segunda-feira, 20 de abril de 2026
Preços exorbitantes
A próxima Copa do Mundo, que começará em menos de dois meses, será a mais cara da história. Os ingressos estão sendo vendidos a preços exorbitantes. O ingresso mais barato para a decisão custa R$ 21 mil. O mais caro poderá chegar a R$ 950 mil. A Fifa espera arrecadar R$ 3 bilhões com a venda de ingressos. O pior é que muitos torcedores que adquiriram entradas para a Copa poderão ter seu acesso nos Estados Unidos, onde será realizada a maioria dos jogos, negado, em função das regras de imigração vigentes no país. Tudo isso em meio a um ano no qual o mundo se vê envolto em guerras e conflitos sem previsão de encerramento, que colocam em risco o futuro da humanidade. Nunca uma Copa pareceu tão inoportuna. Tudo nela é inadequado, a começar pela sede principal. Pela segunda vez na história, a competiçào foi levada para os Estados Unidos, um dos raros países do mundo onde o futebol nunca emplacou. Antes um espetáculo de celebração do futebol, a Copa virou um acontecimento regido por critérios meramente argentários. O número de seleções participantes, 48 a partir dessa edição, evidencia que não há preocupação com a qualidade dos jogos, só com o faturamento. Um triste quadro de uma competição que já foi qualitativamente relevante, e hoje é, apenas, um megaespetáculo arrecadatório para os cofres da gananciosa Fifa.
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