quinta-feira, 17 de junho de 2021
Lanterna
O Campeonato Brasileiro está apenas começando, e o Grêmio já vive uma situação aflitiva na competição. Com três derrotas em igual número de jogos, o Grêmio é o lanterna isolado do Brasileirão. O fato, vexatório por si só, torna-se ainda mais grave porque os adversários enfrentados pelo Grêmio até aqui, Ceará, Athletico Paranaense e Sport, não estão entre os mais fortes participantes da disputa. No caso específico do Ceará, a quem enfrentou na primeira rodada, o Grêmio foi derrotado por uma formação reserva do adversário. Hoje, na Ilha do Retiro, o Grêmio perdeu por 1 x 0 para o Sport, com mais uma atuação sofrível. O mais espantoso é que, depois de uma atuação decepcionante contra o Athletico Paranaense, quando perdeu pelo mesmo placar, o técnico do Grêmio, Tiago Nunes, repetiu a mesma escalação. A única exceção, para pior, foi a ausência de Brenno, que está com covid-19, e a entrada de Paulo Victor em seu lugar. Tiago Nunes, absurdamente, manteve nomes como Bruno Cortez e Luiz Fernando, de consecutivas más atuações, e insistiu com a presença de Jonatha Robert como meia, experiência que não dera certo contra o Athletico Paranaense. O maior aproveitamento dos jovens, tào propalado após a saída do técnico anterior, Renato, parece ter sido esquecido. A escolha do veterano Paulo Victor para substituir Brenno, em detrimento dos jovens Gabriel Chapecó e Adriel é um exemplo disso. Pelas más atuações de Paulo Victor, o Grêmio contratou Vanderlei, que também fracassou e já deixou o clube. Surpreendentemente, Paulo Victor recebeu uma nova chance de Renato nos dois jogos contra o Palmeiras pela decisão da Copa do Brasil de 2020. O resultado dessa exótica escolha foram duas péssimas atuações de Paulo Victor, responsável maior pela perda daquele título por parte do Grêmio. Após esse episódio, o goleiro havia sido colocado, corretamente, numa lista de jogadores dispensáveis. Sem que se entenda o porquê, foi reaproveitado. A consequência foi a mesma de sua chance anterior. O único gol do Sport, numa cobrança de falta, foi um frango de Paulo Victor. Nem mesmo o fato de a bola ter desviado na barreira o absolve, pois ela foi na sua direção e ficou ao seu alcance. Como Brenno foi convocado para a Seleção Olímpica, e ficará afastado por mais de um mês, a perspectiva da continuidade de Paulo Victor como titular surge como um filme de terror para o torcedor do Grêmio. Nem mesmo a tão aguardada estreia de Douglas Costa, ocorrida no segundo tempo do jogo de hoje, serviu para alterar o desolador panorama gremista atual. Com escalações equivocadas e substituições desastradas durante os jogos, Tiago Nunes se encaminha para ter vida curta como técnico do Grêmio.
quarta-feira, 16 de junho de 2021
O alívio durou pouco
A vitória sobre o Bahia, fora de casa, no domingo, serviu para descomprimir o ambiente no Inter, após uma sequência de maus resultados e a demissão do técnico Miguel Angel Ramirez. O bom resultado fez, até, com que se cogitasse a possibilidade de efetivar o técnico interino Osmar Loss no cargo. Porém, bastou o jogo seguinte para tudo se alterar. O alívio durou pouco. Hoje, no Beira-Rio, o Inter perdeu para o Atlético Mineiro por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, e deixou evidente a necessidade de contratar um novo técnico, bem como de trazer reforços. O gol que definiu o placar ocorreu a 1min20s de jogo, sem que o Inter conseguisse reverter o resultado diante de um adversário desfalcado de sete titulares. O Inter até criou chances de gol, e exerceu uma certa pressão sobre o Atlético
em parte do jogo, mas não fez por merecer uma melhor sorte. A campanha do Inter no Brasileirão já preocupa, são apenas quatro pontos ganhos em doze disputados. O abrupto fim da era Ramirez deixou o Inter atônito e sem rumo. O futebol, no entanto, não permite que se perca tempo na busca de soluções. Será preciso agilidade para que o Inter defina a contratação de um novo técnico, e recomece o seu trabalho para o restante do ano. Se não for esse o procedimento do clube, as aflições da torcida tendem a se prolongar, e o fantasma do rebaixamento poderá voltar a transtornar o Inter.
terça-feira, 15 de junho de 2021
O primeiro grande jogo
A Eurocopa teve, hoje, o enfrentamento entre as duas últimas campeãs mundiais, Alemanha e França, em Munique. Foi o primeiro grande jogo da competição, e não deixou a desejar. A França venceu por 1 x 0, com um gol contra de Hümells, mas poderia ter feito um placar mais amplo. Afora a capacidade técnica, a França mostrou muita intensidade, disputando o jogo com garra até o fim. A Alemanha tentou reagir até o final, mas ficou claro que a equipe está num período de transição, longe dos seus melhores momentos. Há bons jogadores, mas, também, existem posições carentes de melhores valores. A saída, já anunciada, do técnico Joachim Löw, logo após a Eurocopa, depois de quinze anos no cargo, e sua substituição por Niko Kovac, afetam, por certo, o foco da equipe na competição. A realidade da França é outra. Atual campeã mundial, a França é a grande favorita, até o momento, para a próxima Copa do Mundo. A equipe francesa reúne grandes jogadores, e ainda reabilitou Benzema, que ficou afastado das convocações por cinco anos, devido a problemas extrafutebol, o que lhe deixou de fora da Copa de 2018. Bélgica, Portugal e Inglaterra, com uma de suas melhores gerações de jogadores, são boas seleções, e credenciam-se como candidatas ao título tanto da Eurocopa como da Copa de 2022. Porém, por enquanto, a França parece ser a mais qualificada seleção no contexto mundial.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Pouca qualidade
As duas maiores competições continentais de seleções, Eurocopa e Copa América, estão sendo realizadas de forma concomitante. Embora ambas as disputas estejam no desenrolar de sua primeira rodada, já se pode dizer que a pouca qualidade dos jogos é um dado que se faz notar. Hoje, por exemplo, a renovada seleção da Espanha ficou apenas no empate em 0 x 0 com a não mais que esforçada Suécia, em Sevilha. A Argentina, embora com um golaço de falta marcado por Messi, empatou, no Engenhão, em 1 x 1 com o Chile, para o qual perdeu duas decisões de Copa América consecutivas, em 2015 e 2016. A Seleção Brasileira abriu a Copa América, ontem, goleando uma desfalcada Venezuela por 3 x 0, no Mané Garrincha,sem brilhar. Nos outros jogos da rodada, a Colômbia venceu, ontem, na Arena Pantanal,o Equador por 1 x 0, com um gol de bela jogada coletiva, num enfrentamento ajustado. Hoje, num jogo de equipes fracas, no Estádio Olímpico de Goiânia, o Paraguai venceu a Bolívia, de virada, por 3 x 1. Chama a atenção que, pelo que se vê também nas Eliminatórias, o Brasil sobra em relação aos seus adversários sul-americanos, inclusive Argentina e Paraguai. A falta de surgimento de novos talentos talvez seja uma explicação para isso. Embora sem revelar os mesmos jogadores exuberantes de outros tempos, o futebol brasileiro apresenta jovens de bom nível, como Vinícius Júnior, Éverton Cebolinha, Gérson, Richarlysson, entre outros, que lhe dão uma boa perspectiva de futuro. A Argentina de pouco dispõe afora Messi, que já está com 33 anos. O Uruguai centra suas expectativas nos veteranos atacantes Cavani e Luís Suarez. As demais seleções, igualmente, se apoiam em velhos e escassos ídolos. Na Europa, Itália e Holanda tentam renascer, depois de terem ficado, surpreendentemente, fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. A Holanda sequer se classificou para a Eurocopa anterior, em 2016, na França. O jogo de amanhá entre França e Alemanha gera grande expectativa, mas é um confronto entre desiguais, pois enquanto a França, atual campeã mundial é uma equipe recheada de grandes valores, como Mbappé, Griezmann, Pogba, Benzema, a Alemanha vive o fim de um ciclo vitorioso, e até o seu técnico deixará o cargo após o fim da competição. Bélgica e Portugal são boas seleções, mas lhes falta peso histórico. O fato é que vive-se, hoje, no mundo, uma oferta massiva de jogos e competições, mas de escasso nível técnico.
domingo, 13 de junho de 2021
Empenho fez a diferença
No primeiro jogo sem o técnico Miguel Angel Ramirez, o Inter voltou a obter uma vitória. Hoje, no Pituaçu, o Inter venceu o Bahia por 1 x 0, num jogo em que o empenho fez a diferença em relação às partidas anteriores. O jogo foi tecnicamente fraco, e o Bahia teve uma atuação péssima, o que facilitou a tarefa do Inter. Porém, em outras partidas, o Inter se complicava mesmo diante de adversários modestos. Dessa vez, o Inter se mostrou ligado durante todo o jogo, o que lhe proporcionou manter a vitória até o final, ainda que ficando com um homem a menos desde os oito minutos do segundo tempo, devido à expulsão de Lucas Ribeiro. Se as exibições individuais continuaram sendo fracas, no aspecto coletivo o Inter mostrou garra e motivação para dar fim aos maus resultados em sequência. O dado negativo do jogo foi que o pênalti que deu a vitória ao Inter não existiu. O VAR, sabe-se lá por qual motivo, não corrigiu a marcação errada do árbitro.
Grêmio não tem meio de campo
Duas derrotas em igual número de jogos. Esse é o retrospecto do Grêmio, até aqui, no Campeonato Brasileiro. Como consequência, o Grêmio é o vice-lanterna da competição. Hoje, o Grêmio perdeu por 1 x 0 para o Athlético Paranaense, na Arena, com uma atuação lastimável. O que o jogo deixou evidente é que o Grêmio não tem meio de campo. Thiago Santos cumpre muito bem a função defensiva mas, a partir daí, o Grêmio não encontra soluções. Matheus Henrique oscila muito, numa posição onde Darlan e Victor Bobsin são opções, e poderiam ser mais testados. Maicon também é desse mesmo lugar, mas insistir com ele é perda de tempo, pois não tem mais condíções físicas de jogar em nível competitivo. Jean Pyerre poderia ser o melhor meia armador do país, mas não tem comprometimento, o que torna inútil insistir na sua escalação. Diante desse panorama, o Grêmio deveria ir ao mercado para qualificar o seu meio de campo. A defesa é boa, mas a lateral esquerda não pode ter Bruno Cortez como titular, Guilherme Guedes deveria ganhar chances para se firmar na posição. O ataque é qualificado, mas sem um bom meio de campo que o abasteça, não consegue produzir. No jogo de hoje, o Grêmio foi envolvido técnica e taticamente pelo Athlético Paranaense, e não teve nenhuma chance clara de gol durante toda a partida. Com o desinteresse demonstrado por Jean Pyerre, não resta alternativa ao Grêmio que não seja a de ir ao mercado para buscar um meia armador de qualidade.
sábado, 12 de junho de 2021
Simulacro
O país vive uma grande farsa. Finge-se que o Brasil está vivendo na normalidade democrática, que as instituições estão em pleno funcionamento. Na verdade, não hâ governo, o Poder Legislativo está atrelado aos interesses do presidente genocida, e o Judiciário encena ser independente, sem cumprir, verdadeiramente, o seu papel. Enquanto o tempo transcorre, o negacionista Jair Bolsonaro leva um país no rumo de 500 mil mortos por covid-19. Legislativo e Judiciário afetam indignação com esse quadro, mas nada fazem de prático para que ele seja alterado. Na Câmara dos Deputados repousam mais de 100 pedidos de impeachment, e o Supremo Tribunal Federal, afora uns rugidos, nada realiza de efetivo para retirar o ex-capitão do cargo, sendo que há motivos mais do que suficientes, juridicamente, para isso. Confiante na impunidade, Bolsonaro zomba das instituições permanentemente, desafia os cientistas com o seu negacionismo, sai às ruas sem máscara, insiste em promover medicamentos sabidamente ineficazes contra a covid-19, diz que há supernotificaçào de casos da doença, age contra a compra de vacinas. Tudo isso faz com que o Brasil perca um número muito maior de vidas para a pandemia, numa atitude deliberadamente genocida. Se a democracia no Brasil não fosse meramente formal, um simulacro, Bolsonaro já teria sido removido do cargo. Se tudo seguir dessa forma, Bolsonaro completará seu mandato, e concorrerá à reeleição para, caso a obtenha, ter mais quatro anos que lhe possibilitarão terminar o processo de destruição do país. O povo precisa ir para as ruas, forçando a mudança desse panorama. Fora Bolsonaro!
sexta-feira, 11 de junho de 2021
A saída de Ramirez
Era inevitável. Miguel Angel Ramirez não é mais o técnico do Inter. A sequência de maus resultados tornou inviável a sua permanência no cargo, e a continuidade do seu "projeto" de um futebol posicional. A saída de Ramirez deveria servir para que dirigentes de clubes e parte da imprensa refletissem sobre a vinda de técnicos estrangeiros para o Brasil. Não ha nada de errado em contratar um técnico do exterior, mas isso virou um modismo no país. A partir da experiência vitoriosa do português Jorge Jesus no Flamengo, contratar um técnico de fora tornou-se, para dirigentes e uma parcela expressiva da imprensa, a solução para os males do futebol brasileiro. Só que isso não corresponde à realidade. Afora Jorge Jesus, só o argentino Hernan Crespo, no São Paulo, conseguiu mostrar um trabalho convincente. O também argentino Jorge Sampaoli fez um trabalho falsamente identificado como bom no Santos, com um desempenho muito instável e nenhum título, e fracassou no Atlético Mineiro, onde pediu mais de uma dezena de contratações e não conseguiu o esperado título de campeão brasileiro. O portugúês Jesualdo Ferreira, no Santos, teve um desempenho sofrível. Ricardo Sá Pinto, igualmente português, teve um rendimento pavoroso no Vasco. Outro português, Abel Ferreira, depois dos títulos da Libertadores e Copa do Brasil, em grande parte conquistados pelo bom trabalho do técnico interino Andrei Lopes, começa a acumular fracassos no Palmeiras. O que determina a qualidade de um técnico não é a sua nacionalidade. Contratar técnicos estrangeiros tornou-se uma tendência no Brasil, com resultados, muitas vezes, extremamente frustrantes.
quinta-feira, 10 de junho de 2021
O Inter está sem rumo
Uma desclassificação que ninguém poderia esperar. Hoje, no Beira-Rio, o Inter perdeu por 3 x 1 para o Vitória, e está eliminado da Copa do Brasil. O primeiro jogo, no Barradão, foi vencido pelo Inter por 1 x 0, o que fazia crer que a classificação para as oitavas de final estava garantida. O Vitória, inclusive, estava estreando um novo técnico, já que vivia um mau momento, com sucessivos resultados ruins. O primeiro tempo do Inter até foi bom, mas sem conseguir fazer gols. No entanto, a expulsão de Pedro Henrique, logo aos seis minutos do segundo tempo, alterou o panorama do jogo. Com um homem a mais, o Vitória tornou-se mais ousado, e abriu o placar. Mesmo inferiorizado numericamente, o Inter conseguiu empatar, o que seria suficiente para a sua classificação. Porém, dois minutos depois, o Vitória desempatou e, a partir daí, o Inter não encontrou mais forças para reagir, sofrendo ainda mais um gol, que determinou sua eliminação. Diante desse quadro desolador, a demissão do técnico Miguel Angel Ramirez é questão de horas, sua permanéncia se tornou insustentável. No momento, o Inter está sem rumo, consumindo-se numa enorme crise.
Empate sonolento
O Grêmio já havia conquistado uma vantagem significativa no primeiro jogo contra o Brasiliense, pela Copa do Brasil, ao vencer por 2 x 0, na Arena. Assim, podia "administrar" o segundo jogo, hoje, no Serejão, para confirmar sua classificação às oitavas de final. Foi o que fez, mas não precisava exagerar. O placar foi de 0 x 0, um empate sonolento. Sim, porque a ausência de gols poderia ser compensada por um jogo bem disputado, com muitas chances de marcar para ambos os lados. Não foi o que aconteceu. Afora um chute de Ferreira na trave, o jogo foi carente de emoções. O mais surpreendente é que o Brasiliense, que precisava reverter a derrota no primeiro jogo, não se empenhou em momento algum na busca do gol. A consequência da acomodação do Grêmio somada á falta de ofensividade do seu adversário foi um jogo que se arrastou até o final. O mau estado do gramado, argumento usado pelo Grêmio para justificar o seu pouco futebol, não convence. O gramado não estava bom, é verdade, mas não é a única explicação para o rendimento ruim do Grêmio. A escalação conjunta de Tiago Santos e Lucas Silva, dois volantes de contenção, retira dinamicidade e criatividade do meio de campo, e foi um dos principais motivos da má atuação do Grêmio. Contra o Brasiliense, o parco futebol jogado pelo Grêmio foi suficiente para obter a classificação para as oitavas de final. Porém, para enfrentar adversários mais fortes, o Grêmio terá de melhorar muito o seu desempenho.
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