O depoimento, tão aguardado, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, ocorreu hoje, e teve mais de cinco horas de duração. Um aparato enorme de segurança foi mobilizado e a transmissão ao vivo do acontecimento não foi permitida, o que não condiz com os princípios democráticos. Ainda assim, no decorrer do dia, trechos do depoimento foram sendo revelados ao conhecimento do público. O fato essencial é que Lula se saiu exemplarmente ao depor, e reiterou, resolutamente,
que não é dono do tão badalado triplex de Guarujá. Lula ainda respondeu perguntas que nada tinham a ver com o objeto do depoimento, o que evidencia que a motivação do cerco montado contra ele é política, e não jurídica. Depois do longo depoimento, Lula foi ao encontro do povo. Para desespero de seus críticos, Lula segue altivo em meio á perseguição movida contra ele, e é o grande favorito para as eleições de 2018.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
terça-feira, 9 de maio de 2017
Ódio incontrolável
Poucas vezes se viu tantas manifestações de ódio incontrolável como as feitas por direitistas em relação ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Uma das mais recentes é a do vereador de Livramento (RS), Maurício Galo Del Fabro (PSDB). Em sessão realizada ontem na Câmara Municipal de Livramento, Del Fabro disse que se Lula não for condenado pela Operação Lava-Jato, voltará a se eleger presidente, e aí "só matando". O que justifica tanto ódio? Certamente, não é a pretensa corrupção disseminada no governo Lula. Afinal, a corrupção é uma praga em larga escala no Brasil desde o descobrimento. Aliás, poucos governos foram mais corruptos do o que o de Fernando Henrique Cardoso, o oráculo do PSDB, que chegou ao ponto de comprar parlamentares para obter a aprovação da reeleição, em proveito próprio. O que move o antilulismo é o ódio de classe, a demofobia impregnada nas elites brasileiras e nos setores reacionários da classe média. Para essas pessoas, é insuportável a ideia de que o maior líder popular do país em todos os tempos seja um nordestino com pouca instrução formal. Lula, obviamente, não é uma figura acima do bem e do mal, e cometeu erros em seu governo. Nada que justifique, no entanto, a campanha sistemática que lhe move a grande imprensa. Lula desperta tamanho ódio porque todo o líder popular é visto pela plutocracia como uma ameaça aos seus interesses. As reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo golpista de Michel Temer são exemplos do tipo de sociedade desejada pela direita, e para a qual Lula sempre será uma ameaça. O edil de Livramento, entretanto, se equívoca ao achar que matar Lula, se ele voltasse a se eleger presidente, seria uma solução para a direita. Se Lula fosse assassinado na condição de presidente, se tornaria um mito político ainda maior, já que se transformaria num mártir. Pois é, vereador, contra Lula não há solução, nem matando.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
A estupidez travestida de sabedoria
A cada vez que se pronuncia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dispara uma série de sandices, sem ser, no entanto, criticado por isso, já que conta com a simpatia da grande imprensa. Fernando Henrique foi, certamente, um dos piores presidentes brasileiros. Seu governo foi ruinoso para o país, embora se tente convencer a opinião pública do contrário. O que dizer de um sociólogo de boa reputação, com uma obra nitidamente calcada nas ideias de esquerda, que ao chegar ao poder pede que as pessoas esqueçam tudo o que ele havia escrito? Como classificar um presidente que comprou parlamentares para instituir a reeleição em proveito próprio? FHC, como também é conhecido, adora exercer o papel de sábio de plantão, sempre disposto para iluminar as consciências, que a mídia conservadora gosta de lhe atribuir. Porém, a cada vez que abre a boca o país se vê diante de uma torrente de asneiras. Agora, ao analisar o quadro político brasileiro, coloca o apresentador de tevê Luciano Huck, seu amigo pessoal, como uma possível "novidade" para a eleição presidencial de 2018. Como se não bastassem todos as vicissitudes que o país atravessa no campo político, Fernando Henrique ainda se sai com essa. Fernando Henrique Cardoso é a estupidez travestida de sabedoria. Parodiando um antigo programa humorístico, deveríamos todos nos dirigir ao ex-presidente bradando: "Cala a boca, FHC"!
domingo, 7 de maio de 2017
Título merecidíssimo
O Novo Hamburgo é campeão gaúcho pela primeira vez. Um título merecidíssimo, sem nenhuma dúvida. A conquista veio de forma sofrida, com disputa nos tiros livres da marca do pênalti, mas o vencedor do Campeonato Gaúcho não poderia ser outro. Mais uma vez, como acontecerá no primeiro jogo da decisão, o Novo Hamburgo saiu na frente e cedeu o empate, o que levou a definição para os tiros livres. O Inter errou suas três primeiras cobranças, e o Novo Hamburgo ganhou por 3 x 1. O jogo foi realizado no Francisco Stédile, e não no Estádio do Vale, como deveria ser, o que foi mais um obstáculo superado pelo Novo Hamburgo. Não há restrições possíveis ao mérito do título do Novo Hamburgo. Afinal, ele foi o primeiro colocado da fase classificatória, disputada em pontos corridos. Em seis jogos contra a dupla Gre-nal, não perdeu nenhum. Empatou três vezes com o Grêmio. Ganhou um jogo e empatou dois contra o Inter. O Inter, em contrapartida, foi, apenas, o sétimo colocado na fase classificatória. Em 17 jogos no campeonato, o Inter venceu, somente, seis, e sofreu 18 gols. Uma campanha muito fraca, que não poderia resultar em conquista de título. Parabéns, Novo Hamburgo, legítimo campeão gaúcho de 2017.
O encerramento dos campeonatos estaduais
Hoje, teremos o encerramento dos campeonatos estaduais em todo o país. Há estados em que o campeão já foi conhecido, mas a grande maioria terá sua definição nesse domingo. Até que enfim! Os campeonatos estaduais são competições anacrônicas, de baixo nível técnico e que despertam pouco interesse no público. Para os grandes clubes brasileiros, são disputas que não fazem mais sentido, pois é um título que, quando alcançado tem uma repercussão mínima, já que, paralelamente, estão empenhados em competições mais relevantes. Afora isso, os campeonatos estaduais ocupam um espaço demasiado no calendário do futebol brasileiro. Com isso, o Campeonato Brasileiro acaba sendo realizado durante seis meses e meio, enquanto que em países como Espanha, Inglaterra, Itália e França, cujos campeonatos nacionais possuem o mesmo número de clubes e rodadas que o Brasileirão, a disputa se dá durante nove meses. Esse é um problema que se arrasta no futebol brasileiro, mas que persiste em função de interesses de bastidores, prejudicando clubes e torcedores. Então, que sejam definidos os campeões, e comemorem suas conquistas, mesmo que sejam tão pouco relevantes quando obtidas por grandes clubes. A partir da próxima semana, aí sim, só competições relevantes ocuparão as atenções de clubes e torcedores no país.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Mais uma face do golpismo
A ideia de desenterrar uma proposta que prevê a unificação de todas as eleições a partir de 2020 é mais uma face do golpismo que se instalou no país a partir do impeachment da presidente Dilma Rousseff, e duplamente perversa. Primeiramente, porque cancelaria as eleições previstas para 2018, ampliando o mandato de Michel Temer, um presidente ilegítimo. Em segundo lugar, porque as eleições unificadas fariam com que só tivéssemos pleitos a cada quatro anos, desacostumando os brasileiros com o ato de votar. Antidemocrática, a medida, no entanto, é coerente com os anseios da direita que tomou de assalto o poder no país. A direita tem horror ao processo eleitoral, pois sabe que, no voto, suas chances de vencer são sempre reduzidas. Para que possa se apoderar do país, governando apenas para os potentados e virando as costas para a população é muito mais segura a via do golpe, como ocorreu em 1964 e tornou a a acontecer em 2016. A política tem sido uma fonte diária de pesadelos para os brasileiros. Esse é apenas mais um, mas não vai se concretizar. Afinal, como expressa o ditado, depois da tempestade, vem a bonança. A tempestade política no Brasil não vai durar para sempre.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Técnicos emergentes
O futebol, como qualquer outro ramo de atividade, precisa da renovação de talentos. Afinal, o tempo passa, e os mais velhos terão de ser substituídos por profissionais mais jovens. Nos últimos tempos, os grandes clubes brasileiros tem apostado em técnicos emergentes, já que grandes nomes como Felipão, Vanderlei Luxemburgo e Murici Ramalho, já não são opções. Felipão foi ganhar dinheiro na China, Vanderlei Luxemburgo não consegue se recolocar no mercado, e Murici Ramalho, por problemas de saúde, tornou-se comentarista. A aposta nos emergentes, no entanto, ainda não deu os frutos esperados pelos grandes clubes. A demissão do técnico Eduardo Baptista, hoje, pelo Palmeiras, é uma prova disso. Baptista estava há apenas cinco meses no cargo. Ele recebeu um grupo que foi campeão brasileiro, treinado por um técnico afirmado, Cuca, e não superou o desafio. Técnicos como Roger Machado, ex-Grêmio e atualmente no Atlético Mineiro, Antônio Carlos Zago, do Inter, e Milton Mendes, do Vasco, ainda buscam se consolidar na carreira. Há também as soluções caseiras, com técnicos formados dentro do próprio clube, como Jair Ventura, do Botafogo, Rogério Ceni, do São Paulo, e Ze Ricardo do Flamengo. Nesse caso específico, Ventura parece ser o mais promissor. O fato é que renovar é necessário, mas um grande técnico não atinge essa condição da noite para o dia. Por isso, alguns clubes ainda apostam em nomes mais tradicionais como o Fluminense, com Abel Braga, e o Santos, que continua com Dorival Júnior. Os técnicos emergentes podem ter novas ideias, uma maneira mais "moderna" de pensar o futebol, mas só os bons resultados são capazes de os manter empregados. Essa é uma regra imutável do futebol.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
A arbitragem não explica tudo
O Grêmio foi muito prejudicado pela arbitragem na derrota que sofreu por 2 x 1, de virada, para o Deportes Iquique, hoje, em Calama, pela Libertadores. Porém, a arbitragem não explica tudo. Ainda que tenha sido duro levar o gol de empate um minuto após abrir o placar, em consequência de um pênalti inexistente, e receber uma série de cartões durante o jogo tendo cometido menos faltas que o adversário, nada justifica a postura acomodada que o Grêmio demonstra no decorrer das partidas, e que já lhe custou a eliminação no Campeonato Gaúcho. O time não apresenta um perfil vibrante, e isso está na raiz de muitos maus resultados. Afora isso, o técnico Renato não está dando boas contribuições na escalação do time. Não faz o menor sentido a insistência com Jailson, um jogador que já demonstrou, durante o campeonato estadual, que não está a altura das necessidades do Grêmio. A presença de Jailson junto com Michel derruba a condição técnica do time, que fica sem uma saída de bola qualificada. Arthur, que entrou durante o jogo, já reuniu méritos suficientes para se tornar titular. A preterição de Everton em favor de outros jogadores é outro erro de Renato. Não bastasse tudo isso, Marcelo Oliveira e Luan seguem sendo dois jogadores de desempenho nulo para o time. Até aqui, o Grêmio não deslanchou em 2017, e vai precisar fazer várias correções para que o ano não seja uma coleção de fracassos.
A superexposição do Poder Judiciário
No Brasil caótico do pós-golpe, tudo parece virado de cabeça para baixo. A superexposição do Poder Judiciário é um exemplo disso. Em condições normais, o Judiciário é o mais discreto dos três poderes que sustentam a República. Afinal, seus integrantes não são eleitos pelo voto popular como os membros dos poderes Executivo e Legislativo, e a natureza de sua atividade recomenda o recolhimento. No Brasil de hoje, no entanto, juízes e procuradores do Ministério Público estão em permanente evidência. Pouquíssimas pessoas saberiam citar o nome de um ministro do governo de Michel Temer, mas muitas já ouviram falar dos integrantes do Supremo Tribunal Federal. Como membros da suprema corte do país, os ministros do STF deveriam optar pela discrição, e só se manifestarem por meio dos autos, mas não é assim que tem ocorrido. O julgamento do habeas-corpus do ex-ministro José Dirceu, com sua libertação depois de dois anos de prisão, é outra demonstração desse quadro. Os procuradores da Operação Lava-Jato, como forma de pressionar o STF pela manutenção da prisão de José Dirceu, apresentaram mais duas denúncias contra o ex-ministro no dia em que seu habeas-corpus seria julgado, ou seja, ontem. O STF ignorou a pressão, e deu parecer favorável á libertação de José Dirceu, com direito a um "puxão de orelhas" do ministro Gilmar Mendes nos procuradores da Lava-Jato. Sem entrar no mérito da decisão de libertar José Dirceu, foi mais um dia em que o Judiciário esteve na linha de frente do noticiário. A volta do ex-ministro para a prisão até poderá ser determinada nos próximos dias, mas membros do STF e procuradores da Lava-Jato já se colocaram, mais uma vez, ao alcance dos holofotes. O país precisa de uma Justiça que seja séria e sóbria, e não um palco para a exibição vaidosa de seus integrantes.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
A desfaçatez de uma imprensa nada isenta
O Novo Hamburgo fez a melhor campanha do Campeonato Gaúcho e, depois de empatar o primeiro jogo da decisão da competição com o Inter, no Beira-Rio, possui o mando de campo da segunda partida. Nada mais natural, portanto, que o jogo seja realizado no Estádio do Vale, de sua propriedade, onde está invicto, até agora, no campeonato estadual. Estranhamente, no entanto, o Corpo de Bombeiros ainda não liberou as arquibancadas móveis que ampliam a capacidade do estádio, que necessita de uma capacidade de dez mil lugares num jogo desse porte. A Federação Gaúcha de Futebol deu um prazo ao Novo Hamburgo, até às 18 horas de amanhã, para obter a liberação, e indicou o Francisco Stédile, estádio do Caxias, como alternativa. O Inter, obviamente, pressiona para que o jogo seja em Caxias do Sul, alegando que o regulamento da competição está sendo desrespeitado. O que impressiona em toda essa história, entretanto, é a desfaçatez de uma imprensa nada isenta. Muitos jornalistas esportivos, defendendo os interesses do Inter de forma velada, afirmam que a partida deve ser mesmo em Caxias do Sul, pois, argumentam, o Novo Hamburgo joga bem em qualquer estádio, e a renda no Francisco Stédile seria bem maior. Puro cinismo de quem quer atropelar o direito conquistado em campo pelo Novo Hamburgo e retirar o equilíbrio técnico da decisão. Se o jogo não vier a ser confirmado para o Estádio do Vale, sob qualquer alegação, o campeonato estará, irremediavelmente, manchado.
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