quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Vexames

Grêmio e Inter vivem realidades econômicas diferentes, mas, hoje à noite, no Campeonato Gaúcho, igualaram-se na capacidade de proporcionar vexames. O Inter jogou mais cedo, às 19h30min. Em pleno Beira-Rio, num jogo em que chegou a estar goleando o São José por 3 x 0, empatou em 4 x 4, sofrendo um gol aos 45 minutos do segundo tempo. Se a produção ofensiva agradou, com o estreante Vitinho e Eduardo Sasha fazendo dois gols cada um, a defesa foi um descalabro. Como disse, com acerto, o técnico do Inter, Diego Aguirre, independentemente do esquema tático que seja adotado, nenhum time pode levar quatro gols num único jogo. Foi o segundo jogo do Inter no Gauchão, contra adversários modestos, e ambos terminaram empatados. Diego Aguirre recebeu críticas fortes do presidente do Inter, Vitório Píffero, que deixou claro que ele não foi escolha sua. Foi o vice-presidente de futebol Luís Fernando Costa, recentemente falecido, quem o escolheu, o que lhe deixa sem respaldo para enfrentar eventuais pressões, e pode fazer com que sua passagem pelo Inter seja extremamente breve. Mais tarde, às 22h, o Grêmio, jogando no Cristo Rei, perdeu para o Aimoré por 2 x 1. Os gols do Aimoré foram no início e no fim do primeiro tempo. No segundo, o Grêmio descontou, mas não teve forças para obter um melhor resultado. As carências do Grêmio ficaram escancaradas. Poucos jogadores tiveram boa atuação. Talvez o mais destacado tenha sido Júnior, que já mereceria ser efetivado como lateral esquerdo titular. Douglas e Fellipe Bastos estiveram mal, Marcelo Oliveira falhou grosseiramente no primeiro gol do Aimoré, e Galhardo foi inexpressivo tanto na lateral direita quanto como volante. Ao perder para um adversário tão modesto, o Grêmio sinaliza que 2015 será mais um ano de muito sofrimento para seus torcedores.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A saída de Barcos

A saída do centroavante Barcos, vendido para o Changtun Yatai, da China, embora lamentada por alguns, foi conveniente para o Grêmio. O clube se verá livre de seu polpudo salário, de R$ 700 mil, saldará as dívidas que tem com o próprio jogador e, possivelmente, encaminhará a rescisão do contrato de Kléber, que também tem um ganho mensal muito elevado. Com isso, o Grêmio fará uma substancial redução na sua folha de pagamentos, o que ajudará no processo de saneamento financeiro a que está sendo submetido. O jogador, de sua parte, fará um contrato milionário aos 30 anos de idade, algo difícil de se conseguir. Em relação ao aspecto técnico, a perda não foi tão expressiva como querem alguns. Barcos fez 45 gols em dois anos de Grêmio, mas eles foram mal distribuídos e faltaram em momentos decisivos. Afora isso, Barcos não ganhou nenhum título pelo Grêmio. O Grêmio é um time com grandes carências em termos de qualidade, mas a saída de Barcos não as agrava.  Marcelo Moreno será, agora, titular absoluto, sem ter de disputar posição com Barcos ou jogar junto com ele, e tem tudo para corresponder plenamente. O problema do Grêmio se situa em outras posições, principalmente nas duas laterais. A venda de Barcos foi um negócio de ocasião para todas as partes. Nada há a lamentar.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sem esperança

Os brasileiros, já tão desencantados com a política, devem estar sem nenhuma esperança de melhoras nesse campo, depois do dia de ontem. Como era esperado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ganhou a eleição para presidente da Câmara dos Deputados. Também como estava previsto, Renan Calheiros (PMDB-AL) reelegeu-se presidente do Senado. Cunha e Calheiros são dois representantes do que há de pior na política brasileira, e pertencem a um partido fisiológico, que busca estar sempre no poder, independentemente de quem governe. Com eles nos mais altos cargos do Congresso Nacional, as novas legislaturas de ambas as casas confirmam o seu caráter retrógrado e conservador, incompatível com tempos de fervilhantes mudanças como os que atualmente se verificam. A agenda institucional brasileira, tão necessitada de profundas e urgentes mudanças, não avançará enquanto figuras tão deletérias comandarem o Poder Legislativo do país. Mais uma vez, Brasília confirma ser uma ilha da fantasia, desconectada do Brasil real. Nela, imperam os interesses de grupos políticos descompromissados com os interesses maiores da população. Num país que clama por mudanças, as eleições de Cunha e Calheiros representam a manutenção das velhas práticas políticas que tanta revolta causam nos brasileiros.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Bivice-campeão

O Inter, que se autodenomina o "campeão de tudo" não está conseguindo comprovar isso na prática. Hoje, ao empatar em 1 x 1 com o Lajeadense, na Arena Alvi-Azul, em sua estreia no Campeonato Gaúcho, teve de disputar nos tiros livres da marca do pênalti, o título da Recopa Gaúcha, competição que reúne o campeão estadual e o da Copa da Federação do ano anterior. Derrotado nas cobranças por 3 x 1, o Inter perdeu o título da competição pela segunda vez consecutiva. Em 2014, jogando com o seu time B, o Inter perdera por 3 x 2, de virada, para o Pelotas, na Boca do Lobo. Como a Recopa Gaúcha só teve, até hoje, essas duas edições, o Inter como bivice-campeão, ainda não pode inclui-la no seu rol de conquistas. Não é, portanto, um "campeão de tudo". No jogo em si, o empate ficou bem ajustado ao futebol apresentado pelos dois times. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Lajeadense abriu o placar logo aos dois minutos do segundo, num pênalti que também acarretou a expulsão do lateral direito Leandro, do Inter. Numa falha da defesa do Lajeadense, após uma cobrança de escanteio, o Inter empatou o jogo. O gol sofrido abalou o Lajeadense, e fez o Inter, mesmo com um jogador a menos crescer em campo. Porém, o Lajeadense soube suportar a pressão e, com a entrada do jovem atacante Quaresma, revelação de suas categorias inferiores, tornou a levar perigo ao gol do Inter. Com o empate, o Inter já larga atrás no Gauchão, pois essa primeira fase da competição é de pontos corridos, em turno único. Esse fato, e mais a perda do primeiro título do ano, fizeram com que o Inter começasse as disputas de 2015 preocupando o seu torcedor. Claro, é muito cedo ainda, o time não estava completo, alguns jogadores ainda não estrearam e outros serão contratados, mas o resultado de hoje, somado ao amistoso contra o Shakthar Donetsk, em que foi totalmente envolvido pelo adversário, já deixam muitos com a pulga atrás da orelha sobre as perspectivas do Inter no ano.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Obrigação cumprida

O Grêmio cumpriu com sua obrigação ao golear o União Frederiquense por 3 x 0, hoje, na Arena, em sua estreia no Campeonato Gaúcho. Não se poderia admitir outro resultado em casa de um clube da grandeza do Grêmio, contra um adversário fundado há cinco anos e que debuta na primeira divisão estadual, que não fosse a vitória, e, se possível, com folga no placar, como ocorreu. Apresentando um time muito modificado em relação ao ano passado, com vários garotos, e que ficou, na última hora, sem Douglas, por problemas contratuais, o Grêmio começou cedo a construir o resultado. Ainda no primeiro tempo, chegou aos 2 x 0. No segundo tempo, diminuiu seu ritmo e ficou com um jogador a menos, devido à expulsão de Araújo, mas, já no final da partida, estabeleceu a goleada. O grande nome do jogo foi Barcos, autor dos dois primeiros gols e que fez o cruzamento para o terceiro, marcado por Éverton. Curiosamente, Barcos pode estar de saída para o futebol chinês, numa transação que traria importantes recursos para os cofres do Grêmio, afora gerar a economia de R$ 700 mil por mês, valor de seu salário. Entre os garotos, os desempenhos foram díspares. Lincoln confirmou tudo o que dele tem sido dito. Com  apenas 16 anos, completados em novembro, mostrou grande capacidade técnica e naturalidade para jogar seu futebol. Marcelo Hermes pareceu ser muito fraco tecnicamente, Araújo mostrou-se promissor, mas imaturo, o que resultou em sua expulsão por faltas cometidas em duas jogadas nas quais estava distraído, Luan, mais uma vez, teve mais pose de craque do que efetividade, errando quase todas os lances, e Éverton, que jogou apenas alguns minutos, reafirmou suas qualidades marcando o último gol. Foi apenas a estreia no Gauchão, contra um adversário modesto e inexperiente, mas a vitória sempre oxigena o ambiente. O time do Grêmio continua em construção, com a possibilidade de novas saídas e chegadas. Seria conveniente, no entanto, que esse processo não se prolongasse por muito tempo, para que se defina, de uma vez, o grupo de jogadores para 2015.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Recomeço

Depois de quase dois meses, somando férias e pré-temporada, as competições oficiais estarão de volta ao futebol brasileiro a partir de amanhã. Como de hábito, caberá aos anacrônicos campeonatos estaduais, a abertura do ano futebolístico no país. Não bastasse o pouco interesse que essas competições despertam, os grandes clubes brasileiros, que vivem, na sua maioria, uma grave crise financeira, não montaram times fortes, capazes de empolgar o torcedor. A tendência é termos disputas estaduais marcadas pelo baixo nível técnico. Com exceção do Inter, que fez contratações de peso, a maior parte dos grandes clubes iniciará 2015 com um time inferior ao do ano passado. O caso do Cruzeiro, bicampeão brasileiro, é emblemático. O clube se desfez de vários titulares, entre eles, seus dois maiores destaques, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. As contratações feitas não foram no mesmo nível, e a mais badalada delas, a do meia uruguaio De Arrascaeta, na verdade, é uma aposta. Seu maior rival, o Atlético Mineiro, é o outro clube que, a exemplo do Inter, começa o ano bem credenciado. O clube perdeu um titular importante, Diego Tardelli, mas fez uma reposição qualificada, com o argentino Lucas Pratto, e manteve o restante do time, que é muito bom. O Grêmio partiu para uma contenção de gastos feroz, se desfez de vários jogadores, e realizou contratações modestas. O Flamengo manteve a base de 2014, o que está longe de ser suficiente, e, ainda assim, é o melhor entre os grandes clubes do Rio de Janeiro. O Fluminense, que perdeu o seu principal patrocinador, o Vasco, recém egresso da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, e o Botafogo, que fez o caminho inverso e foi rebaixado, vivem fase de enorme aperto financeiro e efetuaram contratações em quantidade, mas de pouca qualidade. No futebol paulista, o São Paulo fez poucas contratações, nenhuma delas de grande vulto, o Corinthians manteve sua base, que é boa, e parece apostar mesmo é na qualidade do técnico Tite, que voltou ao clube. O Santos também passa por graves problemas financeiros, perdeu jogadores e fez contratações de eficácia duvidosa. O Palmeiras já contratou 18 jogadores, mas, é claro, nem todos eles deverão aprovar. Ainda assim é o clube que mais motivou o seu torcedor com suas várias aquisições. Como se vê, o panorama do recomeço do futebol brasileiro não é dos mais animadores. Resta esperar que, ao longo do ano, esse quadro possa se alterar para melhor.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A regulação da mídia

Um assunto que vai e volta no noticiário é a regulação da mídia. Proposições existem há anos, mas a pressão dos proprietários dos meios de comunicação impede que qualquer projeto de lei nesse sentido seja votado. Os veículos da grande imprensa procuram desqualificar as propostas de regulação da mídia, tentando impingir na opinião pública a imagem de que elas são ideias de esquerdistas radicais que querem interferir na liberdade de expressão e censurar a imprensa. Nada mais falso. O que se vê na estrutura da comunicação social brasileira é um quadro escandaloso, que jamais seria permitido, por exemplo, nos Estados Unidos, país que sempre serve de referência aos defensores do neoliberalismo. Naquele país, empresas que publicam jornais e revistas não podem controlar emissoras de rádio e tevê. Os americanos entendem que tamanha concentração de poder em termos de difusão da informação é prejudicial à democracia e à livre concorrência de mercado. No Brasil, no entanto, há vários conglomerados de comunicação que controlam jornais, revistas, rádios, canais de tevê aberta e paga, sites de internet, e até editoras de livros e gravadoras musicais. Uma prova do descalabro da comunicação social no Brasil é que o capítulo da Constituição que é dedicado a ela, o V, até hoje não teve nenhum artigo regulamentado. O artigo 220, por exemplo, estabelece que não pode haver monopólio ou oligopólio na comunicação social eletrônica. Porém, atualmente, a Rede Globo, sozinha, detém 70% do mercado de tevê aberta. Outro artigo, o 221, define que as produções regionais e independentes devem ser estimuladas. Entretanto, 98% de toda a produção de tevê no país é feita no eixo Rio-São Paulo pelas próprias redes, e  não por produtoras independentes. O artigo 223, por sua vez, expressa que o sistema de comunicação no país deve respeitar a complementaridade entre os setores público, privado e estatal. Todavia, a imensa maioria do espectro de radiodifusão é ocupada por canais privados com fins lucrativos. Paralelamente a isso, as cinco mil rádios comunitárias autorizadas no país são proibidas de operar com potência superior a 25 watts, enquanto uma única rádio comercial privada chega a funcionar com potências superiores a 400.000 watts. De outra parte, o artigo 54 determina que deputados e senadores não podem ser donos de concessionários de serviço público. Contudo, senadores como José Sarney, Fernando Collor de Melo, José Agripino Maia e Édison Lobão Filho, entre outros membros do Congresso Nacional, controlam inúmeros canais em seus estados. Diante do quadro aqui exposto, fica claro o porquê de os grandes grupos de mídia não desejarem quaisquer mudanças na regulação do setor. Como fica, também, evidente, da necessidade imperiosa e urgente de realizar essas mudanças, em defesa da democracia e da livre informação.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ousadia

A minissérie "Felizes Para Sempre?", que, desde segunda-feira, está sendo exibida pela Rede Globo, chama a atenção pela ousadia, e por isso mesmo, já vem sendo comentada em muitas rodas de conversa. O sexo é um tema recorrente na obra, que aborda, sem pudores, temas como "ménage a trois", impotência, adultério, lesbianismo, prostituição. Tendo Brasília como cenário, "Felizes para Sempre?" também mostra a busca por poder e dinheiro, com obras superfaturadas e negócios escusos. Uma "pulada de cerca" em um motel termina com uma vítima de atropelamento sendo deixada agonizante no asfalto, numa atitude execrável e criminosa, para evitar o escândalo que acabaria com os casamentos e as carreiras dos cônjuges traidores. Muitos conservadores devem estar escandalizados com um tratamento tão direto de temáticas "pesadas" em plena tevê aberta. Porém nada há a condenar. A exibição se dá em horário tardio, apropriado para a abordagem de assuntos mais fortes. O conteúdo da minissérie é condizente com os tempos em que vivemos. Os desencontros, as dúvidas, os desejos, as fantasias, as frustrações, tudo o que cerca as relações afetivas e sexuais dos personagens é tratado de uma forma crua, sem rodeios. Pode perturbar os mais sensíveis, mas, longe de ser vulgar, é uma exposição realista dos conflitos e estímulos a que estamos expostos nos relacionamentos amorosos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dois anos de uma tragédia

O tempo parece passar cada vez mais rápido, e, hoje, completam-se dois anos do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS). Uma tragédia que resultou na morte de 242 pessoas. Um acontecimento de repercussão internacional, pois só há registros de dois outros fatos semelhantes, na proporção, em casas noturnas, na Argentina e nos Estados Unidos. A associação dos familiares das vítimas procura não deixar o assunto cair no esquecimento e mantém sua luta pela punição dos responsáveis. O drama dos que se envolveram diretamente com aquela noite fatídica está longe de acabar. Pessoas que estiveram na boate e sobreviveram, bem como algumas que auxiliaram as vítimas, e que se mostravam bem, começam a desenvolver problemas de saúde, devido à exposição às substâncias tóxicas expelidas no incêndio. Esse reflexo tardio ainda poderá ocorrer com outras pessoas, até mesmo muitos anos depois do fato, conforme fontes médicas. Essa circunstância torna ainda maior o pesadelo envolvendo a tragédia da boate Kiss. A dor das famílias dos 242 mortos nunca irá acabar, e os transtornos para os sobreviventes tendem a se prolongar. O único consolo seria a punição exemplar daqueles que, por ação deliberada ou negligência, foram causadores do incêndio. Porém, no Brasil, a tendência, na maioria das ocorrências criminais, é pela impunidade ou aplicação de penas brandas. Resta esperar que a opinião pública pressione as autoridades para que a justiça seja feita.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Uma demonstração de autoestima

Vanessa Vöss Braga é uma garota de apenas 14 anos e mora na zona rural de Canguçu, no interior do Rio Grande do Sul, mas tornou-se um dos grandes assuntos em todo o Estado no dia de hoje. Tudo porque, numa notável demonstração de confiança e autoestima, Vanessa, que tem 1,61m e 70kg, desafiou os padrões de beleza predominantes e participou da seletiva do seu município do tradicional concurso "Garota Verão". O mais interessante é que a ideia de participação no concurso surgiu da mãe de Vanessa, Cristina Braga. Ela disse que Vanessa sempre quis entrar no concurso, mas que, no início, ficou com receio.Cristina, então, explicou para a filha que não se pode ter vergonha do próprio corpo. "Ela á e gordinha, mas é linda", declarou. "Sempre fui cheinha, mas eu me acho bonita", revelou Vanessa, seguindo na mesma linha. Ela, que sonha em ser cantora, não esperava que sua atitude tivesse tanta repercussão. Vanessa não imaginava que ia ser notada ou que iriam falar sobre ela. "Estava errada. Eu fui lá e arrasei", afirmou. A coragem de Vanessa lhe rendeu o carinho de Canguçu e das redes sociais. Ela, e sua mãe, são exemplos a serem seguidos. Sua decisão de desfilar, e a boa repercussão de seu ato, só confirmam que vivemos uma época de libertação do jugo de preconceitos e padrões preestabelecidos. Não é à toa que há tanto choro e ranger de dentes, por parte dos que se acostumaram a reprimir e impor padrões, com as mudanças comportamentais que ocorrem com intensidade no mundo. Não há mais lugar para eles. Os tempos são outros. Vanessa, na inocência de uma garota interiorana de 14 anos, foi mais uma evidência dessa nova e saudável realidade.