sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

As irritações de Bolsonaro

Um dia sim, outro também, os veículos de comunicação noticiam que o presidente genocida Jair Bolsonaro irritou-se com isso ou aquilo. As irritações de Bolsonaro são um meio que ele utiliza para intimidar quem manifesta posições contrárias às suas e de manter mobilizado o seu "gado", ou seja o bando de descerebrados que o chama de mito. A irritação mais recente de Bolsonaro foi com a orientação dada pelas Forças Armadas de que os militares se vacinem contra a covid-19. Como se sabe, Bolsonaro é contrário às vacinas. Com suas irritações, Bolsonaro aparece de forma permanente no noticiário, em ano eleitoral. Só o que Bolsonaro não faz é governar. Espalhar fakenews, declarar atrocidades, abusar de atitudes grosseiras, exibir, despudoradamente, sua condição de machista, homofóbico, misógino e racista são práticas bem mais prazerosas para Bolsonaro. Enquanto isso, o país segue à deriva, sem ser governado de fato.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Deboche

O novo pedido de Douglas Costa ao Grêmio para que o libere para a festa de seu casamento, dessa vez durante a pré-temporada, é acintoso. Caracteriza um deboche, já que o jogador havia feito a mesma solicitação na semana em que o Grêmio tentaria evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão. Após aquele episódio, Douglas Costa bateu de frente com a torcida do Grêmio, com xingamentos e palavrões nas redes sociais, e dando tchauzinho depois de ter msrcado um gol contra o Atlético Mineiro na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2021. O Grêmio, mais uma vez, não irá ceder, é claro, mas Douglas Costa não deveria seguir no clube. Todos esses episódios, e mais as fracas atuações desde que chegou, tornam sua permanência insustentâvel. O clube, no entanto, vai permanecee com Douglas Costa para não ter de arcar com uma rescisão de contrato milionária. O fator financeiro é ponderável, mas Douglas Costa não tem mais ambiente para ficar no clube, pois não se cansa de o desrespeitar. Nesses casos, é preciso ter criatividade para resolver a situação, e romper com o jogador, em respeito ao clube e aos seus torcedores.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Ondas sucessivas

Após a descoberta das vacinas, a pandemia de coronavírus parecia controlada. Depois dos lockdowns e quarentenas de 2020, 2021 já foi um ano de descompressão, o que deu, para muitos, a ideia de que o ano que está começando seria o do desafogo, com a volta da normalidade. Não está sendo assim. Novos casos de covid-19, causados pela variante ômicron, se multiplicam no Brasil e pelo mundo. Não resta dúvida de que se está diante de uma nova onda da doença. No Brasil, a maioria dos municípios cancelou o Carnaval, do mesmo modo que havia ocorrido no ano anterior. A exceção é o Rio de Janeiro, que cancelou o carnaval de rua, mas manteve os desfiles no Sambódromo. Ainda assim, o público terá de fazer testes de covid e apresentar passaporte vacinal. O mais adequado seria que os desfiles também fossem cancelados, mas a relutância em tomar essa atitude, provavelmente, se deve ao enorme prejuízo que a não realização do Carnaval, um dos principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro, causaria aos cofres da prefeitura. O fato é que a normalidade ainda está distante de ser atingida, e cuidados como uso de máscaras, álcool gel, lavagem constante das mãos e distanciamento social seguirão se fazendo necessários por muito tempo, bem como as vacinas, com novas doses de reforço. As ondas sucessivas de covid-19 afastam por tempo não sabido a retomada da rotina pré-pandemia.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A promessa de Lula

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez uma importante promessa, hoje, caso venha a ser eleito novamente para o cargo, em outubro. A promessa de Lula foi a de revogar a reforma teabalhista realizada no governo Temer. Lula fez essa declaração após elogiar o governo da Espanha por ter revogado a reforma trabalhista instituída naquele país em 2012, e que serviu de inspiração para a de Temer. Lá como aqui, a reforma só gerou precarização do trabalho. Na Espanha, a revogação surgiu de um acordo entre trabalhadores e empresários. O Brasil precisa seguir o mesmo caminho. Conquistas históricas dos trabalhadores foram dizimadas pir Temer. Há milhões de desempregados no país, e muitos brasileiros estào enfrentando a fome. Liquidar com direitos trabalhistas não traz nenhum ganho para a economia, pois derruba o poder aquisitivo das camadas mais pobres da população. Não apenas a reforma trabalhista, mas várias outras medidas demofóbicas dos governos Temer e Bolsonaro terão de ser revogadas. Depois do desastre que foram esses períodos, o Brasil terá de ser reconstruído, e só a esquerda poderá fazer isso.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

O pesadelo não acabou

Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde anunciou que a humanidade enfrentava uma pandemia de coronavírus. Durante aquele ano, foram milhares de mortes em todo o mundo, com lockdowns para evitar a disseminação da doença. Com a chegada das vacinas, ainda naquele ano, a situação começou a melhorar, e 2021 já foi melhor, com redução no número de infectados e mortos, mas com a recomendação expressa, por parte das autoridades sanitárias, da continuidade do uso de mâscaras e álcool gel, e de manter o distanciamento social. Cansadas do confinamento causado pela covid-19, muitas pessoas consideraram a epidemia encerrada, e deixaram de lado essas recomendações. Acontece que o pesadelo não acabou. O surgimento da variante ômicron, e casos de "flurona", uma infecção que combina covid-19 com influenza, mostram que a volta à normalidade está longe de ser alcançada. A maioria das prefeituras tornou a cancelar os festejos de Carnaval, do mesmo modo que ocorrera em 2021. Por mais duro e estressante que seja, é preciso admitir que a situação segue sendo grave, e ter paciência na espera de que se possa dar um fim á pandemia. Enquanto isso, há que se vacinar, para quem ainda não o fez, usar máscara, álcool gel e evitar aglomerações. A epidemia não acabará por mágica, e exigirá muita paciência de todos.

domingo, 2 de janeiro de 2022

A volta do futebol

Com exceção de 2021, em função da pandemia, o ano futebolístico no Brasil começa com a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A volta do futebol no Brasil se deu, hoje, com a tradicional competição que, como de costume, terminará em 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo. São clubes de todas as regiões do país que participam da disputa, alimentando o sonho de jovens jogadores de rumarem para o estrelato. Poucos conseguem atingir esse objetivo, é claro, mas a famosa "copinha" já revelou grandes nomes para o futebol brasileiro. Na última edição, em 2020, a Copa São Paulo de Futebol Júnior foi decidida em um Gre-Nal, destacando o futebol do Rio Grande do Sul. O Inter obteve seu quinto título na história da competição, enquanto o Grêmio, que ainda não alcançou essa conquista, chegou ao vice-campeonato pela segunda vez. Embora o grande número de clubes participantes, a "copinha" costuma, salvo raras exceções, ser ganha pelos clubes mais tradicionais do país. Antes das competições profissionais começarem, após as férias dos jogadores, a Copa São Paulo, que teve sua primeira edição em 1969, é, sempre, um bom aperitivo para quem gosta de futebol.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Favoritismo injustificado

A Seleção Brasileira está sendo apontada por sites de apostas como favorita para ganhar a próxima Copa do Mundo, que será realizada no Catar, em novembro. Entre outras razões apontadaa para justificar esse favoritismo estão a classificação para a Copa obtida com várias rodadas de antecipação nas Eliminatórias, e a ampla vantagem de pontos sobre a segunda colocada, a Argentina. Essa apreciação é equivocada e, portanto, resulta num favoritismo injustificado. O futebol brasileiro tem sido hegemônico na América do Sul, como bem comprova o fato de as duas últimas decisões de Libertadores terem se dado entre clubes do país. Nem mesmo a recente conquista da Copa América pela Argentina, derrotando a Seleção Brasileira que jogava a competição como mandante, serviu para alterar esse quadro. Porém, a Seleção não tem enfrentado adversários europeus, o que faŕá com que chegue na Copa sem o devido parâmetro sobre sua capacidade de enfrentamento com esses oponentes. Afora isso, após sua eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a Seleção permaneceu com o técnico Tite, que não mostrou evolução em seu trabalho, continuando a prestigiar jogadores que não deram boa resposta. A Seleção até poderá vir a ser campeã da Copa, mas, no momento, nada há que justifique seu propalado favoritismo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

O grande desejo para 2022

Todo novo ano traz consigo a esperança de dias melhores. Porém, o grande desejo para 2022, que o difere de tantos outros anos, é que as eleições presidenciais, que ocorrerão em outubro, possam trazer perspectivas de reconstrução de um país destruído por um presidente genocida. Não haverá nenhum futuro para o Brasil com a reeleição de Jair Bolsonaro. A chamada "terceira via" também nada fará que possibilite ao país enfrentar seus dramas, a desigualdade social, a pobreza crescente, entre tantos outros. Só um governo comprometido com a cidadania, agindo para dar oportunidades a todos, defensor das minorias, criador de emprego e renda, pode mudar o triste quadro atual do país. A sensatez dos eleitores é o maior presente que 2022 poderá trazer para todos os brasileiros.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

A confissão de Moro

O ex-juiz Sérgio Moro admitiu, ontem, que a Operação Lava-Jato agiu politicamente contra o PT. A confissão de Moro se constitui, sem dúvida, num escândalo, e confirma tudo aquilo que o Supremo Tribunal Federal já havia conceituado ao anular as suas sentenças contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou seja, que agiu de modo parcial, sem observar o devido processo legal. O mais aterrador é que Moro é pré-candidato a presidente, um dos tantos da chamada "terceira via". Despreparado, inculto, desonesto e sectário, Moro tem o apoio de setores da elite brasileira, que tentam vender a sua imagem como a de um "herói". Na verdade, Moro não é herói de nada, está a serviço dos piores interesses de grupos econónomicos de direita. Como ex-juiz, Moro não goza mais da imunidade dada aos magistrados. Deveria ser processado e julgado por seus crimes, em vez de concorrer a presidente. O lugar de Moro é na cadeia, não num palácio governamental.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

A falsa solução do Cruzeiro

O Cruzeiro foi o primeiro clube do futebol brasileiro a aderir ao modelo da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Na SAF, o clube continua existindo como instituição, mas cede o gerenciamento do seu departamento de futebol para investidores privados, como forma de realizar o seu saneamento financeiro. No caso específico do Cruzeiro, o clube vive uma enorme crise financeira, e a SAF seria a grande saída. Bastaram poucos dias desde a adesão ao novo método de administraçào para que se perceba que ele não trará um melhor rendimento esportivo para o Cruzeiro, que vai disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão pelo terceiro ano seguido, o que jamais havia acontecido com um grande clube brasileiro. A falsa solução do Cruzeiro vai enxugar uma folha salarial que já era baixa para um clube do seu porte. Com isso, a chance de formar um grupo qualificado e competitivo é, praticamente, inexistente, podendo levar o clube a ter de ficar mais tempo na Segunda Divisão, o que seria devastador para a autoestima do torcedor. Um clube não deve ser administrado como uma empresa. A razão de ser para um clube é conquistar vitórias, não obter superávits, nem se tornar um fornecedor.de jogadores para o mercado. Não será necessário muito tempo para que a SAF frustre os seus apoiadores. No Brasil, o complexo de vira-lata da imprensa esportiva, sempre entusiasta de fórmulas mágicas vindas do exterior, leva a que se comemorem esses embarques em canoas furadas. O tempo deixará claro o equívoco desse modelo.