domingo, 24 de novembro de 2013

Frustrante

O Grêmio empatou em 1 x 1 com a Ponte Preta, hoje à tarde, no Moisés Lucarelli, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado, combinado com a goleada do Atlético Paranaense sobre o Náutico por 6 x 1, fez o Grêmio cair para o terceiro lugar na tabela de classificação. Mais uma vez, o torcedor do Grêmio se viu tomado pela frustração. Dessa vez, o Grêmio teve até mais volume de jogo, criou chances em bom número, mas, como sempre, teve enorme dificuldade para marcar gols. O técnico do Grêmio, Renato, escalou o time com três atacantes, aproveitando a volta de Vargas, que estava jogando pelo Chile. Foi de Vargas, inclusive, o único gol do Grêmio. Porém, os outros dois homens de frente, Kléber e Barcos, repetiram pela enésima vez o mau futebol e a ausência de gols. Nem mesmo o fato de ter jogado fora de casa serve como atenuante para o Grêmio. A Ponte Preta já entrou em campo virtualmente rebaixada, poupou alguns titulares, e o estádio não recebeu um grande público. Sabedor de que não poderia deixar Máxi Rodriguez fora do jogo, e de que tinha que retirar um dos outros três estrangeiros do grupo para incluí-lo entre os relacionados para a partida, Renato sacrificou Riveros. Tudo para não tirar Barcos, escolha óbvia da maioria da torcida e da imprensa. Barcos, embora tenha se esforçado, teve uma atuação calamitosa, abaixo da crítica, errou praticamente todas as jogadas. Kléber, um atacante que não marca gols desde setembro, foi, novamente, uma nulidade, e ainda ficou irritado ao ser substituído! Máxi Rodriguez entrou no segundo tempo e, talvez sentindo o peso de ser visto como um salvador da pátria, não chegou a brilhar. A sorte do Grêmio é que, nessa rodada, o Goiás perdeu e o Botafogo apenas empatou. No entanto, se antes o Grêmio dependia apenas de si para manter-se em segundo lugar no Brasileirão, posição que dá classificação direta para a Libertadores, agora não é mais assim. Como tem o mesmo número de pontos e de vitórias que o Atlético Paranaense, mas saldo de gols muito inferior, terá de torcer para que ele tropece. Poucas vezes um jogo esteve tão fácil de ser vencido como o de hoje, mas o Grêmio, esbarrando nas mesmas limitações de outros tantos jogos, obteve mais um empate frustrante.

sábado, 23 de novembro de 2013

O radicalismo de Bachelet

A revista "Veja" segue, a cada semana, com sua incansável defesa do capitalismo e da "sociedade de mercado". Seu radar está voltado não só para o Brasil, mas para qualquer lugar do mundo onde algum governo se guie por outros parâmetros. Nesse caso, os adjetivos são sempre duros, pois não há algo que "Veja" suporte menos do que contestações ao capitalismo selvagem. A mais nova vítima da ira da publicação, na edição que chegou hoje às bancas, é a candidata a presidente do Chile, Michelle Bachelet. Ela ganhou o primeiro turno das eleições, e deverá ter sua vitória confirmada no segundo. Bachelet já presidiu o Chile de 2006 a 2010 e teria sido, segundo a revista, a maior representante da chamada "esquerda vegetariana", expressão criada pelo direitista peruano Álvaro Vargas Llosa para definir políticos da América Latina que, embora defendessem ideias socialistas, mantinham políticas "pragmáticas" e "respeitavam as instituições democráticas". Como tal, se contrapunham ao grupo dos "carnívoros", como o falecido venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales. No  entender da revista, Bachelet, embora ainda distante de Chávez e Evo, está mais "radical". Tudo porque suas propostas de campanha ameaçam o modelo econômico que, conforme "Veja", colocou o Chile "na porta de entrada do Primeiro Mundo". Bachelet propõe reformar a Constituição, permitir a reeleição, eliminar o lucro na educação, promover o avanço estatal no sistema de aposentadorias, reduzir os estímulos para investidores estrangeiros e nacionais e elevar impostos às empresas. Para qualquer pessoa que analise tais propostas com discernimento, elas representam um avanço na direção da justiça social. Para "Veja", no entanto, são demonstrações de radicalismo. O lucro na educação é uma ignomínia, por comerciar com um dos mais nobres valores humanos. A participação do governo no sistema de aposentadorias é uma imposição moral de qualquer país. Os trabalhadores não podem ter o seu futuro preso, apenas, a planos de previdência privada, como deseja "Veja" no seu modelo de sociedade ideal. A redução de estímulos governamentais para empresários é outra medida elogiável. O governo tem de agir para mitigar os problemas sociais, não para subsidiar investidores privados. A elevação de impostos para as empresas, segue na mesma linha, pois quem mais arrecada, deve dar uma maior contribuição. O que "Veja" não esclarece aos seus leitores é que o atual presidente do Chile, Sebastian Piñera, é um milionário que aplicou em seu mandato todo o receituário neoliberal. Por isso mesmo, sua candidata foi facilmente batida por Bachelet no primeiro turno. Não é de hoje que os eleitores dos países da América do Sul se inclinam à esquerda do espectro político. Se, como aconteceu no Chile, experimentam eleger um candidato de direita, logo se arrependem e voltam atrás. Brasil, Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia e Venezuela são governados pela esquerda, e o Chile prepara-se para juntar-se ao grupo. Todos esses governos enfrentam marcação cerrada da imprensa conservadora, que tenta desmoralizá-los e desestabilizá-los, sempre de modo infrutífero. A preferência dos sul-americanos pela esquerda não é um modismo, é convicção. Para o bem dos países por ela governados e desconsolo de "Veja", que continuará com suas teses caindo no vazio.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O pessimismo de Pelé

Pelé é, sem dúvida, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Maradona, Garrincha, Messi, Di Stéfano e Puskas são outros exemplos de craques extraordinários, mas Pelé é superior a todos, um verdadeiro gênio. Porém, ao contrário do que alguns possam pensar, a genialidade não é multifatorial, ela se concentra num determinado dom ou habilidade. Sendo assim, alguém que atinge a condição de gênio numa atividade, poderá ser medíocre em outros campos de atuação. No caso específico de Pelé, ele nunca demonstrou o mesmo brilho em qualquer outra área com que tenha se envolvido. Ele já aventurou-se como compositor, mas as músicas que criou constrangem pelo primarismo. Também já arriscou-se como ator e, igualmente, não despertou nenhum entusiasmo pelo seu desempenho. Como ministro dos Esportes no governo de Fernando Henrique Cardoso, criou a malfadada lei que leva o seu nome e que, sob o pretexto de libertar os jogadores da "escravidão", prejudicou imensamente os clubes, favorecendo intermediários que, usando a alcunha de "empresários", nada mais são do que gigolôs fazendo fortuna às custas do suor alheio. Ao longo do tempo, as manifestações públicas de Pelé também foram, em geral, desastradas. Ficou célebre uma declaração sua, ainda nos tempos da ditadura, dizendo que o povo brasileiro não sabia votar. Seus muitos disparates fizeram com que, certa vez, o também ex-jogador Romário dissesse que " De boca fechada, Pelé é um poeta". Agora, em  mais uma declaração inoportuna e infeliz, Pelé afirmou que não acredita no êxito do movimento Bom Senso F.C., criado por jogadores, que visa obter mudanças na estrutura do futebol brasileiro, principalmente em relação ao calendário. O movimento, criado há pouco mais de um mês, já conseguiu que os campeonatos estaduais de 2014 tivessem sua duração reduzida, o que, parece, não foi observado por Pelé. O Bom Senso F.C. pretende, entre outras coisas, um calendário mais enxuto e racional, com um mês de pré-temporada. Os jogadores já fizeram manifestações de protesto antes de partidas do Campeonato Brasileiro, e pretendem intensificar suas ações na rodada desse fim de semana da competição, por entenderem que a CBF não está correspondendo às expectativas do movimento quanto às mudanças no futebol do país. Em vez de juntar sua voz com a dos jogadores, valendo-se da representatividade que sua figura possui, Pelé manifesta seu pessimismo quanto ao atendimento das reivindicações que eles encaminharam. Mais uma vez, Pelé presta-se a um triste papel, andando de mãos dadas com as forças mais retrógradas do futebol brasileiro. Comprova, com isso, que sua genialidade ficou restrita ao que fazia dentro do campo. Fora dele, quase sempre, mete os pés pelas mãos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Confronto

A questão da prisão dos réus do mensalão tomou conta do noticiário dos meios de comunicação e das discussões nas redes sociais. Todos os demais assuntos parecem estar em absoluto segundo plano. Poucos são os que conseguem fazer uma análise equidistante do fato. O que se vê é uma defesa apaixonada dos réus, por um lado, e um ódio desmesurado pelos mesmos, de outro. Independentemente do grau de culpabilidade dos acusados, o mensalão tem sido usado pela imprensa conservadora e pela oposição como uma tentativa de enfraquecer o governo. Uma tentativa, por sinal, tão persistente quanto infrutífera. O chamado "escândalo do mensalão" chegou ao conhecimento público em 2005, ainda no primeiro mandato do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que não impediu sua reeleição em 2006, nem que fizesse de Dilma Rousseff sua substituta no cargo, em 2010. Mesmo com a condenação dos réus, em 2012, os reflexos no campo político não se fizeram sentir. As pesquisas de opinião indicam que Dilma Rousseff deverá se reeleger, em 2014, no primeiro turno. O confronto que se vê entre defensores e detratores dos réus se dá entre setores mais engajados politicamente, mas, pelo visto, é ignorado pelo cidadão comum, que está mais preocupado com as questões práticas que afetam a sua vida. Como comprovam as pesquisas, a maioria do eleitorado está satisfeita com as ações do governo. O embate que ora se verifica em torno das condenações do mensalão é o caso típico de muito barulho por nada. Manchetes grandiloquentes e debates acalorados mantém o assunto em evidência, mas não influem no ânimo do eleitor. Assim, talvez seja a hora de deixar o fato seguir o seu andamento jurídico e tratar de questões pertinentes aos interesses mais prementes dos brasileiros.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Todos as campeãs estarão na Copa

Ficaram definidas, hoje, todas as 32 seleções que participarão da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Para satisfação de todos os que gostam de futebol, todas as seleções que já ganharam a competição estarão presentes na Copa de 2014. No dia 6 de dezembro, será feito o sorteio dos grupos e, a partir daí, a proximidade do início da Copa deverá, finalmente, instaurar o entusiasmo coletivo por sua realização, sobrepondo-se às resistências que tão magnífico acontecimento, incrivelmente, ainda enfrenta por parte de certos setores. Será a segunda vez que o Brasil sediará uma Copa do Mundo, com uma distância de 64 anos entre uma e outra. A imensa maioria dos brasileiros que a assistirão, portanto, não teve a chance de testemunhar a primeira, nem viverá o suficiente para ver uma terceira Copa no país, caso ela venha a ocorrer um dia. Trata-se de uma oportunidade ímpar de presenciar um evento inesquecível. Por mais que sejam ponderáveis os argumentos contra os vultosos gastos para a realização da Copa, eles não podem se sobrepor ao privilégio que é ter a maior competição do futebol mundial sendo realizada em nosso país. Uma Copa, por si só, já é um fato da mais alta relevância. Com todas as seleções campeãs participando dela, tem tudo para ser a mais espetacular de todos os tempos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vitória para encerrar o ano

A Seleção Brasileira venceu o Chile por 2 x 1, hoje, em Toronto, partida amistosa que encerrou as atividades da equipe em 2013. Agora, só haverá mais um amistoso antes da Copa do Mundo de 2014. Será em março do próximo ano, contra a África do Sul. O Chile, que vinha de uma boa vitória sobre a Inglaterra, por 2 x 0, foi um adversário bem mais forte do que Honduras. Depois de fazer um gol relativamente cedo, aos 15 minutos do primeiro tempo, marcado por Hulk, a Seleção foi diminuindo o seu ímpeto. Isso permitiu que, pouco depois da metade do segundo tempo, o Chile empatasse, com mais um gol de Vargas, do Grêmio. Porém, sentindo-se desafiada, a Seleção voltou a pressionar, e alcançou o gol da vitória, feito por Robinho. Neymar deixou um pouco a desejar, enfeitando alguns lances desnecessariamente. Foi uma boa vitória da Seleção, cujo balanço do ano é altamente positivo. Com Felipão como técnico, a Seleção ganhou uma base definida e recuperou sua confiança. As perspectivas para a Copa de 2014 são animadoras.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Habilidade punida

O futebol modificou-se muito ao longo do tempo. Vivemos, hoje, uma época de profissionalismo extremado, salários milionários, transações de custos estratosféricos, arena moderníssimas. Tudo isso representa uma evolução natural do esporte mais popular do mundo. Porém, em alguns aspectos, o futebol involuiu. Um deles, sem dúvida, é quanto à qualidade técnica. Houve um tempo em que o futebol tinha jogadores que eram verdadeiros malabaristas em campo, dotados de excepcional técnica, levando os torcedores ao êxtase. Garrincha talvez tenha sido o principal representante dessa linhagem, com seus dribles desconcertantes sobre um "joão", denominação genérica que dava aos seus marcadores. Hoje, no entanto, quando um jogador arrisca um lance de maior apuro técnico, como "balãozinho", "janelinha", "meia-lua", ou mesmo um drible, isso é encarado como desrespeito ou provocação pelos adversários que, então, apelam para a violência. No amistoso Seleção Brasileira x Honduras, sábado, em  Miami, Neymar foi caçado pelos adversários por tentar demonstrar sua técnica superior. Ontem, no jogo Goiás x Inter, D'Alessandro (Int) segurou a bola com as mãos para impedir que Válter (Goi) lhe desse um balãozinho. Há alguns anos, o então árbitro Leonardo Gaciba interrompeu uma partida entre Coritiba e Santos para advertir um jogador do clube paranaense que havia feito firulas sobre o seu marcador! A exibição de técnica por parte de jogadores qualificados é um dos grandes encantos do futebol. Ela não pode ser deixada de lado pelo mau humor e a inveja seja lá de quem for. O futebol não pode se transformar apenas num jogo de resultados, sem brilho. Os melhores tem todo o direito de exibir sua categoria, para deleite do público.

domingo, 17 de novembro de 2013

A ameaça ainda existe

O Inter perdeu por 3 x 1 para o Goiás, hoje, no Serra Dourada, pelo Campeonato Brasileiro. Com o resultado, uma ameaça que parecia afastada após a vitória sobre o Botafogo voltou a perturbar o sono dos torcedores do clube. A distância do Inter para a zona de rebaixamento é de apenas quatro pontos, faltando ainda nove para serem disputados por cada clube. Há vários clubes muito mais próximos da queda, é verdade, mas a situação do Inter já não é tão tranquila. Esse é mais um fato a evidenciar a péssima campanha do Inter no Brasileirão. Na mesma competição, em 2012, o Inter chegou 19 pontos atrás de seu maior rival, o Grêmio. Agora, já está 15 pontos atrás do mesmo adversário. Sua folha de pagamento é altíssima, uma das maiores do futebol brasileiro. Possui jogadores de renome, como Juan, D'Alessandro, Diego Forlán, Leandro Damião, Scocco. Ainda assim, afundou na competição, da mesma forma que havia acontecido no ano anterior. A administração do presidente do Inter, Giovanni Luigi, é ruinosa no futebol. Só foi salva do fiasco completo porque, beneficiado por ter um conselheiro do clube como presidente da federação estadual, o Inter tem ganho os campeonatos gaúchos. Porém, aí está uma das causas do fracasso do Inter em outras competições. Beneficiado por arbitragens facciosas que, por exemplo, não lhe expulsaram um jogador sequer no Gauchão de 2013, e por uma série de favorecimentos de todos os tipos, que lhe facilitam alcançar os títulos estaduais, o Inter estranha a ausência dessa ajuda em outras disputas. Nada indica que as coisas melhorem em 2014. Resta ao torcedor do Inter o consolo de saber que o próximo ano será o último de Luigi como presidente. Como já foi reeleito, ele não pode concorrer a um novo mandato.

A evidência de um erro

O Grêmio venceu o Flamengo por 2 x 1, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória importantíssima, pois recolocou o clube na vice-liderança do Brasileirão, posição que concede classificação direta para a Libertadores. Como não poderia deixar de ser, em se tratando de um jogo do Grêmio, foi um resultado alcançado com toques de dramaticidade. Depois de um primeiro tempo fraquíssimo, em que ficou no 0 x 0 contra o time reserva do Flamengo, o Grêmio saiu na frente no placar, sofreu o gol do empate aos 39 minutos do segundo, e fez o gol da vitória aos 42. O empate teria sido desastroso para o Grêmio, mas o mesmo jogador que fizera o primeiro gol, também foi o autor do segundo, e é aí que se escancara um terrível erro que não permitiu ao clube colher resultados ainda melhores em 2013. O jogador em questão é Máxi Rodriguez. Para qualquer observador atento do futebol, já havia ficado claro que Máxi Rodriguez é o único articulador que o Grêmio possui em seu grupo, de que só ele é capaz de realizar a ligação do meio de campo com o ataque. Hoje, mais do que isso, foi, também, o homem da conclusão, marcando dois gols que encaminharam o Grêmio para o vice-campeonato brasileiro e a consequente classificação direta para a Libertadores. Pois esse jogador, por incrível que pareça, é reserva no Grêmio. Pior do que isso, só é relacionado quando um dos outros estrangeiros do grupo está impossibilitado de jogar, já que a lei só permite três por partida. O técnico do Grêmio, Renato, prefere Riveros, Vargas e Barcos, mais famosos e de contracheque alto, preterindo Máxi Rodriguez. Incompreensivelmente, no primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil, contra o Atlético Paranaense, em Curitiba, Máxi não saiu jogando, nem sequer entrou durante a partida, da qual Vargas e Barcos estavam ausentes por suspensão. Porém, os dois últimos jogos do Grêmio mostraram o tamanho desse equívoco. Contra o Vasco, Máxi entrou quando o Grêmio já vencia por 1 x 0, mas fez o time melhorar e quase marcou um gol de placa. No jogo contra o Flamengo, não ficou no quase, marcou dois gols, o segundo belíssimo, e mostrou que tem um lugar no time. Para isso, será preciso retirar um dos outros três estrangeiros. A torcida já deixou claro quem ela escolheria para sair. Uma pesquisa interativa de um programa de televisão, sobre quem deveria deixar o time para a entrada de Máxi Rodriguez, teve 68% dos votos para Barcos. Vargas e Riveros receberam 16% cada um. O problema é que Barcos é o capitão do time, e homem de confiança de Renato, que tem nele sua maior liderança junto ao grupo. Tecnicamente, no entanto, seu rendimento tem sido sofrível, com vaias constantes do torcedor. Mais um caso em que o "bruxismo" de um técnico por um jogador prejudica os interesses do clube. Seja como for, depois da vitória de hoje, todo o discurso de Renato sobre Máxi até aqui, de que não está pronto, que tem ser trabalhado, que precisa ser mais competitivo, de que ainda vai fazer história no Grêmio, cai por terra. Máxi Rodriguez já está fazendo história e tem de ser titular, sem discussão.

sábado, 16 de novembro de 2013

Goleada sobre a violência

A Seleção Brasileira goleou Honduras por 5 x 0, hoje, em amistoso, no estádio Sun Life, em Miami. Ainda que Honduras não seja uma grande equipe, está classificada para a Copa do Mundo de 2014, e tem em seu currículo o feito de ter eliminado a Seleção Brasileira da Copa América de 2001. O jogo terminou o primeiro tempo com vitória da Seleção por 1 x 0. O elástico resultado final se explica porque Honduras esqueceu-se de jogar futebol e apelou para a violência, especialmente sobre Neymar. No futebol atual, parece que o fato de um jogador ser altamente técnico desperta o ódio dos adversários, que se sentem "desrespeitados" quando são vítimas de sua categoria superior. Neymar apanhou o tempo todo em que esteve em campo, sob a absoluta complacência do árbitro. Porém, Neymar e seus companheiros não perderam a cabeça, e responderam com gols e jogadas inspiradas à violência hondurenha. O futebol da Seleção agradou, ainda que se desconte a fragilidade do adversário. O próximo amistoso, contra o Chile, terça-feira, deverá ter um grau de exigência maior.