domingo, 21 de abril de 2013

Ilusão fugaz

O Inter ganhou do Lajeadense, por 2 x 1, de virada, no Francisco Stédile, em Caxias do Sul, pelo Campeonato Gaúcho. O Lajeadense, um time bem montado, que só havia perdido um jogo em toda a competição, saiu ganhando por 1 x 0, resultado que se manteve até o final do primeiro tempo. Porém, logo aos 2 minutos do segundo tempo, sofreu o gol de empate e, poucos minutos depois, veio a virada. O que parecia uma confirmação da boa campanha, com a façanha de eliminar o Inter da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão, tornou-se, apenas, uma ilusão fugaz. O Inter, favorito natural, classificou-se para as semifinais do segundo turno, e, se vencê-lo, será tricampeão gaúcho automaticamente, sem a necessidade de uma decisão. O Inter está, portanto, a apenas dois jogos de conquistar o título de uma competição que segue enfadonha e sem surpresas.

sábado, 20 de abril de 2013

Ele é o cara

Como classificar um cantor e compositor que, aos 72 anos de idade e 52 de carreira, lança um disco, depois de cinco anos sem gravar, e vende mais de 1,2 milhão de cópias em plena crise da indústria fonográfica? O que dizer de alguém que ostenta a condição de segundo maior vendedor de discos da história da música brasileira, com 120 milhões de cópias? Me refiro, é claro, a Roberto Carlos, que, hoje, à noite, realizou um show para 50 mil pessoas na Arena do Grêmio. Durante duas horas, Roberto Carlos cantou e encantou a plateia. Com muitos sucessos em sua longa carreira, o repertório dos shows do "Rei" é sempre um desfile de músicas conhecidas, que levam o público a cantarolá-las. Roberto Carlos aniversariou ontem e, por isso, foi cantado o "Parabéns a você" e um bolo foi levado ao palco. Ele soprou as velinhas e ofereceu fatias do bolo para familiares, membros de sua equipe e algumas pessoas da plateia. A cada show de Roberto Carlos, a emoção se renova, mesmo diante de tantas músicas que atravessam o tempo. O título de seu mais recente sucesso é "Esse cara sou eu.". Sim, como se viu, mais uma vez, Roberto Carlos é o "cara". Numa idade em que a maioria das pessoas só vislumbra a aposentadoria, Roberto Carlos está em plena atividade profissional. Vindo, praticamente, todos os anos a Porto Alegre, é recebido, a cada show, como se fosse a primeira vez. Seu público é fiel e não se cansa de prestigiá-lo. Por certo, já está ansioso por sua próxima apresentação na cidade. Vida longa ao "Rei"!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O fim da privacidade

Todos nós, em algum momento, sentimos necessidade de nos evadirmos, de escapar ao burburinho próprio da existência para alguns instantes de recolhimento. Atualmente, contudo, isso parece cada vez mais difícil. A disseminação da tecnologia faz com que câmeras de vigilância estejam presentes em quase todos os locais. Em, praticamente, todos os lugares onde vamos, nos deparamos com um cartaz que expressa: "Sorria, você está sendo filmado". Conforme mostrado pelo programa "Globo Repórter", até mesmo zonas rurais com estradas de chão batido já contam com o auxílio das câmeras para fins de segurança. A violência dos dias atuais está por trás, é claro, de tamanha preocupação em vigiar os movimentos de todos, de maneira a prevenir ou punir eventuais transgressões, mas isso representa mais um fator de opressão na sociedade moderna, jã tão sufocada. O critério estabelecido para justificar tamanho aparato parece ser o de que todo mundo é suspeito até que se prove o contrário. O recurso de buscar dispersar-se em meio a multidão já não é mais possível. Os locais de grande aglomeração de público também são intensamente vigiados. Em estádios de futebol lotados por milhares de torcedores, por exemplo, as câmeras já tornam possível localizar qualquer pessoa. O mesmo se dá em parques, estradas, manifestações públicas, shows. Ao sairmos de casa, são raros os locais em que não estamos ao alcance de uma câmera. Se por um lado isso pode parecer positivo em nome do combate a violência e ao crime, em termos civilizatórios é algo assustador. Escravizados pelo medo e pela insegurança, renunciamos à privacidade, e eliminamos a sensação, tão desejável, por vezes, do anonimato. Estamos submetidos a uma superexposição que nos rouba o direito de ficarmos a sós com nossos próprios pensamentos, sem sermos observados. Ainda que em nome de uma maior segurança, pessoal e coletiva, é um preço demasiado alto a se pagar.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Classificação medíocre

O Grêmio empatou com o Huachipato em 1 x 1, no estádio CAP em Talcahuano (CHI), e está classificado para as oitavas de final da Libertadores, mas sua campanha, até aqui, na competição, deixa muito a desejar. A classificação só ocorreu devido ao melhor saldo de gols em relação ao Huachipato, pois, em pontos, ambos ficaram empatados. Ainda que seu adversário dessa noite seja o atual campeão chileno, não se justifica que, no confronto direto entre os dois clubes, o Grêmio tenha perdido um jogo e empatado o outro. Foram apenas oito pontos ganhos pelo Grêmio em seis jogos, com duas vitórias e igual número de empates e derrotas. Uma campanha medíocre. O próximo adversário do Grêmio na Libertadores será o Independiente de Santa Fé (COL), o único clube que ainda está invicto na competição, e o segundo e decisivo jogo será fora de casa. Para piorar, afora os jogadores que já estão lesionados, o Grêmio ainda teve as lesões de Adriano e Werley, e ficou sem Zé Roberto para a primeira partida contra o Independiente de Santa Fé, pois ele recebeu o terceiro cartão amarelo. Os mata-matas são uma nova etapa da competição, que nivela mais os disputantes. Ainda assim, o Grêmio precisará melhorar muito o seu futebol para ter algum futuro na Libertadores. No jogo dessa noite, depois de controlá-lo no primeiro tempo, e fazer 1 x 0 aos 30 minutos, o Grêmio recuou demais no segundo e sofreu um gol de falta aos 42 minutos que transformou o final da partida num drama. Há muitos gremistas que exaltam essas classificações sofridas como algo positivo, um lado épico do clube. Assim que o jogo terminou, os dirigentes enveredaram, justamente, por esse discurso de valorização do "heroísmo". Não penso assim. Um time tem de ser tão mais heroico quanto lhe faltem as condições naturais de imposição sobre seus adversários. O Grêmio, com o time que tem, e com os altos salários que paga, precisa jogar muito mais do que vem fazendo. Se não o fizer, o máximo que poderá obter é uma postergação de sua eliminação nas competições, mas não terá como ganhar títulos.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Formulismo

A Libertadores é uma competição de grande charme e apelo, até porque concede ao seu vencedor a condição de disputar o Campeonato Mundial de Clubes, mas sua fórmula de disputa é muito ruim. Em primeiro lugar, ha excesso de participantes. Não há como fazer uma competição de alto nível técnico com 32 clubes, pois muitos deles são de pouca expressão no cenário do futebol. Esses 32 participantes são divididos em oito grupos de quatro clubes, dos quais se classificam para as oitavas de final os primeiros e segundos colocados de cada chave. Como os grupos são definidos por sorteio, sua composição é aleatória, com alguns concentrando clubes mais fortes e outros não. Ainda assim, para a definição dos enfrentamentos das oitavas de final, é levado em conta o número de pontos alcançado por cada clube na fase de grupos. O clube que mais pontuou entre os 16 classificados enfrenta o de pior pontuação, ou seja, o  primeiro colocado na classificação geral enfrenta o décimo-sexto, o segundo joga contra o décimo-quinto, e assim sucessivamente. Trata-se de um critério que não premia o desempenho dentro de campo. Afinal, o primeiro colocado na classificação geral pode ser, apenas, um clube que se beneficiou de entrar num grupo com adversários mais fracos, o que lhe possibilitou fazer um número maior de pontos. Por outro lado, a vantagem concedida aos melhores colocados não é tão expressiva. Ela consiste em jogar em casa as segundas partidas dos mata-matas, a partir das oitavas de final. A vitória do São Paulo por 2 x 0 sobre o Atlético Mineiro, hoje à noite, no Morumbi, que classificou o clube paulista para as oitavas de final, exemplifica bem essa situação. O São Paulo classificou-se com apenas 7 pontos, e ficou em décimo-sexto lugar na colocação geral, isto é, o último entre os que foram para a próxima fase da competição. O Atlético Mineiro, que até então havia ganho todos os seus jogos, ficou em primeiro lugar na classificação geral, mas, agora, fará um novo enfrentamento contra o São Paulo, em dois jogos, no qual seu único trunfo será fazer a segunda e decisiva partida em casa. Os defensores do formulismo dizem que ele proporciona mais emoção às competições. Pode até ser. Porém, o principal objetivo de uma competição deveria ser o de favorecer a prevalência da qualidade na definição de seu campeão. Os mata-matas, ao nivelarem adversários de desempenho desigual, não contribuem para isso.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Legitimidade

A vitória de Nicolás Maduro sobre Henrique Capriles na eleição para presidente da Venezuela, por uma diferença de votos de pouco mais de 1 %, gerou contestações quanto a legitimidade do resultado das urnas. Partidários e apoiadores de Capriles, e a imprensa conservadora, de dentro e de fora da Venezuela, fizeram insinuações de fraude e pediram recontagem dos votos. A Justiça venezuelana não acolheu tais pretensões e confirmou a vitória de Maduro. Alguns países, entre eles Estados Unidos e Espanha, ainda não reconheceram a legitimidade do novo governo. O Brasil, felizmente, não está entre eles. A escassa margem da vitória de Nicolás Maduro chama a atenção, mas não no sentido de insinuar a ocorrência de uma fraude. Ela só demonstra o óbvio, ou seja, de que Maduro não é Hugo Chávez. Carisma e apelo popular não são atributos que se possam transferir. Maduro é um herdeiro político de Chávez, mas seus predicados pessoais não se mostraram suficientes para ganhar a eleição por larga margem. Ainda assim, Maduro venceu. A pequena diferença de votos não deslegitima sua vitória. Na Venezuela, não há segundo turno. Logo, quem ganhar, ainda que por um voto de diferença, está eleito. Há alguns anos, o país que se diz exemplo de democracia, os Estados Unidos, elegeram um presidente, George Walker Bush, que fizera menos votos que seu concorrente, Al Gore. Tudo ficou por isso mesmo, e a imprensa conservadora não viu maior gravidade no ocorrido. O resultado da eleição venezuelana é um fato consumado. O desafio que se coloca diante de Maduro, contudo não pode ser ignorado. O presidente da Venezuela, conforme demonstram os números da eleição, não dispõe do apoio massivo alcançado por seu antecessor e mentor político, Hugo Chávez. Terá de governar para um eleitorado, praticamente, dividido ao meio entre situação e oposição. Prosseguir com o chavismo sem Chávez é a imensa tarefa que se coloca diante de Maduro.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Terrorismo

As explosões ocorridas no final da Maratona de Boston (EUA), que deixaram, até o momento em que escrevo esse texto, três mortos, afora vários feridos, já foram classificadas pelo FBI como uma ação terrorista. Passados quase 12 anos dos atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, a ameaça terrorista contra o mais poderoso país do mundo volta a concentrar as atenções. Preparemo-nos, portanto, para, nos próximos dias, sermos bombardeados por uma cobertura massiva em torno do assunto. Atos terroristas acontecem, quase diariamente, em várias partes do mundo. No entanto, quando o fato ocorre em território americano, sua repercussão é multiplicada. Não estou a desdenhar da gravidade do que ocorreu hoje, longe disso. Apenas me incomoda a diferença de tratamento para a mesma situação, dependendo do local onde se dê o fato. Em geral, as pessoas recebem com indiferença as notícias sobre atentados terroristas em regiões menos charmosas do mundo, mas se chocam se eles acontecem nos Estados Unidos, mesmo que com um número de vítimas bem menor. Parece que a vida humana sobe ou desce de cotação conforme o local onde se esteja. Lamento o ocorrido em Boston, e  me solidarizo com as famílias das vítimas, mas não acho que devamos nos sensibilizar mais com esse fato do que com outros idênticos em outras partes da Terra. O terrorismo é condenável sempre. A dor das vítimas não é maior ou menor em função de onde seja praticado o atentado. A violência, infelizmente, é uma manifestação humana que se faz presente em todos os tempos, em qualquer lugar. Dela, ninguém está a salvo, nem o mais poderoso país do mundo.

domingo, 14 de abril de 2013

Contrastes

Os jogos de Grêmio e Inter, na tarde de hoje, pelo Campeonato Gaúcho, não poderiam ter sido mais contrastantes. No Estádio do Vale, o Grêmio não passou de um empate em 0 x 0 com o Novo Hamburgo, em mais uma péssima atuação. Como tem ocorrido a cada jogo, o Grêmio foi mal coletivamente e não teve destaques individuais. O resultado só não foi pior porque o árbitro Fabrício Neves Corrêa deixou de marcar um pênalti claro cometido por Cris, que usou um dos braços para controlar a bola. Aliás, Cris, em vez de punido por sua expulsão irresponsável diante do Fluminense, foi brindado com a faixa de capitão no jogo de hoje, numa atitude inaceitável do técnico Vanderlei Luxemburgo. Se dentro de campo o Grêmio foi mal, fora dele não foi melhor. Vanderlei Luxemburgo e Kléber, em entrevistas após o jogo, foram muito infelizes. O treinador admitiu que o time foi mal técnica e taticamente, mas ao elogiar o Corinthians e o Palmeiras, que mantiveram seus técnicos depois de resultados ruins, pareceu estar se "vacinando" contra um possível fracasso diante do Huachipato, quinta-feira, pela Libertadores. Kléber criticou Marcelo Moreno abertamente, condenando sua declaração de que queria ver qual dos atacantes atuais do Grêmio marcaria 22 gols, como ele fez em 2012. A fala de Marcelo Moreno foi, sem dúvida, desastrada, mas Kléber em nada ajudou o Grêmio pondo mais lenha nessa fogueira. Pelo que se viu e ouviu dentro e fora de campo, o Grêmio vai para um jogo decisivo em más condições técnicas e anímicas, causando grande apreensão em sua torcida. Por outro lado, na Arena Alviazul, jogando como mandante, o Inter goleou o Juventude por 4 x 1. O primeiro gol do Inter aconteceu logo a um minuto de jogo. O Inter sofreu o gol de empate, teve um anulado pouco depois, mas, ainda assim, chegou à goleada. Enquanto o ataque do Grêmio, seja qual for a sua formação, não consegue fazer gols, o Inter contou, mais uma vez, com a eficiência de seus artilheiros. Diego Forlán marcou dois gols, e Leandro Damião fez um. Os dois mostraram grande entendimento, buscando servir quem estivesse melhor colocado para a conclusão ao gol, sem ser "fominha". Grêmio e Inter estão classificados para a fase decisiva da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão. Ambos ficaram em primeiro lugar nos seus grupos. Porém, o ambiente em cada clube é muito diferente. Enquanto no Inter percebe-se mobilização e confiança, no Grêmio prevalece a desarmonia e a insegurança quanto ao futuro.

sábado, 13 de abril de 2013

A escalada da violência

Não há como negar que a violência atingiu níveis altíssimos no Brasil. Ela se espalha por todos os lugares. Se os grandes centros convivem com ela há muito tempo, também as pequenas comunidades passaram a ser  assoladas por episódios de brutalidade. A sociedade, assustada, sai em busca de soluções. Como não poderia deixar de ser, o simplismo e o imediatismo caracterizam as proposições em torno do assunto. Mais uma vez, por exemplo, sugere-se a redução da maioridade penal como uma das formas de atacar a questão da violência. A ideia, prevalente em muitas pessoas, é a de que se há aumento da violência é porque existe frouxidão das autoridades, leniência das leis, impunidade, falta de "pulso" para "enquadrar" os criminosos. Em relação à redução da maioridade penal, o que se argumenta é que se, aos 16 anos, um jovem já pode votar, ele também deve responder pelos seus atos. Se alguém se opõe a tais argumentos, logo ouve, em tom provocativo: "Ah, tu é da turma dos direitos humanos"? Ou ainda: "Já sei, vais dizer que a causa da violência é a desigualdade social". A violência não tem apenas uma, mas várias causas. Elas precisam ser devidamente identificadas, para que possam ser combatidas. Para que se entenda melhor esse aspecto, podemos comparar a escalada da violência com uma febre alta que se abata sobre uma pessoa. A primeira providência, é óbvio, será tomar um antitérmico, para eliminar a febre. Feito isso, contudo, será necessário investigar o que causou a febre, já que ela é apenas um sintoma, não a doença em si. Se tal não for feito, chegará um momento em que o remédio não dará mais conta de debelar a febre, e a pessoa morrerá de uma infecção generalizada. Aumentar a repressão, endurecer a lei penal, e outras medidas do gênero, são ações que tratam apenas dos efeitos, sem buscar as causas. Entre as razões para o aumento da violência estão o culto ao consumismo desenfreado e o empobrecimento das relações pessoais. Com a hegemonia mundial do capitalismo, o ser humano foi reduzido a condição de consumidor e destituído da dignidade que lhe é própria. Só o que importa é adquirir bens e objetos, acumular dinheiro, "se dar bem". Mergulhados nesse caldo de cultura, muitos optam, diante da falta de perspectivas concretas para obter esse padrão de vida almejado, pela via do crime. Claro, medidas de combate e repressão ás ações criminosas não podem, em qualquer época, deixar de serem tomadas. Porém, quando a violência aumenta de maneira significativa é preciso um choque civilizatório. A humanidade, como um todo, precisa repensar os seus valores. Caso contrário, irá aumentar, progressivamente, a dose do antitérmico, até morrer vitimada por uma doença que se recusou a tratar.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Grandes duelos

Pela primeira vez na história da competição, a Champions League teve seus confrontos das semifinais definidos por sorteio, realizado hoje. Os enfrentamentos serão entre Bayern de Munique x Barcelona, e Real Madrid e Borússia Dortmund. Todos os quatro clubes já venceram a competição anteriormente, o que dá a disputa uma condição de alto nível. Pela primeira vez, também, apenas dois países se fazem representar nas semifinais, Espanha e Alemanha. Real Madrid e Barcelona, que, já há algum tempo, tornaram-se os dois clubes mais poderosos do futebol europeu, terão a grande chance de realizar uma final histórica num confronto direto, já que decidirão suas classificações em casa contra os representantes alemães. Serão jogos emocionantes, com estádios lotados, e assistidos por milhões de pessoas, no mundo inteiro, pela televisão. Todos os quatro clubes possuem grandes credenciais. O Real Madrid é o clube que mais vezes foi campeão da Champions League, com nove títulos. O Bayern de Munique tem quatro títulos da competição, e acaba de ganhar o Campeonato Alemão com seis rodadas de antecipação. O Barcelona, melhor time do mundo nos últimos anos, é o virtual campeão espanhol. O Borússia Dortmund foi bicampeão alemão nas temporadas 2010/2011 e 2011/2012. Em  campo estarão jogadores como Cristiano Ronaldo e Benzema, do Real Madrid,  Messi e Iniesta, do Barcelona, Robben e Ribéry, do Bayern, Lewandovsky, do Borússia Dortmund. Imperdível. Em termos de prognóstico, acho que, embora a tendência aparente de uma decisão entre os espanhóis, ela não se confirmará. Aposto numa decisão entre Real Madrid e Bayern de Munique, com vitória do clube espanhol.