quarta-feira, 4 de julho de 2012
Campeão invicto
Não pode haver contestação a um titulo obtido de forma invicta, com 22 gols marcados e apenas 4 sofridos, em 14 jogos disputados. Com a vitória de 2 x 0 sobre o Boca Juniors, hoje à noite, no Pacaembu, o Corinthians ganhou a Taça Libertadores da América com todos os méritos. Em 53 edições da competição, é apenas a 7ª vez que um clube a vence sem perder nenhum jogo. O Corinthians não tem grandes individualidades, mas é um time muito entrosado e de excelente senso coletivo, o que ressalta o bom trabalho de seu técnico, Tite. Depois de um período em que ficou em baixa na carreira, Tite reafirma, no Corinthians, onde, também, foi campeão brasileiro em 2011, as qualidades que demonstrara ao ser campeão gaúcho pelo Caxias e da Copa do Brasil pelo Grêmio. O título alcançado hoje o insere, definitivamente, no rol dos grandes técnicos brasileiros. Foi um título ganho por um time solidário, aplicado, obstinado na busca pelo resultado, fatores que compensam a ausência de grandes craques. Muitos, pelas mais variadas razões, "secaram" o Corinthians, mas hão de reconhecer que o título foi justo. O Boca Juniors pouco mostrou, afora sua tradicional pegada. Trata-se de um time tecnicamente modesto. Isso, contudo, não diminui o feito do Corinthians, pois mesmo adversários mais qualificados não conseguiram derrotá-lo ao longo da competição. O Corinthians torna-se, assim, o 9º clube brasileiro a ganhar a Libertadores, todos eles entre os maiores do país. Agora, dos 12 grandes clubes brasileiros, apenas Fluminense, Botafogo e Atlético Mineiro não a venceram. Parabéns, Corinthians, pela merecida conquista!
terça-feira, 3 de julho de 2012
Transparência incômoda
No Brasil, meritórias iniciativas governamentais tendem a não ultrapassar o estágio das boas intenções. Isso ocorre porque tais medidas, muitas vezes, contrariam interesses de pessoas ou grupos influentes. Esse é o caso, por exemplo, da Lei de Acesso à Informação, que pretende tornar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário transparentes para os cidadãos, inclusive com a revelação dos salários de seus servidores. Obviamente, a ideia enfrenta muitas resistências, principalmente de quem tem ganhos muito acima do teto do funcionalismo público. Até agora, a Lei de Acesso á Informação tem andado a passos muito lentos em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul, a resistência parece ser ainda maior. O governador Tarso Genro disse que tem receio de revelar os salários de servidores do Poder Executivo. Tarso entende que o ideal seria uma decisão conjunta com os demais poderes quanto à forma dessa divulgação. Por enquanto, apenas está definido que o governo do Rio Grande do Sul não seguirá o modelo adotado pela União, e fará a divulgação dos dados de forma individualizada, mas não necessariamente nominal. O diretor executivo da organização Transparência Brasil, Cláudio Abramo, afirmou que o argumento de Tarso Genro para retardar a divulgação das informações dos salários dos servidores é falacioso. Abramo entende que o governador não pode deixar de divulgar os salários nominalmente porque tem receio, precisa apresentar justificativas plausíveis. Ele afirma, também, que os agentes públicos não tem o mesmo direito ao sigilo sobre seus ganhos do que quem trabalha no meio privado, pois são os cidadãos que pagam os seus salários e, portanto, tem o direito de saber quanto eles ganham. A verdade é que a Lei de Acesso à Informação está sendo interpretada de diferentes modos pelas esferas de poder. Alguns organismos agem com mais transparência, outros com menos. Os interesses de grupos e corporações fazem com que a lei, em todo o país, avance bem mais timidamente do que seria desejável. A lei, no entanto, existe. Cabe aos brasileiros pressionar pela sua total aplicação, sem permitir que interesses localizados a tornem sem efeito.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Um clube acima da lei
As leis, em princípio, devem ser cumpridas por todos, sem distinção ou privilégio de qualquer espécie. Na prática, sabemos, não é assim. Isso se confirma, mais uma vez, com a absurda liberação do estádio Beira-Rio para a realização de jogos. O estádio se encontra em obras e, por questões óbvias de segurança, já devia ter sido interditado há muito tempo. Três procuradores do Ministério Público, agindo de acordo com o que se espera de quem ocupa tão importante função, encaminharam o pedido de interdição, que foi, inicialmente, deferido. A partir daí, num episódio deprimente, o Inter e a imprensa esportiva do Rio Grande do Sul, historicamente simpática ao clube, passaram a tecer comentários desabonadores em relação aos procuradores, tachando-os de gremistas. A CBF, instituição que rege o futebol brasileiro e que deveria ser a primeira a zelar pelo cumprimento do Estatuto do Torcedor, passou por cima do mesmo e concedeu ao Inter 72 horas a mais de prazo para a definição do local do jogo contra o Cruzeiro, no dia 07/07. Como consequência, o Inter dispôs de mais tempo para agir e conseguiu, hoje, a liberação do estádio Beira-Rio. Ainda que essa decisão possa vir a ser reformada, trata-se de um escândalo, de uma afronta aos mais elementares princípios de defesa do interesse público. Todos os estádios relacionados para a Copa do Mundo de 2014 tiveram suas atividades suspensas para a realização de obras. Só o Beira-Rio, até agora, é exceção. Porquê? O poder do Inter nos bastidores é algo que sempre me chamou a atenção. Com uma imprensa esportiva local dócil e fiel aos seus interesses, o Inter opera, também, com enorme desenvoltura, nos tribunais esportivos e em todos os estamentos de poder. O que para os outros é lei, para o Inter é letra morta. O clube tornou-se um ente sobre-estatal, que paira acima das leis e das autoridades. A decisão de hoje, ainda que libere para o público apenas o anel superior do estádio, é injustificável. Concede ao Inter, em detrimento a todos os demais clubes que tiveram os estádios em que costumeiramente jogam interditados, um privilégio descabido e nauseante. Mais uma vez, fica provado que, no Brasil, alguns podem bem mais do que outros e, nesses casos, a lei, a ética, o bom senso e o interesse público são pisoteados. Triste realidade de um país que avança economicamente, mas que, no plano das questões sociais, ainda adota conceitos arcaicos, típicos da época dos coronéis, em que prevalece o "sabe com quem você está falando?". A vitória obtida pelo Inter, hoje, no campo jurídico, é uma derrota da sociedade e do estado de direito.
domingo, 1 de julho de 2012
Espanha bicampeã
A Espanha comprovou, hoje, que ainda é a melhor seleção do mundo. Goleou a Itália por 4 x 0 e conquistou o bicampeonato da Eurocopa, pois já havia ganho o título da competição em 2008. Entre uma Eurocopa e outra, ganhou a Copa do Mundo de 2010. A Espanha, agora, possui três títulos da Eurocopa, pois foi campeã, também, em 1964. A Itália vinha credenciada pela vitória sobre a Alemanha, mas não conseguiu fazer frente ao adversário. Foi um resultado inapelável, o que fica bem evidenciado pelo placar dilatado. A Espanha comprova, assim, que não era um fenômeno passageiro. A taça da Eurocopa ficou em muito boas mãos, e a Espanha surge, ao menos no momento, como a principal candidata ao título da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Decepção
O Grêmio, em 2012, tem sido uma tediosa repetição dos últimos anos. Enche os torcedores de esperança, mas, sempre que se espera uma afirmação do time, ele fraqueja. Foi assim, novamente, hoje, contra o Atlético Mineiro, no Olímpico. Vários fatores motivavam os torcedores a irem ao estádio. Havia a estréia de Zé Roberto, o primeiro jogo de Marcelo Grohe como titular após a venda de Victor, a volta de Ronaldinho ao Olímpico, a possibilidade de alcançar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Com isso, mais de 34 mil pessoas foram ao jogo. Elas estavam entusiasmadas e apoiaram animadamente o time. Porém, não adiantou. O Grêmio levou um gol ainda no primeiro tempo, e não conseguiu reverter o resultado, mesmo tendo a posse de bola na maior parte do jogo. O árbitro Paulo César de Oliveira teve uma má atuação, sendo conivente com a "cera" feita pelo Atlético Mineiro e expulsando Ânderson Pico de forma injusta, mas não foi o responsável pelo resultado. Souza e Léo Gago jogaram muito mal. Kléber e Marcelo Moreno lutaram muito e se movimentaram intensamente, mas não tiveram a efetividade que se espera de atacantes do seu nível. Zé Roberto teve uma estréia apenas razoável. A defesa, como um todo, esteve bem. O grande destaque do time, contudo, foi Marcelo Grohe, que correspondeu inteiramente a expectativa positiva que cerca sua condição de novo goleiro titular do Grêmio. Foi a terceira derrota do Grêmio em apenas sete rodadas do Brasileirão. Se continuar assim, o Grêmio não chegará ao título nem obterá classificação para a Libertadores.
Objetivo alcançado
O Inter,antes de sair para jogar duas partidas fora de casa, contra Sport e Bahia, colocou como meta obter 4 pontos. Nesse sentido, o objetivo foi alcançado, pois, após vencer o Sport por 2 x 0, no domingo anterior, empatou, hoje, em 1 x 1 com o Bahia. No entanto, é óbvio que um clube com as pretensões do Inter, cujo time é apontado como um dos principais candidatos ao título do Campeonato Brasileiro, não pode se contentar com tão pouco. Os dois times que o Inter enfrentou em sequência são fracos, e lutam, apenas, para evitar o rebaixamento. A obrigação do Inter, portanto, era ganhar os dois jogos. O Inter segue fora da zona de classificação para a Libertadores. Isso acontece porque, em sete rodadas, embora só tenha perdido um jogo, já empatou três. Como se sabe, em competições de pontos corridos os empates não são um bom resultado. O Inter segue sem entusiasmar. Tem jogadores de grande qualidade, como D'Alessandro e Oscar, mas eles não tem feito a diferença. A julgar pelo que se viu até aqui, as perspectivas do Inter de ganhar o Brasileirão, única competição que lhe restou em 2012, não são das melhores.
sábado, 30 de junho de 2012
Legislação trabalhista
A direita brasileira e os seus porta-vozes na imprensa não se cansam de pregar a necessidade de uma reforma na legislação trabalhista para torná-la mais "moderna" e adequada aos tempos atuais. Por trás desse discurso está, na verdade, a intenção de suprimir conquistas históricas da classe trabalhadora. Antes presente apenas em artigos e matérias de jornais e revistas, a cantilena reformista, agora, chegou à publicidade. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publica um anúncio em veículos impressos que expressa a urgência de se modificar a legislação trabalhista brasileira. Conforme o texto do anúncio, o Brasil tem uma legislação trabalhista que já deveria ter se aposentado. Mais adiante, surge a colocação de que só há duas alternativas: "ou fazemos alguma coisa agora, ou fazemos alguma coisa já". Os argumentos utilizados para a "modernização" das leis trabalhistas são os mesmos velhos e surrados de sempre, ou seja, de que isso favorece o trabalhador e as empresas, que os empregadores que tem menos dificuldades para contratar podem fazê-lo bem mais, e o de que obrigações legais menos onerosas estimulam o pagamento de maiores salários. Conto da carochinha! Não é nada disso. O que desejam os industriais e demais membros do empresariado brasileiro é uma legislação que facilite o processo demissional, o que favorece o rodízio de mão-de-obra, que, por sua vez, leva ao aviltamento dos salários. Assim, fica aberto o caminho para que as empresas obtenham lucros cada vez maiores, enquanto os trabalhadores são depauperados. A legislação trabalhista brasileira não pode ser desfigurada. Pelo contrário, é preciso que se ampliem as garantias e conquistas dos trabalhadores. O falso viés modernizante das propostas reformistas encobre a intenção dos empresários e de seus apoiadores de fazer o mundo do trabalho retroceder a um estágio medieval. Não vão conseguir o que pretendem. Os tempos são outros. A história não anda para trás.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Estatuto desrespeitado
A pedido de procuradores do Ministério Público, o Inter teve o seu estádio, o Beira-Rio, que se encontra em obras, interditado para a realização de jogos e espetáculos. Essa medida, responsável e indispensável para a defesa da integridade dos espectadores, foi tomada até com atraso, mas, por incrível que pareça, deflagrou reações absurdas. A imprensa esportiva do Rio Grande do Sul, em vez de saudar a profilática providência, carregou-lhe de críticas, insinuando que os procuradores seriam gremistas, e, portanto, estariam tentando desfavorecer o Inter! Ora, o Beira-Rio é o único estádio que foi relacionado para a Copa do Mundo de 2014 que não paralisou a realização de partidas. Em todos os outros estádios da Copa, o início das obras levou á suspensão dos jogos. Por que só o Beira-Rio seria exceção, pondo em risco as pessoas que o frequentam? O Inter alega prejuízos financeiros e esportivos caso não possa jogar em seu estádio, mas, como muito bem argumentou o procurador Fábio Sbardelotto, tais razões não tem de ser levadas em conta pelo Ministério Público. O festival de sandices prosseguiu com o técnico do Inter, Dorival Júnior, pronunciando-se a respeito do fato, dizendo que tinha convicção de que a medida seria revertida, e apelando para que não tirassem do seu clube o direito de ser campeão brasileiro. Uma declaração em tudo disparatada e inadequada, quanto mais não seja, por que não cabe a um técnico imiscuir-se em assuntos que só dizem respeito aos dirigentes. Afora isso, suas colocações mais parecem uma desculpa prévia para o caso de um fracasso de seu time em campo. O ponto culminante dessa ópera bufa foi dado pela CBF, a instituição que comanda o futebol brasileiro. Desrespeitando o que estabelece o Estatuto do Torcedor, a CBF dilatou, por duas vezes, o prazo de confirmação do local da partida do Inter contra o Cruzeiro, marcada para o dia 7 de julho, permitindo, assim, um tempo maior para que o clube gaúcho busque revogar a decisão judicial que impede jogos no Beira-Rio. Um favorecimento inexplicável. Historicamente, o Inter sempre foi muito bom em ações nos bastidores. Isso se comprovou mais uma vez. Se, contudo, sua força chegar ao ponto de obter a revogação da pertinente medida que suspende os jogos no Beira-Rio, estaremos diante de um absurdo jurídico e da prevalência de interesses particulares sobre os da cidadania.
A inesperada venda de Victor
O meio esportivo foi surpreendido, hoje, com o anúncio da venda do goleiro Victor, do Grêmio, para o Atlético Mineiro. No negócio, o zagueiro Werley, que estava emprestado ao Grêmio, foi cedido em definitivo pelo Atlético Mineiro. A notícia pegou os torcedores do Grêmio de surpresa, já que Victor era titular absoluto do time, mas os detalhes revelados pelo presidente do clube, Paulo Odone, ajudam a entender as razões da venda do jogador. Victor forçou sua saída junto ao Grêmio, argumentando que já está com 30 anos, que o salário oferecido é bem maior do que aquele que recebe atualmente, e que o prazo de contrato com o Atlético Mineiro será de cinco anos, fatores que lhe darão tranquilidade na carreira. Superado o impacto inicial, a verdade é que, tecnicamente, o Grêmio não tem muito a lamentar. Depois de um primeiro ano brilhante, em 2008, Victor alternou bons e maus momentos, principalmente após não ter sido convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2010, o que lhe deixou deprimido. Seu substituto, Marcelo Grohe, já deu mostras de competência, e muitos torcedores já desejavam vê-lo como titular do Grêmio. Grohe, inclusive, foi injustiçado pelo ex-técnico do Grêmio, Renato, que, após o primeiro Gre-Nal pela decisão do Campeonato Gaúcho de 2011, no Beira-Rio, vencido pelo time gremista por 3 x 2, retirou-o do time para promover a volta de Victor, que ficara três semanas afastado por lesão. Marcelo Grohe vivia grande fase, e a troca se mostrou desastrosa, pois Victor falhou no segundo Gre-Nal, no Olímpico, e foi um dos responsáveis pela perda de um título que já estava encaminhado para o Grêmio. Com Marcelo Grohe, portanto, o Grêmio estará bem servido de goleiro. Para Victor, resta desejar que tenha boa sorte em seu novo clube.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Tabu surpreendente
A Itália classificou-se, hoje, para a decisão da Eurocopa de 2012. Assim, no domingo, jogará contra a Espanha na busca do título da competição. Mantendo a tradição desde que a competição foi criada, em 1960, será mais uma decisão inédita, ou seja, até agora jamais houve repetição dos finalistas de uma Eurocopa. O interessante na classificação da Itália é que ela confirmou tendências e tabus que cercam suas participações em torneios internacionais. A Itália costuma ter desempenhos medíocres nas fases iniciais, melhorando seu rendimento no decorrer das competições. Foi assim, por exemplo, na Copa do Mundo de 1982, quando, após empatar seus três jogos na primeira fase, eliminou a favorita Seleção Brasileira e acabou conquistando o título. Pois, agora, isso se repetiu. A Itália ainda não havia ganho nenhum jogo na Eurocopa. A Alemanha tinha ganho todas as suas partidas. No enfrentamento entre as duas equipes, a Itália venceu por 2 x 1, solidificando um intrigante tabu. Por incrível que possa parecer em se tratando de seleções tão poderosas, a Itália jamais perdeu para a Alemanha em jogos oficiais. Isso mesmo, a Alemanha é "freguesa" da Itália. O resultado de hoje vem se somar aos de outros importantes jogos entre as duas equipes, sempre com vitórias da Itália. Nas semifinais da Copa do Mundo de 1970, a Itália venceu por 4 x 3, na prorrogação, num jogo emocionante. Na Copa de 1982, decidiram a competição, e a Itália foi a campeã, ganhando por 3 x 1. Na Copa de 2006, realizada na Alemanha, enfrentaram-se nas semifinais, e a Itália venceu por 2 x 0, sendo, posteriormente, campeã. Como se vê, e a trajetória das duas seleções na atual edição da Eurocopa reafirma, a Itália parece crescer diante da Alemanha que, ao contrário, dá mostras de sentir-se intimidada nas partidas entre as duas. Dessa forma, o tabu prossegue, e uma das duas favoritas para o título da Eurocopa foi eliminada. A outra favorita, a Espanha, está na decisão, mas, com o futebol pouco empolgante que vem jogando, e diante de uma Itália que obtém suas conquistas correndo por fora, o título está em aberto. Tudo pode acontecer. Resta esperar para ver, e desejar que Espanha e Itália proporcionem um espetáculo de bom futebol e muita emoção.
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