quinta-feira, 9 de junho de 2016
Gre-Nal às 11 horas
O próximo Gre-Nal, que será realizado no dia 03/07, no Beira-Rio, válido pelo Campeonato Brasileiro, terá um horário pouco usual. O grande clássico do Rio Grande do Sul será realizado às 11 horas. Esse horário para jogos foi instituído no Brasileirão de 2015, e teve êxito de público, embora receba críticas de muitos, especialmente dos técnicos. Seja como for, o fato é que um Gre-Nal, pela magnitude que envolve esse clássico, não deveria ser disputado num horário alternativo. O Gre-Nal já é tido por muitos como o maior dos clássicos brasileiros. No entanto, a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da competição, reserva os grenais para os seus canais de pay per view, em horários não tradicionais. O tradicional horário das 16 horas, em canal aberto, é reservado, quase sempre, para jogos de Flamengo e Corinthians, os dois clubes de maior torcida do país. Como a maioria da população não tem acesso aos canais fechados, ela fica impossibilitada de assistir um clássico de grande expressão e tem de se contentar, muitas vezes, com jogos de Flamengo e Corinthians contra adversários de menor nível. Afora isso, a contínua exposição, na tevê aberta, dos dois clubes mais populares do pais ajuda a reforçar essa condição. Grêmio e Inter não deveriam aceitar jogar um clássico tão grandioso num horário pouco nobre. Como são dependentes da verba de tevê, a tudo se submetem, sem protesto. O que é uma pena, pois o Gre-Nal deveria receber um tratamento mais digno.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Um treino valendo pontos
Como era esperado, a Seleção Brasileira goleou o Haiti, hoje, em Orlando, pela Copa América Centenário. O placar, curiosamente, foi 7 x 1, o mesmo da humilhante derrota para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. A coincidência, é claro, não deixou de ser destacada pela imprensa, no país e no exterior, ensejando uma série de ironias e chacotas. Brincadeiras á parte, a verdade é que, sobre o jogo em si, há muito pouco para se analisar, pois, na prática, foi um treino valendo pontos. O Haiti é uma equipe muito fraca, que não opôs resistência á Seleção Brasileira. O destaque, ainda assim, foi o meia Philippe Coutinho, que fez três gols. A Seleção Brasileira foi beneficiada, também, pelo resultado do outro jogo do grupo. Peru e Equador empataram em 2 x 2. O Peru chegou a estar vencendo por 2 x 0. Caso o Peru tivesse vencido, seria o líder isolado do grupo, com dois pontos a mais que a Seleção. Como empatou, ficou com o mesmo número de pontos que a Seleção, mas em segundo lugar no grupo, por ter menor saldo de gols. Dessa forma, na última rodada, Seleção Brasileira, Peru e Equador irão lutar pela definição dos dois classificados do grupo. A grande vantagem que obteve no saldo de gols faz com que a Seleção seja a favorita para ficar com o primeiro lugar do grupo. Seja como for, a goleada sobre o Haiti em nada melhora a situação de descrédito que a Seleção vive atualmente. Sem um novo técnico e outros métodos de trabalho, nada irá mudar, significativamente, na Seleção Brasileira.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Contratações polêmicas
Grêmio e Inter anunciaram contratações que estão se mostrando polêmicas, pois foram recebidas com descrédito por muitos. São dois atacantes, Negueba, pelo Grêmio, e Ariel, para o Inter. As circunstâncias dessas contratações, no entanto, são diferentes. Negueba é um atacante de lado, que vem em definitivo, trocado com o Coritiba pelo volante Edinho. Ariel é um centroavante típico, de posicionamento, que vem emprestado até o final do ano pelo Portland Timbers, dos Estados Unidos, que acaba de adquiri-lo do Pachuca, do México. Revelado pelo Flamengo, Negueba, de 24 anos, surgiu como uma grande promessa, que não chegou a se confirmar. Uma grave lesão, quando esteve emprestado ao São Paulo, prejudicou sua afirmação. No Coritiba, onde estava desde 2015, Negueba teve altos e baixos. Porém, sua contratação não me parece ruim. Negueba é jovem, e foi trocado por um jogador de 33 anos. Afora isso, possui um futebol de grande velocidade e boa técnica, que pode ser útil ao Grêmio. O argentino Ariel representa uma situação diferente. Ele jogou no Coritiba, onde não se destacou, e já tem 28 anos. Também é estranho que o Inter sirva de barriga de aluguel para um clube dos Estados Unidos, trazendo o jogador por um período curto e, depois devolvendo-o ao seu adquirente. Em termos técnicos, ambas as contratações foram recebidas com ceticismo, mas a chance de dar certo tende a ser maior para Negueba.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Overdose futebolística
Mesmo os mais apaixonados por futebol terão dificuldades para acompanhar o número de jogos que serão realizados, nos próximos dias, por diferentes competições. O Campeonato Brasileiro, há pouco iniciado, seguirá em paralelo com a Copa América Centenário, já em andamento, e com a Eurocopa, que está por começar. A princípio, tanta oferta de jogos pode parecer algo muito bom, mas não é bem assim. Afinal, se há grande quantidade de jogos, a qualidade não é correspondente. O Brasileirão apresenta um baixo nível técnico. A Copa América Centenário, afora ser uma competição extemporânea, pois é uma edição extra realizada um ano após a última regularmente prevista, não se caracteriza pelo alto nível do futebol praticado. Afora a presença de seleções de pouca expressão, como Bolívia, Panamá, Haiti e Jamaica, as equipes mais representativas, como a Seleção Brasileira e a Argentina, estão muito longe de mostrar a qualidade de outros tempos. A Eurocopa, pretensamente, seria a melhor dessas competições, mas também está longe de encantar, pois, não custa lembrar, os maiores destaques do futebol europeu são os jogadores estrangeiros. Embora muitos europeus digam que a Eurocopa é a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, as duas competições estão longe de serem equivalentes. As grandes potências do futebol europeu nem sempre mostram o seu melhor na Eurocopa, como prova a decisão da edição de 2004, entre Portugal e Grécia. Seria bom que essa enorme quantidade de jogos fosse acompanhada de uma grande qualidade, mas com uma Seleção Brasileira medíocre e sem a presença de seu único grande astro, Neymar, e uma Argentina onde Messi não consegue render tudo que dele se espera, por exemplo, esse parece um desejo irrealizável. Ainda assim, quem gosta de futebol que trate de se programar, pois o que não vai faltar serão jogos para assistir nessa overdose futebolística.
domingo, 5 de junho de 2016
Tropeço
A estatística do Inter nos jogos contra o Vitória, no Barradão, não é nada favorável. Hoje á tarde, essa tendência, mais uma vez, se confirmou. Com um gol sofrido logo aos três minutos do primeiro tempo, o Inter perdeu para o Vitória por 1 x 0, e teve quebrada a sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro. O tropeço acarretou, também, a perda da liderança isolada. Agora, o Inter divide essa condição com Corinthians e Grêmio, e, pelos critérios de desempate, é o terceiro colocado. As limitações apresentadas pelo Inter, mesmo nas vitórias, dessa vez não foram superadas. O Inter não jogou bem e, mesmo que tenha tido chances claras de gol, poderia ter perdido por um placar maior. Uma questão, em particular, começa a se mostrar intrigante nos jogos do Inter. Em todas as partidas, sem exceção, o zagueiro Paulão comete faltas violentas e toca com a mão na bola dentro da área. Porém, os árbitros nunca o expulsam nem marcam pênaltis por causa desses lances. Hoje, não foi diferente. Paulão cometeu uma falta violentíssima sobre Marinho, do Vitória, mas recebeu apenas o cartão amarelo. No final do jogo, desviou com o braço, dentro da área, uma bola que poderia redundar no segundo gol do adversário. O pênalti, no entanto, não foi marcado. Porque Paulão tem tantos privilégios com a arbitragem? Essa é a pergunta que não quer calar.
Desafogo
Uma atuação pouco inspirada, chances desperdiçadas, torcida impaciente, o gol que não saía. Assim se desenrolou o jogo Grêmio x Ponte Preta, hoje á tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O torcedor já se lamentava pelos dois pontos que seriam desperdiçados quando, aos 49 minutos do segundo tempo, Luan marcou um golaço. Foi o gol do desafogo, e com ele o Grêmio venceu a Ponte Preta por 1 x 0. O Grêmio, que estava caindo para o quarto lugar na classificação, retornou ao primeiro, dividindo a posição com Corinthians e Inter. Nos critérios de desempate, o Grêmio é o segundo colocado, atrás do Corinthians, por ter tido um jogador expulso. Detalhes á parte, o fato é que o gol de Luan trouxe alívio para uma torcida que já se via amargurada por um empate em casa na sequência de uma derrota. Foi um jogo que valeu, essencialmente, pelo resultado. Era imprescindível vencer, e o Grêmio conseguiu. A atuação esforçada, mas sem brilho, no entanto, diante de um adversário modesto, evidencia a necessidade do Grêmio aumentar o seu rendimento, se quiser brigar pelo título. Alguns desempenhos individuais estiveram muito abaixo do esperado, como Maicon, Giuliano, Douglas e, especialmente, Everton, que perdeu dois gols feitos. Porém, o que importa é que, mesmo de forma tão sofrida, o objetivo de vencer foi alcançado. Agora, serão dois jogos seguidos fora de casa, nos quais será preciso muita aplicação e qualidade para não perder posições.
sábado, 4 de junho de 2016
Mediocridade
A Seleção Brasileira está mergulhada na mediocridade. Basta ver sua escalação para verificar que não há um único jogador diferenciado, é uma reunião de nomes medianos. Essa é uma contingência da entressafra de valores que vive o futebol brasileiro. Porém, essa situação se agrava porque a Seleção não tem um bom técnico. A volta de Dunga ao cargo foi um absurdo, que está se prolongando de maneira inaceitável. Dunga não consegue dar nenhuma contribuição á Seleção. Hoje, a Seleção estreou na Copa América Centenário empatando em 0 x 0 com o Peru, no Rose Bowl. Mais uma vez, a Seleção produziu muito pouco. O pior é que a derrota só não aconteceu por um erro de arbitragem, pois um gol legítimo do Equador foi anulado, num frango constrangedor de Alisson. A arbitragem entendeu que a bola, ao ser chutada, já tinha saído pela linha de fundo, o que não aconteceu. A verdade é que, mesmo com um material humano mediano, a Seleção poderia render mais. Não irá conseguir isso, no entanto, enquanto Dunga for o técnico.
Muhammad Ali
O boxe, como esporte, nunca foi uma unanimidade. Apreciado por muitos, é rejeitado por outros tantos, devido a sua violência. Porém, polêmicas á parte, como todo o esporte, gerou seus mitos, e não foram poucos. Nenhum, no entanto, foi maior que Cassius Clay, ou Muhammad Ali, o nome que adotou depois de se converter ao islamismo. Mesmo para os que não se encantam pelo boxe, Ali era uma referência. Seu estilo de luta, com o movimento constante das pernas, marcou época. Suas lutas com outros grandes nomes do boxe, como George Foreman e Joe Frazier, entraram para a história. Ali não se limitou ao ringue. Foi um exemplo de postura como cidadão. Recusou-se a lutar na Guerra do Vietnã. Ao ser discriminado por sua cor, desfez-se de sua medalha de ouro olímpica. As pancadas sofridas nos ringues, todavia, cobraram o seu preço, e Ali, que faleceu, hoje, aos 73 anos, vinha sofrendo há mais de três décadas com o Mal de Parkinson. Muhammad Ali não vive mais, mas seu nome está inscrito para sempre entre os maiores nomes do esporte, como Pelé, Michael Jordan, entre outros. Sai de cena o homem, permanece o mito.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Competição extemporânea
Começou, hoje, nos Estados Unidos, a Copa América Centenário. O jogo de abertura, isolado, foi Estados Unidos 0 x 2 Colômbia. Essa é uma edição extra da Copa América, devido ao fato de a competição, em 2016, completar 100 anos de sua primeira realização. Mesmo com essa justificativa histórica, é uma competição extemporânea. Afinal, em 2015, houve uma edição regular da Copa América. Como se não bastasse isso, os clubes brasileiros são extremamente prejudicados ao terem jogadores convocados por seleções participantes da competição, já que, absurdamente, o Campeonato Brasileiro não é paralisado durante a disputa, ao contrário do que acontece nos demais países. Dessa forma, clubes como Grêmio e Santos, por exemplo, foram muito prejudicados por terem jogadores convocados, desfalcando e fragilizando seus times. Afora isso, no caso específico da Seleção Brasileira, sua ligação com a torcida vive um enorme desgaste, e Dunga é um técnico que todos desejam que saia do cargo. A Copa América Centenário, nesse momento, é totalmente inconveniente. Para o público brasileiro, particularmente, ela não representa um atrativo. Não faltará quem, até mesmo, torça contra a Seleção, para que ela seja eliminada logo e, assim, os jogadores de seus clubes retornem o quanto antes.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Erros fatais
Um grande jogo, com muitos gols, duas viradas no placar, tensão e emoção. Assim foi a partida Palmeiras 4 x 3 Grêmio, hoje, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Com um minuto e meio de jogo, o Palmeiras já fazia 1 x 0, num lance em que, no seu nascedouro, houve uma falta sobre Maicon. No último minuto dos acréscimos do primeiro tempo o Grêmio empatou, numa jogada em que Bressan estava impedido. Naquele momento, o Grêmio já fazia por merecer o empate. O Grêmio começou melhor no segundo tempo, e aos nove minutos conseguiu a virada. Porém, não soube segurar o escore, e sofreu o empate dois minutos depois. A partir daí, o Palmeiras exerceu uma forte pressão, e uma nova virada era iminente. Não deu outra. O Palmeiras desempatou e, depois, ampliou o placar. No final, quando o resultado já parecia definido, o Grêmio ainda fez mais um gol. Para o Grêmio, afora a derrota em si, preocupa o fato de não ter sofrido gols nos primeiros jogos do Brasileirão e, hoje, ter levado quatro numa única partida. As falhas nas bolas aéreas voltaram a aparecer. Foram erros fatais, responsáveis pelo terceiro e quarto gols do Palmeiras. A atuação do time, no entanto, foi de bom nível, e mostra que o Grêmio pode ter pretensões grandes na disputa.
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