quinta-feira, 21 de maio de 2026
A candidatura que derrete
Está se tornando inviâvel. A candidatura que derrete é como se pode definir o que acontece com o senador Flávio Bolsonaro (PL/SP), até então a principal aposta da direita na eleição presidencial de outubro próximo. O envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, admitido pelo próprio senador depois de ter negado, está corroendo sua base de apoio, formada por empresários, banqueiros, agronegócio e evangélicos. Diante desse quadro, o nome da ex-primeira dama Michele Bolsonaro volta a ser cogitado para concorrer a presidente. Porém, essa é uma hipótese que esbarra na resistência do ex-presidente Jair Bolsonaro em abraçar a alternativa. O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), candidato a reeleição, assiste a tudo de camarote. A revelação de conversas telefónicas de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, pedindo dinheiro para um filme sobre seu pai, resultaram num aumento da vantagem percentual das intenções de votos em Lula no primeiro turno. Se essa tendência não estancar, brevemente, a candidatura de Flávio Bolsonaro não terá como se sustentar. Faltando apenas cinco meses para o pleito, enquanto a esquerda estâ fechada em torno da reeleição do atual presidente, a direita ainda não sabe quem será o seu candidato preferencial. A tentativa de lançar um candidato que herde o potencial de votos de Jair Bolsonaro, que está preso e inelegível, vai ficando uma possibilidade cada vez mais remota. O momento não é nada favorável para a direita, o que, por conseguinte, é muito bom para o Brasil.
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