quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Nílton Santos
O Brasil perdeu, hoje, um dos seus maiores jogadores de futebol de todos os tempos: Nílton Santos. Escolhido pela Fifa, no final do século passado, como o melhor lateral esquerdo da história do futebol mundial, Nílton Santos foi convocado pela Seleção Brasileira para as Copas do Mundo de 1950, 1954, 1958 e 1962, sendo campeão nas duas últimas. Em 16 anos de carreira, só vestiu duas camisas, a do Botafogo e a da Seleção Brasileira. Na Copa do Mundo de 1962, foi titular e campeão com 37 anos de idade. Nílton Santos não enriqueceu com o futebol. Após parar de jogar, teve algumas experiências como técnico, sem maior repercussão. Nessa atividade, aliás, por um breve período, treinou o São Paulo, de Rio Grande (RS). Craque dentro de campo, Nílton Santos foi também um grande ser humano. Há alguns anos, sofria do Mal de Alzheimer. Faleceu aos 88 anos, de infecção pulmonar. Mais um campeão do mundo que se vai, e que deixa uma imensa saudade.
Resultados lógicos
Os jogos de hoje Flamengo x Atlético Paranaense e Ponte Preta x São Paulo confirmaram a expectativa encaminhada pelas primeiras partidas. Com o empate em 1 x 1, no Durival Brito, o Flamengo levou uma grande vantagem para o Maracanã. Um simples empate me 0 x 0 daria o título da Copa do Brasil para o Flamengo. Esse foi o resultado que persistiu durante quase todo o jogo, mas com um gol no final da partida, e outro nos acréscimos, o Flamengo ganhou por 2 x 0 e não deixou dúvidas sobre a legitimidade da sua conquista. Esse é o terceiro título da Copa do Brasil ganho pelo Flamengo em cinco decisões que disputou da competição. Para o Atlético Paranaense pesou o fato de não ter vencido o jogo que disputou como mandante, e a postura na partida de hoje, quando precisava marcar gols mas mostrou pouca ousadia. No outro jogo da noite, a Ponte Preta empatou em 1 x 1 com o São Paulo, pelas semifinais da Copa Sul-Americana. Como havia vencido no Morumbi, por 3 x 1, a Ponte Preta estava com a classificação quase garantida, e apenas confirmou essa tendência no estádio Romildão, em Mogi-Mirim (SP). Sem jamais ter ganho um título em sua história, a Ponte Preta conseguiu a façanha de classificar-se para a decisão de sua primeira competição internacional. A Ponte Preta, no entanto, terá a torcida contra dos clubes que buscam classificação para a Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. Afinal, se a Ponte Preta ganhar a Copa Sul-Americana, o Brasileirão classificará apenas três clubes para a Libertadores. Se ela for derrotada, serão quatros os clubes classificados.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Renovação inusitada
A renovação de contrato do técnico Gílson Kleina com o Palmeiras é mais uma demonstração de que o futebol brasileiro se encaminha, aos poucos, para adotar posturas mais racionais e menos irresponsáveis quanto aos gastos praticados pelos clubes, o que se insere dentro da ideia de mudanças estruturais proposta pelo movimento Bom Senso F.C. Kleina aceitou reduzir seu salário de R$ 300 mil para R$ 200 mil. O contrato prevê, no entanto, um sistema de bonificação que poderá fazer com que essa quantia possa até dobrar. No caso de uma eventual demissão, Kleina receberá o equivalente a dois meses de salário, exceto se, nesse período acertar-se com outro clube. Como se vê, é um avanço em relação aos contratos que vem sendo praticados pelos grandes clubes nos últimos anos. Em geral, os maiores clubes brasileiros pagam salários exorbitantes para seus técnicos, com cláusulas rescisórias milionárias. Dessa forma, se o técnico é demitido muito antes do término do contrato, o clube segue passando seu salário, que se soma ao do novo treinador, gerando uma espiral de gastos. Isso, somado aos gastos igualmente altos com o grupo de jogadores, faz com que os grandes clubes tenham enormes dívidas, apesar de não arrecadarem pouco. Ao contrário do que muitas vezes dão a entender, os maiores clubes brasileiros ganham muito dinheiro. A televisão, com o que paga pelos direitos de transmissão das competições, por exemplo, é uma grande fonte de recursos. A permanente crise financeira dos clubes não se dá pela falta de recursos, mas pela má administração dos mesmos. O novo contrato entre o Palmeiras e Gílson Kleina é um indicativo do que pode ser uma nova tendência no futebol brasileiro, com salários menores, mas com metas de produtividade que poderão gerar ganhos adicionais. Tomara que isso se confirme, e que o futebol brasileiro tenha, daqui por diante, uma administração mais responsável, preservando as finanças dos clubes, quase sempre combalidas.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Polêmica oportunista
A fala do jogador Júlio Baptista, do Cruzeiro, dirigida a Cris, do Vasco, que foi captada pelas câmeras de transmissão da partida, no sábado, geraram uma enorme polêmica no futebol brasileiro. A leitura labial do que disse Júlio Baptista foi "Faz logo outro gol...", o que, para alguns permanentes paranóicos significa a evidência de que o Cruzeiro entregou o jogo para o Vasco. A explicação de Júlio Baptista, que admitiu ter mesmo dito a frase, foi de que era uma resposta a um pedido de Cris para que o Cruzeiro "aliviasse" o jogo, já que nada mais aspira no Campeonato Brasileiro, por ter ganho o título antecipadamente, enquanto o Vasco sofre grande risco de rebaixamento. A argumentação do jogador do Cruzeiro me parece absolutamente coerente e expressa o que deve, verdadeiramente ter acontecido. Por absoluta leviandade ou por sensacionalismo, vários profissionais dos meios de comunicação difundiram a ideia de que o Brasileirão estava manchado por um jogo "amolecido". Um dos que sustentam essa impressão é o ex-jogador, e atualmente comentarista, Roger Flores, cuja conduta, ao tempo em que desfilava pelos gramados, em nada o autoriza a manter uma postura de paladino da ética. Aqui no Rio Grande do Sul, defensores apaixonados das competições com formulismos e "mata-mata", aproveitaram para dizer que o problema está na fórmula de pontos corridos, por favorecer a ocorrência de resultados arranjados. O que esses eternos farejadores de golpes não explicam é porque, nessa mesma fórmula, clubes como o próprio Vasco e o Corinthians já foram rebaixados. O que se está vendo no momento é a eclosão de uma polêmica oportunista e carregada de leviandade. Inimigos dos pontos corridos e clubes que disputam com o Vasco a fuga da zona de rebaixamento estão se aproveitando do episódio para favorecer seus interesses. A explicação de Júlio Baptista é plenamente convincente. Pensar o contrário é procurar pelo em ovo.
domingo, 24 de novembro de 2013
Decepcionante
O Inter empatou em 0 x 0 com o Coritiba, hoje, no Francisco Stédile, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo com toda a tentativa de mobilização feita pela diretoria do clube, barateando o preço dos ingressos, convocando a ajuda do torcedor, e com a volta de jogadores importantes como Juan e Leandro Damião, o Inter voltou a ter uma atuação decepcionante e só não deverá terminar o Brasileirão na condição de rebaixado porque o entredevoramento dos outros clubes que estão na parte de baixo da tabela tende a favorecê-lo. A reclamação de Williams, após a partida, de que o técnico do Inter, Clemer, tem jogadores no banco e não faz modificações, deixa evidente de que as causas dos insucessos em campo continuam as mesmas, independente de quem esteja no cargo. O presidente do Inter, Giovanni Luigi, está há três anos no posto. Nesse período, o clube se caracterizou pela alta rotatividade de técnicos, e por um vestiário indomável. Fala-se que Abel será o próximo técnico do Inter. Por ter conquistado o maior título da história do Inter, o de campeão mundial, Abel chegará, caso sua contratação se confirme, com enorme força e cartaz. Resta saber se isso será suficiente para controlar o vestiário.
Frustrante
O Grêmio empatou em 1 x 1 com a Ponte Preta, hoje à tarde, no Moisés Lucarelli, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, combinado com a goleada do Atlético Paranaense sobre o Náutico por 6 x 1, fez o Grêmio cair para o terceiro lugar na tabela de classificação. Mais uma vez, o torcedor do Grêmio se viu tomado pela frustração. Dessa vez, o Grêmio teve até mais volume de jogo, criou chances em bom número, mas, como sempre, teve enorme dificuldade para marcar gols. O técnico do Grêmio, Renato, escalou o time com três atacantes, aproveitando a volta de Vargas, que estava jogando pelo Chile. Foi de Vargas, inclusive, o único gol do Grêmio. Porém, os outros dois homens de frente, Kléber e Barcos, repetiram pela enésima vez o mau futebol e a ausência de gols. Nem mesmo o fato de ter jogado fora de casa serve como atenuante para o Grêmio. A Ponte Preta já entrou em campo virtualmente rebaixada, poupou alguns titulares, e o estádio não recebeu um grande público. Sabedor de que não poderia deixar Máxi Rodriguez fora do jogo, e de que tinha que retirar um dos outros três estrangeiros do grupo para incluí-lo entre os relacionados para a partida, Renato sacrificou Riveros. Tudo para não tirar Barcos, escolha óbvia da maioria da torcida e da imprensa. Barcos, embora tenha se esforçado, teve uma atuação calamitosa, abaixo da crítica, errou praticamente todas as jogadas. Kléber, um atacante que não marca gols desde setembro, foi, novamente, uma nulidade, e ainda ficou irritado ao ser substituído! Máxi Rodriguez entrou no segundo tempo e, talvez sentindo o peso de ser visto como um salvador da pátria, não chegou a brilhar. A sorte do Grêmio é que, nessa rodada, o Goiás perdeu e o Botafogo apenas empatou. No entanto, se antes o Grêmio dependia apenas de si para manter-se em segundo lugar no Brasileirão, posição que dá classificação direta para a Libertadores, agora não é mais assim. Como tem o mesmo número de pontos e de vitórias que o Atlético Paranaense, mas saldo de gols muito inferior, terá de torcer para que ele tropece. Poucas vezes um jogo esteve tão fácil de ser vencido como o de hoje, mas o Grêmio, esbarrando nas mesmas limitações de outros tantos jogos, obteve mais um empate frustrante.
sábado, 23 de novembro de 2013
O radicalismo de Bachelet
A revista "Veja" segue, a cada semana, com sua incansável defesa do capitalismo e da "sociedade de mercado". Seu radar está voltado não só para o Brasil, mas para qualquer lugar do mundo onde algum governo se guie por outros parâmetros. Nesse caso, os adjetivos são sempre duros, pois não há algo que "Veja" suporte menos do que contestações ao capitalismo selvagem. A mais nova vítima da ira da publicação, na edição que chegou hoje às bancas, é a candidata a presidente do Chile, Michelle Bachelet. Ela ganhou o primeiro turno das eleições, e deverá ter sua vitória confirmada no segundo. Bachelet já presidiu o Chile de 2006 a 2010 e teria sido, segundo a revista, a maior representante da chamada "esquerda vegetariana", expressão criada pelo direitista peruano Álvaro Vargas Llosa para definir políticos da América Latina que, embora defendessem ideias socialistas, mantinham políticas "pragmáticas" e "respeitavam as instituições democráticas". Como tal, se contrapunham ao grupo dos "carnívoros", como o falecido venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales. No entender da revista, Bachelet, embora ainda distante de Chávez e Evo, está mais "radical". Tudo porque suas propostas de campanha ameaçam o modelo econômico que, conforme "Veja", colocou o Chile "na porta de entrada do Primeiro Mundo". Bachelet propõe reformar a Constituição, permitir a reeleição, eliminar o lucro na educação, promover o avanço estatal no sistema de aposentadorias, reduzir os estímulos para investidores estrangeiros e nacionais e elevar impostos às empresas. Para qualquer pessoa que analise tais propostas com discernimento, elas representam um avanço na direção da justiça social. Para "Veja", no entanto, são demonstrações de radicalismo. O lucro na educação é uma ignomínia, por comerciar com um dos mais nobres valores humanos. A participação do governo no sistema de aposentadorias é uma imposição moral de qualquer país. Os trabalhadores não podem ter o seu futuro preso, apenas, a planos de previdência privada, como deseja "Veja" no seu modelo de sociedade ideal. A redução de estímulos governamentais para empresários é outra medida elogiável. O governo tem de agir para mitigar os problemas sociais, não para subsidiar investidores privados. A elevação de impostos para as empresas, segue na mesma linha, pois quem mais arrecada, deve dar uma maior contribuição. O que "Veja" não esclarece aos seus leitores é que o atual presidente do Chile, Sebastian Piñera, é um milionário que aplicou em seu mandato todo o receituário neoliberal. Por isso mesmo, sua candidata foi facilmente batida por Bachelet no primeiro turno. Não é de hoje que os eleitores dos países da América do Sul se inclinam à esquerda do espectro político. Se, como aconteceu no Chile, experimentam eleger um candidato de direita, logo se arrependem e voltam atrás. Brasil, Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia e Venezuela são governados pela esquerda, e o Chile prepara-se para juntar-se ao grupo. Todos esses governos enfrentam marcação cerrada da imprensa conservadora, que tenta desmoralizá-los e desestabilizá-los, sempre de modo infrutífero. A preferência dos sul-americanos pela esquerda não é um modismo, é convicção. Para o bem dos países por ela governados e desconsolo de "Veja", que continuará com suas teses caindo no vazio.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
O pessimismo de Pelé
Pelé é, sem dúvida, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Maradona, Garrincha, Messi, Di Stéfano e Puskas são outros exemplos de craques extraordinários, mas Pelé é superior a todos, um verdadeiro gênio. Porém, ao contrário do que alguns possam pensar, a genialidade não é multifatorial, ela se concentra num determinado dom ou habilidade. Sendo assim, alguém que atinge a condição de gênio numa atividade, poderá ser medíocre em outros campos de atuação. No caso específico de Pelé, ele nunca demonstrou o mesmo brilho em qualquer outra área com que tenha se envolvido. Ele já aventurou-se como compositor, mas as músicas que criou constrangem pelo primarismo. Também já arriscou-se como ator e, igualmente, não despertou nenhum entusiasmo pelo seu desempenho. Como ministro dos Esportes no governo de Fernando Henrique Cardoso, criou a malfadada lei que leva o seu nome e que, sob o pretexto de libertar os jogadores da "escravidão", prejudicou imensamente os clubes, favorecendo intermediários que, usando a alcunha de "empresários", nada mais são do que gigolôs fazendo fortuna às custas do suor alheio. Ao longo do tempo, as manifestações públicas de Pelé também foram, em geral, desastradas. Ficou célebre uma declaração sua, ainda nos tempos da ditadura, dizendo que o povo brasileiro não sabia votar. Seus muitos disparates fizeram com que, certa vez, o também ex-jogador Romário dissesse que " De boca fechada, Pelé é um poeta". Agora, em mais uma declaração inoportuna e infeliz, Pelé afirmou que não acredita no êxito do movimento Bom Senso F.C., criado por jogadores, que visa obter mudanças na estrutura do futebol brasileiro, principalmente em relação ao calendário. O movimento, criado há pouco mais de um mês, já conseguiu que os campeonatos estaduais de 2014 tivessem sua duração reduzida, o que, parece, não foi observado por Pelé. O Bom Senso F.C. pretende, entre outras coisas, um calendário mais enxuto e racional, com um mês de pré-temporada. Os jogadores já fizeram manifestações de protesto antes de partidas do Campeonato Brasileiro, e pretendem intensificar suas ações na rodada desse fim de semana da competição, por entenderem que a CBF não está correspondendo às expectativas do movimento quanto às mudanças no futebol do país. Em vez de juntar sua voz com a dos jogadores, valendo-se da representatividade que sua figura possui, Pelé manifesta seu pessimismo quanto ao atendimento das reivindicações que eles encaminharam. Mais uma vez, Pelé presta-se a um triste papel, andando de mãos dadas com as forças mais retrógradas do futebol brasileiro. Comprova, com isso, que sua genialidade ficou restrita ao que fazia dentro do campo. Fora dele, quase sempre, mete os pés pelas mãos.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Confronto
A questão da prisão dos réus do mensalão tomou conta do noticiário dos meios de comunicação e das discussões nas redes sociais. Todos os demais assuntos parecem estar em absoluto segundo plano. Poucos são os que conseguem fazer uma análise equidistante do fato. O que se vê é uma defesa apaixonada dos réus, por um lado, e um ódio desmesurado pelos mesmos, de outro. Independentemente do grau de culpabilidade dos acusados, o mensalão tem sido usado pela imprensa conservadora e pela oposição como uma tentativa de enfraquecer o governo. Uma tentativa, por sinal, tão persistente quanto infrutífera. O chamado "escândalo do mensalão" chegou ao conhecimento público em 2005, ainda no primeiro mandato do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que não impediu sua reeleição em 2006, nem que fizesse de Dilma Rousseff sua substituta no cargo, em 2010. Mesmo com a condenação dos réus, em 2012, os reflexos no campo político não se fizeram sentir. As pesquisas de opinião indicam que Dilma Rousseff deverá se reeleger, em 2014, no primeiro turno. O confronto que se vê entre defensores e detratores dos réus se dá entre setores mais engajados politicamente, mas, pelo visto, é ignorado pelo cidadão comum, que está mais preocupado com as questões práticas que afetam a sua vida. Como comprovam as pesquisas, a maioria do eleitorado está satisfeita com as ações do governo. O embate que ora se verifica em torno das condenações do mensalão é o caso típico de muito barulho por nada. Manchetes grandiloquentes e debates acalorados mantém o assunto em evidência, mas não influem no ânimo do eleitor. Assim, talvez seja a hora de deixar o fato seguir o seu andamento jurídico e tratar de questões pertinentes aos interesses mais prementes dos brasileiros.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Todos as campeãs estarão na Copa
Ficaram definidas, hoje, todas as 32 seleções que participarão da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Para satisfação de todos os que gostam de futebol, todas as seleções que já ganharam a competição estarão presentes na Copa de 2014. No dia 6 de dezembro, será feito o sorteio dos grupos e, a partir daí, a proximidade do início da Copa deverá, finalmente, instaurar o entusiasmo coletivo por sua realização, sobrepondo-se às resistências que tão magnífico acontecimento, incrivelmente, ainda enfrenta por parte de certos setores. Será a segunda vez que o Brasil sediará uma Copa do Mundo, com uma distância de 64 anos entre uma e outra. A imensa maioria dos brasileiros que a assistirão, portanto, não teve a chance de testemunhar a primeira, nem viverá o suficiente para ver uma terceira Copa no país, caso ela venha a ocorrer um dia. Trata-se de uma oportunidade ímpar de presenciar um evento inesquecível. Por mais que sejam ponderáveis os argumentos contra os vultosos gastos para a realização da Copa, eles não podem se sobrepor ao privilégio que é ter a maior competição do futebol mundial sendo realizada em nosso país. Uma Copa, por si só, já é um fato da mais alta relevância. Com todas as seleções campeãs participando dela, tem tudo para ser a mais espetacular de todos os tempos.
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