quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sequência vitoriosa

O Grêmio continua com sua sequência vitoriosa no Campeonato Gaúcho. Hoje, jogando com um time reserva, tendo a presença de apenas um titular, Giuliano, venceu o Veranópolis, no Antônio David Farina. Mais uma vez, o Grêmio não teve uma grande atuação, mas fez o suficiente para ganhar por 1 x 0 e se manter na liderança da competição, ultrapassando o Juventude nos critérios de desempate. Lincoln foi o melhor jogador em campo, e o autor de um passe inspirado para o gol, marcado por Bobô. Ainda que tenha apenas 17 anos, Lincoln está demonstrando que já tem condições de ser titular. Não há razão para temer seu aproveitamento imediato no time, em razão de sua pouca idade. Lincoln está pronto. No futebol, só os bons resultados dão estabilidade a um projeto de trabalho. Ainda que não venha tendo grandes atuações, o Grêmio está vencendo seus jogos, o que traz confiança no trabalho que está sendo desenvolvido.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Fragilidade humana

Poucos fatores evidenciam tanto a fragilidade humana do que as doenças. A luta contra elas é uma batalha em que se está sempre em desvantagem. Mesmo com todo o avanço científico, os vírus e demais agentes causadores de enfermidades parecem correr à frente da capacidade humana de cura-las. Não bastassem conhecidas moléstias que há muito tempo desafiam os cientistas, outras vão surgindo. A atual explosão de casos de microcefalia associados ao zika vírus é um exemplo disso. Depois do susto com o aparecimento da Aids, nos anos 80, o mundo se vê diante de outra ameaça de pandemia que aterroriza as pessoas. Autoridades médicas chegam a pedir que as mulheres evitem engravidar enquanto não forem obtidos maiores conhecimentos sobre o zika vírus. Um conselho desse tipo, é óbvio, não pode ser seguido por um tempo demasiado. No entanto, é uma demonstração de que, no momento, pouco há a fazer no combate ao agente viral em questão. Por enquanto, resta tomar medidas de precaução contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, e esperar que os cientistas consigam avanços contra mais essa ameaça á saúde pública.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mimetismo

O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é um espetáculo de rara beleza. Com transmissão de TV ao vivo para todo o Brasil e também em vários outros países, gera um encantamento que parece em permanente crescimento. A consequência disso foi o surgimento de desfiles com os mesmos critérios em outros locais do país, num processo de mimetismo. Porém, o concurso de escolas de samba do Rio de Janeiro está alicerçado numa tradição de quase 90 anos. O Carnaval deve se expressar de acordo com as especificidades de cada região. A atratividade do Carnaval em Salvador, Recife e Olinda, por exemplo, decorre de sua autenticidade, sem ceder à tentação de imitações. Em São Paulo e Porto Alegre, ao contrário, busca-se imitar a estruturação do desfile carioca. O Carnaval de São Paulo possui recursos financeiros para fazer apresentações vistosas. No entanto, falta ao Carnaval paulistano o"samba no pé" típico dos cariocas, e suas escolas não tem a fama e o carisma das do Rio de Janeiro. O caso de Porto Alegre é ainda pior, pois a falta de recursos financeiros faz do seu desfile uma triste caricatura do modelo em que se inspira. O Carnaval do sambódromo carioca é espetacular, mas não constitui um padrão a ser imitado. Cada localidade deve desenvolver a sua autêntica forma de fazer o Carnaval.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Boas notícias

Desde quarta-feira, o torcedor do Grêmio tem sido agraciado com boas notícias. Primeiramente, houve o "balão" sobre o Inter, com a contratação de Henrique Almeida, que vinha sendo tentada pelo clube rival. Logo depois, o segundo jogo ganho em duas rodadas do Campeonato Gaúcho. Na madrugada de sábado para domingo, a aquisição de Bolanos, atacante equatoriano do Emelec. Na sequência, hoje à noite, aconteceu a primeira vitoria na Liga Sul-Minas-Rio, sobre o Coritiba, por 1 x 0, na Arena. A vinda de Bolanos representa, até aqui, a primeira ação mais ousada da diretoria do Grêmio em 2016, numa demonstração de que o clube quer disputar a Libertadores como um candidato ao título, e não ser um mero participante. Somado ao fato de que seu maior adversário perdeu sua grande estrela, D'Alessandro, e foi beneficiado pela arbitragem para obter uma vitoria apertada sobre o modesto Ypiranga, de Erechim, em pleno Beira-Rio, a tendência de que a gangorra do futebol gaúcho esteja para se inverter começa a ganhar contornos mais nítidos. O ano está apenas começando, e, portanto, é muito cedo para projeções mais sólidas, mas as perspectivas do Grêmio para o ano vão se tornando mais favoráveis. No jogo de hoje, o único gol, marcado por Douglas, foi consequência de uma falha bisonha de Amaral, do Coritiba, mas o time criou várias outras chances que, mais uma vez, desperdiçou. Não foi uma grande atuação, pois o Grêmio foi muito pressionado, em alguns momentos, por um adversário limitado, mas é mais um resultado positivo no início de uma caminhada. Por enquanto, é suficiente.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O primeiro jogo sem D'Alessandro

Havia expectativa sobre como seria o primeiro jogo do Inter sem D'Alessandro. Afinal, ele era o capitão e a maior referência técnica do time. O jogo contra o Ypiranga, de Erechim, hoje à tarde, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, tinha esse atrativo especial. O Inter venceu por 3 x 2, com um gol nos acréscimos  depois de sair perdendo, virar o jogo e ceder o empate. No primeiro gol do Inter houve graves erros de arbitragem, pois seu autor, Paulão estava impedido, e ocorreu falta de Rever sobre o goleiro Carlão, que inclusive, se lesionou no lance, jogou no sacrifício até o final do primeiro tempo, mas não retornou. Foi a primeira vitoria do Inter em jogos oficiais em 2016. O resultado, em certa medida, foi injusto, pois o Ypiranga merecia ganhar pelo menos um ponto. Não foi uma vitoria convincente, mas os três pontos foram obtidos Para postular conquistas em 2016, no entanto, o Inter terá de reforçar o seu time.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Carnaval da crise

Maior festa popular brasileira, o Carnaval não ficou imune à crise econômica que afeta o país. Em muitos municípios, as prefeituras suspenderam os recursos para o Carnaval, alegando que eles seriam aplicados em áreas mais prioritárias, como a saúde, por exemplo. Na verdade, essa atitude pretensamente meritória não passa de uma média com o eleitorado, afora demonstrar, mais uma vez, o preconceito das elites brasileiras em relação às manifestações populares. Suspender as parcas verbas do Carnaval em municípios pequenos em nada beneficiará a área da saúde, cujos graves problemas exigem um enorme volume de recursos para soluciona-los. Nós grandes centros tradicionais do Carnaval, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, a festa será grandiosa, como sempre. Porém, é inegável que, de um modo geral, o clima pré-carnavalesco em 2016 é o mais frio dos últimos anos. Em época de inflação e desemprego o ânimo para brincar o Carnaval fica seriamente afetado. O Carnaval da crise terá de fazer muita força para se sobrepor ao clima de desalento que se verifica no país.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Resultados ilusórios

Em dois jogos, duas vitórias, ambas de virada, pelo mesmo placar de 3 x 1. Essa é a trajetória do Grêmio, até o momento, no Campeonato Gaúcho. Hoje à noite, jogando contra o Aimore, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, o Grêmio saiu perdendo, criou várias chances de gol, desperdiçou muitas, mas acabou obtendo um placar confortável. Um quadro quase idêntico ao do jogo de domingo passado, em Caxias do Sul, contra o Brasil de Pelotas. Resultados assim tendem a ser ilusórios. O nível técnico do campeonato estadual é muito baixo. As vitórias nessa competição devem ser relativizadas. O Grêmio deve focar mais nos problemas verificados nos dois jogos, do que no fato de os ter vencido. A defesa tem mostrado fragilidades, sofrendo gols em todas as partidas. Nem sempre será possível obter uma virada depois de sair atrás no placar. Em competições mais exigentes, contra adversários de maior porte, as hesitações da defesa, e os muitos gols perdidos, poderão cobrar um preço alto. O dado mais positivo a ser destacado, nos dois jogos em questão, foi o bom desempenho de Everton e Luan. Eles tem sido os grandes destaques do Grêmio nesse início de ano. Se conseguirem reprisar essas atuações em jogos com maior nível de dificuldades, o Grêmio terá boas perspectivas em 2016.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Uma taça para consolo

O título da Recopa Gaúcha, obtido pelo Inter, hoje à noite, no Passo da Areia, empatando em 0 x 0 com o São José, no tempo normal, e ganhando por 3 x 2 nos tiros livres da marca do pênalti, foi, apenas, um lenitivo para um dia difícil. A taça conquistada, embora inédita para o clube, que havia perdido as duas edições anteriores da competição, é apenas um consolo para um dia muito difícil. Na parte da tarde, duas notícias amargas para a torcida do Inter. A primeira foi a de que D'Alessandro foi emprestado por um ano ao River Plate. Maior ídolo do Inter na atualidade, D'Alessandro, com sua saída, deixa uma sensação de orfandade no torcedor. A segunda notícia desagradável do dia para o Inter foi a contratação, pelo Grêmio, do centroavante Henrique Almeida, do Coritiba. O Inter vinha tentando a contratação do jogador há várias semanas, e Henrique Almeida já tinha até assistido, no Beira-rio, à partida contra o Coritiba, pela Liga Sul-Minas-Rio. A perda do jogador para o Grêmio foi mais um golpe na autoestima do Inter, já ferida pela saída de D'Alessandro. A tentativa frustrada de contratar Henrique Almeida poderá ser compensada com a vinda de outro jogador. Porém, a substituição de D'Alessandro não será tarefa fácil. Não se encontra o substituto para um ídolo de uma hora para outra. O período pós-D'Alessandro no Inter será uma dura prova para o clube e seus torcedores.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Luta ideológica

Uma das tantas mentiras que tentaram impingir à  opinião pública, após a queda da maioria dos regimes comunistas, liderados pela extinta União Soviética, era de que as ideologias tinham acabado. Conforme os defensores do argumento em questão, os conceitos de esquerda e direita não faziam mais sentido. As pessoas estariam desinteressadas de se moverem em torno de causas, privilegiando a busca de metas pessoais. Mentira deslavada. A luta ideológica está mais encarniçada do que nunca. As redes sociais, que deram espaço de manifestação para quem antes não o tinha, mostram a clara divisão entre os que defendem uma sociedade mais humana e justa e os que bradam a favor da repressão e do autoritarismo. Enquanto uns defendem uma sociedade com oportunidades iguais para todos, outros propõem a "meritocracia", que cronifica a injustiça. A disputa que se verifica, no momento, no Brasil, entre os que prezam a democracia e os que pretendem golpea-la, deixa a situação muito clara. Os conceitos de esquerda e direita nunca estiveram tão vivos e atuais. Movido por reações a problemas circunstanciais, o eleitorado brasileiro, no pleito de 2014, apoiou nas urnas candidatos defensores da "austeridade". Também no exterior isso se fez, com os argentinos elegendo um presidente de direita. Lá como aqui, as consequências negativas ja se fazem sentir. A esquerda pode ter seus problemas, mas a direita nunca será a solução para eles.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

As agruras do temporal

O temporal que se abateu sobre Porto Alegre na noite de sexta-feira teve efeitos devastadores. Falta de energia elétrica e de água, telefonia fixa interrompida,  ausência de sinal de tevê a cabo, internet com problemas de conexão. Nas ruas, milhares de árvores caídas, impedindo a passagem de carros e pedestres. Um panorama desolador, parecido com o de uma cidade que houvesse sido bombardeada. Nem todo a engenhosidade humana consegue fazer frente à natureza. A ocorrência de fatos desse tipo faz com que se perceba o quanto somos frágeis perante às forças naturais. Sem contar que parte da responsabilidade por tais transtornos climáticos é do próprio homem com suas constantes agressões ao meio ambiente. Desastres como o de sexta-feira, antes esporádicos, vem se tornando mais frequentes, o que é uma evidência de que é preciso repensar a relação da humanidade com a natureza que a cerca.