quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Pretensão ridícula
O precedente foi aberto pela CBF, e gerou uma situação absurda. Ao resolver, anos atrás, "unificar" os títulos da antiga Taça Brasil e do Robertão com os do Campeonato Brasileiro, a CBF alimentou a vulgarização das conquistas e deu margem a pretensão ridícula de vários clubes de obterem o reconhecimento de campeão brasileiro para qualquer torneio, mesmo os de escasso número de participantes e de jogos. Depois do Atlético Mineiro ter conseguido o seu intento com um torneio de apenas 6 participantes, realizado em 1937, agora é o América Mineiro que pleiteia essa condição para um título ganho em 1948, numa disputa de 4 participantes. Resta esperar que o novo presidente da CBF, Samir Xaud, se recuse a dar seguimento a essa prática esdrúxula, adotada por administrações anteriores. O Campeonato Brasileiro, propriamente dito, teve sua primeira edição em 1971. Competições anteriores, como o Robertão, apelido do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, por exemplo, foram disputas embrionárias do futuro Brasileirão, mas não podem receber tratamento equivalente. A Taça Brasil era uma competição análoga a atual Copa do Brasil, sendo portanto, também um torneio, e não um campeonato. Disputas sazonais e de baixo número de participantes, como as já referidas de Atlético Mineiro e América Mineiro, não deveriam, nunca, receber o reconhecimento de "campeão brasileiro" para os seus vencedores. Samir Xaud tem demonstrado ser um presidente de postura e decisões melhores que as de seus antecessores no cargo. Tomara que dê prosseguimento nessa tendência, brecando novas iniciativas de reconhecimento de títulos de campeão brasileiro. Só podem receber essa condição os ganhadores do Campeonato Brasileiro, de 1971 em diante.
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