domingo, 1 de setembro de 2019
O resgate do encanto perdido
O futebol brasileiro está vivendo um momento especial. O pragmatismo da busca do resultado, de "jogar por uma uma bola", priorizando a ação defensiva, está sendo, cada vez mais, rejeitado pelos torcedores e pela imprensa. Técnicos pragmáticos como Felipão e Mano Menezes já não conseguem os mesmos bons resultados de outros tempos, e sofrem enorme contestação. Mano Menezes saiu do Cruzeiro após uma série de maus resultados, e Felipão já balança no Palmeiras, cujo desempenho vem despencando. Enquanto isso, Grêmio e Flamengo estão realizando o resgate do encanto perdido no futebol brasileiro. Ambos jogam buscando a vitória, e exercendo a posse de bola em vez de apostar em contra-ataques. Contando com jogadores de grande técnica como Everton, Jean Pyerre, Matheus Henrique e Maicon, no Grêmio, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol, no Flamengo, os dois clubes estão trazendo de volta o prazer desse ver um futebol bem jogado. O reflexo disso é que os dois técnicos, Renato, do Grêmio, e o português Jorge Jesus, do Flamengo, reivindicam para seus respectivos times a condição de o melhor futebol do Brasil. Desde já, há enorme expectativa pelo confronto dos dois clubes pelas semifinais da Libertadores, que ocorrerá em outubro. Mais do que partidas entre dois gigantes, será uma celebração do jogo técnico e ofensivo, que sempre foi a marca do futebol brasileiro, e que por tanto tempo andou esquecido.
sábado, 31 de agosto de 2019
Vitória com os titulares
Contrariando as especulações de que escalaria reservas, o Inter obteve uma vitória com os titulares, hoje, no Beira-Rio, no seu primeiro jogo após ter sido eliminado da Libertadores. O Inter venceu o Botafogo por 3 x 2, pelo Campeonato Brasileiro, em uma partida muito disputada. O resultado serviu como uma recuperação imediata da desclassificação na Libertadores e uma injeção de ânimo antes do jogo contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Foi uma boa atuação do Inter, contra um adversário aguerrido, que não jogou a toalha em nenhum momento do jogo. O jogo foi agradável e movimentado, com os dois times buscando sempre o gol. Com o resultado, o Inter foi para o sétimo lugar no Brasileirão, mantendo-se próximo dos primeiros colocados. Sem dúvida, foi uma vitória que veio na hora certa, pondo fim ao abatimento pelo revés de quarta-feira.
Bom empate
O Grêmio jogou, mais uma vez, com os reservas, com exceção de Everton que está suspenso da partida de quarta-feira contra o Athletico Paranaense pela Copa do Brasil, e equilibrou o enfrentamento com o São Paulo, hoje, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado de 0 x 0 se constituiu num bom empate, já que o São Paulo jogava em casa e com os seus titulares. O goleiro do São Paulo, Tiago Volpi, foi bastante exigido, e o Grêmio poderia, até mesmo, obter a vitória. A posição do Grêmio na classificação, em décimo-primeiro lugar, não é digna da grandeza do clube, mas ainda é bem distante da zona de rebaixamento. Ao contrário de outros jogos, dessa vez os reservas do Grêmio tiveram empenho e foco. Sem dar saltos na tabela, o Grêmio se mantém numa posição intermediária no Brasileirão, enquanto permanece vivo em três competições, sendo o único clube grande do país a estar nessa condição, no momento. Depois que a Copa do Brasil, se encerrar, em meados de setembro, o calendário ficará menos apertado, e o Grêmio poderá partir em busca de melhores resultados no Campeonato Brasileiro.
sexta-feira, 30 de agosto de 2019
Desgoverno
A situação vivida pelo Brasil, no momento, é desalentadora. O país sofre as consequências de um desgoverno, uma administração caótica que, em termos práticos, acabou menos de um ano depois de sua posse. Não há como imaginar qualquer futuro para o governo Jair Bolsonaro. O presidente é um desequilibrado que cria crises a cada declaração desastrada que faz. As medidas econômicas só aprofundam uma crise que parece não ter fim. A educação está sendo sucateada. O setor cultural é perseguido pelo governo. Um quadro assim justificaria a instauração de um processo de impeachment. Porquê, então, isso não acontece? Porque o conluio que levou Bolsonaro ao poder se nega a jogar a toalha. Seus integrantes estão a serviço dos interesses do grande capital, e tentam dar sustentação ao governo. Porém, é evidente que o Brasil caiu num abismo do qual não sairá sem a queda dos atuais ocupantes do poder. O prolongamento dessa situação só irá agravar o desastre, e fazer com que a ruptura, quando ocorrer, seja muito mais traumática do que já se desenha.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Um quarteto de gigantes
Hoje, ficaram definidos os quatro semifinalistas da Libertadores. Na busca do título, ficou um quarteto de gigantes. Em conjunto, Grêmio, Flamengo, River Plate e Boca Juniors já foram campeões da competição quatorze vezes. A decisão da Libertadores desse ano será, forçosamente, um confronto entre Brasil e Argentina, já que Grêmio e Flamengo farão uma das semifinais e a outra será entre River Plate e Boca Juniors. Com quatro clubes de tão alto nível nas semifinais, já está garantido que a decisão da atual edição da Libertadores será uma das maiores da história. Não há um favorito que já possa ser antecipado, pois são todos clubes de muita tradição. Em termos de nomes, o Flamengo tem o melhor time, mas, entre os semifinalistas, é o clube que tem o retrospecto mais modesto na competição, com apenas um título conquistado. O Grêmio é um clube copeiro, recordista, entre os clubes brasileiros, em número de títulos e participações na Libertadores. Divide o primeiro item com Santos e São Paulo, com três títulos, e o segundo com São Paulo e Palmeiras, com dezenove participações. O River Plate é o atual campeão, e venceu a disputa por quatro vezes. O Boca Juniors foi vice-campeão na edição anterior, e é o segundo maior vencedor da Libertadores, com seis títulos. Com currículos tão expressivos, os quatro semifinalistas geram a expectativa de jogos espetaculares. A lamentar, apenas, que, a partir desse ano, a Libertadores seja decidida num jogo único, em campo neutro, numa ridícula e descabida imitação do que acontece na Champions League.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Faltou ousadia
O que já era esperado, se confirmou. Hoje, mesmo com o maior público do Beira-Rio depois que foi reformado, o Inter não conseguiu evitar o fim do sonho de ir adiante na Libertadores. Precisando reverter a derrota sofrida no primeiro jogo, no Maracanã, o Inter empatou em 1 x 1 com o Flamengo, e foi eliminado nas quartas de final da competição. Ainda que se soubesse que a classificação do Flamengo ficara encaminhada pela vitória de 2 x 0 na primeira partida, o técnico do Inter, Odair Hellmann, não saiu ileso dessa eliminação. Para quem precisava obter um resultado épico, faltou ousadia para o Inter. Hellmann repetiu a mesma escalação que não funcionou no Maracanã, num jogo em que precisava fazer pelo menos dois gols e não sofrer nenhum. O resultado prático dessa atitude foi que, no primeiro tempo, o Flamengo criou várias chances de gol, e o Inter apenas uma. A falta se bom senso de Hellmann persistiu, e o Inter voltou do intervalo com a mesma escalação. Ainda assim, o Inter conseguiu exercer uma maior pressão sobre o Flamengo, e abriu o placar aos 16 minutos do segundo tempo. Porém, o Inter jogava, também, contra o relógio. Na ânsia de fazer pelo menos mais um gol e levar a decisão da classificação para a cobrança de tiros livres da marca do pênalti, Hellmann começou a retirar jogadores de defesa e empilhar atacantes. O efeito prático disso foi que, num contra-ataque, o Flamengo chegou ao empate, acabando com as chances do Inter. Por enquanto, Hellmann não corre riscos de demissão, pois o Inter está com a classificação para a decisão da Copa do Brasil encaminhada. Porém, mesmo que tenha sido eliminado da Libertadores por um adversário superior tecnicamente, sua postura tática tímida nos dois jogos contra o Flamengo não será assimilada pelo torcedor que, por sinal, nunca teve simpatia pelo seu trabalho. Resta agora, para Hellmann, como meio de permanecer no cargo, a conquista do título da Copa do Brasil. Se permitir que o Cruzeiro reverta a desvantagem nas semifinais da competição, ou se chegar na decisão e não for campeão, seu período como técnico do Inter deverá terminar. Afinal, grandes clubes vivem de títulos, não de boas campanhas.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Mais um feito épico
Decididamente, não se pode duvidar do Grêmio. Nós momentos em que tudo parece estar perdido, que uma classificação se apresenta como improvável, o Grêmio mostra a sua força e prossegue adiante. Hoje foi assim, novamente. O Grêmio venceu o Palmeiras por 2 x 1, de virada, no Pacaembu, pelas quartas de final da Libertadores, em mais um feito épico na sua gloriosa história. Everton foi o melhor jogador em campo, marcando um gol, e participando da jogada do segundo, e levando muito perigo à defesa do Palmeiras durante todo o jogo. Geromel também teve uma atuação magnífica. Com exceção de Paulo Victor, que esteve numa noite ruim, e André, que, mais uma vez, nada produziu, todos jogaram bem. A reação do Grêmio ao ver o Palmeiras abrir o placar foi imediata, e poucos minutos depois, a virada aconteceu. Com a classificação obtida para as semifinais da Libertadores, e outra bem encaminhada para a decisão da Copa do Brasil, o Grêmio comprova que é um clube de chegada, sempre disposto a conquistar títulos. O Palmeiras que teve um bom desempenho no primeiro tempo, desandou no segundo com a troca de William por Deyverson. Agora, faltam só três jogos para o Grêmio tentar vencer a Libertadores pela quarta vez.
Remédio errado
A ideia de combater a homofobia é, mais do que correta, obrigatória. Porém, sua aplicação no futebol brasileiro escolheu um caminho equivocado. Como quase sempre ocorre no Brasil, usa-se um mecanismo coercitivo injusto para tentar solucionar uma atrocidade. A orientação aos árbitros, a partir de agora, é para que relatem nas súmulas dos jogos a eventual prática das torcidas de bradar frases com conteúdos homofóbicos. A partir do relato em súmula, o clube cuja torcida tiver esse comportamento, poderá ser punido com a perda de pontos. A homofobia é um mal que precisa ser combatido, mas, nesse caso, está se buscando fazer isso aplicando o remédio errado. Não se mudam comportamentos coletivos editando leis ou regras. Esse é um equívoco no qual os brasileiros incidem costumeiramente. A índole de uma população, ou de partes dela, não será modificada por instrumentos de natureza jurídica. Afora isso, o resultado de um jogo dentro de campo não pode ser alterado por fatos acontecidos do lado de fora. Primeiramente, por que é injusto para com os jogadores, que nada tem a ver com o mau comportamento dos torcedores. Em segundo lugar, por que os clubes não têm como controlar as manifestações de suas torcidas. Na tentativa de atacar um grave problema que assola os estádios brasileiros, o que se está propondo é uma medida que vai interferir em resultados de campo e apatifar o andamento de competições. Com os recursos existentes atualmente, os torcedores que se comportam inadequadamente nos estádios podem ser facilmente identificados. Pois então, que eles sejam devidamente punidos. Deixem os resultados dos jogos e os clubes fora disso.
domingo, 25 de agosto de 2019
Derrota cruel
Perder jogos é inevitável no futebol, nenhum clube vive só de vitórias. Porém, há revezes que são mais duros do que outros. Esse é o caso do Inter, que perdeu, com os reservas, por 2 x 1 para o Goiás, de virada, hoje, no Serra Dourada, pelo Campeonato Brasileiro. Pelas circunstâncias em que ocorreu, foi uma derrota cruel. O Inter abriu o placar muito cedo, e ainda foi beneficiado pela expulsão de um jogador adversário antes de a bola voltar ao centro do campo, após o gol. Diante de um time limitado, que não ganhava há sete jogos, e que sofreu as duas maiores goleadas do Brasileirão, até aqui, o Inter voltou do intervalo muito apático, e permitiu que o Goiás virasse o jogo. Nem o forte calor da tarde em Goiânia justifica uma atuação tão apagada do Inter no segundo tempo. O vice-presidente de futebol do Inter, Roberto Melo, classificou a derrota, do modo como ocorreu, de inaceitável. O Inter segue com uma péssima campanha em jogos fora de casa. Como visitante, só ganhou do Fortaleza. O requinte de crueldade do jogo de hoje foi que o gol da vitória do Vasco foi marcado aos 50 minutos do segundo tempo. Perder de virada para um adversário nitidamente inferior, e tendo um jogador a mais durante quase toda a partida, é inadmissível. Não há atenuante para um resultado como esse.
sábado, 24 de agosto de 2019
Vitória inadiável
O Grêmio cumpriu com o seu dever. Venceu o Athletico Paranaense por 2 x 1, hoje, na Arena, e obteve uma vitória inadiável pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o Grêmio jogou com um time inteiramente reserva. Nessas condições ainda não havia ganho no Brasileirão. O destaque do jogo foi Luan, que marcou o primeiro gol do Grêmio e teve boa atuação. Thaciano foi outro que apresentou muito bom desempenho, participando da jogada do primeiro gol e marcando o segundo. Pepê mostrou muita vontade. O resultado poderia ter sido mais tranquilo se Diego Tardelli não tivesse cobrado um pênalti bisonhamente, facilitando a defesa do goleiro. Porém, o Grêmio conseguiu segurar a vitória, e agora terá a tranquilidade necessária na preparação para os jogos decisivos dos próximos dias, por Copa do Brasil e Libertadores.
Assinar:
Postagens (Atom)