quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nenhuma surpresa

Não houve nenhuma surpresa nos resultados dos jogos que envolviam clubes brasileiros, hoje à noite, pelas oitavas de final da Libertadores. Mesmo que se saiba que, nos confrontos do tipo "mata-mata", nem sempre vença o melhor, dessa vez a lógica prevaleceu. No Independência, o Atlético Mineiro goleou o São Paulo por 4 x 1, e poderia ter feito muito mais, pois teve chances para isso. O primeiro gol do Atlético Mineiro saiu aos 17 minutos do primeiro tempo, o que tornou a classificação do São Paulo, que já havia perdido o primeiro jogo, em casa, por 2 x 1, praticamente inviável. A partir daí, o Atlético se impôs no jogo e, no segundo tempo, deslanchou, chegando a fazer 4 x 0, cedendo um gol, mas, depois, perdendo a oportunidade de ampliar ainda mais a goleada. Jô, que marcou três gols, Diego Tardelli, que fez o outro, Bernard e Ronaldinho, foram os grandes nomes do Atlético Mineiro. O São Paulo não conseguiu deter o adversário, para quem perdeu três dos quatro jogos disputados entre os dois clubes na competição. A desclassificação da Libertadores com um balaio de gols e um banho de bola, somada à eliminação no Campeonato Paulista para o Corinthians, ocorrida no domingo, provavelmente levarão o São Paulo a fazer sensíveis mudanças no futebol visando o restante do ano. Outro jogo que confirmou a tendência de antes da partida foi Fluminense 2 x 0 Emelec, em São Januário. O Fluminense havia perdido o primeiro jogo, por 2 x 1, devido a um pênalti inexistente marcado em favor do Emelec. Bastava-lhe, no entanto, uma vitória por 1 x 0 para obter a sua classificação. Com um gol marcado no primeiro tempo, o Fluminense ficou  mais tranquilo. No segundo tempo, com o adversário abusando das faltas e tendo dois jogadores expulsos, o Fluminense fez mais um gol, confirmando a sua classificação para as quartas de final. Agora, resta a expectativa de que, na próxima semana, Grêmio, Corinthians e Palmeiras também obtenham suas classificações, o que faria com que o São Paulo fosse o único clube brasileiro a não prosseguir na competição.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A praga do bom mocismo

Poucas coisas são mais irritantes do que o bom mocismo, com sua visão tacanha e pseudo-moralista do que seja correto. Na atualidade, infelizmente, é algo que está se disseminando como uma praga. Na ânsia de se mostrarem zelosos com a segurança pública, ou obedecendo a imperativos de natureza religiosa, com toda a sua carga de preconceitos, alguns legisladores brasileiros cismaram de impor proibições a usos e costumes arraigados na população, como se hábitos pudessem ser eliminados com a edição de uma lei. Tempos atrás, alguns estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul, proibiram o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. A medida foi saudada por muitos como sendo um meio de inibir a violência nas praças esportivas. Esquecem os que assim pensam que nas cercanias dos estádios continua-se a vender bebidas, o que torna a referida proibição inócua em relação ao efeito desejado. A única consequência prática de tal lei é fazer com que o público postergue sua entrada no estádio, deixando-a para momentos antes do início dos jogos, o que, evidentemente, gera tumultos, pois os portões de acesso não conseguem dar vazão, rapidamente, a tantas pessoas num mesmo espaço de tempo. Porém, os arautos do bom mocismo não aprendem, e continuam a fazer das suas. Agora, por exemplo, a vereadora Lurdes Spengler (PMDB) quer, simplesmente, proibir a comercialização, a utilização e o manuseio de fogos de artifício em Porto Alegre. Como justificativa para o seu projeto, já em tramitação na Câmara Municipal, Lurdes Spengler lembrou da tragédia de Santa Maria, quando um artefato pirotécnico desencadeou a morte de 241 pessoas, e o falecimento de um adolescente atingido por um sinalizador num jogo de futebol na Bolívia. A vereadora argumentou, ainda, que a queima de fogos perturba pacientes de hospitais e até mesmo animais, principalmente os dotados de maior sensibilidade auditiva. Parece tudo muito justo, mas não é. Os fogos de artifício são potencialmente perigosos, e devem ser manuseados com grande cuidado. Sua entrada em estádios de futebol, portados por torcedores, é claro, não deve ser permitida. No entanto, sua total proibição é um despropósito. A queima de fogos em ocasiões como o Ano Novo e em comemorações de títulos no futebol é tradicional, uma forma de marcar a euforia presente em tais momentos. Desde que sejam manejados com o devido cuidado, não há porque proibi-los. A vida já é carregada de maus momentos e de situações difíceis que todos tem de suportar. Não lhe acrescentemos um peso adicional, penalizando os que exteriorizam o seu contentamento em momentos especiais. Como já escrevi anteriormente, a vida é, por definição, buliçosa. Ela exige o movimento, o ruído próprio da existência, e não combina com o silêncio. Na verdade, sob a capa de boas e nobres intenções de tais legisladores está a intenção de submeter as pessoas à amargura dos frustrados que, por sua crônica incapacidade de serem felizes, querem impedir que os outros o sejam.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Uma total inversão de valores

Constantemente tenho, nesse espaço, abordado a elitização do futebol e a sua transformação num negócio milionário que, cada vez mais, se sobrepõe à paixão despertada por esse esporte. Isso não aconteceu por acaso. Gradativamente, os dois mais importantes elementos do futebol, os clubes e os torcedores, foram sendo deixados de lado em favor de federações, confederações, "empresários" e outras figuras que só enxergam no futebol um meio de satisfazer sua sede de ganhos financeiros e de obtenção de vantagens de toda a ordem. Uma notícia de que tomei conhecimento hoje, mostra que esse processo atingiu o auge. Chelsea e Benfica, que decidirão a Liga Europa na próxima semana, receberam, cada um, apenas 9,8 mil ingressos para vender aos seus torcedores. O restante das entradas será destinado a patrocinadores, organizadores e parceiros da Uefa. A verdade, lastimável, é que, com as quantias milionárias pagas pelas redes de tv para a transmissão das competições, e com o aporte de recursos de grandes patrocinadores, a bilheteria deixou de ser um fator relevante no futebol. Dessa forma, os estádios encolheram, os ingressos encareceram, e os favores aos parceiros das instituições que comandam o futebol aumentaram. O público da decisão da Liga Europa será formado por uma maioria de convidados, em detrimento dos apaixonados torcedores dos dois clubes. O mais espantoso é que o presidente da Uefa é Michel Platini, um dos maiores jogadores da história, e que, como tal, deveria zelar pelos valores mais basilares do futebol. A ganância, ao longo do tempo, sempre levou o ser humano, em todos os seus campos de ação, à ruína. O futebol, infelizmente, parece estar indo por esse mesmo caminho.

domingo, 5 de maio de 2013

O roteiro de sempre

Poucas coisas são mais enfadonhas do que um Campeonato Gaúcho. Não bastasse o baixíssimo patamar técnico, o nível da arbitragem, historicamente, é calamitoso. Num mundo dinâmico, onde tudo muda de forma estonteante, o Gauchão obedece, sempre, ao mesmo roteiro: na dúvida, beneficie-se o Inter. Perde-se na poeira do tempo a última vez que a Federação Gaúcha de Futebol não foi presidida por um colorado. Por conseguinte, no campeonato estadual, as arbitragens são sempre generosas com o clube. Hoje, não foi diferente. O Inter empatou em 0 x 0 com o Juventude, no Francisco Stédile, e venceu por 4 x 3 nos tiros livres da marca do pênalti. Com isso, o Inter ganhou o título da Taça Farroupilha, o segundo turno da competição, e como já havia ganho a Taça Piratini, foi tricampeão gaúcho por antecipação. O detalhe é que, no primeiro tempo, o Juventude teve um gol injustamente anulado pelo árbitro Márcio Chagas da Silva. Nas semifinais, no fim de semana anterior, o Grêmio teve dois gols legítimos anulados contra o Juventude, e foi eliminado nos tiros livres da marca do pênalti. No outro jogo das semifinais, o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima expulsou dois jogadores do Veranópolis, e deu apenas cartão amarelo para D'Alessandro, o principal nome do Inter, que havia agredido um adversário com um soco na nuca. Nada que quem vive no Rio Grande do Sul já não tenha assistido exaustivamente. Com tantos "erros" de arbitragem, sempre favorecendo, como em anos anteriores, o mesmo clube, o resultado do campeonato não poderia ser outro. Os colorados costumam gabar-se do fato de o Inter ter o maior número de títulos gaúchos conquistados. Agora já são seis a mais do que o Grêmio. Com tanta ajuda externa, ao longo do tempo, não é difícil explicar tal vantagem.

sábado, 4 de maio de 2013

A excomunhão do padre

Vivemos tempos muito interessantes na área do comportamento. Ao mesmo tempo que percebe-se a insurgência de um execrável neo-conservadorismo, com toda a sua carga de preconceito, falso moralismo, hipocrisia e medievalismo, as forças transformadoras da sociedade não agem mais com passividade diante das tentativas de opressão. Esta é uma guerra que está perdida para os defensores do atraso. O mais novo round dessa luta apresenta a excomunhão de Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, de 48 anos, da diocese de Bauru (SP). A decisão de excomungá-lo se deu pela sua defesa da homossexualidade e de sua discordância em relação a dogmas da Igreja. Ousado em suas ideias, padre Beto admite, até mesmo a bissexualidade e relações paralelas ao casamento desde que com o consentimento das partes. São ideias arrojadas mesmo para quem não tenha abraçado o sacerdócio. No entanto, a excomunhão de padre Beto, que em outros tempos teria sido vista com naturalidade, talvez até com tentativas de linchamento do sacerdote por parte dos conservadores mais radicais, gerou uma corrente de solidariedade, por parte, principalmente, dos movimentos de apoio aos homossexuais, que incluiu a realização de uma passeata. Os setores historicamente oprimidos da sociedade perderam o medo. Antes agindo nas sombras, saem ás ruas, marcam posição. O inimigo é insidioso e persistente, mas empreende uma luta vã. A história não anda para trás. Não conheço a fundo a figura de padre Beto, portanto, não incorrerei no erro de superdimensioná-lo. Interessa-me menos sua pessoa em si, e, sim, a repercussão de sua excomunhão. Seja por que motivo for, uma excomunhão é algo extremamente drástico, e a sociedade já não aceita uma punição tão draconiana a quem apenas expôs suas ideias. Os tempos de trevas não voltarão jamais, para desconsolo dos que querem submeter os outros aos seus valores.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Lucidez

Poucas coisas são mais difíceis do que manter a lucidez diante de um crime bárbaro. A tendência é que, quando se toma conhecimento de um crime covarde e brutal, a pessoa se veja assolada por sentimentos de punição extremada a quem os cometeu, propondo, inclusive, a pena de morte. No Brasil, dado o crescimento acelerado da violência, a proposição do momento é a da redução da maioridade penal. Há uma grande campanha nesse sentido, e quem se opõe a ela é "brindado" com toda sorte de xingamentos. Pois, se quem não está diretamente envolvido com um fato criminoso revela tamanha revolta, o que se poderia esperar de um pai que teve sua filha estupidamente assassinada por ter apenas 30 reais na conta bancária? Sim, estou me referindo ao bárbaro assassinato da dentista Cinthia Magaly Moutinho de Souza, ocorrido em São Bernardo do Campo (SP), na semana passada. Entre os seus algozes, estava um menor de  idade. Ainda assim, o pai de Cinthya, Viriato Gomes de Souza, diz não estar convencido de que a redução da maioridade penal possa ajudar a resolver o problema da criminalidade no Brasil. Viriato acha que, mais importante que isso, seria aumentar a taxa de resolutividade dos crimes. Eis aí uma rara e comovente demonstração de lucidez. Mesmo abatido pela dor terrível de um pai que tem sua filha assassinada por motivo vil, Viriato não abdica da racionalidade, e não se deixa engolfar pela onda histérica que tomou conta do país em defesa da redução da maioridade penal. Antes de se pensar em tal medida, seria muito mais eficiente, como bem disse Viriato, ter um maior número de crimes solucionados, possibilitando a devida punição de seus autores. No Brasil, o índice de resolução de crimes é baixíssimo, o que colabora com a impunidade. Ao manter o equilíbrio na análise da questão, mesmo tendo sido atingido diretamente por um ato criminoso, Viriato mostra que é possível olhá-la com menos emocionalismo e açodamento.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Outra goleada

O Bayern de Munique não deixou por menos e, depois de golear o Barcelona por 4 x 0, jogando em casa, fez 3 x 0 no campo do adversário. Uma classificação categórica para a decisão da Champions League, humilhando o até então considerado como melhor time do mundo. O Bayern, que já fora finalista da edição anterior da Champions League, perdendo a decisão para o Chelsea, reafirma o seu grande momento, fruto de uma base qualificada que vem sendo conservada e melhorada nos últimos anos. Diante de seu rival local, o Borússia Dortmund, é, sem dúvida, favorito para conquistar o título da maior competição de clubes da Europa. O Barcelona, por sua vez, precisará passar por um período de transição. Alguns jogadores já parecem desgastados pela longa permanência no mesmo clube, e a dependência em relação a Messi é outro problema a ser resolvido, pois, quando se viu privado de seu melhor jogador, o time não encontrou soluções. Ao menos por enquanto, o encanto do Barcelona se desfez.

Bola murcha

O Inter empatou em 0 x 0 com o Santa Cruz, hoje á noite, no Arrudão, pela Copa do Brasil. O futebol mostrado pelos dois times foi fraquíssimo. Porém, o que preocupa é a bola murcha mostrada pelo Inter. Afinal, embora o Santa Cruz tenha tradição e seja o atual bicampeão pernambucano, é um clube que está na 3ª Divisão brasileira. Embora deva se tornar tricampeão gaúcho, o Inter é um time que ainda não foi devidamente testado. Nos dois Grenais do Campeonato Gaúcho, o Grêmio jogou com reservas, e os demais times do Gauchão são muio fracos. Nas duas únicas vezes em que disputou jogos oficiais contra clubes de fora do Rio Grande do Sul, em 2013, o Inter deixou muito a desejar. Contra o modestíssimo Rio Branco, do Acre, ganhou por 2 x 0, com o segundo gol, fruto de um pênalti inexistente, sendo marcado aos 46 minutos do segundo tempo. Hoje, contra o Santa Cruz, teve mais uma atuação pífia. Vítor Júnior comprovou, mais uma vez, que não tem futebol para vestir a camisa do Inter, Diego Forlán, fora das facilidades do campeonato estadual, voltou a jogar mal, e Rodrigo Moledo mostrou que sua convocação para a Seleção Brasileira foi, apenas, mais um desatino de Felipão. As desculpas do técnico Dunga de que o time estava cansado pela viagem e com a cabeça na decisão da Taça Farroupilha, contra o Juventude, são para lá de esfarrapadas. A verdade é que, pelo que se tem visto, o Inter não parece apto a enfrentar desafios maiores, contra times de melhor qualidade.

Atitude

O Grêmio ganhou do Independiente Santa Fé por 2 x 1, hoje à noite, na Arena, pela Libertadores. A vitória foi por um placar escasso, e o Grêmio sofreu um gol jogando em casa, o que não é bom para quem irá decidir a classificação fora de seus domínios, mas, ainda assim, dever ser saudada. Afinal, o time fez uma boa atuação, mesmo que longe de ser brilhante, e teve atitude em campo, algo que há muito tempo não se via no Grêmio. Afora isso, algumas atuações individuais foram muito boas, como as de Vargas, que parece estar, finalmente, desencantando, de Fernando, que não só marcou o golaço que deu a vitória ao Grêmio como é o jogador mais regular do time, e de Alex Telles, um garoto que não sentiu a pressão do jogo. Por outro lado, Barcos, mais uma vez, jogou mal, e Souza vem apresentando uma queda de rendimento há várias partidas. Porém, nada é mais lamentável no Grêmio do que o zagueiro Cris. Depois de outra expulsão estúpida na Libertadores, demonstrando mais uma vez a sua total falta de condição técnica e física para jogar no Grêmio, é imperioso que tenha o seu contrato rescindido imediatamente. Se isso não for feito será uma afronta ao torcedor. Embora tenha levado um gol, o Grêmio vai para o segundo jogo com o Independiente Santa Fé com  boas chances de obter a classificação, já que qualquer empate lhe serve. Até mesmo uma derrota, desde que marque pelo menos dois gols, poderá lhe dar a classificação. Serão, agora, 15 dias até o novo jogo entre os dois, período em que o Grêmio poderá saborear a vitória na primeira partida e descansar das turbulências que tem vivido. Ainda há muito o que melhorar, mas o Grêmio já conseguiu dar algum alento ao seu torcedor.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Faltou só um gol

Muitas pessoas não conseguem entender o fascínio que o futebol exerce sobre milhões de seres humanos. Para elas, nada há de interessante em 22 jogadore(a)s correndo atrás de uma bola. Pois um dos exemplos de porque o futebol é tão empolgante foi dado, hoje, no segundo jogo entre Real Madrid e Borússia Dortmund, pelas semifinais da Champions League. O Borússia Dortmund havia goleado por 4 x 1, na primeira partida, jogando em casa. A tarefa do Real Madrid para obter a classificação para a decisão, portanto, era hercúlea, pois precisava vencer por 3 x 0. À medida em que o tempo passava, essa impressão se tornava ainda mais forte. O time alemão controlava bem o jogo, e o primeiro tempo terminou em 0 x 0. Veio o segundo tempo, e o panorama parecia não se alterar. O placar permanecia fechado. Porém, quando tudo indicava que o resultado final seria um empate sem gols, o Real Madrid conseguiu marcar um, aos 38 minutos do segundo tempo. Transcorreram mais cinco minutos, e, aos 43, o Real Madrid fez o seu segundo gol. A partir daí, o que tinha sido um jogo morno em quase toda a sua extensão, virou uma disputa emocionante contra o relógio, em que o time alemão torcia para o tempo correr, para alcançar a sua classificação, e o espanhol buscava mais um gol, que o levaria para a decisão. A partir do segundo gol, o jogo, entre tempo normal e acréscimos, teve mais oito minutos, em que todos prenderam a respiração, pois a definição de quem se classificaria só iria se dar com o apito final do árbitro. O Borússia Dortmund conseguiu resistir bravamente, e é o primeiro finalista da Champions League. Ficará na espera para saber quem será o seu adversário na busca do título, se o Bayern de Munique ou o Barcelona. Tudo está a indicar que seja o Bayern, que goleou por 4 x 0 no primeiro jogo. A expectativa da maioria das pessoas não se confirmou. Em vez de uma decisão entre clubes espanhóis, deveremos ter um enfrentamento entre alemães. O Borússia Dortmund tem menos bagagem na competição do que Bayern e Barcelona, pois só venceu-a uma única vez, em 1997, enquanto os outros dois acumulam quatro cada um.. Seja qual for o campeão, contudo, a Champions League, por jogos como de o de hoje, mostra o porquê do seu prestígio e ajuda a explicar aos renitentes as razões pelas quais o futebol encanta multidões pelo mundo inteiro.