sábado, 27 de agosto de 2016
Alcindo
O Grêmio perdeu, hoje, Alcindo, o maior goleador da da sua história. Centroavante típico, Alcindo marcou 264 gols com a camisa do Grêmio, sendo 13 em grenais. No total, fez 636 gols em sua carreira. Alcindo também jogou no Santos, com Pelé, e na Seleção Brasileira que disputou a Copa de Mundo de 1966, na Inglaterra. Foi, sem dúvida, um dos grandes centroavantes do futebol brasileiro em todos os tempos. Há algum tempo, vinha sofrendo com problemas de saúde resultantes do diabetes, que acabaram sendo fatais. Ele faleceu com 71 anos. Deixa uma enorme saudade nos que tiveram a oportunidade de ve-lo jogar, e o respeito de gremistas de todas as gerações, por ter sido um dos grandes ícones do clube.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Descalabro
O caos vivido na segurança pública no Rio Grande do Sul é uma consequência natural de um governo que, desde o seu início, mostrou ser um descalabro. Não poderia dar certo o que já começou errado. A escolha de José Ivo Sartori para ser o governador do Rio Grande do Sul foi um equívoco monstruoso do eleitorado. Deixando-se influenciar por uma imprensa facciosa e atrelada aos mais vis interesses das classes privilegiadas e do grande empresariado, o eleitor negou a reeleição ao então governador Tarso Genro, político talentoso e um intelectual de alto nível. Sartori é, sem nenhuma dúvida, o governador mais inepto e incapaz da história do Rio Grande do Sul. Com uma política marcada pela demofobia, defensor dos interesses do grande capital, Sartori, sob a alegação da falta de recursos financeiros, está procedendo a destruição do Rio Grande do Sul. Os salários do funcionalismo estadual são pagos de forma parcelada, a previdência será modificada em prejuízo de aposentados e pensionistas, saúde e educação estão sendo sucateadas. O mais chocante de todo esse rol de atrocidades, no entanto, é a segurança pública. O Rio Grande do Sul se tornou uma terra de ninguém, onde pessoas são assassinadas a qualquer hora, em todos os lugares, dos muito pobres aos mais refinados. Defensor do estado mínimo, Sartori só se preocupa em cortar recursos. Com isso, a população fica desassistida em suas necessidades essenciais, e entregue a própria sorte no que diz respeito a segurança. O clamor social que se verificou em função da escalada galopante da criminalidade levou o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, a pedir demissão. Porém, isso ainda é pouco. O Brasil está prestes a afastar, por meio do impeachment, uma presidente que nada fez para merecer a deposição, num dos mais sórdidos golpes políticos da história do país. Para o impeachment de Sartori sobram motivos, mas as forças conservadoras não permitiriam que um movimento nesse sentido prosperasse. Sendo assim, resta á população do Rio Grande do Sul pagar pelo erro de eleitores desatinados, que, ao escolherem Sartori para governador, a jogaram numa aventura de trágicas consequências.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
A dura volta à realidade
Competições como a Copa do Mundo e as Olimpíadas são extremamente envolventes, tanto para quem tem o privilégio de assisti-las presencialmente, quanto para os que vêem pela televisão. O público se vê tomado pela sucessão de jogos e recordes, e pelo desempenho de grandes nomes do esporte. Porém, como expressa o ditado, o que é bom dura pouco. Depois de 16 dias de Olimpíadas, a vida retorna ao normal. A dura volta à realidade traz no "cardápio" a farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a criminalidade galopante, o desemprego crescente, a demofobia do governo golpista de Michel Temer, a impunidade do canalha Eduardo Cunha, a justiça seletiva de Sérgio Moro, entre tantas outras iniquidades. Não é fácil enfrentar tantos fatos negativos. As eleições para prefeito e vereadores poderão, quem sabe, tornar esse quadro menos sombrio. Basta, para isso, que o eleitor dê sua resposta a esse conjunto de atrocidades, votando em candidatos e partidos comprometidos com a justiça social.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Classificação encaminhada
Os últimos resultados colhidos pelo Grêmio fora de casa não autorizavam que pudesse haver um maior otimismo quanto ao jogo de hoje á noite contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, na estreia do clube na Copa do Brasil. No entanto, tendo a escalação conjunta de três volantes, Ramiro, Walace e Jailson, como novidade, o Grêmio mostrou um futebol determinado desde o início da partida. Com apenas seis minutos do primeiro tempo o Grêmio marcou o gol com que venceu o jogo, num belo passe de calcanhar de Douglas para Bolanos. O Grêmio seguiu superior até o intervalo, justificando plenamente o resultado que alcançava. No segundo tempo, o Atlético Paranaense voltou fazendo uma pressão maior, levando perigo á área do Grêmio, e obrigando Marcelo Grohe a realizar uma defesa excepcional numa cabeçada de André Lima. Porém, o Grêmio, em contra-ataques, poderia até ter estabelecido uma goleada, pois perdeu várias chances claras com Bolanos, Everton e Luan. Caso tivesse goleado, o Grêmio teria tornado o segundo jogo, na Arena, praticamente, um amistoso. Ainda assim, a classificação para as quartas de final da competição está encaminhada. Afinal, o Grêmio jogará por qualquer empate. Se o Atlético Paranaense vencer por 1 x 0, a decisão irá para os tiros livres da marca do pênalti. Para o Atlético Paranaense se classificar no tempo normal de jogo terá de ganhar por dois ou mais gols de diferença. O resultado de hoje também deverá servir de estímulo para o Grêmio no jogo de domingo contra o Atlético Mineiro, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, num confronto direto entre postulantes ao título. Resta saber se, com o bom desempenho de hoje, a escalação do time será mantida, ou Maicon, assim que se recuperar de lesão, voltará ao time.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Uma convocação pouco inspirada
A primeira convocação do novo técnico da Seleção Brasileira, Tite, era aguardada com muita expectativa. Ontem, finalmente, ela foi conhecida, mas se mostrou uma convocação pouco inspirada. Como entender a insistência com Daniel Alves? Como justificar a chamada de nomes como Giuliano e Taison? Porque Douglas Costa foi esquecido? A primeira convocação de Tite esteve longe de ser brilhante. Ainda que a safra de jogadores não seja da mesma qualidade de outros tempos, Tite poderia ter feito uma convocação melhor. Tomara que, a despeito de alguns equívocos nos nomes convocados, a reconhecida competência de Tite possa prevalecer, e ele comece bem a sua trajetória como técnico da Seleção Brasileira. Não há tempo a perder.
A sorte em meio ao perigo
Pode parecer estranha a afirmação de que o Inter, que vive uma crise terrível, está tendo sorte em meio ao perigo de rebaixamento que ronda o clube no Campeonato Brasileiro. No entanto, a colocação nada tem de absurda. Afinal, como explicar que um clube que não ganha há 14 jogos ainda não tenha ingressado na zona de rebaixamento? Alguém poderia objetar que, se tivesse sorte, o Inter não teria desperdiçado um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo do jogo contra o São Paulo, domingo, no Beira-Rio, que poderia fazer com que vencesse o jogo. Convém não esquecer, entretanto, que o São Paulo ganhava o jogo até os 40 minutos do segundo tempo, resultado que colocava o Inter na zona de rebaixamento. Com o empate, obtido no final do jogo, o Inter permaneceu na mesma posição em que estava, em decimo-quinto lugar, pelos critérios, já que sua pontuação é a mesma do primeiro clube na zona de rebaixamento. O perigo ronda o Inter, mas a entrada no grupo dos que cairão para a Segunda Divisão ainda não aconteceu. Só a sorte explica algo tão inusitado.
Rotina
Um resultado nada surpreendente. A derrota do Grêmio para o Flamengo, no domingo, no Mané Garrincha, foi, apenas, a repetição de uma rotina de maus resultados fora de casa. O Grêmio tem sido um time caseiro. Nos jogos da Arena, tem um excelente aproveitamento. Como visitante, venceu apenas dois jogos, contra Atlético Mineiro e Inter. Com mais essa derrota, e o Corinthians tendo vencido o Vitória, ontem, o Grêmio caiu para o sexto lugar na classificação do Campeonato Brasileiro. Pouco adiantará o Grêmio vencer o Atlético Mineiro, na Arena, no próximo domingo. O time até poderá voltar a ficar entre os quatro primeiros colocados do Brasileirão, mas se tornar a perder muitos pontos nos jogos fora, ficará no efeito ioiô, caindo e subindo na tabela a todo o momento. O técnico do Grêmio, Roger Machado, tem grande responsabilidade nesse quadro. Ele continua a escalar mal, insistindo com jogadores que, comprovadamente, não dão resposta. Lamentavelmente, o Grêmio está, mais uma vez, deixando escapar pelos dedos um campeonato que teria plenas condições de ganhar.
domingo, 21 de agosto de 2016
Sonho realizado
Uma conquista há muito desejada. Um sonho realizado. O Brasil, enfim, conquistou a medalha de ouro no futebol masculino das Olimpíadas. A atuação da Seleção Olímpica Brasileira na decisão contra a Alemanha não foi brilhante, mas o que isso importa? O que interessa é que, agora, não se ouvirá mais a frase "o único título que o futebol brasileiro não conquistou". Não falta mais nenhum titulo de expressão na galeria de conquistas do futebol brasileiro. O melhor de tudo é que essa medalha de ouro tantas vezes adiada foi ganha em casa, diante de um Maracanã lotado, e contra a Alemanha, a algoz do futebol brasileiro na Copa do Mundo de 2014. Está certo que o jogo, no tempo normal e na prorrogação, terminou empatado em 1 x 1, e que a Alemanha chutou duas bolas no travessão. Porém, isso não deslustra a conquista brasileira. Só a torna mais dramática. O título veio numa exasperante série de cobranças de tiros livres da marca do pênalti. Os jogadores brasileiros acertaram todas. O goleiro brasileiro defendeu uma cobrança dos alemães. Uma conquista sofrida, suada, e, por isso mesmo, muito recompensadora. O futebol brasileiro retirou um peso de suas costas, ao ganhar a medalha de ouro, e uma melhora na sua autoestima que poderá lhe conduzir de volta aos seus tempos de glória.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Sem medalha
A Seleção Brasileira de futebol feminino encerrou sua participação nas Olimpíadas sem medalha. A derrota nas semifinais, e a consequente perda da possibilidade de disputar a medalha de ouro, abalaram a equipe, que não conseguiu se refazer para disputar a de bronze. Hoje, deixou o Canadá se impor desde o início do jogo. Chegou a estar perdendo por 2 x 0, descontou, e tentou o empate nos quase quinze minutos que se seguiram até o fim do jogo, mas não teve êxito. O futebol feminino precisa de maior apoio no Brasil. Uma geração está chegando ai fim, com Marta, Formiga e Cristiane. Outros grandes nomes terão de surgir, mas isso só será possível se for criada uma estrutura adequada que, por enquanto, nunca existiu.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
A presença dos mitos do esporte
Entre os tantos aspectos positivos de ser sede de uma competição com a magnitude das Olimpíadas, um representa um privilégio, o de poder desfrutar da presença de mitos do esporte. Os brasileiros estão tendo chance de ver alguns dos maiores nomes do esporte em todos os tempos competindo em seu país. Nomes como Michael Phelps e Usain Bolt vieram ao Brasil e adicionaram novas conquistas aos seus extraordinários currículos esportivos. Em relação à realização das Olimpíadas no Brasil, muitos se perguntam qual será o legado que ficará para o país. Ele será amplo, com certeza, dentro e fora dos estádios. Um dos principais é justamente a presença dos mitos do esporte no país. O Brasil não faz parte do circuito das principais competições esportivas do mundo. Grandes nomes do atletismo, da natação e do tênis, por exemplo, dificilmente se apresentam no pais. As Olimpíadas proporcionaram aos brasileiros a oportunidade de assistir, competindo diante de seus olhos, a nata do esporte mundial. Esse fato poderá, quem sabe, despertar o entusiasmo dos brasileiros por uma variedade maior de modalidades esportivas. Caso isso aconteça, será um grande legado que as Olimpíadas deixarão. Um dos muitos que um acontecimento tão magnifico proporciona a quem tem a honra de lhe sediar.
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