quarta-feira, 30 de abril de 2014
Rotina
Pela terceira vez seguida, o Grêmio foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final. Uma triste rotina. Havia sido assim também, em 2011 e 2013. Ao contrário das outras duas ocasiões, dessa vez o Grêmio fez o segundo jogo em casa, mas nem isso adiantou. Venceu o San Lorenzo por 1 x 0, mas, como tinha perdido o primeiro jogo, fora de casa, pelo mesmo placar, a decisão da classificação para as quartas de final foi para os tiros livres da marca do pênalti. O Grêmio começou batendo, e Barcos já errou a primeira cobrança. Foi uma ducha de água fria no time e na torcida, e a eliminação era uma questão de tempo. Com mais uma cobrança errada, de Máxi Rodriguez, ela acabou se confirmando. No jogo em si, o Grêmio mostrou disposição, mas técnica e taticamente esteve muito mal. Algumas atuações foram calamitosas. Entre elas, duas que eram previsíveis, as de Pará e Zé Roberto. Todos sabem que eles não dão nenhuma contribuição técnica para o time, mas continuam sendo escalados. O técnico do Grêmio, Enderson Moreira, acertou ao retirar um volante do time para colocar mais uma meia, mas errou ao escalar Zé Roberto. Seu erro se ampliou ao manter o jogador após o intervalo, depois de sua péssima atuação no primeiro tempo, e ficou ainda mais claro quando decidiu retirá-lo aos 13 minutos do segundo. A manutenção de Pará quase até o final do jogo é inexplicável. A insistência com Máxi Rodriguez como jogador para entrar durante a partida é outro fato que não se justifica. Por que não apostar no garoto Éverton? A verdade é que Pará e Zé Roberto, por suas más atuações, e Barcos, pelo tiro livre desperdiçado hoje, estão inviabilizados com a torcida. Enderson Moreira, também. O discurso do presidente Fábio Koff após o jogo, no entanto, primou pelo conformismo e pelas desculpas esfarrapadas. Mais do que nunca, o Grêmio é uma nau sem rumo, um clube sem presente e com um futuro marcado pela ausência de perspectivas. Por tudo que tem se visto, só o que lhe resta é evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Goleada surpreendente
No futebol, num choque de gigantes, uma goleada é sempre surpreendente. Foi isso o que aconteceu, hoje, em Real Madrid 4 x 0 Bayern de Munique, pelas semifinais da Champions League. Depois do primeiro jogo, em Madrid, com vitória do Real Madrid por 1 x 0, a expectativa era que, na segunda partida, o Bayern obtivesse a classificação para a decisão. Afinal, é o atual campeão da competição e, tendo perdido pelo placar mínimo fora de casa, parecia não ser difícil que obtivesse os gols necessários para prosseguir na disputa. Essa impressão ruiu, logo no início do jogo, com dois gols de Sérgio Ramos que, praticamente, acabaram com as chances do Bayern. Com os dois gols sofridos, o Bayern precisaria fazer quatro para obter a classificação. Em vez disso, levou o terceiro ainda no primeiro tempo. Com isso, o segundo tempo foi apenas um cumprimento de formalidade, que só foi salvo da irrelevância pelo quarto gol, marcado, a exemplo do terceiro, por Cristiano Ronaldo. Afora os autores dos gols, de grande atuação, o Real Madrid teve outros destaques como o brasileiro naturalizado português Pepe, e Bale. Foi um autêntico passeio. O poderoso Bayern de Ribéry e Robben nada pode fazer contra o Real Madrid que, agora, surge como o grande favorito para a conquista do título da Champions League, já que, tecnicamente, é superior a Chelsea e Atlético de Madrid, os integrantes da outra semifinal, que será definida amanhã.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Último show
O estádio Candlestick Park, em San Francisco (EUA), foi o local do último show dos Beatles, em 29 de agosto de 1966. Em 54 anos de existência, abrigou os jogos dos clubes locais de futebol americano e beisebol, San Francisco 49ers e San Francisco Giants, respectivamente. Esse estádio de história tão significativa será, no entanto, demolido, para dar lugar a empreendimentos residenciais e comerciais. Porém, terá uma despedida em alto nível. No dia 14 de agosto próximo, Paul McCartney fará o último show do Candlestick Park. Um show carregado de simbolismo. Paul, dessa vez, estará sem os seus lendários companheiros, mas a apresentação também terá um lugar na história. Se, 48 anos atrás, o maior grupo musical de todos os tempos fez ali a sua despedida dos palcos, agora será o próprio estádio que estará se despedindo, com um show de um beatle, que é o maior astro vivo da música pop. Em 1966, os preços dos ingressos variaram entre US$ 4,50 e US$ 6,50, e o público foi de 25 mil pessoas. Na apresentação de Paul, as entradas, a pedido do prefeito de São Francisco, Ed Lee, deverão ser acessíveis, com preços entre US$ 50 e US$ 275. Porém, ainda que o valor dos ingressos fosse bem mais alto, a lotação deverá ser completa. Afinal, Paul é um artista inigualável, com um set list insuperável. Afora isso, o apelo da volta de um beatle ao local 48 anos depois do último show do grupo, para encerrar as atividades do estádio, é irresistível. Os fãs brasileiros privilegiados que dispuserem de condição para tanto, certamente já estão se mobilizando para estar em Sâo Francisco em agosto, com o intuito de testemunhar esse momento histórico. Para os demais, restará o consolo de esperar o lançamento do show em Blu-ray e DVD.
domingo, 27 de abril de 2014
Expectativas revertidas
Os resultados de Grêmio e Inter, hoje, pelo Campeonato Brasileiro, reverteram as expectativas. O Inter era franco favorito contra o Botafogo, mesmo jogando no Maracanã. No primeiro tempo, parecia que os prognósticos se confirmariam, pois o Inter abriu 2 x 0 no placar. Porém, no segundo tempo, tudo mudou. Em duas grandes falhas defensivas, em particular do goleiro Dida, o Inter cedeu o empate para o Botafogo, e por pouco não levou a virada. Mais uma vez, o Inter começa o Brasileirão cotado entre os favoritos, mas já apresenta dificuldades nos primeiros jogos. Na estreia, em casa, venceu o Vitória, da Bahia, por apenas 1 x 0, e seu futebol deixou a desejar. Hoje, depois de encaminhar uma vitória tranquila, não conseguiu mais do que um empate. Em ambos os jogos, o desempenho do time despencou depois do intervalo, o que deve ser motivo para reflexão. Mais tarde, o Grêmio também proporcionou uma surpresa, essa extremamente positiva. Com um time que tinha apenas três titulares, contra um Atlético Mineiro completo, o Grêmio ganhou por 2 x 1, mostrando um futebol convincente e muita aplicação. Não fosse uma falha defensiva que permitiu um gol para o adversário, no final do jogo, teria sido um resultado totalmente tranquilo. A reconciliação com a vitória, depois de três derrotas consecutivas, melhorou consideravelmente a posição do clube na tabela da competição, e injetou um novo ânimo para o jogo decisivo de quarta-feira, pela Libertadores, contra o San Lorenzo. O domingo, portanto, para surpresa de todos, foi risonho para o Grêmio, e indigesto para o Inter.
sábado, 26 de abril de 2014
A taça no Brasil
A Taça Fifa, que será entregue ao capitão da seleção que ganhar a decisão da Copa do Mundo, no dia 13 de julho, já está no Brasil. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, ela ficará em Porto Alegre hoje e amanhã. Milhares de pessoas tem acorrido a um shopping center da cidade para ver, ainda que sem poder tocar, a taça de seis quilos de ouro 18 quilates maciço que é a mais desejada do futebol mundial. São apenas alguns segundos junto à taça, com direito a uma foto para recordação, mas as pessoas tem enfrentado mais de uma hora na fila para desfrutar desse privilégio. Tamanho interesse pela Taça Fifa demonstra que a Copa do Mundo no Brasil, mesmo com toda a campanha negativa em torno da competição, será um êxito. Não poderia ser diferente. O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo, e o que mais venceu a disputa, num total de cinco vezes. A Copa do Mundo não é responsável pelas mazelas do país, e, caso não fosse realizada, isso não representaria nenhuma melhora na saúde ou na educação dos brasileiros. Devemos celebrá-la, e não condená-la. Pela primeira vez, todas as seleções que já foram campeãs mundiais estarão presentes numa mesma edição da Copa. Os melhores jogadores do mundo desfilarão pelos estádios do país: Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Ribéry, Robben, entre tantos outros. Faltam menos de 50 dias para a Copa começar. Será uma festa inesquecível, para derrubar todo e qualquer pessimismo.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Trinta anos de uma frustração
O dia de hoje marca mais uma data redonda. Porém, sem motivos para comemorações. Há 30 anos, a emenda Dante de Oliveira, que propunha a restituição da eleição direta para presidente da República, foi rejeitada pelo Congresso Nacional. Faltaram 22 votos para a aprovação. Durante mais de um ano, comícios e concentrações populares nas principais capitais brasileiras levaram multidões às ruas, pedindo a volta da eleição direta para presidente. Nos palanques, grandes expressões políticas do país, como Leonel Brizola, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Franco Montoro, entre outros, juntavam-se a astros do futebol e do meio artístico na conclamação do povo para o apoio à emenda. Foi um espetáculo cívico grandioso. Milhões de brasileiros indo às ruas exigir a volta da democracia.plena ao país. Porém, mesmo com toda a mobilização, a emenda não foi aprovada. Afora os que votaram contra, mais de uma centena de parlamentares sequer compareceram ao plenário. O governo militar, já em seus estertores, criou um clima de intimidação em torno de Brasília, onde a emenda foi votada. Foi, no entanto, uma falsa vitória do regime militar, que não tinha mais futuro. Em janeiro de 1985, ainda com uma eleição indireta no chamado "colégio eleitoral", Tancredo Neves, candidato da oposição, foi escolhido presidente, derrotando o representante da ditadura, Paulo Maluf. Tancredo acabou não tomando posse, pois foi internado na véspera e faleceu depois de uma longa agonia, e seu vice-presidente, José Sarney, ex-integrante do partido de sustentação da ditadura, assumiu o cargo. Mais uma frustração para o povo brasileiro. Findo o mandato de Sarney, no entanto, a eleição direta para presidente, finalmente, foi restituída. O primeiro presidente a ser eleito, Fernando Collor de Mello, acabou afastado por corrupção, dois anos depois da posse. Mais um triste momento da história política brasileira. O importante, contudo, é que, a partir de então, vivemos o maior período de continuidade democrática da história do Brasil. Uma conquista que não pode ser revogada jamais, sob nenhum argumento.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Nivelamento
O futebol, no Brasil e na América do Sul, vive um nivelamento poucas vezes visto. Porém, lamentavelmente, é uma equiparação por baixo. Os exemplos surgem a cada dia. O campeão paulista de 2014 foi o modesto Ituano, superando os grandes clubes de seu Estado. No Campeonato Paranaense, a decisão foi entre dois clubes do interior, Londrina e Maringá, com o título ficando com o primeiro. Na Libertadores, a confirmação de que todos se parecem, independentemente da tradição, veio logo nas oitavas de final. Vélez Sarsfield, Grêmio e Atlético Mineiro, primeira, segunda e quarta melhor campanha da fase de grupos da competição, respectivamente, perderam o jogo inicial, fora de casa, e terão de buscar a reversão em seus domínios. O Santos Laguna, terceira melhor campanha, já foi eliminado. Os clubes mais tradicionais possuem camisetas de grande apelo e folhas de pagamento altas, mas dentro de campo todos se parecem. Não há grandes craques que façam a diferença, pois quando eles surgem, logo ganham o rumo da Europa. Camisetas outrora vestidas por nomes notáveis, hoje são defendidas por jogadores, na maioria, apenas medianos e esforçados. Curiosamente, numa época de um futebol tão escasso em qualidade, os preços dos ingressos estão cada vez mais altos. A verdade é que o que move o torcedor é a identificação com o seu clube, pois o futebol apresentado em campo não é capaz de seduzir ninguém. Só por isso ele ainda não abandonou os estádios. Por um lado, esse nivelamento torna as competições mais equilibradas e imprevisíveis, o que é interessante. Por outro, no entanto, por ser resultado de uma mediocridade compartilhada, proporciona jogos muito pobres tecnicamente. Num esporte em que os valores financeiros envolvidos são muito altos, a qualidade do futebol apresentado em campo está sendo inversamente proporcional ao que é investido.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Na UTI
O desastre que muitos temiam não aconteceu. O Grêmio perdeu por 1 x 0 para o San Lorenzo, hoje, no Nuevo Gasometro, e, portanto, não sofreu uma derrota fragorosa que tornasse o segundo jogo uma mera formalidade. O placar magro faz com que o Grêmio chegue vivo ao jogo da Arena, na próxima quarta-feira. Os temores de um desastre eram justificados. O time estava desfalcado de seus três melhores jogadores, Luan, Wendell e Rhodolfo. Marcelo Grohe foi dúvida até momentos antes do jogo. As soluções encontradas, Geromel na zaga, Léo Gago improvisado na lateral esquerda, e a presença de Zé Roberto no time não inspiravam confiança. O futebol apresentado pelo Grêmio, como se esperava, não foi bom, mas houve muito aplicação e combatividade. O tempo ia transcorrendo sem que o San Lorenzo levasse perigo ao gol do Grêmio. O 0 x 0 era um resultado razoável e tinha-se a sensação de que a vitória era possível de ser alcançada. Veio então uma falha de arbitragem, e, na sequência, o gol do San Lorenzo. Num lance pela direita de ataque, um jogador do San Lorenzo dominou a bola fora da linha. Seria lateral para o Grêmio, portanto. O árbitro nada marcou, dando prosseguimento a jogada, que culminou no gol. Um erro ainda mais grave de arbitragem ocorreu no primeiro tempo, com a não marcação de um pênalti em favor do Grêmio. Em relação às atuações individuais, Geromel foi uma grata surpresa, Riveros manteve o seu bom nível habitual e Dudu foi o melhor jogador do Grêmio em campo. Os destaques negativos foram Léo Gago, simplesmente constrangedor, Zé Roberto, com os seus toques laterais improdutivos de sempre, e Barcos, que esteve tecnicamente abaixo da crítica e, praticamente, não chutou em gol. A classificação ainda é possível, não só porque o regulamento assim o diz, mas, também, em razão da fragilidade demonstrada pelo San Lorenzo. Porém, tendo perdido a primeira partida, e sem marcar gols, o Grêmio está na UTI, respirando por aparelhos. A má fase do Grêmio prossegue. Agora, já são quatro derrotas nos últimos cinco jogos, por três competições diferentes. As chances de permanecer na Libertadores persistem, mas não há razões para otimismo.
terça-feira, 22 de abril de 2014
A escalada da violência
Basta que acompanhemos os noticiários para que se perceba que estamos envoltos por uma escalada de violência. A criminalidade e as atrocidades sempre estiveram presentes na história humana, mas talvez nunca com a frequência que hoje se verifica. Mata-se pelos motivações mais fúteis. Há uma sensação coletiva de insegurança. O que estaria por trás de tal quadro? Difícil precisar. O Brasil não está numa crise econômica, o índice de desemprego da população é baixo, o país vive um período contínuo de democracia que já dura 29 anos, a popularidade do governo apresenta índices satisfatórios. As razões da violência crescente, portanto, não estão em fatores rigorosamente objetivos. O vazio existencial de nossos dias, possivelmente, é uma das causas da brutalidade que nos cerca. O consumismo desenfreado dos tempos atuais, e uma sociedade que privilegia a forma em detrimento do conteúdo, vão, progressivamente, gerando um processo de desumanização. Cada vez mais, somos avaliados pelo que temos, não pelo que somos. Assim, a violência se dissemina na busca de alguns pelo enriquecimento fácil, por meio de assaltos e sequestros, por exemplo. A falta de sentido para a vida, por outro lado, leva ao consumo de drogas, outro fator alimentador da prática de atos criminosos. A repressão ao crime, é óbvio, se faz necessária, e de maneira enérgica, mas é preciso pensar a questão de violência de forma mais ampla. Ela é efeito e não causa. Resulta de uma sociedade assentada em bases frágeis, a procura de um rumo. Uma mudança nesse quadro demanda tempo, mas é possível. Uma educação de melhor qualidade e um acesso mais amplo de todas as pessoas à cultura, por certo, proporcionariam resultados a médio e longo prazos. Porém, algo precisa ser feito a mais do que simplesmente erguermos muros e grades para nos proteger. Precisamos recuperar as ruas como espaço de lazer e convivência, não nos trancafiarmos em casa. Mais que uma questão social, temos pela frente um desafio civilizatório, de mudança de paradigma. Temos de abandonar o papel de consumidores compulsivos e redescobrir nossa essência. A vida, a de cada um e a dos outros, é de um valor imensurável, não pode ser suprimida para a satisfação de interesses materiais.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
A fala que nada acrescentou
Depois de um inexplicável silêncio de uma semana, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, finalmente se pronunciou. Dirigente mais vitorioso da história do clube, Koff deveria tê-lo feito logo após a humilhante goleada de 4 x 1 sofrida pelo Grêmio no Gre-Nal da decisão do Campeonato Gaúcho. Inexplicavelmente, não foi esse o seu procedimento. Agora, depois de mais uma derrota, numa estreia melancólica no Campeonato Brasileiro, Koff concedeu uma entrevista coletiva. Sua fala, no entanto, nada acrescentou, não representou um sopro de esperança para o sofrido torcedor gremista. Koff usou desculpas esfarrapadas e argumentos batidos para justificar o mau momento do Grêmio. Lembrou que o Grêmio já disputou 26 partidas no ano, mais do que qualquer outro clube. O que está por trás desse dado é querer alegar desgaste físico dos jogadores pelo excesso de partidas. Conversa fiada! O problema do Grêmio nada tem a ver com um suposto, e inexistente, excesso de jogos. Fábio Koff declarou, também, não ser possível disputar duas competições paralelas e ser campeão de ambas. Outra balela. O próprio Koff era presidente do Grêmio em 1995, quando o clube foi campeão, simultaneamente, do Gauchão e da Libertadores. Depois de pedir desculpas, com uma semana de atraso, pela goleada no Gre-Nal, Koff disse, em tom conformista, que "essas coisas acontecem". Não, presidente, "essas coisas" não podem acontecer num clube da grandeza do Grêmio. O senhor, como maior mandatário do clube é o principal responsável pelo que está acontecendo. Contratou um técnico que não está a altura das ambições do Grêmio, não dotou o grupo de jogadores da qualidade necessária, não se cercou de dirigentes experientes e competentes, vive às custas de um passado pessoal glorioso, mas que não encontra eco no presente. Sua entrevista não trouxe nenhum alento para o torcedor gremista, só deve ter aumentado o seu desencanto.
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