quinta-feira, 1 de junho de 2017
Os 50 anos de Sargent Peppers
A data de hoje marca os 50 anos do lançamento de "Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band", dos Beatles, o disco mais revolucionário da história da música. Talvez não seja o melhor disco dos Beatles, mas representou um marco para a música e a cultura do século XX. "Sargent Peppers" foi concebido como um disco conceitual, para ser ouvido como uma obra contínua. Seu impacto já começou pela capa, onde os Beatles posam em meio a imagens de personalidades famosas. Pelo menos três faixas do disco se tornaram clássicos do repertório do grupo, "With Little Help From My Friends", "Lucy in The Sky With Diamonds", e "A Day in The Life". Outra música do disco, "Shes Leaving Home", foi apontada pelo grande maestro Leonard Berstein como uma das três melhores do século. Como já não faziam shows, os Beatles permitiram-se ousar na criação de suas composições. Afinal, não havia mais a preocupação de fazer músicas que pudessem ser reproduzidas ao vivo. A única faixa de George Harrison incluída no disco, "Within you, Without You", é um exemplo dos novos caminhos buscados pelo grupo, com sua inspiração indiana e um estilo fora dos paradigmas da música da época. Ao ouvir o disco, percebe-se o quanto os Beatles evoluíram como músicos desde suas primeiras gravações. As melodias eram muito mais elaboradas, as letras não se limitavam mais a falar de amor de uma forma juvenil. "Sargent Peppers" causou tanto impacto quando chegou ao mercado que os Beach Boys suspenderam o lançamento de "Smiles", o grande projeto em que trabalhavam na época. O disco merece ser revisitado por quem já o conhece, e ser apresentado para as novas gerações.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
O fim de uma ilusão
Foi a melhor atuação do Inter no ano, e por pouco a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil não foi alcançada, diante do Palmeiras, hoje, no Beira-Rio. Afinal, o Inter chegou a abrir 2 x 0 no placar, resultado que lhe bastava para conseguir seu objetivo. Um gol do Palmeiras aos 34 minutos do segundo tempo, no entanto, determinou o fim de uma ilusão. O Inter, ainda com dificuldade de aceitar a condição de um disputante do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, via na Copa do Brasil, onde enfrentava grandes clubes, a chance de aumentar a sua autoestima, e até de obter uma classificação para a Libertadores. Essa possibilidade não existe mais. Resta ao Inter entrar de vez na disputa da Série B, onde está num constrangedor décimo-segundo lugar, para livrar-se desse pesadelo, e retornar para a Primeira Divisão. Até o final do ano, o Inter só terá a chance de jogar com grandes clubes na Copa da Primeira Liga, mas essa não é uma competição relevante para o clube, nesse momento.
Facilidade
Com a vitória por 3 x 1 no primeiro jogo, na Arena, a tendência de que o Grêmio eliminasse o Fluminense e se classificasse para as quartas de final da Copa do Brasil era clara. Porém, não se esperava que isso acontecesse com tanta facilidade. Hoje, no Maracanã, a expulsão do zagueiro Nogueira, logo aos quatro minutos do primeiro tempo, tirou do Fluminense qualquer chance de obter um resultado que lhe fosse favorável. A partir daí, o Grêmio envolveu inteiramente o seu adversário, e resolveu o jogo em menos de trinta minutos, fazendo 2 x 0, placar que se manteve até o final. Foram dois golaços, marcados por Luan e Pedro Rocha, que tornaram a classificação do Fluminense uma tarefa impossível. Afinal, com os dois gols, o Grêmio chegou a 5 x 1 no placar agregado dos dois jogos. O Grêmio perdeu outras chances para ampliar o placar, e teve dois pênaltis claros a seu favor, ambos cometidos pelo zagueiro Henrique, que não foram marcados. Com o transcorrer do jogo, o Grêmio apenas administrou o resultado, enquanto o Fluminense expunha sua revolta com a arbitragem. O Grêmio vive uma excelente fase técnica e segue vivo em quatro competições. Agora, por aproximadamente um mês, terá jogos apenas pelo Campeonato Brasileiro, o que traz uma ótima oportunidade para criar "gordura" na competição e encaminhar uma busca pelas primeiras colocações.
terça-feira, 30 de maio de 2017
Nova aposta
Guto Ferreira é o novo técnico do Inter. Embora a diretoria do Inter não considere assim, o técnico contratado é uma nova aposta do clube, e não um profissional inteiramente afirmado. Guto Ferreira tem bons trabalhos em clubes médios do futebol brasileiro, como Ponte Preta, Chapecoense e Bahia, mas ainda não encarou o desafio de treinar num grande clube. Foi técnico interino do Inter em 2002, mais tarde efetivado, mas ficou pouco tempo no cargo. Sua experiência, para valer, como técnico em clube grande se dará agora. Poderá ter êxito, é claro, mas seu nome ainda não tem o peso do dos técnicos renomados. Particularmente, dentre os técnicos que foram aventados pelo Inter, Levir Culpi me parecia o nome mais indicado, por já ter treinado dois grandes clubes na Segunda Divisão, e pela maior experiência. O Inter não pode mais errar na contratação de técnicos, pois já o fez muitas vezes nos últimos tempos. A contratação de Guto Ferreira, no entanto, não traz a certeza de que, dessa vez, isso será diferente.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Grandiosa exceção
Aos 40 anos, Totti, talentoso meia do Roma, encerrou sua carreira ontem. A notícia nada teria de incomum, não fosse o fato de que, em sua longa carreira, Totti jamais jogou por outro clube. No futebol altamente mercantilizado de hoje, onde os jogadores trocam de clube a todo o momento, em busca de maiores salários, Totti é uma grandiosa exceção. A postura de Totti é ainda mais digna de destaque pelo fato de que, ao optar por permanecer durante toda a sua carreira no Roma, ele perdeu não só a chance de ganhar mais dinheiro, mas também a de obter um maior número de títulos, já que o clube italiano raramente os conquista. Exemplos como o de Totti são escassos no futebol. No Brasil, há os casos de Nílton Santos, Marcos e Rogério Ceni, que tiveram Botafogo, Palmeiras e São Paulo, respectivamente, como os únicos clubes de suas carreiras. O amor á camiseta, considerado por muitos como algo anacrônico, ainda existe. Histórias como a de Totti fazem com que o futebol mantenha o seu encanto aos olhos do torcedor.
domingo, 28 de maio de 2017
Erros que se repetem
Não é á toa que o Grêmio não ganha o Campeonato Brasileiro há 21 anos. Aliás, o Grêmio nunca venceu a competição depois que ela adotou a fórmula de pontos corridos. O clube é vítima de erros que se repetem, cometidos por sucessivas diretorias. O maior deles é a priorização de competições, fazendo com que times reservas sejam escalados em determinados jogos, causando a perda de pontos que farão falta no final. A decisão de escalar um time inteiramente reserva contra o Sport, hoje, na Ilha do Retiro, é um exemplo disso. Não havia nada que justificasse a medida. O fato de o Grêmio estar envolvido em três disputas simultâneas não implicava na necessidade de poupar jogadores em partida alguma, pois após o jogo contra o Zamora, na quinta-feira passada, a Libertadores só será retomada em julho. Também na Copa do Brasil haverá uma pausa. Depois de jogar contra o Fluminense, na próxima quarta-feira, o Grêmio só voltará á competição, caso se classifique para a fase seguinte, no final de junho. Dessa forma, daqui a alguns dias, o Grêmio teria apenas o Brasileirão para se dedicar por um bom tempo. O Grêmio, no entanto, ignorou essas evidências e colocou um time reserva contra o Sport. Chegou a estar ganhando por 2 x 0, mas acabou perdendo por 4 x 3. Assim, desperdiçou pontos preciosos, que lhe farão muita falta, contra um adversário fraco e que estava desfalcado do seu melhor jogador. Perder um jogo depois de ter aberto dois gols de vantagem no placar é algo muito doloroso para o torcedor. Ainda mais que, se vencesse, o Grêmio seria líder isolado, com dois pontos a mais que os segundos colocados. Ao que parece, o Grêmio desdenha da mais importante competição do futebol brasileiro, preferindo as disputas de jogos eliminatórios. Uma postura medíocre, inaceitável para um clube da grandeza do Grêmio.
Mudança obrigatória
Era cogitação, virou imposição. Com a derrota por 1 x 0 para o Paysandu, ontem, no Mangueirão, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, a saída do técnico Antônio Carlos Zago é uma mudança obrigatória a ser feita pelo Inter. Mais do que perder, o Inter jogou muito mal. Afora isso, o Paysandu mostrou-se um time muito fraco e ainda assim, venceu o jogo. Manter Zago como técnico não vai levar o Inter a lugar nenhum. O Inter não evolui. Seu aproveitamento no Campeonato Gaúcho foi de apenas 49%. Por mais atenuantes que pudessem ser dadas para os constantes tropeços, como o fato de que o Inter teve de montar um time novo, e, em função disso, fez muitas contratações e dispensas, nada explica um rendimento tão baixo. Nos últimos dez jogos, por exemplo, o Inter só ganhou um. Os bons resultados contra clubes grandes, como Grêmio e Corinthians, e a estreia com goleada fora de casa, contra o Londrina, na Segunda Divisão, deram algum fôlego ao trabalho de Zago. O empate em pleno Beira-Rio contra o ABC e a derrota de ontem para o Paysandu, no entanto, somados ao desempenho geral do técnico até aqui, tornam inviável a sua permanência. Um recomeço se fará necessário para o Inter, pois o trabalho realizado desde o início do ano não deu os frutos esperados.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Só as ruas podem salvar o Brasil
Os dias vão transcorrendo e o país continua entregue á própria sorte, com um governo acabado que finge manter o seu poder. Na prática, o presidente golpista Michel Temer não governa mais. Por que, então, ainda não caiu? Porque os interesses dos diversos grupos que compõem o cenário político, como sempre, estão postos acima dos do país. A direita, mesmo fortemente afetada pela derrocada de Temer, quer manter o seu propósito de aprovar as reformas trabalhista e da Previdência, tão ansiadas pela plutocracia. Por isso, uma saída da crise que seja favorável aos golpistas está sendo gestada. Uma eleição indireta, feita por um Congresso Nacional corrupto, que escolherá um nome confiável para a direita, que dê prosseguimento a agenda carregada de demofobia do governo Temer. Os brasileiros não podem permitir que isso aconteça. O povo precisa mostrar sua força. Só as ruas podem salvar o Brasil. A hora é de ocupar os espaços públicos, exigindo a saída de Temer e o fim das reformas. O novo presidente tem de ser escolhido em eleições diretas. Chega dessa conversa fiada de que as instituições estão funcionando, pois isso só serve para que se posterguem as mudanças necessárias para a reconstrução do país. Fora Temer! Eleições diretas para presidente!
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Faltaram gols
Como se esperava, o Grêmio goleou o fraquíssimo Zamora, e ficou em primeiro lugar no seu grupo na Libertadores. A goleada de 4 x 0, no entanto, não foi suficiente para que o Grêmio obtivesse o primeiro lugar na classificação geral. Portanto, faltaram gols, ainda que tenham sobrado oportunidades. Até abrir o placar, o Grêmio já tinha perdido um grande número de chances. No segundo tempo, já vencendo por 3 x 0, o Grêmio marcou apenas mais um gol, e desperdiçou um pênalti. Se houvesse feito mais três gols, e teve muitas chances para isso, o Grêmio teria ficado com a melhor campanha geral da fase classificatória da Libertadores. Como não conseguiu, ficou em terceiro lugar, em função do saldo de gols. O clube de melhor campanha foi o Atlético Mineiro, seguido pelo Lanus. Mesmo assim, o Grêmio ficou numa boa colocação, que lhe garante jogar em casa as segundas partidas dos confrontos que terá daqui para a frente, com exceção dos dois clubes que ficaram à sua frente. Pedro Rocha e Luan, que hoje marcaram gols, perderam outras oportunidades, o que já virou rotina. Porém, mesmo descontada a fragilidade do adversário, foi a quarta vitória consecutiva do Grêmio, e sempre com alto desempenho. O Grêmio vai bem nas três competições em que está envolvido, e com o hiato que ocorrerá na Copa do Brasil e na Libertadores, não precisará priorizar nenhuma delas, por enquanto, e ainda poderá aproveitar o período com jogos apenas pelo Campeonato Brasileiro para consolidar ainda mais o seu bom desempenho na disputa.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
O Brasil está acéfalo
O que falta acontecer para que Michel Temer deixe o cargo de presidente? Temer não tem mais a mínima condição de governar, está no cargo de maneira apenas simbólica. O Brasil está acéfalo, sem um governo efetivo. Ao que parece, há uma aposta no quanto pior, melhor. Em vez de uma solução rápida, com a saída imediata de Temer, os dias vão transcorrendo sem que se tenha ideia do que está por vir após a inevitável queda do presidente golpista. Os promotores do golpe e, os empresários associados com eles, querem manter na agenda do governo a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, que são extremamente prejudiciais aos interesses da população. O ideal seria aprovar uma emenda constitucional que antecipasse a eleição direta para presidente. Os governistas, no entanto, afirmam que uma eleição direta agora seria golpe. Na verdade, a direita rejeita a antecipação da eleição direta por que ela seria vencida pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Numa eleição indireta, feita por um Congresso Nacional corrupto, poderá ser nomeado um presidente ainda pior que Temer. Como expressa o ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. As manifestações de hoje em Brasília foram alentadoras, pois mostram que a população percebeu que cabe a ela escrever a história nesse momento em que é preciso pôr fim ao caos que o golpe instalou no país.
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