segunda-feira, 19 de julho de 2021

Disputa espetacular

A Fórmula-1 está vivendo um grande momento. Depois de anos seguidos em que Lewis Hamilton não tinha adversários e acumulava títulos, em 2021 Max Verstappen lidera a competição e mostra que irá lutar para ser campeão até a última corrida. Depois de quatro vitórias consecutivas de Verstappen, Hamilton voltou a vencer, ontem, no Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone e, mesmo temporariamente atrás do holandês na classificação, demonstrou que ainda é o maior candidato ao título. A largada da corrida foi sensacional, com Hamilton e Verstappen lutando furiosamente pelo primeiro lugar. Verstappen havia largado na pole position, obtida com a vitória na mini-corrida de sábado, uma novidade da Fórmula-1. A disputa espetacular entre os dois pilotos, resultou numa batida que tirou Verstappen da prova, e forçou a entrada do safety car, seguida de uma nova largada. Charles Leclerc, da Ferrari, que havia pulado para o primeiro lugar aproveitando-se do enfrentamento entre Hamilton e Verstappen, permaneceu nessa posição na relargada. Hamilton, que foi considerado culpado pelo acidente com Verstappen, recebeu dez segundos de penalização nos boxes. Ainda assim, partiu em busca de Leclerc, e o ultrapassou quando faltavam duas voltas para o final. Foi a nonagésima-nona vitória de Hamilton na categoria, ou seja, falta apenas mais uma para atingir a centésima. Se for campeão, novamente, Hamilton se isolará como o maior campeão da Fórmula-1 em todos os tempos, com oito títulos. Porém, não será fácil. Verstappen deixou de ser um jovem impetuoso, mas inconsequente, e tornou-se um piloto maduro, em condiçôes de ganhar o campeonato. Se, na era Michael Schumacher, as corridas eram monótonas, sem luta pela liderança, atualmente a competitividade é muito maior, fazendo do campeonato desse ano um deleite para os apreciadores da categoria mais relevante do automobilismo.

domingo, 18 de julho de 2021

Sem motivos para entusiasmo

Depois de 70 dias, o Inter voltou a ganhar um jogo no Beira-Rio. Hoje, o Inter venceu o Juventude por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, pondo fim a um tabu que começara, curiosamente, após uma vitória sobre o mesmo adversário, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho. Porém, é preciso comedimento. A vitória veio, é fato, mas sem motivos para entusiasmo. A produção do Inter segue sendo modesta, sem indicar um crescimento que possa levar o clube a ter sonhos maiores. O resultado serviu para afastar um pouco o Inter da zona de rebaixamento, mas a vitória escassa diante de um adversário modesto não traz a perspectiva de um crescimento significativo de desempenho.Ainda que tenha vencido, o Inter continua sem apresentar um futebol convincente. Se não melhorar substancialmente a qualidade do seu futebol, o Inter será apenas um participante do Brasileirão, sem chances de ocupar as primeiras posições da classificação.

sábado, 17 de julho de 2021

A tão esperada vitória

Enfim, o Grêmio ganhou o seu primeiro jogo no Campeonato Brasileiro. O Grêmio venceu o Fluminense por 1 x 0, hoje, no Maracanã, e obteve a tão esperada vitória, mesmo sem jogar uma grande partida. O gol só saiu no fim do jogo, aos 44 minutos do segundo tempo, com Pinares, de pênalti. O jogo foi muito travado, só ganhando intensidade após o intervalo. As chances de gol foram poucas, e os goleiros não tiveram muito trabalho. Vanderson, Geromel e Kannemmann foram os destaques do Grêmio, com grandes atuações. Pinares jogou pouquíssimo tempo, mas foi o suficiente para fazer dois bons lançamentos, e cobrar o pênalti com eficiência. Em três jogos com o técnico Felipão, o Grêmio teve duas vitórias, uma delas pela Copa Sul-Americana, e um empate, sem sofrer gols. A lanterna do Brasileirão já ficou para trás. A recuperação não será rápida, mas deverá ocorrer. Se o futebol do Grèmio, em termos técnicos, ainda deixa muito a desejar, o foco e a determinação do grupo já estão muito aumentados em relação ao.que acontecia antes da chegada de Felipão. O pesadelo gremista, aos poucos, írá acabar.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Desequilíbrios

Uma competição esportiva deve garantir o equilíbrio técnico da disputa, para impedir o favorecimento a qualquer dos participantes. Dessa forma, o regulamento e a fórmula de disputa não podem ser alterados com a competição em andamento. Por isso, certas notícias que tem sido veiculadas nas últimas horas merecem repúdio. O segundo jogo do Flamengo contra o Defensa y Justicia (ARG), pelas oitavas de final da Libertadores, será realizado no Mané Garrincha, com presença de público, ainda que reduzida. O clube brasileiro aproveitou a brecha criada pela Conmebol, que autorizou a volta do público aos estádios, com critérios estabelecidos pelas autoridades de cada país. Como o Distrito Federal aceitou a ideia de jogos com público, o que não ocorreu no Rio de Janeiro, o Flamengo, clube mandante, transferiu a partida do Maracanã para o Mané Garrincha. O problema é que o primeiro jogo, na Argentina, foi realizado sem a presença de público, o que gera uma falta de eqüidade no confronto. O prefeito de Porto Alegre já sinalizou que pretende autorizar a volta do público aos estádios, também em número reduzido. Com isso, os jogos do Grêmio contra a LDU, na Arena, pela Copa Sul-Americana, e do Inter, no Beira-Rio, pela Libertadores, repetiriam a mesma situação referida acima. Nessa tendência de desequilíbrios, cogita-se de adotar o VAR no segundo turno do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O VAR já deveria ter sido adotado há muito tempo na série B, mas não durante o curso da competição. Não se pode alterar regulamentos ou procedimentos de uma competição durante a sua realização, pois isso fere a sua lisura, manchando a legitimidade dos seus resultados.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Péssimo futebol

Um jogo de nível técnico baixíssimo, pior do que pudesse esperar o torcedor menos otimista. Hoje, o Inter empatou em 0 x 0 com o Olímpia, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção. pelas oitavas de final da Libertadores, num jogo em que o péssimo futebol foi a tônica. Uma partida de um confronto que reúne cinco títulos da competição, não poderia ser tão mal jogada. O primeiro tempo, especialmente, foi horroroso, praticamente sem chances de gol para nenhum dos lados. No segundo, Inter e Olímpia mostraram mais ímpeto ofensivo, especialmente o clube paraguaio. Se tivesse de haver um vencedor no jogo, seria o Olímpia, que perdeu, pelo menos, dois gols feitos. Com o empate, o Inter deverá confirmar o seu favoritismo no segundo jogo, no Beira-Rio. Porém, pelo futebol que apresentaram, não só hoje, mas na disputa, até aqui, seja quem for o classificado para as quartas de final, não deverá ter chances contra o vencedor do confronto entre Flamengo e Defensa y Justicia (ARG).

quarta-feira, 14 de julho de 2021

A doença de Bolsonaro

Popularidade derretendo, denúncias de corrupção se avolumando, filhos envolvidos em negócios escusos, protestos contra o governo levando multidões para as ruas. Assim têm transcorrido os dias do presidente Jair Bolsonaro. Sua tensão diante do momento tem sido evidente. Em situações semelhantes, o ex-capitão lançou mão de táticas diversionistas variadas, e procurou apelar à emoção de seus apoiadores, posando de mártir. A exemplo do que ocorreu com o episódio da facada, que lhe foi extremamente conveniente, Bolsonaro, agora, apela novamente para a emoção do público, visando desviar a atençào dos deslizes do seu governo. A doença de Bolsonaro pode até existir, mas surgiu num momento em que o presidente genocida precisa buscar a comoção popular em torno do seu nome. A divulgação de fotos de Bolsonaro numa cama de hospital, com ar abatido, evidencia essa intenção. A possibilidade de uma cirurgia para desobstrução intestinal já foi afastada, e o vice-presidente, Hamilton Mourão viajou para Angola. Esses fatos deixam claro que o estado de saúde de Bolsonaro não é grave. Poŕém, sua internação irá se prolongar para que desperte os sentimentos do público em torno do seu nome. Não irá adiantar. A imagem de Bolsonaro vem se desgastando a cada dia. Seu governo nào tem mais futuro.

terça-feira, 13 de julho de 2021

O reencontro com a vitória

Nove jogos sem ganhar. Eis o retrospecto terrível do Grêmio até hoje, quando venceu a LDU por 1 x 0, no Casablanca, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, e obteve o reencontro com a vitória. Não foi uma grande atuação do Grêmio, mas houve maturidade e aplicação para a manutenção do resultado, depois de marcar o gol aos 18 minutos do primeiro tempo. Jean Pyerre foi o melhor jogador em campo, fazendo um belo cruzamento para o gol de cabeça de Léo Pereira, e mantendo um bom desempenho ao longo da partida. Gabriel Chapecó jogou bem, novamente, e Kannemann e Ruan tambem fizeram boas apresentações. Bruno Cortez e Alisson, mais uma vez, destoaram dos demais, e precisam dar lugar a outras opções. O resultado deixa a classificação do Grêmio para as quartas de final muito bem encaminhada, mas, sobretudo, alivia o ambiente de um clube em crise por ocupar a lanterna do Campeonato Brasileiro. Há muito trabalho a se fazer para que o Grêmio consiga reaver o seu futebol, mas a vitória de hoje melhora o estado anímico do grupo, trazendo a esperança de uma recuperação no Brasileirão.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

O sonho realizado de Renato

Depois de um período sabático iniciado em abril, quando deixou o Grêmio, o técnico Renato já tem novo emprego. Mais do que um novo clube, é o sonho realizado de Renato. O técnico nunca escondeu que tinha vontade de treinar o Flamengo, o que, agora, se concretizou. Renato conquistou títulos importantes pelo Flamengo como jogador, e terá a tarefa de repetir o feito como técnico. Porém, Renato tem de estar consciente de que, no Flamengo, não terá a mesma condescendência para seus erros de que gozava no Grêmio. Por ser, indiscutivelmente, o maior jogador da história do Grêmio, o que levou-o a ganhar uma estátua em sua homenagem, Renato tem, junto à torcida do clube, um crédito que nenhum outro técnico jamais possuirá. No Flamengo, embora tenha a simpatia de muitos torcedores, Renato não contará com esse fator, e será questionado diante de qualquer tropeço. Afora isso, ao ter em mãos o melhor grupo de jogadores do Brasil, num clube com boa capacidade de investimento, Renato não poderá se utilizar da desculpa, dada muitas vezes em seus tempos de Grêmio, de que a obrigação de ganhar é de clubes que tem R$ 200 milhões para gastar em reforços. Agora, Renato terá de corresponder, com vitórias e títulos, ao maior poder de investimento de seu novo empregador. Na sua entrevista de apresentação, hoje, Renato disse que o Flamengo equivale, em importância, à Seleçào Brasileira. Um exagero típico de Renato, mas que aumenta ainda mais a sua responsabilidade, pois se o Flamengo tem melhores jogadores, e uma grandeza tamanha, a cobrança por títulos será feita na mesma proporção.

domingo, 11 de julho de 2021

A marca do fracasso

A Inglaterra tem atribuída a si a condição de país que inventou o futebol. Seus principais clubes conquistaram relevância internacional. O Liverpool, por exemplo, é o terceiro maior vencedor da Champions League, com seis títulos. Porém, a Seleção da Inglaterra nunca conseguiu esse mesmo êxito. Seu único título foi o da Copa do Mundo de 1966, que jogou em casa, contando com um erro de arbitragem a seu favor na decisão contra a Alemanha. Em Eurocopas, a Inglaterra nunca obteve o título, e nas Copas do Mundo jamais tornou a chegsr na decisão. Hoje, essa trajetória de fracassos tinha tudo para chegar ao fim. A Inglaterra decidia, contra a Itália, num Wembley quase lotado, a Eurocopa de 2020, postergada para 2021. Com um minuto e meio de jogo, a Inglaterra abriu o placar, o que reforçou a ideia de que esse histórico de insucessos acabaria. No entanto, a Itália empatou, o jogo foi para a prorrogação, terminou com o resultado de 1 x 1, e a decisão ficou para os tiros livres da marca do pênalti, com a Inglaterra sofrendo, mais uma vez, com a marca do fracasso. Com uma boa geração de jogadores, a Inglaterra prometia chegar ao seu segundo título, mas ele acabou escapando por entre os dedos.

sábado, 10 de julho de 2021

Derrota dolorosa

No futebol, a pior derrota é a que ocorre para o maior rival. Hoje, no Maracanâ, a Seleção Brasileira perdeu por 1 x 0 para a Argentina, na decisão da Copa América. Foi a primeira vez que a Seleção Brasileira perdeu essa competição dentro de casa. A conquista encerrou um jejum de 28 anos sem titulos da Argentina, desde 1993, quando foi campeã da mesma disputa. Messi ganhou seu primeiro título pela Argentina, e se mostrou extremamente emocionado. Neymar, em contrapartida, ficou abalado, chorando muito. Pior que a perda do título em si, é perceber que a Seleção, sob a orientação do técnico Tite, não demonstra evolução desde a Copa de 2018, na Rússia. Tite comete erros nas convocações, insiste com jogadores que não dão resposta, como Gabriel Jesus, que hoje estava suspenso, Roberto Firmino e Fred, enquanto relega ao banco nomes como Gabigol e Vinicius Júnior. Gérson sequer foi convocado, e deveria ser titular absoluto. Foi uma derrota dolorosa, e a teimosia de Tite, sua dificuldade em escalar os melhores, insistindo com seus preferidos, não aponta para uma perspectiva mais positiva.