sábado, 17 de julho de 2021
A tão esperada vitória
Enfim, o Grêmio ganhou o seu primeiro jogo no Campeonato Brasileiro. O Grêmio venceu o Fluminense por 1 x 0, hoje, no Maracanã, e obteve a tão esperada vitória, mesmo sem jogar uma grande partida. O gol só saiu no fim do jogo, aos 44 minutos do segundo tempo, com Pinares, de pênalti. O jogo foi muito travado, só ganhando intensidade após o intervalo. As chances de gol foram poucas, e os goleiros não tiveram muito trabalho. Vanderson, Geromel e Kannemmann foram os destaques do Grêmio, com grandes atuações. Pinares jogou pouquíssimo tempo, mas foi o suficiente para fazer dois bons lançamentos, e cobrar o pênalti com eficiência. Em três jogos com o técnico Felipão, o Grêmio teve duas vitórias, uma delas pela Copa Sul-Americana, e um empate, sem sofrer gols. A lanterna do Brasileirão já ficou para trás. A recuperação não será rápida, mas deverá ocorrer. Se o futebol do Grèmio, em termos técnicos, ainda deixa muito a desejar, o foco e a determinação do grupo já estão muito aumentados em relação ao.que acontecia antes da chegada de Felipão. O pesadelo gremista, aos poucos, írá acabar.
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Desequilíbrios
Uma competição esportiva deve garantir o equilíbrio técnico da disputa, para impedir o favorecimento a qualquer dos participantes. Dessa forma, o regulamento e a fórmula de disputa não podem ser alterados com a competição em andamento. Por isso, certas notícias que tem sido veiculadas nas últimas horas merecem repúdio. O segundo jogo do Flamengo contra o Defensa y Justicia (ARG), pelas oitavas de final da Libertadores, será realizado no Mané Garrincha, com presença de público, ainda que reduzida. O clube brasileiro aproveitou a brecha criada pela Conmebol, que autorizou a volta do público aos estádios, com critérios estabelecidos pelas autoridades de cada país. Como o Distrito Federal aceitou a ideia de jogos com público, o que não ocorreu no Rio de Janeiro, o Flamengo, clube mandante, transferiu a partida do Maracanã para o Mané Garrincha. O problema é que o primeiro jogo, na Argentina, foi realizado sem a presença de público, o que gera uma falta de eqüidade no confronto. O prefeito de Porto Alegre já sinalizou que pretende autorizar a volta do público aos estádios, também em número reduzido. Com isso, os jogos do Grêmio contra a LDU, na Arena, pela Copa Sul-Americana, e do Inter, no Beira-Rio, pela Libertadores, repetiriam a mesma situação referida acima. Nessa tendência de desequilíbrios, cogita-se de adotar o VAR no segundo turno do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O VAR já deveria ter sido adotado há muito tempo na série B, mas não durante o curso da competição. Não se pode alterar regulamentos ou procedimentos de uma competição durante a sua realização, pois isso fere a sua lisura, manchando a legitimidade dos seus resultados.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Péssimo futebol
Um jogo de nível técnico baixíssimo, pior do que pudesse esperar o torcedor menos otimista. Hoje, o Inter empatou em 0 x 0 com o Olímpia, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção. pelas oitavas de final da Libertadores, num jogo em que o péssimo futebol foi a tônica. Uma partida de um confronto que reúne cinco títulos da competição, não poderia ser tão mal jogada. O primeiro tempo, especialmente, foi horroroso, praticamente sem chances de gol para nenhum dos lados. No segundo, Inter e Olímpia mostraram mais ímpeto ofensivo, especialmente o clube paraguaio. Se tivesse de haver um vencedor no jogo, seria o Olímpia, que perdeu, pelo menos, dois gols feitos. Com o empate, o Inter deverá confirmar o seu favoritismo no segundo jogo, no Beira-Rio. Porém, pelo futebol que apresentaram, não só hoje, mas na disputa, até aqui, seja quem for o classificado para as quartas de final, não deverá ter chances contra o vencedor do confronto entre Flamengo e Defensa y Justicia (ARG).
quarta-feira, 14 de julho de 2021
A doença de Bolsonaro
Popularidade derretendo, denúncias de corrupção se avolumando, filhos envolvidos em negócios escusos, protestos contra o governo levando multidões para as ruas. Assim têm transcorrido os dias do presidente Jair Bolsonaro. Sua tensão diante do momento tem sido evidente. Em situações semelhantes, o ex-capitão lançou mão de táticas diversionistas variadas, e procurou apelar à emoção de seus apoiadores, posando de mártir. A exemplo do que ocorreu com o episódio da facada, que lhe foi extremamente conveniente, Bolsonaro, agora, apela novamente para a emoção do público, visando desviar a atençào dos deslizes do seu governo. A doença de Bolsonaro pode até existir, mas surgiu num momento em que o presidente genocida precisa buscar a comoção popular em torno do seu nome. A divulgação de fotos de Bolsonaro numa cama de hospital, com ar abatido, evidencia essa intenção. A possibilidade de uma cirurgia para desobstrução intestinal já foi afastada, e o vice-presidente, Hamilton Mourão viajou para Angola. Esses fatos deixam claro que o estado de saúde de Bolsonaro não é grave. Poŕém, sua internação irá se prolongar para que desperte os sentimentos do público em torno do seu nome. Não irá adiantar. A imagem de Bolsonaro vem se desgastando a cada dia. Seu governo nào tem mais futuro.
terça-feira, 13 de julho de 2021
O reencontro com a vitória
Nove jogos sem ganhar. Eis o retrospecto terrível do Grêmio até hoje, quando venceu a LDU por 1 x 0, no Casablanca, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, e obteve o reencontro com a vitória. Não foi uma grande atuação do Grêmio, mas houve maturidade e aplicação para a manutenção do resultado, depois de marcar o gol aos 18 minutos do primeiro tempo. Jean Pyerre foi o melhor jogador em campo, fazendo um belo cruzamento para o gol de cabeça de Léo Pereira, e mantendo um bom desempenho ao longo da partida. Gabriel Chapecó jogou bem, novamente, e Kannemann e Ruan tambem fizeram boas apresentações. Bruno Cortez e Alisson, mais uma vez, destoaram dos demais, e precisam dar lugar a outras opções. O resultado deixa a classificação do Grêmio para as quartas de final muito bem encaminhada, mas, sobretudo, alivia o ambiente de um clube em crise por ocupar a lanterna do Campeonato Brasileiro. Há muito trabalho a se fazer para que o Grêmio consiga reaver o seu futebol, mas a vitória de hoje melhora o estado anímico do grupo, trazendo a esperança de uma recuperação no Brasileirão.
segunda-feira, 12 de julho de 2021
O sonho realizado de Renato
Depois de um período sabático iniciado em abril, quando deixou o Grêmio, o técnico Renato já tem novo emprego. Mais do que um novo clube, é o sonho realizado de Renato. O técnico nunca escondeu que tinha vontade de treinar o Flamengo, o que, agora, se concretizou. Renato conquistou títulos importantes pelo Flamengo como jogador, e terá a tarefa de repetir o feito como técnico. Porém, Renato tem de estar consciente de que, no Flamengo, não terá a mesma condescendência para seus erros de que gozava no Grêmio. Por ser, indiscutivelmente, o maior jogador da história do Grêmio, o que levou-o a ganhar uma estátua em sua homenagem, Renato tem, junto à torcida do clube, um crédito que nenhum outro técnico jamais possuirá. No Flamengo, embora tenha a simpatia de muitos torcedores, Renato não contará com esse fator, e será questionado diante de qualquer tropeço. Afora isso, ao ter em mãos o melhor grupo de jogadores do Brasil, num clube com boa capacidade de investimento, Renato não poderá se utilizar da desculpa, dada muitas vezes em seus tempos de Grêmio, de que a obrigação de ganhar é de clubes que tem R$ 200 milhões para gastar em reforços. Agora, Renato terá de corresponder, com vitórias e títulos, ao maior poder de investimento de seu novo empregador. Na sua entrevista de apresentação, hoje, Renato disse que o Flamengo equivale, em importância, à Seleçào Brasileira. Um exagero típico de Renato, mas que aumenta ainda mais a sua responsabilidade, pois se o Flamengo tem melhores jogadores, e uma grandeza tamanha, a cobrança por títulos será feita na mesma proporção.
domingo, 11 de julho de 2021
A marca do fracasso
A Inglaterra tem atribuída a si a condição de país que inventou o futebol. Seus principais clubes conquistaram relevância internacional. O Liverpool, por exemplo, é o terceiro maior vencedor da Champions League, com seis títulos. Porém, a Seleção da Inglaterra nunca conseguiu esse mesmo êxito. Seu único título foi o da Copa do Mundo de 1966, que jogou em casa, contando com um erro de arbitragem a seu favor na decisão contra a Alemanha. Em Eurocopas, a Inglaterra nunca obteve o título, e nas Copas do Mundo jamais tornou a chegsr na decisão. Hoje, essa trajetória de fracassos tinha tudo para chegar ao fim. A Inglaterra decidia, contra a Itália, num Wembley quase lotado, a Eurocopa de 2020, postergada para 2021. Com um minuto e meio de jogo, a Inglaterra abriu o placar, o que reforçou a ideia de que esse histórico de insucessos acabaria. No entanto, a Itália empatou, o jogo foi para a prorrogação, terminou com o resultado de 1 x 1, e a decisão ficou para os tiros livres da marca do pênalti, com a Inglaterra sofrendo, mais uma vez, com a marca do fracasso. Com uma boa geração de jogadores, a Inglaterra prometia chegar ao seu segundo título, mas ele acabou escapando por entre os dedos.
sábado, 10 de julho de 2021
Derrota dolorosa
No futebol, a pior derrota é a que ocorre para o maior rival. Hoje, no Maracanâ, a Seleção Brasileira perdeu por 1 x 0 para a Argentina, na decisão da Copa América. Foi a primeira vez que a Seleção Brasileira perdeu essa competição dentro de casa. A conquista encerrou um jejum de 28 anos sem titulos da Argentina, desde 1993, quando foi campeã da mesma disputa. Messi ganhou seu primeiro título pela Argentina, e se mostrou extremamente emocionado. Neymar, em contrapartida, ficou abalado, chorando muito. Pior que a perda do título em si, é perceber que a Seleção, sob a orientação do técnico Tite, não demonstra evolução desde a Copa de 2018, na Rússia. Tite comete erros nas convocações, insiste com jogadores que não dão resposta, como Gabriel Jesus, que hoje estava suspenso, Roberto Firmino e Fred, enquanto relega ao banco nomes como Gabigol e Vinicius Júnior. Gérson sequer foi convocado, e deveria ser titular absoluto. Foi uma derrota dolorosa, e a teimosia de Tite, sua dificuldade em escalar os melhores, insistindo com seus preferidos, não aponta para uma perspectiva mais positiva.
Empate emblemático
A aflitiva situação de Grêmio e Inter no Campeonato Brasileiro foi bem caracterizada hoje. Grêmio e Inter empataram em 0 x 0, na Arena, num jogo de pouco futebol, e emoções também escassas. Embora houvesse quem acreditasse num jogo de muitos gols e em busca incessante pela vitória, de ambos os lados, essa expectativa não era razoável. A má atuação do Grêmio contra o Palmeiras, com uma leve melhora no segundo tempo, e a péssima exibição do Inter durante todo o jogo diante do São Paulo, não autorizavam a que se esperasse uma melhora substancial de ambos, apenas três dias depois. Foi um empate emblemático. O Gre-Nal foi tecnicamente fraco, com poucos destaques individuais. O técnico do Grêmio, Felipão, que estreava, surpreendeu positivamente na escalação ao colocar Fernando Henrique no meio de campo, mas decepcionou ao reaproveitar Bruno Cortez e Alisson, dois jogadores que já deveriam ter encerrado, há muito tempo, o seu ciclo no clube. Bruno Cortez, mais uma vez, foi comprometedor, e Alisson, uma nulidade absoluta. Gabriel Chapecó, com grandes defesas, e Kannemann, foram os destaques do Grêmio. Geromel e Douglas Costa tiveram desempenhos medianos. Os demais jogadores ficaram muito abaixo das expectativas. Fernando Henrique nào mostrou o que dele se esperava, Victor Bobsin ainda não justificou a sua titularidade, Ferreira voltou a ter uma apresentação opaca, Rafinha e Diego Souza, novamente, foram pouco produtivos. No Inter, Yuri Alberto foi o melhor, só não marcando gols devido às defesas de Gabriel Chapecó. Taison sentiu o ritmo do jogo e saiu no intervalo. Os demais jogadores pouco fizeram de relevante. Pelo que mostraram, Grêmio e Inter terão muita dificuldade para sair do atoleiro técnico em que se encontram.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Vira-latice
São muitas as razões que levam um país como o Brasil a não atingir os graus de desenvolvimento e prosperidade correspondentes à sua condição de quinto maior do mundo em extensão territorial, e abundante em recursos naturais. Uma delas é o desamor que os brasileiros tem pelo seu próprio país, e que alimenta o "complexo de vira-lata", tão bem definido por Nélson Rodrigues. A auto-estima do brasileiro, historicamente, é baixíssima. A execrável classe média brasileira, tão bem descrita em suas características repulsivas por Marilena Chauí, ocupa o seu tempo a maldizer o país e seu povo, como se dele não fizesse parte. São pessoas que comem carne moída e arrotam peru, muitas delas viajando anualmente para os Estados Unidos, sua ideia de paraíso, onde batem ponto na Disneýworld e tiram fotos com um homem vestido de Mickey. Esse caldo de cultura é que explica a absurda preferência de muitos brasileiros pela vitória da Argentina sobre a Seleção Brasileira, amanhã, na decisão da Copa América. Nada justifica essa postura. As pessoas podem ter perdido a identificação com a Seleção, ao longo dos anos, pelos mais variados motivos. A Seleçào faz poucas partidas dentro do país, os jogadores que a integram, na sua maioria, atuam no exterior, o que dificulta a identificação com o torcedor, a CBF, instituição responsável por ela, chafurda na corrupção, seu grande craque, Neymar, é um narcisista sem carisma. Porém, nada disso justifica torcer contra a Seleção e, pior, a favor da Argentina, sua maior rival. Se essa posição é lamentável no que tange ao cidadão comum, torna-se intolerável por parte de jornalistas. A Seleção, embora a tentativa de apropriação pelos bolsonaristas, não pertence ao presidente genocida. Neymar é uma "mala", mas isso não autoriza a que brasileiros, por acharem Messi mais simpático, torçam pela Argentina. Pode-se admitir que muitos sejam indiferentes á Seleção, pelas mais variadas alegações. No entanto, torcer contra a equipe do seu próprio país é inaceitável. Na Eurocopa, que se encerrará domingo, as torcidas têm dado um exemplo comovente de amor pelas seleções de seus países. Os brasileiros deveriam se orientar por esse bom exemplo. A vira-latice do povo brasileiro precisa ser eliminada.
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