quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Outra derrota
O Inter perdeu para o Bahia por 2 x 0, hoje à noite, no Beira-Rio, pela Copa Sul-Americana. Essa é a terceira derrota consecutiva do Inter. O pior é que ela ocorre na estreia do clube em uma competição que pode lhe levar para a Libertadores, afora pagar prêmios expressivos em dinheiro. O fato de ter jogado com um time misto não serve de atenuante, pois o Bahia também poupou vários titulares. Aliás, a opção por não escalar o que tem de melhor é muito discutível por parte do Inter. Ainda que se saiba que o calendário apresenta muitos jogos sucessivos, um clube grande não pode desdenhar de competições como o Inter fez com a Copa do Brasil e, ao que parece, repete com a Copa Sul-Americana. Até porque, com a parada para a Copa do Mundo, os clubes tiveram a oportunidade de ficar 40 dias sem jogar e puderam realizar uma intertemporada, não havendo razão para tanta queixa quanto ao desgaste físico. O desejo do Inter de ganhar o Campeonato Brasileiro, o que não acontece há 35 anos, é plenamente compreensível, mas não se justifica que, em nome dessa intenção, o clube despreze outras competições. O título do Brasileirão, inclusive, ficou distante do Inter depois de duas derrotas seguidas, já que está oito pontos atrás do Cruzeiro, e caiu do segundo para o terceiro lugar na tabela. A série de três derrotas, que ocorre logo após um conjunto de cinco vitórias consecutivas, irá, por certo, gerar grande instabilidade no ambiente do clube. O próximo jogo, contra o Palmeiras, fora de casa, sábado, pelo Campeonato Brasileiro, poderá ser um divisor de águas para o Inter em 2014, pois, se ocorrer um novo insucesso, a crise deverá se instalar de vez no clube, com consequências imprevisíveis.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Os cem anos do Palmeiras
O centenário de um dos grandes clubes brasileiros é sempre um fato digno de nota. Boa parte deles já alcançou essa marca histórica, e, hoje, quem completa cem anos de fundação é o Palmeiras. Nascido como Palestra Itália, adotou seu atual nome em 1942, mas tanto antes quanto depois da alteração, sempre foi um clube vencedor. Ao longo desses cem anos, muitos craques vestiram a gloriosa camisa verde. Oberdan Cattani, Chinesinho, Romeu Pelliciari, Julinho Botelho, Mazzola, Valdir de Moraes, Ademir da Guia, Leão, Luís Pereira, Leivinha, Rivaldo, Zinho, Djalminha, Marcos, Edmundo. Outros, ainda que não fossem craques, conquistaram a admiração dos torcedores, por sua dedicação e eficiência, como Valdemar Carabina, Dudu, César Maluco e Evair. O Palmeiras tem uma enorme galeria de títulos. Dentre os de maior expressão só falta o mundial, que lhe escapou em 1999, numa decisão com o Manchester United. Ainda que não viva um bom momento dentro de campo, o Palmeiras será sempre um dos maiores clubes do Brasil, merecedor do respeito de todos os que amam o futebol. Parabéns, Palmeiras!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Candidaturas nanicas
A cada eleição para cargos majoritários, no Brasil, um fenômeno se repete: as candidaturas nanicas, ou seja, de nomes sem densidade eleitoral, concorrendo por partidos inexpressivos. Sua atuação nas eleições é uma excentricidade bem brasileira, pois, embora não tenham nenhuma representatividade, se fazem presentes, muitas vezes, em debates no rádio e na televisão. Assim, o que poderia ser uma discussão produtiva entre os candidatos melhor situados nas pesquisas, torna-se uma farsa que entedia o eleitor. Afinal, candidatos com reais chances de vitória são forçados a formular perguntas para quem não tem nenhuma chance de se eleger, e tem de responder às suas indagações. Por sua vez, os candidatos nanicos pouco auferem em tais encontros, a não ser a exposição midiática que lhes conferem os tais "quinze minutos de fama" de que falava Andy Warhol. Sim, porque, na quase totalidade dos casos sequer se valem do espaço na mídia para, futuramente, concorrer numa eleição proporcional. Com exceção de José Maria Eymael, eterno candidato a presidente pelo PSDC, que já foi deputado federal, a maioria jamais passou pelo parlamento. Como exemplo da bizarrice desses candidatos, há um concorrente a governador do Rio Grande do Sul, em 2014, que está sempre vestido com a indumentária típica do gaúcho, e que compareceu a um debate de rádio montando um cavalo, em pleno centro de Porto Alegre. Nas eleições presidenciais, a cada quatro anos, nos deparamos com o já citado Eymael, Levy Fidélix (PRTB), José Maria de Almeida (PSTU), e Rui Costa Pimenta (PCO). Eles sabem que não vão ganhar, mas continuam a concorrer. Talvez vejam na eleição para o cargo mais importante do país a chance de divulgar suas ideias e seus partidos, mas, na prática, isso não acontece, dado o pouquíssimo tempo de que dispõem no horário eleitoral gratuito. Dessa forma, a presença de seus partidos nas casas parlamentares continua irrelevante. Afora dar um toque de folclore ao processo eleitoral, não se consegue vislumbrar qualquer outro sentido na presença dos candidatos nanicos nos pleitos.
domingo, 24 de agosto de 2014
Esperança renovada
O Grêmio venceu o Corinthians por 2 x 1, hoje á tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória sobre um dos primeiros colocados do Brasileirão, e que estava invicto em jogos fora de casa, renova a esperança do torcedor de que o Grêmio ainda possa obter grandes êxitos em 2014. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Grêmio marcou dois gols logo no início do segundo, mas sofreu um ainda cedo, o que deu feições dramáticas à partida até o final. O jogo tornou-se tenso, com muitos conflitos entre jogadores, e até uma expulsão, de Guerrero, do Corinthians. Não faltou, também, a reclamação do clube derrotado contra a arbitragem. Foi uma vitória árdua e sofrida, o que, para alguns, representa a identidade do Grêmio. A distância do Grêmio para o líder da competição, o Cruzeiro, segue sendo muito grande, mas o 7º lugar agora ocupado na tabela, torna a zona de classificação para a Libertadores um pouco mais próxima. Até agora, sob o comando do técnico Felipão, o Grêmio só ganhou os dois jogos que fez em casa, o que foi destacado pelo próprio treinador. Porém, a boa atuação diante do Cruzeiro, no Mineirão, quando a derrota foi considerada injusta por muitos, somada com a vitória de hoje, reanimam a torcida, e podem impulsionar o Grêmio a começar uma sequência de bons resultados que o levem a ter um final de ano bem melhor do que foi sua trajetória de janeiro até agora.
sábado, 23 de agosto de 2014
Sequência negativa
O Inter perdeu por 1 x 0 para o Atlético Mineiro, hoje, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a segunda derrota consecutiva do Inter, pelo mesmo placar, no Brasileirão. Portanto, uma sequência negativa, que ocorre depois de cinco vitórias em série na competição. Porém, para os observadores mais atentos, já era possível notar, mesmo naqueles triunfos, os sinais de futuros fracassos. As cinco vitórias foram obtidas contra um Flamengo destroçado, um Grêmio em crise, um Santos inconstante e com gols contra diante de Bahia e Goiás. Em jogos anteriores, quando se defrontara com adversários postados nas primeiras posições da tabela, o Inter não conseguira vencer, perdendo para Cruzeiro e Corinthians, e empatando com o Fluminense. Agora, novamente confrontando-se com clubes que buscam as primeiras posições, o Inter foi derrotado por São Paulo e Atlético Mineiro. No jogo de hoje, as razões do insucesso estiveram longe de ser circunstanciais. O Inter tem um bom meio de campo, mas sua defesa é inconfiável e seu único atacante de ofício, Rafael Moura, não está a altura das ambições do clube. Rafael Moura perdeu duas chances de gol incríveis, daquelas capazes de levar qualquer torcedor ao desespero. Sua relação com a torcida, que já estava em crise, só tende a piorar. O pior é que a alternativa de que o Inter dispõe no grupo, Wellington Paulista, pode até, eventualmente, apresentar um rendimento melhor do que o de Rafael Moura, mas também não é uma solução definitiva. Seria preciso que o Inter contratasse um jogador mais qualificado para a posição. A derrota dessa noite poderá fazer com que o Inter fique oito pontos atrás do Cruzeiro, que lidera a disputa, caso o clube mineiro vença o Goiás, amanhã. Uma situação extremamente desconfortável para quem, há exatamente uma semana, chegou a ser líder provisório. Os próximos jogos colocarão o Inter numa prova de fogo. Será a hora de mostrar se é, de fato, candidato ao título, ou se só lhe restará buscar uma classificação para a Libertadores.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Composições políticas
A coerência ideológica e programática dos partidos políticos tornou-se quase uma peça de ficção no Brasil pós-redemocratização. A necessidade de compor alianças para obter a "governabilidade", leva os partidos a flexibilizarem conceitos e a abrirem mão, muitas vezes, de bandeiras históricas. A atual campanha política está trazendo esse fato, novamente, para o centro do debate. A morte repentina do candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, levou Marina Silva, antes sua candidata a vice, para a cabeça de chapa. Se, por um lado, isso aumentou consideravelmente as chances de vitória da coligação, pois Marina possui uma densidade eleitoral bem maior que a de Campos, por outro, gerou atritos. Tudo porque Marina tem um perfil bem menos conciliador que Campos. Sua conhecida postura contra o chamado "agronegócio" gera contrariedade em vários setores, e muitos que apoiavam a candidatura de Campos não se sentem estimulados a abraçar a de Marina. A candidata, então, passa a viver um conflito. Se não flexibilizar suas posições, cria áreas de atrito que podem inviabilizar sua candidatura. Se aceitar abrir mão de seus postulados, desgastará sua imagem de candidata autêntica e idealista, que é seu maior patrimônio junto ao eleitorado. Muitos acusam o PT de ter perdido a sua "pureza" original depois de ter alcançado o poder, fazendo alianças antes impensáveis para poder governar. Essa, inclusive, foi a razão para que a própria Marina deixasse o partido e buscasse um novo caminho. Agora, Marina está vendo como as circunstâncias políticas podem ser complexas. O modo como vai se portar diante desses desafios irá determinar o seu futuro político.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Filme repetido
O Grêmio perdeu para o Cruzeiro por 1 x 0, hoje, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo foi um filme repetido, já decorado em cada uma das suas cenas em todos esses anos de fracassos. O time mostra-se aplicado, esforçado, consegue marcar com eficiência, e cria algumas chances claras de gol, invariavelmente não concretizadas, seja pela imperícia na conclusão ou por grandes defesas do goleiro adversário. Para culminar com esse roteiro já tão conhecido, uma falha infantil da defesa ocasiona a derrota no final do jogo. A velha frase "jogou como nunca, perdeu como sempre", mais uma vez, se aplica a uma partida do Grêmio. Os eternos otimistas exaltarão as chances criadas, os três "quase gols", dois de Dudu e um de Luan, lamentarão as grandes defesas do goleiro Fábio, dirão que faltou sorte e que a derrota foi injusta. Não foi. No segundo tempo, o Grêmio foi se recolhendo ao seu campo, cedendo espaço ao Cruzeiro, e o desfecho não poderia ser outro. Os fatos se repetem monotonamente. Novamente, a falha decisiva que proporcionou o gol causador da derrota foi de Pará. A reclamação, por parte de Rhodolfo, de que foi uma falha infantil, que não pode acontecer, também é uma repetição. Esse é o Grêmio do jejum de títulos, uma cansativa reprise de atuações esforçadas e fracassadas, erros cometidos pelos mesmos autores de sempre, e reclamações idênticas a cada novo revés. O pior é que, com exceção do pensamento mágico dos torcedores mais fanáticos, que sempre vislumbram novos e maravilhosos tempos, nada indica que essa desalentadora realidade do Grêmio vá se alterar num curto prazo.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Derrota inesperada
O Inter perdeu para o São Paulo por 1 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Embora o jogo fosse contra um adversário de alto nível, foi uma derrota inesperada. Afinal, o Inter vinha de cinco vitórias consecutivas no Brasileirão, e sem sofrer gols. Afora isso, ainda estava invicto no Beira-Rio em jogos pela competição. O São Paulo, por sua vez, a despeito de ter jogadores de grande nome no seu time, como Paulo Henrique Ganso, Kaká e Alexandre Pato, ainda não havia deslanchado na disputa, desperdiçando muitos pontos contra adversários mais fracos. Porém, em campo, o que se viu foi um São Paulo determinado, e com seus destaques em grande noite. Paulo Henrique Ganso, que marcou o gol, Kaká e Alexandre Pato foram os melhores jogadores do time em campo, fizeram a diferença. Depois de sair na frente no placar, o São Paulo, no segundo tempo, passou a jogar em contra-ataques, explorando os espaços deixados pelo Inter, que partiu para a pressão. O São Paulo esteve mais perto de marcar o segundo gol do que o Inter de empatar a partida. Aliás, o segundo gol só não saiu porque o árbitro deixou de marcar um pênalti escandaloso de Juan, que tocou na bola com a mão, de maneira indiscutível. Com esse resultado o Inter segue sem obter vitórias contra os clubes situados na parte de cima da tabela. Perdeu para Cruzeiro, Corinthians e São Paulo, e empatou com o Fluminense. Esse fato, somado às vitórias fortuitas contra adversários fracos como Bahia e Goiás, deixam uma certa desconfiança sobre o potencial do time para buscar um título que o Inter não alcança há 35 anos.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Primeira convocação
A primeira convocação do técnico Dunga em sua segunda passagem pela Seleção Brasileira misturou jogadores que estiveram na Copa do Mundo com novidades. No total, foram convocados 22 jogadores, 10 que estiveram na Copa e 12 novos. Os 10 remanescentes da Copa são Jéfferson, Maicon, David Luiz, Luís Gustavo, Fernandinho, Ramires, Oscar, Neymar e Hulk. Para uma Seleção de tão fraco desempenho na Copa, dez jogadores mantidos parece um número elevado. Duas dessas reconvocações, pelo menos, são injustificáveis: Maicon e Hulk. Maicon foi jogador de Dunga na Copa de 2010, mas há muito tempo seu futebol entrou em declínio. Sua convocação para a Copa de 2014 foi muito mais uma demonstração da falta de boas opções do que decorrente de méritos. Para a próxima Copa, Maicon já estará com uma idade muito avançada. Portanto, sua convocação não faz sentido. A outra convocação incompreensível é a de Hulk. Dunga já é o terceiro técnico a convocar Hulk para a Seleção, sem que se entenda o porquê. Hulk possui uma excelente compleição física, mas seu futebol, tecnicamente, é pífio. Depois de suas atuações ruins na Copa, não há nada que justifique Hulk ser novamente convocado. Os 12 novos jogadores chamados por Dunga também não entusiasmam. O lateral direito Danilo já teve chances na Seleção, mas está longe de ser um grande jogador. O mesmo acontece com o lateral esquerdo Alexsandro. Ambos são ex-jogadores do Santos, de futebol apenas mediano. O outro lateral esquerdo convocado, Filipe Luís, quase foi para a Copa, sendo preterido, na última hora, por Maxwell. O zagueiro Gil e o volante Elias, do Corinthians, e os meias Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, do Cruzeiro, tem se destacado nas competições jogadas no Brasil, mas ainda precisam provar que são de nível de Seleção. Marquinhos, de meteórica ascensão na carreira, terá a chance de mostrar se é tão bom quanto se diz. Miranda é a reparação de uma injustiça. Pelo momento que vivia no Atlético de Madrid, ele deveria ter sido convocado para a Copa, em vez de Dante, o preferido de Felipão. Diego Tardelli, que já teve outras oportunidades na Seleção, retorna muito mais pela falta de boas revelações no ataque. As duas melhores novidades de Dunga são o goleiro Rafael Cabral, do Nápoli, e o meia Phillipe Coutinho, do Liverpool. Rafael Cabral recebeu chances com Mano Menezes, mas depois foi esquecido. Phillipe Coutinho é, há um bom tempo, uma reivindicação de muitos analistas, pela excelência do futebol que vem jogando. Enfim, na média, é uma convocação que não empolga ninguém, e que reflete o momento de pobreza técnica que vive o futebol brasileiro.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Magda do futebol
Durante seis anos, nas noites de domingo, a Rede Globo levou ao ar, com enorme sucesso, o programa humorístico "Sai de Baixo". Nele, uma das personagens de maior destaque era Magda, vivida pela atriz Marisa Orth. Magda dizia os maiores disparates, fazendo com que o seu marido, Caco Antibes, personagem de Miguel Falabela, a cada uma das besteiras que ela proferia, soltasse o bordão "Cala a boca, Magda". Pois o futebol também tem a sua Magda. Trata-se do técnico da Seleção Brasileira, Dunga. Restituído, inexplicavelmente, ao cargo, Dunga nada mudou em relação a sua passagem anterior pela função. Continua agredindo o idioma, com terríveis erros de concordância, e persiste com sua arrogância e truculência, temperadas por lugares comuns e palavras de ordem típicas dos livros de auto-ajuda mais vulgares. Numa entrevista concedida à revista "Época", na semana passada, Dunga saiu-se com mais uma das suas. Perguntado se Neymar era craque, Dunga respondeu que ele é o maior jogador brasileiro, mas que para ser craque falta-lhe o selo de um campeão mundial. Poucas vezes se viu uma declaração tão estapafúrdia. A se levar em conta o critério de Dunga, jogadores como Puskas, Cruyff, Platini, Zico, Zizinho, entre outros, não poderiam ser classificados como craques, pois não foram campeões de uma Copa do Mundo. O que dizer, então, de Di Stéfano, que nem sequer disputou uma Copa? Na verdade, Dunga adora esfregar sua condição de campeão mundial na cara de seus críticos, que ele trata como inimigos. Na sua visão míope e tacanha, própria dos seres intelectualmente rarefeitos, Dunga divide o mundo entre vencedores e perdedores, e exalta sua condição de pertencente ao primeiro grupo. A declaração sobre Neymar é apenas mais uma a demonstrar o tamanho do desatino que representa sua volta à Seleção. Como bem colocou o comentarista Mauro Cézar Pereira, dos canais ESPN, afora o retrocesso que seu retorno representa para o futebol brasileiro, a presença de Dunga na Seleção lhe oportuniza dar inúmeras entrevistas, e acumular declarações absurdas. Amanhã, Dunga fará sua primeira convocação nessa sua segunda passagem como técnico da Seleção. Tomara que apenas divulgue a lista de convocados e faça considerações breves. Caso contrário, os brasileiros serão obrigados a, em coro, gritar: "Cala a boca, Dunga".
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