quarta-feira, 9 de março de 2016
Péssimo resultado
O empate em 1 x 1 do Grêmio com o San Lorenzo,h hoje, na Arena, pela Libertadores, foi um péssimo resultado. Vencer era essencial para o Grêmio, já que, praticamente, eliminaria o San Lorenzo da competição. Com o empate, o Grêmio terá de buscar os pontos perdidos, na terça-feira, fora de casa, contra o mesmo adversário. Será uma tarefa bem mais difícil. Nem mesmo a presença de 41 mil torcedores no estádio foi capaz de fazer o Grêmio ganhar o jogo. O Grêmio jogou mal, e, mesmo quando abriu o o placar, não fazia uma boa atuação. Ainda assim, poderia ter vencido, não fora mais uma chance de gol imperdível desperdiçada por Everton. Vários jogadores tiveram atuações de nível insatisfatório. O pior de todos foi Giuliano. A exemplo de outros jogos, ele não deu nenhuma contribuição efetiva para o time. Uma nulidade. Luan e Douglas estiveram muito apagados. Edinho se esforça muito, mas sua limitação técnica é constrangedora. A ausência de Bolanos, que na sua estreia já provará ser um acréscimo de qualidade para o time, pesou muito. A classificação do Grêmio para as oitavas de final ficou seriamente ameaçada, pois agora terá dois jogos, em sequência, fora de casa, e apenas mais um como mandante.
terça-feira, 8 de março de 2016
Postura asquerosa
As declarações concedidas ontem á imprensa pelo presidente do Inter, Vitório Piffero, ironizando e rebatendo as reclamações do Grêmio em relação ao lance criminoso em que William desferiu uma cotovelada que causou uma dupla fratura na face de Bolanos, caracterizam uma postura asquerosa, que se soma com o conteúdo da entrevista do vice-presidente de futebol, Carlos Pelegrini, dada ainda na Arena, no domingo. No caso de Piffero, é o ápice de um comportamento repetido ao longo dos anos. O presidente do Inter é um boquirroto, prepotente, inconsequente e irresponsável. Porém, dessa vez, ultrapassou todos os limites. Costumeiramente, Piffero faz declarações provocativas ao Grêmio, de forma compulsiva. Mesmo nas ocasiões mais inadequadas, não perde a chance de fustigar o seu maior rival. Piffero age assim porque sabe que tem as costas quentes, por estar respaldado por uma imprensa que defende docilmente os interesses de seu clube, e pelo fato de que a Federação Gaúcha de Futebol é um feudo do Inter. A fala de Piffero foi repugnante, vil, nojenta, torpe, ultrajante. Sua atitude em nada colabora para acalmar os ânimos entre os dois clubes, pelo contrário, só faz aumentar a indignação por parte do Grêmio, plenamente justificada. Só falta, agora, transformar-se a vítima em réu, culpando o Grêmio por ter externado uma revolta legítima pelo lance criminoso que irá lhe privar de sua maior contratação em 2016 por um período superior a um mês. O que aconteceu, domingo, na Arena, não pode ficar por isso mesmo. Há que se punir William, de forma exemplar, aplicando a suspensão máxima prevista na legislação esportiva. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, adotou, desde a sua posse, uma conduta de inconformidade com o status quo do futebol do Rio Grande do Sul, em que o Inter, há décadas, manobra os bastidores de acordo com os seus interesses. Ao contrário de administrações anteriores do Grêmio, Romildo não pretende aceitar passivamente essa situação, o que já gerou reações contrárias na imprensa e no clube rival, comprovando o acerto de sua atitude. Não esmoreça, presidente Romildo, e prossiga na tarefa de lutar pela tão necessária faxina na infecta estrutura do futebol do Rio Grande do Sul.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Atitude criminosa
O lance em que o atacante Bolanos, do Grêmio, foi atingido por uma cotovelada desferida pelo lateral direito William, do Inter, no Gre-Nal de ontem, na Arena, foi uma atitude criminosa, de extrema violência e covardia. Em consequência, Bolanos sofreu duas fraturas na mandíbula. Logo após o jogo, William, cinicamente, pediu desculpas a Bolanos, e alegou ter sido um lance normal de jogo. Não foi. Levantar os braços acima do ombro não é uma atitude normal, quanto mais não seja porque futebol não se joga com as mãos. Afora isso, William é reincidente específico, pois já cometeu agressões idênticas em outro Gre-Nal, no Beira-Rio, quando atingiu Pedro Rocha, e num jogo contra a Chapecoense, em Chapecó, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. Portanto, William é um jogador desleal, não um inocente. O pior é que o imenso prejuízo do Grêmio com a perda, por um mês, da sua principal contratação de 2016, não terá nenhuma reparação. A péssima atuação de Anderson Daronco apenas legitimou o pedido do Grêmio para que o jogo tivesse um árbitro de fora. Daronco marcou falta de Bolanos no lance, e não expulsou William. Mais tarde, ignorou um pênalti claro, também de William sobre Bolanos. Há decadas o Grêmio vem sendo prejudicado pelas arbitragens no Campeonato Gaúcho. As justas reclamações do clube, no entanto, são desqualificados pela crônica esportiva, historicamente comprometida com a defesa dos interesses do Inter. Esse quadro, por sinal, é, particularmente revoltante. Tudo muda no mundo, aceleradamente. Só o que não se altera é a condição de feudo do Inter por parte da Federação Gaúcha de Futebol, e as arbitragens facciosas em favor do clube, sempre com a conivência da imprensa. O Grêmio não pode se encolher diante desse quadro. Mais do que nunca, o clube deve partir para o confronto com a Federação. A grandeza do Grêmio assim o exige.
domingo, 6 de março de 2016
Mais uma chance desperdiçada
O Grêmio está há 15 anos sem um título de expressão, período no qual viu seu maior rival, o Inter, ganhar duas Libertadores e um Mundial de Clubes. Esse ciclo, no entanto, já poderia ter se encerrado, não fosse o fato de que o Grêmio tem falhado em situações decisivas. Os vice-campeonatos da Libertadores, em 2007, e do Campeonato Brasileiro, em 2008, são exemplos disso. Houvesse conquistado esses títulos, o Grêmio teria interrompido o seu jejum de taças de competições de grande expressão, e estabelecido uma outra relação na comparação com o Inter. Porém, o Grêmio tem, sistematicamente, deixado passar as oportunidades de impor grandes revezes ao seu maior adversário. Hoje, foi mais uma chance desperdiçada, nesse sentido. Num Gre-Nal que valia por duas competições, Campeonato Gaúcho e Copa Sul-Minas-Rio, a Arena teve batido o seu recorde de público, com mais de 48 mil pessoas no estádio. Se vencesse o jogo, o Grêmio abriria quatro pontos de vantagem sobre o Inter no campeonato estadual, e se classificaria para as semifinais da disputa interestadual. O resultado, no entanto, foi um empate de 0 x 0, que manteve a diferença de um ponto sobre o Inter, no primeiro caso, e deixou o Grêmio, praticamente, eliminado, no segundo. O time escalado pelo Grêmio era o que ele dispunha de melhor, no momento, á exceção de um titular, e a torcida fez sua parte, estabelecendo o maior público da historia da Arena até aqui. Mais uma vez, contudo, o Grêmio não conseguiu se impor num momento decisivo, e ainda sofreu o prejuízo de perder, por lesão, a sua maior contratação de 2016, Bolanos, atingido deslealmente por William, do Inter, que não recebeu sequer um cartão amarelo. Diante de um adversário limitado e violento, que contou, novamente, com a complacência de um árbitro do Rio Grande do Sul, o Grêmio não conseguiu alcançar os objetivos a que se propunha na partida. Tem sido assim há 15 anos. Resta saber quando essa agonia irá acabar.
sábado, 5 de março de 2016
Antes tarde do que nunca
A Fifa e a International Board decidiram, hoje, testar a utilização de replays para dirimir dúvidas em lances polêmicos do futebol. A decisão ainda não é a ideal, pois não contempla os lances de impedimento, que tantas injustiças causam em resultados de jogos. Porém, já é um avanço. Antes tarde do que nunca. O futebol não podia continuar alheio aos avanços tecnológicos. Afinal, outros esportes já lançam mão deles há um bom tempo para esclarecer lances duvidosos. Os esportes despertam paixões e movimentam cifras milionárias no mundo inteiro. Assim sendo, os resultados de jogos e competições devem ser justos, e expressarem verdadeiramente o que ocorreu na disputa, sem erros que a desfigurem. A arbitragem é uma questão central do futebol, pois, historicamente, seus erros determinam resultados e desfiguram competições. Com a nova determinação, o futebol caminhará para uma maior lisura de campeonatos e torneios. Ao contrário do que sustentam alguns, o erro de arbitragem não faz parte do futebol. Não é algo que possa ser encarado como natural. Uma competição decidida por erros de arbitragem é fraudulenta. Demorou, mas a Fifa, finalmente, enxergou o óbvio, ou seja, os erros de arbitragem em lances capitais, no futebol, distorcem resultados e constroem vencedores ilegítimos, o que não é aceitável em se tratando do mais popular de todos os esportes.
sexta-feira, 4 de março de 2016
A nova face da tentativa de golpe
O Brasil amanheceu, hoje, sob o impacto da "condução coercitiva" que levou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva a ter de prestar depoimento à Polícia Federal. A palavra "coercitiva" já diz tudo sobre a natureza arbitrária dessa ação. Cada vez fica mais clara a intenção golpista por trás da Operação Lava-Jato que, revestida de um verniz moralizador, é tão somente uma estratégia golpista de setores da sociedade brasileira que não conseguem chegar ao poder pelas urnas. O que houve, hoje, portanto, foi, apenas, a nova face da tentativa de golpe que vem sendo urdida por esses setores, com o apoio entusiasmado da imprensa conservadora. O Brasil precisa reagir contra essa ação espúria que procura interromper um processo democrático contínuo que já dura 31 anos no país. Lula jamais se negou a dar qualquer depoimento, logo não havia razão para obriga-lo a fazer isso de forma coercitiva. O que se quer com ações como essa é forçar o impeachment da presidente Dilma Rousseff e promover a destruição da imagem pública do ex-presidente Lula, para impedi-lo de concorrer novamente ao cargo em 2018. As forças democráticas do país tem de resistir. Não ao golpe! Não ao retrocesso! O Brasil sobreviverá a tudo isso, cumprindo a Constituição, e com seu governo, legitimamente eleito, cumprindo integralmente o seu mandato.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Show histórico
O título acima é um lugar comum, em se tratando da apresentação dos Rolling Stones, ontem, em Porto Alegre. Porém, não há definição melhor. Foi, mesmo, um show histórico. Um grupo mítico, com 54 anos de carreira, fez sua primeira, e, provavelmente, última apresentação na cidade. Era, portanto, um espetáculo imperdível para os fãs do rock. Um acontecimento que valeu cada centavo pago pelos ingressos, cujos preços eram elevados. Nem mesmo a chuva, que caiu de forma intensa desde o início do show, foi capaz de arrefecer, minimamente, o ânimo do público. No palco, Mick Jagger, aos 73 anos, mostrava uma incrível disposição e vitalidade. Os integrantes dos Rolling Stones são homens com mais de 70 anos, mas ainda são capazes de proporcionar ao público um show empolgante e inesquecível. As pessoas que compareceram ao espetáculo sabem que ele não deverá se repetir em Porto Alegre, o que lhe dá a condição de histórico. Os que lá estiveram levarão essa lembrança para toda a vida.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Melhor do que a encomenda
A goleada de 4 x 0 do Grêmio sobre a LDU, hoje, na Arena, pela Libertadores, superou as expectativas dos torcedores mais otimistas. Foi o que se pode chamar de um resultado melhor do que a encomenda. O Grêmio não deu chance para a LDU. Abriu o placar cedo, chegou ao segundo gol ainda no primeiro tempo, foi beneficiado por uma expulsão que deixou a LDU com um jogador a menos, e marcou mais vezes no segundo. Afora isso, no aspecto individual, Bolanos teve uma excelente estreia, e marcou um gol. Os autores dos outros gols também estiveram numa noite de afirmação. Maicon recuperou-se da má atuação contra o Glória, Henrique Almeida fez seu segundo gol em dois jogos, e Everton, sacado do time para a entrada de Bolanos, reafirmou o seu valor. O empate do San Lorenzo, em casa, contra o Toluca, por 1 x 1, foi outro fato benéfico para o Grêmio. A goleada de hoje irá tranquilizar o ambiente, e fortalecer o Grêmio para os dois grandes desafios que terá pela frente, na Arena, o Gre-Nal e o San Lorenzo. São três jogos de extrema dificuldade, em sequência, mas o Grêmio já passou pelo primeiro teste com brilhantismo. A confiança no time foi restituída, e o torcedor volta a ter esperança de que os títulos que o Grêmio não alcança há tanto tempo, possam, finalmente, serem conquistados.
terça-feira, 1 de março de 2016
Super quarta-feira
O dia de amanhã, em Porto Alegre, pode ser definido como uma super quarta-feira. Na mesma noite, a cidade terá dois acontecimentos simultâneos para grandes públicos. No Beira-Rio, os Rolling Stones estarão se apresentando pela primeira vez na cidade. Cerca de 50 mil pessoas deverão assistir ao show do mítico grupo, que tem incríveis 54 anos de carreira. Será a oportunidade de assistir, ao vivo, a interpretação de clássicos como "Satisfaction", "Brown Sugar", "Start me Up", "It's Only Rock'nroll", "Jumpin Jack Flash", entre outros. Sem dúvida, será um acontecimento histórico. Ao mesmo tempo, na Arena, o Grêmio jogará contra a LDU, pela Libertadores, partida que deverá ter um público de aproximadamente 40 mil pessoas. A noite de amanhã, em Porto Alegre, não será esquecida. Os maiores desafios diante da concomitância de dois espetáculos com grande público serão o trânsito, que deverá estar muito congestionado, e a escalada de violência que vem se verificando na cidade. Tomara que esses problemas sejam devidamente contornados, e que Porto Alegre possa fruir cada momento dos seus dois grandes acontecimentos.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Premiação merecida
Depois de várias indicações sem obter o prêmio, Leonardo di Caprio, finalmente, foi agraciado com o Oscar de melhor ator. Foi uma premiação merecida. Seu trabalho como protagonista de "O Regresso" foi mais um bom desempenho numa carreira repleta de qualificadas atuações. Di Caprio precisou lutar contra os que viam apenas como um galã, sem maior talento. Foi somando uma série de bons papéis, trabalhando com diretores renomados. A cada nova atuação, colhia o reconhecimento da crítica. As indicações para o Oscar foram surgindo, repetidamente. Porém, o prêmio acabava ficando com outro. Agora, foi diferente. Havia um quase consenso de que tinha chegado a sua vez, o que foi confirmado. Seus concorrentes ao Oscar de melhor ator fizeram boas interpretações, mas o trabalho de Di Caprio era o mais expressivo. Ele não entrará para a história do cinema como um dos tantos talentos injustiçados, que alcançaram êxito na carreira, mas não ganharam a famosa estatueta dourada. Leonardo Di Caprio entrou para o privilegiado grupo dos que levaram o cobiçado prêmio para casa. Não é mais, apenas, um rosto bonito, é um ator reconhecido pelo seu talento.
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