grêmio x Barcelona de Guayaquil e River Plate x Lanus. Grêmio e Lanus têm a vantagem de fazerem o segundo jogo em casa. Se vierem a decidir a competição entre si, essa prerrogativa será do Lanus, por ter feito a maior pontuação na fase de grupos. O River Plate reverteu a goleada de 3 x 0 que havia sofrido do Jorge Wilstermann, em Cochabamba, e massacrou o adversário por 8 x 0, no Monumental de Nunez. O Lanus devolveu o 2 x 0 de sua derrota para o San Lorenzo, no primeiro jogo, e venceu nos tiros livres da marca do pênalti por 4 x 3. Dessa forma, já é certo que um clube argentino estará na decisão da Libertadores. Caso o Grêmio se classifique, resta saber qual adversário seria o mais interessante de ser enfrentado. O River Plate tem muito mais peso e tradição, mas, contra ele, o Grêmio faria o segundo jogo em casa. O Lanus é um clube de menor expressão, mas faria a segunda partida em casa. Seja como for, o Grêmio terá, antes, de eliminar o Barcelona de Guayaquil. Pelo futebol que vem jogando, não será uma tarefa fácil.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sofrimento

Uma péssima atuação no primeiro tempo, razoável no segundo. Um sofrimento do início ao fim. Assim foi a vitória de 1 x 0 do Grêmio sobre o Botafogo, hoje, na Arena, pelas quartas de final da Libertadores. O Grêmio não se encontrou em momento algum do primeiro tempo, mostrava-se um time nervoso e desconjuntado. Os erros de passes se sucediam. Kannemann, um zagueiro que sempre exibe segurança, errou com frequência, proporcionando contra-ataques para o adversário. Chegar ao intervalo sem ter sofrido gol já foi muito bom para o Grêmio. No segundo tempo, o Grêmio cresceu de produção. Não foi nada capaz de despertar entusiasmo, mas acabou sendo o suficiente para obter a vitória. Com o resultado, o Grêmio classificou-se para as semifinais da Libertadores, onde será o único representante brasileiro, pois o Santos foi eliminado pelo Barcelona de Guayaquil em plena Vila Belmiro. Aliás, esse será justamente o adversário do Grêmio nas semifinais, com o segundo jogo na Arena. O Grêmio está a quatro jogos de distância do seu terceiro título de Libertadores. O sonho começa a tomar contornos de realidade.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O distritão foi rejeitado

Como seria de se esperar, a tão propalada reforma eleitoral não deverá acontecer. As próximas eleições tendem a ser disputadas dentro das mesmas regras atuais, ainda que a necessidade de mudanças seja evidente. A principal novidade da reforma que vinha sendo aventada, a da criação de distritos eleitorais, acabou não se confirmando. O "distritão" foi rejeitado em votação realizada, hoje, na Câmara dos Deputados. Outras propostas de alterações no sistema eleitoral ainda serão votadas, mas o prazo para isso é exíguo, pois as novas regras, caso sejam adotadas, precisam ser aprovadas até outubro para que já sejam válidas nas eleições de 2018. Esse quadro não chega a ser de todo ruim. Os distritos eleitorais representam uma mudança muito grande no regramento eleitoral, sem que haja convicção de que seria um avanço. Com um Congresso Nacional que tem grande parte de seus integrantes envolvidos em denúncias de corrupção, a elaboração de uma reforma eleitoral seria uma temeridade. Por pior que sejam as regras atuais, é preferível que elas sejam mantidas até a próxima eleição, e que uma reforma profunda seja feita já sob uma nova legislatura.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O árbitro de vídeo

O "árbitro de vídeo", denominação que se dá ao recurso de verificação das imagens dos jogos de futebol nos lances mais polêmicos, é algo que há muito tempo deveria estar sendo aplicado, no mundo inteiro. Afinal, num esporte que envolve tantas paixões e um volume tão grande de dinheiro, há que se buscar a garantia da total lisura dos resultados. Estranhamente, embora a tecnologia para esse recurso já exista há muitos anos, sua utilização ainda não se disseminou. Ele foi usada no Mundial de Clubes de 2016, e vem sendo aplicado, também, em alguns campeonatos nacionais europeus. Agora, em função do polêmico gol de Jô na vitória do Corinthians sobre o Vasco, ontem, no Itaquerão, a CBF pretende começar a usar o recurso a partir da próxima rodada do Campeonato Brasileiro. A implantação apressada da medida, em uma competição que já está em andamento, pode merecer reparos, mas é preferível a uma postergação de algo tão necessário. Mesmo que ocorram imperfeições iniciais, o árbitro de vídeo tem que vir para ficar. O erro de arbitragem frauda o resultado de jogos e competições. Não pode ser tolerado.

domingo, 17 de setembro de 2017

Tropeço indesculpável

Não há argumento que possa amenizar o que aconteceu, hoje, na Arena. O Grêmio perdeu por 1 x 0 para a Chapecoense, e viu sua distância para o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, aumentar para dez pontos. O time que o Grêmio colocou em campo era forte, com sete titulares. O adversário estava na zona de rebaixamento. Tudo favorecia a que o Grêmio obtivesse uma vitória, até com facilidade. Não foi o que aconteceu. Durante o jogo inteiro, o Grêmio exerceu um domínio inócuo diante de uma Chapecoense retrancada. Não faltou esforço, mas em nenhum momento o time mostrou criatividade. Com exceção de Fernandinho, ninguém jogou bem. Após o jogo, o técnico do Grêmio, Renato, disse que o time jogou bem, mas não mereceu melhor sorte por não ter tido criatividade. Mais uma vez, Renato deu a impressão de se eximir se qualquer parcela de culpa pelo mau resultado. Foi, na verdade, um tropeço indesculpável. Está mais do que visível que o Grêmio vive uma forte queda de rendimento, e vai fragilizado para o jogo contra o Botafogo, na quarta-feira, pela Libertadores. O ano poderá acabar antes do tempo para o Grêmio, caso seja eliminado pelo Botafogo, o que seria melancólico para um clube cujo time chegou a encantar o Brasil com o seu futebol.

sábado, 16 de setembro de 2017

Goleada em tarde chuvosa

Nem mesmo o temporal que se abateu sobre Porto Alegre durante todo o dia foi obstáculo para o Inter, hoje, no Beira-Rio. Conforme o esperado, o Figueirense foi uma presa fácil para o Inter que, com uma goleada em tarde chuvosa, voltou a ser o líder do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O placar de 3 x 0, no entanto, foi construído de forma espaçada. O Inter abriu o placar logo no início do primeiro tempo. O 2 x 0 só aconteceu no começo do segundo, e o terceiro surgiu próximo ao final do jogo. O Inter ainda perdeu várias outras chances durante a partida. Foi um resultado previsível num jogo que reunia um clube que luta pelo título da Série B e outro que está afundado na zona de rebaixamento. Os jogos restantes do Inter na competição, dada a fragilidade da maioria dos adversários, poderão se transformar em mera contagem regressiva para o retorno á Primeira Divisão.