segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vai começar a era Tite

O que era esperado há dois anos, finalmente, aconteceu. Tite é o novo técnico da Seleção Brasileira. Seu nome era, praticamente, uma unanimidade para assumir o cargo logo após a Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção sofreu a humilhante goleada de 7 x 1 para a Alemanha. Absurdamente, a CBF preferiu trazer Dunga de volta para ser o técnico da Seleção. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi desastroso. Foram dois anos jogados fora, e, agora, Tite terá a tarefa de consertar o estrago. Tem tudo para se dar bem. Com sua contratação, o temor de a Seleção Brasileira ficar, pela primeira vez, fora de uma Copa do Mundo, começa a se dissipar. Tite é muito bom técnico, e conta com a simpatia da opinião pública, o que não acontecia com Dunga. Sua contratação poderá ser o início do resgate da relação da Seleção Brasileira com o torcedor, que,  atualmente, está muito desgastada. Vai começar a era Tite na Seleção Brasileira. A expectativa geral é de que ele seja muito bem sucedido.

domingo, 19 de junho de 2016

Objetivo cumprido

Era essencial para o Grêmio vencer o Cruzeiro, hoje, na Arena, para manter 100% de aproveitamento nos jogos em casa e permanecer nos primeiros lugares do Campeonato Brasileiro. O objetivo foi cumprido. O Grêmio venceu por 2 x 0, e segue sem perder pontos, nem sofrer gols, em seu estádio. O Grêmio não teve uma grande atuação, mas fez o suficiente para vencer. Luan, que marcou o primeiro gol e deu o chute cujo rebote foi aproveitado por Douglas para fazer o segundo, foi o grande destaque do jogo. Com mais um jogo, na sequência, em casa, contra o Vitória, o Grêmio tem tudo para vencer mais uma vez e, dependendo de resultados paralelos, voltar á liderança do Brasileirão. As lesões, no entanto, preocupam. Geromel e Wallace Reis correm o risco de ficarem fora do time por um tempo expressivo, em função de problemas musculares. Para um grupo que já tem carência de zagueiros, essa é uma péssima notícia.

Derrota justa

Muitas vezes, as declarações após um jogo descrevem uma partida inteiramente diferente daquela que ocorreu em campo. Foi o que aconteceu com o jogo Figueirense 3 x 2 Inter, hoje, no Orlando Scarpelli, pelo Campeonato Brasileiro. O Figueirense venceu com justiça, e merecia ter feito um placar maior, pois colocou duas bolas na trave. Se isso não aconteceu, se deve à arbitragem, que não sinalizou a saída da bola pela linha de fundo no cruzamento que originou o segundo gol do Inter. Naquele momento, o Figueirense vencia por 3 x 1, com ampla superioridade em campo. A pressão final do Inter, com duas grandes chances perdidas, foi consequência dessa falha de arbitragem que freou o ímpeto do Figueirense. Após o jogo, o vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pelegrini, culpou a arbitragem pelo resultado, alegando que o pênalti em favor do Figueirense que abriu o placar não existiu. O dirigente foi mais longe, e levantou suspeitas sobre o fato de um árbitro paulista ter apitado o jogo num momento em o Inter disputa a liderança da competição com um clube do Estado de São Paulo. Não fez nenhuma menção, evidentemente, ao gol irregular do Inter. Alguns repórteres fizeram eco às declarações de Carlos Pelegrini. Porém, a derrota do Inter foi justa. Falta ao Inter e aos seus defensores na imprensa perceberem que o Brasileirão não é o mundo encantado do Campeonato Gaúcho, cujos árbitros vivem a cometer "erros humanos" em favor do clube.

sábado, 18 de junho de 2016

Um placar nem tão inusitado

Não é comum um time marcar sete gols num jogo de futebol. Os placares, nesse esporte, tendem a ser bem menos dilatados. No entanto, isso está deixando de ser uma verdade absoluta. Depois do tristemente célebre 7 x 1 da Alemanha sobre a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2014, a Copa América Centenário, que está sendo realizada nos Estados Unidos, apresentou, até agora, dois jogos em que uma equipe marcou sete gols. O primeiro foi o inócuo 7 x 1 da Seleção Brasileira sobre o Haiti. Hoje, o Chile alcançou um surpreendente 7 x 0 sobre o México. A competição não tem a magnitude de uma Copa do Mundo, o Chile está longe de poder ser comparado com a Alemanha, e o México está mais distante ainda de qualquer equivalência com a Seleção Brasileira, mas o resultado é impactante, e terá repercussão internacional. Chile e México são seleções medianas, historicamente, no cenário do futebol. O Chile, atualmente, conta com uma boa equipe, mas que não é extraordinária, nem tão superior à do México. Portanto, o resultado é totalmente inesperado. Seja como for, um placar com sete gols em favor de um dos times já não está sendo tão inusitado, mas o peso dele sobre o derrotado continuará terrível, como sempre foi.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A destruição da CLT

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) talvez seja o maior dos muitos legados do presidente Getúlio Vargas para o país. Ela garante aos trabalhadores uma série de direitos, como a jornada diária de oito horas, férias de 30 dias remuneradas, entre outros. Os empresários, desde sempre, combateram a CLT, e sempre desejaram flexibiliza-la ou, até mesmo, extingui-la. Agora, essa ameaça aos interesses dos trabalhadores está próxima de se concretizar. O ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, quer acabar com a CLT, para, alegadamente, aumentar a "competitividade" da economia. Os empresários odeiam a CLT porque, dizem, ela dificulta as contratações. Tudo porque a CLT estabelece direitos a serem pagos quando da dispensa de um empregado que inibem as demissões. O desejo da classe empresarial é que ocorra a supressão desses direitos. Dessa forma, demitir se tornaria mais fácil, o que, de uma forma perversa, facilita as contratações pela precarização do trabalho e pela rotatividade da mão-de-obra. Padilha é uma das figuras mais nefandas da política brasileira, que integra um governo ilegítimo e golpista. Um governo que chegou ao poder para fazer o serviço sujo com que a direita brasileira sempre sonhou. Resta á sociedade organizada impedir que a destruição da CLT, uma monstruosidade, venha a se concretizar.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Liderança surpreendente

Desafiando a lógica, o Inter segue líder do Campeonato Brasileiro. Hoje, venceu o Atlético Mineiro, no Beira-Rio, por 2 x 0, mantendo sua liderança surpreendente. O jogo esteve longe de ser difícil para o Inter, pois o Atlético Mineiro teve uma atuação pálida, demonstrando que o fato de estar na zona de rebaixamento não é por acaso. As estrelas Robinho e Fred, por exemplo, nada fizeram de produtivo. Dessa forma, o Inter, mesmo sem um futebol convincente, derrotou mais um adversário. Não faltou nem mesmo mais um toque de mão de Paulão dentro da área ignorado pelo árbitro. Por mais incrível que pareça, Paulão comete esse tipo de pênalti em todos os jogos do Inter, sem exceção. Porém, sabe-se lá o porquê, os pênaltis cometidos pelo zagueiro do Inter  nunca são marcados pelos árbitros. Com o resultado de hoje, o Inter abriu três pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Palmeiras. Com um futebol fraco, mas com sua proverbial sorte e a ajuda prestimosa dos árbitros, o Inter segue líder. Resta saber até quando.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Empate eletrizante

Um placar de 3 x 3 revela a ideia de um jogo movimentado, intenso. A partida Chapecoense 3 x 3 Grêmio  foi exatamente assim. Um empate eletrizante. Os dois times buscaram o gol o tempo inteiro. Não cederam à acomodação em nenhum momento. Também fica claro que tamanho número de gols não se dá sem muitas falhas defensivas, e elas ocorreram, efetivamente. A defesa do Grêmio, particularmente, continua a falhar terrivelmente nas bolas aéreas. O goleiro Marcelo Grohe segue errando nas saídas de gol. O Grêmio levou dois gols de cabeça e escapou de sofrer outros. Esses problemas tornaram-se tão crônicos e insolúveis que suscitam dúvidas sobre a realização de treinos específicos para tentar soluciona-los. Eles ocorrem, de fato? Em caso afirmativo, porque não surtem nenhum efeito? O Grêmio, no Campeonato Brasileiro de 2015, perdeu seis pontos para a Chapecoense, o que comprometeu suas chances de obter mais do que o terceiro lugar, sua colocação final. Agora, tropeça, mais uma vez, nesse valente, mas modesto, adversário. Novamente, esses pontos poderão fazer falta no final do Brasileirão.

terça-feira, 14 de junho de 2016

O fim do que não deveria ter começado

A CBF fez, hoje, o anúncio tão esperado de que Dunga não era mais o técnico da Seleção Brasileira. A demissão de Dunga corrige o erro da própria CBFde tê-lo contratado. Sua saída representa o fim do que não deveria ter começado. Não havia justificativa para o seu retorno logo após a Seleção ser humilhada por uma goleada de 7 x 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. Sua primeira passagem pela Seleção já fora um equívoco, pois jamais havia trabalhado como técnico, até então. Após sair da Seleção, Dunga ficou dois anos parado. Depois disso, trabalhou no Inter, onde foi demitido antes do término do contrato. Mesmo com um currículo tão escasso, voltou para a Seleção. Não podia dar certo. A Seleção desperdiçou quase dois anos de preparação, mas ainda há tempo para mudar. A saída de Dunga já é um alento, mas é preciso acertar na escolha do seu substituto. O mais cotado para o cargo é o técnico do Corinthians, Tite. No momento, é, mesmo, a opção mais indicada. Resta aguardar pela definição do nome do novo técnico da Seleção. Tomara que ele, seja quem for, restitua a imagem da Seleção, que anda tão desgastada.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Retrato de uma geração

Uma postagem de Neymar numa rede social, logo depois da vexatória eliminação da Seleção Brasileira na Copa América Centenário, mostra o que é o jogador brasileiro de hoje. Neymar,que não participou da competição, solidarizou-se com os seus companheiros de Seleção, afirmando que só eles sabem os sacrifícios que fazem para jogar por ela, o que fazem com amor. Acrescentou que muitos "babacas" vão falar "m....", e mandou-os "se f....". A declaração de Neymar é o retrato de uma geração. Os jovens jogadores de hoje são mimados, "marrentos", egocêntricos. Adoram ostentar carros e objetos caros que podem comprar com seus altos salários. O conteúdo da postagem de Neymar é lamentável em todos os aspectos. Pelos termos chulos, pela agressividade, pela falsidade evidente da afirmação de que os jogadores sacrificam-se para jogar pela Seleção e que o fazem com amor. Na verdade, é visível que os jogadores de hoje não tem o mesmo apreço pela Seleção do que os de épocas anteriores. Ao contrário da colocação de Neymar, eles desconhecem o que seja sacrifício, e jogam com indiferença, não com amor. A manifestação de Neymar, execrável em todos os níveis, é mais um fato que explica porque a Seleção Brasileira está num poço sem fundo.

domingo, 12 de junho de 2016

Num poço sem fundo

O que falta acontecer á Seleção Brasileira? Depois de ser eliminada nas quartas de final das duas últimas edições da Copa América, hoje a Seleção foi desclassificada da competição extra que está sendo realizada em comemoração ao centenário da disputa, na primeira fase, ao perder para o Peru, por 1 x 0.  A desclassificação se deu num grupo cujos demais integrantes eram Peru, Equador e Haiti! A Seleção só marcou gols contra o Haiti, ao qual goleou, por sinal, por 7 x 1, ensejando uma série de chacotas pela coincidência com o placar pelo qual foi derrotada pela Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. Foi constrangedor ver a atônita figura do técnico da Seleção, Dunga, á beira do campo, enquanto o desastre se consumava. Muito pior, ainda, foi ouvi-lo dizer,  na entrevista após o jogo, que a derrota se deu pelo flagrante erro de arbitragem, que validou um gol feito com a mão. O técnico argumentou, também, que a Alemanha fez um longo trabalho de reestruturação no seu futebol até colher resultados, e que, no Brasil, já estão cobrando-os em apenas um ano e meio. No jogo de hoje, Dunga fez apenas uma substituição durante o jogo. Ao ser questionado sobre isso, disse que agiu assim porque a equipe estava encaixada. Num poço sem fundo, é como se encontra a Seleção Brasileira. A cada vez que se pensa que o pior já aconteceu, a Seleção cai ainda mais baixo. Só faltaria, agora, para culminar, a Seleção ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez. No momento, a Seleção está em sexto lugar nas eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o que lhe deixaria fora,  até mesmo, da repescagem. A verdade é que o retorno de Dunga ao cargo de técnico da Seleção foi um desatino. Depois de mais um fracasso retumbante, só resta demiti-lo, e contratar um técnico que possa começar o trabalho de recuperação da imagem, a cada dia mais desgastada, da Seleção.