sexta-feira, 28 de abril de 2017
A greve geral foi um êxito
A grande imprensa tenta mostrar o contrário, mas a greve geral foi um êxito, hoje, em todo o país. Milhares de pessoas saíram as ruas para manifestar sua inconformidade com as reformas trabalhista e previdenciária, que o governo golpista e ilegítimo tenta impor aos brasileiros. A tentativa de negar a expressividade da greve é inócua, pois importantes jornais do exterior atestaram o seu sucesso. O governo procurou menosprezar o movimento, e afirmou que não voltará atrás nas reformas, mas isso é apenas retórica. A greve geral não é um fato isolado. Ela é o estopim de um combate permanente ás medidas que o governo pretende implantar para destruir os direitos dos trabalhadores. A reforma trabalhista não deverá ser aprovada no Senado, segundo afirmou o próprio presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB/AL). A reforma previdenciária encontra cada vez mais resistência entre os congressistas. O governo, é claro, vai jogar pesado, ameaçando os parlamentares com perdas de vantagens e ofertando cargos em troca de apoio às suas infames reformas, mas a resistência a implantação das medidas vem crescendo entre deputados federais e senadores. A greve de hoje foi apenas o início da virada contra as reformas. O governo não perde por esperar.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
O fazedor de gols
Em 2016, poucos minutos depois de o Grêmio conquistar o seu quinto título da Copa do Brasil, o então vice-presidente de futebol do clube, Adalberto Preiss, projetando a necessidade de reforços para o grupo no ano seguinte, disse que era preciso contratar um "fazedor de gols". O Grêmio foi em busca desse jogador, e trouxe Lucas Barrios para suprir essa carência. Barrios não se afirmou de imediato. Sofreu uma lesão logo após a sua chegada, e enfrentou a dificuldade de jogar num time desacostumado com um homem de referência no ataque. Até ontem, havia marcado apenas três gols com a camisa do Grêmio. Porém, hoje, na goleada de 4 x 1 sobre o Guarani do Paraguai, na Arena, pela Libertadores, fez outros três, o que lhe credencia a obter a condição de titular. O Grêmio poderia ter ganho por um placar ainda mais elástico, se Luan não tivesse desperdiçado um pênalti. Aliás, Luan foi o destaque negativo do jogo, com mais uma péssima atuação. Sua condição de titular absoluto é cada vez menos justificável pelo futebol que tem jogado. Seja como for, a goleada veio em boa hora para amenizar a frustração pela eliminação no Campeonato Gaúcho. Foi, acima de tudo, a grande noite de Lucas Barrios, abrindo a perspectiva de que o Grêmio tenha encontrado o fazedor de gols que tanto buscava.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Uma reforma que não pode ser aprovada
Começará a ser votada, hoje, no plenário da Câmara dos Deputados, a reforma trabalhista. Essa é uma reforma que não pode ser aprovada. Se for, as relações do trabalho, no Brasil, irão recuar para um nível medieval. Todos os avanços da Consolidação das Leis do Trabalho seriam revogados. O governo golpista e ilegítimo tenta aprovar suas medidas carregadas de demofobia a toque de caixa, pois a resistência da sociedade começa a se ampliar, o que poria em risco a sua aprovação. As forças vivas da sociedade brasileira e a oposição não podem desistir de barrar essa monstruosidade. Todos os esforços possíveis e imagináveis devem ser feitos para impedir que esse crime contra os trabalhadores brasileiros seja consumado. Atos protelatórios em plenário, manobras regimentais, ações judiciais, mobilizações junto às forças populares, todos os recursos são válidos para impedir a aprovação da reforma. O governo não tem legitimidade para propor mudanças tão drásticas na vida dos brasileiros como as que acontecerão se as reformas trabalhista e previdenciária forem aprovadas. A luta não acabou, está apenas começando.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
A gangorra
Uma imagem há muito tempo associada ao futebol do Rio Grande do Sul é a da gangorra. Como no brinquedo, seus dois grandes clubes, Grêmio e Inter, se alternam em ciclos hegemônicos em que enquanto um está no alto, o outro está encostado ao chão. Foi assim quando o Grêmio ganhou 12 campeonatos estaduais em 13 disputados entre os anos de 1956 a 1968. O fato repetiu-se no amplo domínio do Inter nos anos 70, e do Grêmio nas décadas de 80 e 90. Agora, no entanto, esse quadro já não se mostra como em outras épocas, e o Grêmio é o grande responsável por isso. O Grêmio está tendo, nos últimos anos, um desempenho pífio no Campeonato Gaúcho. Desde 2010, não vence a competição, e nas duas últimas edições foi eliminado nas semifinais. A disputa paralela da Libertadores não serve como desculpa, pois, em 2015, o Inter participou das duas competições, sendo campeão gaúcho e semifinalista no torneio continental. A verdade é que o Grêmio, ainda que não confesse, nutre um profundo desapreço pelo campeonato estadual e, por consequência, não consegue se motivar para a sua disputa. O final de 2016, com o Grêmio conquistando o título de campeão da Copa do Brasil e o Inter sendo rebaixado para a Segunda Divisão, apontava para a perspectiva de um novo ciclo hegemônico em azul, preto e branco. A eliminação no campeonato estadual, no entanto, com o Inter podendo chegar, pela segunda vez em sua história, ao título de heptacampeão, e obtendo bons resultados em outras competições, desfizeram, ao menos por enquanto, essa possibilidade. O Grêmio precisa repensar sua relação com o Campeonato Gaúcho. A impressão que se tem é a de que o clube só participa da competição em razão da excelente quantia paga pela emissora de TV que detém os direitos de transmissão. Os sucessivos fracassos nessa disputa, no entanto, comprometem a imagem do clube, e geram uma maior pressão por resultados em outras competições. Se seguir com sua postura negligente no campeonato estadual, o Grêmio permitirá ao seu maior rival um recurso permanente para escapar de crises maiores. Não há justificativa para um procedimento que em nada beneficia o clube, e que ainda auxilia o seu principal oponente.
domingo, 23 de abril de 2017
Eliminação inaceitável
O Novo Hamburgo fez uma campanha meritória no Campeonato Gaúcho, pois marcou mais pontos que todos os outros clubes, mas, ainda assim, o Grêmio sofreu uma eliminação inaceitável, hoje, no Estádio do Vale. Pela terceira vez na competição, o Grêmio não passou de um empate em 1 x 1 com o Novo Hamburgo. O Grêmio jogou um mau futebol, sem nenhuma vibração, aceitando o ritmo arrastado que o Novo Hamburgo propunha na partida, já que o empate em 0 x 0 era suficiente para a classificação do clube da casa. Ainda assim, o Grêmio conseguiu abrir o placar. Porém, mais uma vez, permitiu que o Novo Hamburgo ditasse o ritmo do jogo, acelerando-o em busca do empate, que acabou alcançando poucos minutos depois. Como se vê, o Grêmio em momento algum se impôs sobre o seu adversário. A definição de quem se classificaria para a decisão foi, então, para os tiros livres da marca do pênalti. O Novo Hamburgo deu ao Grêmio a chance de ganhar a disputa, mas várias cobranças erradas resultaram na vexatória eliminação. Pelo segundo ano consecutivo, o Grêmio é desclassificado do campeonato estadual nas semifinais por um clube do interior. O jejum de títulos na competição só faz aumentar, pois a última vez que o Grêmio a venceu foi em 2010. Uma situação constrangedora e injustificável para um clube da sua grandeza.
Erro fatal
O Caxias teve tudo para se classificar para a decisão do Campeonato Gaúcho, e não soube aproveitar. Hoje, no Francisco Stédile, no segundo jogo das semifinais contra o Inter, viu o goleiro adversário deixar o campo ainda no início da partida, vitimado por uma lesão. Conseguiu sair na frente no placar e cometeu um pênalti claro que foi ignorado pela arbitragem. Próximo ao final do jogo, teve um pênalti marcado a seu favor e ficou com um jogador a mais, pois o Inter teve um jogador expulso. Bastaria marcar o gol, e a classificação estaria praticamente assegurada. Porém, Gilmar bateu de forma medíocre, a meia altura, e o goleiro. A partir daí, mesmo com um jogador a mais, o Caxias não conseguiu fazer o gol que lhe levaria para decisão. Nos tiros livres da marca do pênalti, o Inter acertou todas as cobranças, o Caxias desperdiçou uma, e obteve a classificação. O Caxias não pode reclamar de nada, estava com a faca e o queijo na mão para chegar á decisão do campeonato e desperdiçou a oportunidade. A má cobrança do pênalti foi um erro fatal.
sábado, 22 de abril de 2017
Falsa vitima
O goleiro Aranha, atualmente na Ponte Preta, ganhou as manchetes em 2014, quando jogava no Santos, alegando ter sido vítima de racismo numa partida contra o Grêmio, na Arena, válida pela Copa do Brasil. Câmeras da ESPN corroboraram as afirmações de Aranha, ao mostrarem torcedores do Grêmio, em especial uma moça, gritarem a palavra "macaco" para o goleiro. O caso foi julgado no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e o Grêmio foi retirado da competição. Aranha, um goleiro obscuro e medíocre, com uma carreira opaca, conseguiu, assim, os seus 15 minutos de fama. Não se levou em conta que o goleiro exagerara na "cera" durante o jogo, o que despertara a revolta dos torcedores, nem de que a responsabilidade por uma suposta atitude de injúria racial deveria ser restrita aos seus autores, sem que o clube fosse punido. Houve um grande bombardeio midiático sobre o tema, com o Grêmio recebendo a pecha de um clube racista, e Aranha se tornando uma vítima desse crime ignóbil. O tempo, no entanto, pôs os fatos nos seus devidos lugares. Aranha é uma falsa vítima. Hoje, após o jogo em que a Ponte Preta classificou-se para a decisão do Campeonato Paulista, ao ser questionado sobre sua forma física, mostrou-se irritado, e disse que há repórteres que "gostam de homem" e por isso cobram que os jogadores sejam "sarados". A "vítima" de racismo, revela-se, portanto um adepto da homofobia. Supostamente atingido pelo preconceito, Aranha procedeu da mesma forma que os seus presumíveis agressores. Três anos depois, a máscara de Aranha, finalmente, caiu.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Escândalo
O que era indigno tornou-se um escândalo. O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, conselheiro do Inter em cuja administração o clube é constantemente beneficiado por "erros humanos" de arbitragem, entre outros favorecimentos, deixou de lado qualquer pudor. Circula, hoje, pela internet, um vídeo em que Novelleto, em ambiente doméstico, comemora a classificação do Inter para as oitavas de final da Copa do Brasil, diante do Corinthians, aos pulos e berros. Ainda que a imprensa esportiva do Rio Grande do Sul, historicamente alinhada com os interesses do Inter, esteja tentando minimizar o episódio, o fato é sórdido e repugnante. Não há mais a mínima condição para que Novelleto continue no cargo, o qual, aliás, exerce ilegalmente, já que o artigo 31 do estatuto da Federação Gaúcha de Futebol veda que conselheiros de clubes sejam presidentes da instituição. A imprensa, conivente com essa situação espúria, jamais denunciou ou cobrou essa gravíssima irregularidade. O Grêmio, sistematicamente prejudicado por Novelleto, deveria se posicionar oficialmente sobre o fato, exigindo sua renúncia. O futebol estadual está entregue a um homem que não tem condições morais de conduzi-lo. Essa situação indecente vem se arrastando há anos, sem que nada seja feito. Agora, chegou-se ao limite. Novelleto tem de deixar o cargo, ou só restará ao futebol do Rio Grande do Sul chafurdar na lama.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Empate bom
Pressionado pelas exigências do calendário, o Grêmio ousou e colocou um time com apenas dois titulares para jogar contra o Guarani, do Paraguai, no Defensores del Chaco. O que poderia ser uma temeridade, acabou se mostrando como uma atitude acertada. O Grêmio foi superior ao Guarani durante o jogo inteiro, chegou a sair atrás no placar, mas teve forças para buscar o empate com um jogador a menos devido a expulsão de Michel, e só não ganhou porque, num belo chute por cobertura de Pedro Rocha, a bola bateu na trave. Para os interesses do Grêmio foi um empate bom. O Grêmio se manteve em primeiro lugar no grupo, pelos critérios de desempate, e poderá obter a liderança isolada caso vença o mesmo Guarani na próxima quinta-feira, na Arena. O resultado de hoje mostrou que o Grêmio tem um bom grupo, e não apenas um time. Arthur foi o grande nome do Grêmio, com uma belíssima atuação. Pedro Rocha, que entrou no segundo tempo, fez o gol de empate e quase o da vitória, foi outro grande destaque. Agora, o Grêmio voltará suas atenções para o Campeonato Gaúcho, onde terá a difícil tarefa, no domingo, de reverter a vantagem do Novo Hamburgo, obtida com um empate em 1 x 1 na Arena, e buscar, na casa do adversário, a classificação para a decisão da competição. O bom resultado de hoje, por certo, servirá de estímulo para a dura empreitada.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Classificação inesperada
Após o empate em 1 x 1 com o Corinthians, no Beira-Rio, era improvável que o Inter se classificasse para as oitavas de final da Copa do Brasil, com o segundo jogo sendo realizado no Itaquerão. Tudo se encaminhava, hoje á noite, para que se confirmasse a classificação do Corinthians. Afinal, o clube paulista abriu o placar logo aos nove minutos do primeiro tempo, numa falha bisonha da defesa do Inter. O Corinthians, no entanto, se acomodou no jogo, tentando segurar o resultado. O castigo veio aos 27 minutos do segundo tempo, com um gol contra que proporcionou o empate para o Inter. A partir daí, o Corinthians foi de forma desesperada para o ataque, criou chances claras, mas não conseguiu fazer o gol da vitória. Com a repetição do resultado do primeiro jogo, a disputa foi para os tiros livres da marca do pênalti, onde, já na série de cobranças alternadas, o Inter foi o vencedor. Foi uma classificação inesperada e, por isso mesmo, muito saborosa, para o Inter e sua torcida, podendo servir de grande estímulo na busca pelo heptcampeonato gaúcho.
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