sexta-feira, 12 de julho de 2019
A destruição de um país
Os erros cometidos pelos eleitores costumam ter consequências muito duras. O Brasil está sofrendo os efeitos da absurda eleição de Jair Bolsonaro para presidente. Um conluio entre a direita, o Poder Judiciário e a imprensa conservadora, tendo como mote o ódio ao PT, levou eleitores desavisados a escolherem para presidente um homem intelectualmente incapacitado e emocionalmente desequilibrado. O governo Bolsonaro tem sido uma usina de produção permanente de monstruosidades. As mais recentes são a declaração de Jair Bolsonaro de que irá nomear um ministro "terrivelmente" evangélico para o Supremo Tribunal Federal, os votos do Brasil na ONU alinhados com os países islâmicos em questões de gênero e de direitos da mulher, e a possível nomeação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Não há, praticamente, um só dia sem que o governo Bolsonaro produza fatos chocantes e estarrecedores. O que está sendo feito é a destruição de um país. Esse desastre não vai durar para sempre, mas o caos que se instalou no Brasil é tão grande que, findo esse período, a reconstrução do país será uma tarefa para várias gerações.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
Perversidade
A primeira votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ocorreu ontem, e o resultado não poderia ter sido pior para os brasileiros. O número de votos a favor foi muito maior que o projetado pelo próprio governo. A reforma aprovada acaba com o futuro dos trabalhadores brasileiros. Sua característica principal é a perversidade. Em nome de um falso déficit da Previdência Social, ampliou-se o tempo de contribuição e a idade mínima para concessão da aposentadoria para 40 e 65 anos, respectivamente. Para atender os interesses do mercado e dos grandes empresários, que só visam lucros, milhões de brasileiros serão relegados à miséria. A Reforma da Previdência é o símbolo maior do pesadelo que o país está vivendo depois do golpe. Com a extrema direita instalada no poder, o Brasil tornou-se um país ainda mais injusto e desigual. No Brasil atual, nada é tão ruim que não possa piorar.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Cautela excessiva
Palmeiras e Inter fizeram o jogo mais fraco da noite de hoje pelas quartas de final da Copa do Brasil. O empate em 1 x 1, no Allianz Parque, mostrou dois times com uma cautela excessiva. Depois de fazer 1 x 0, o Palmeiras parecia satisfeito em manter o resultado, sem procurar marcar mais gols. Por sua vez, o Inter, mesmo depois de sofrer o gol, seguiu com seu jogo cheio de resguardos, temendo sofrer uma derrota mais ampla, confiando na força do Beira-Rio na segunda partida. Dessa forma, o confronto está em aberto. O favorito segue sendo o Palmeiras, mas tudo pode acontecer.
Teimosia intolerável
A insistência do técnico do Grêmio, Renato, na escalação do centroavante André ultrapassou todos os limites, hoje no empate em 1 x 1 com o Bahia, pelas quartas de final da Copa do Brasil. A teimosia intolerável de Renato fez com que ele fosse vaiado fortemente pela torcida, o que antes seria inimaginável. A reação dos torcedores se deu quando o técnico do Grêmio retirou Jean Pyerre do time e colocou Luan em seu lugar, mantendo André em campo. Até então, Jean Pyerre vinha sendo o melhor jogador do Grêmio, enquanto André fazia mais uma de suas péssimas partidas. André só foi substituído quase no final do jogo, depois de mais um lance bisonho, quando Felipe Vizeu entrou em seu lugar. Para piorar, Felipe Vizeu se lesionou com gravidade e, como o Grêmio já tinha feito todas as três substituições permitidas, teve que terminar a partida com dez jogadores. No jogo, Everton foi o maior destaque, sofrendo um pênalti, cobrado por ele mesmo, e abrindo o placar, no final do primeiro tempo. Pena que a vantagem no placar tenha durado pouco. No início do segundo tempo, o Bahia empatou e sustentou o resultado até o fim. O Grêmio é um clube maior que o Bahia, e tem um time melhor, mas, agora o favorito para se classificar é o clube baiano, pois o segundo jogo será na Arena Fonte Nova.
terça-feira, 9 de julho de 2019
Os descaminhos de Neymar
- Neymar está vivendo o pior momento de sua carreira. Sua ida para o Paris Saint Germain, ocorrida há dois anos, não alcançou o êxito pretendido por ele e pelo clube. Seguidas e graves lesões também o tem prejudicado. A Seleção Brasileira foi campeã da Copa América sem a sua presença, o que mostra que ele não é insubstituível. Some-se a tudo isso a agressão contra um torcedor do Rennes, na decisão da Copa da França e, agora, o fato de não ter se reapresentado no Paris Saint Germain na data marcada, que agravam ainda mais o quadro negativo da carreira de Neymar. Essas atitudes pouco profissionais desgastam a imagem de Neymar, diminuem o seu valor de mercado e podem levar o jogador a um final de carreira precoce e melancólico. São os descaminhos de Neymar, um jogador que sonhou em ser o melhor do mundo, e hoje sequer sabe qual será o seu clube daqui para a frente.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Os cinco anos dos 7 x 1
Hoje, dia posterior a conquista da Copa América, a pior derrota da Seleção Brasileira faz mais um aniversário. Os cinco anos dos 7 x 1 para a Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo de 2014, reavivam a dor e a estupefação de milhões de brasileiros diante de um resultado tão humilhante. Durante aquela Copa, a Seleção não vinha jogando bem, e ia avançando aos trancos e barrancos. Afora isso, Neymar sofreu uma grave lesão no jogo contra a Colômbia, e ficou fora do restante da competição. Porém, mesmo assim, ninguém poderia imaginar tamanho desastre. O técnico da Seleção na época, Felipão, contribuiu decisivamente para a hecatombe, ao escalar Dante para suprir a ausência de Thiago Silva, e Bernard no lugar de Neymar. Muito inferiores aos titulares, eles tiveram desempenhos comprometedores. Essa marca negativa nunca se apagará, por mais que o tempo transcorra. A Seleção mais vitoriosa do mundo também carrega consigo o maior vexame da história das Copas do Mundo.
Previsão confirmada
A Seleção Brasileira é, novamente, campeã da Copa América, título que não ganhava desde 2007. A conquista veio com a vitória por 3 x 1 sobre o Peru, ontem, no Maracanã, o que foi uma previsão confirmada. Sim, porque ninguém cogitava outro resultado que não fosse a vitória da Seleção, diante de um adversário ao qual já havia goleado na competição. Com o Maracanã lotado, a Seleção abriu o placar cedo, sofreu o empate, de pênalti, no final do primeiro tempo, mas desempatou pouco depois. No segundo tempo, a Seleção caiu um pouco de rendimento, gerando uma certa apreensão, que aumentou com a expulsão de Gabriel Jesus. Um pênalti, no final do jogo, trouxe a garantia do título. Os grandes destaques da Seleção foram Everton, que marcou o primeiro gol e sofreu o pênalti decisivo, e Gabriel Jesus, cuja expulsão foi injusta. O título da Copa América foi, praticamente, o cumprimento de uma obrigação, mas ainda assim, deverá fortalecer o trabalho do técnico Tite.
sábado, 6 de julho de 2019
João Gilberto
O Brasil perdeu, hoje, um ícone da sua música. João Gilberto está no panteão dos maiores talentos que a música brasileira teve, em todos os tempos. Seu estilo único de cantar, com uma voz sussurrante, foi um divisor de águas num país acostumado aos vozeirões. Foi um dos baluartes da Bossa Nova, e uma referência para outros grandes nomes da música brasileira que surgiram depois. Suas interpretações de músicas como "Chega de Saudade" e "Wave", são antológicas, definitivas. As novas gerações talvez saibam pouco sobre João Gilberto, culpa de um país que não reverencia devidamente os seus grandes valores. Exigente e perfeccionista na sua arte, João Gilberto era excêntrico e recluso na vida pessoal. Seu enorme talento e seu estilo singular lhe garantiram um espaço único no cenário musical brasileiro. Uma figura ímpar, que não terá sucessores.
O que era para ser frio ficou quente
As decisões de terceiro lugar não são bem vistas no futebol. Há quem defenda que elas deveriam acabar. Os que pensam assim argumentam que são jogos sem motivação e, portanto, desinteressantes. Não foi, no entanto, o que se viu na decisão do terceiro lugar da Copa América, entre Argentina e Chile, hoje, no Itaquerão. Argentina e Chile jogaram com os seus titulares, e a partida foi disputada com intensidade e lances ríspidos. O que era para ser frio ficou quente. A Argentina abriu o placar cedo, numa cobrança irregular de falta de Messi, que a fez com bola rolando, lançando-a para Aguero marcar. O fato irritou a equipe chilena, tornando o jogo ainda mais tenso. Pouco depois, a Argentina fez o seu segundo gol, mas nem isso fez o jogo ficar mais tranquilo. Uma confusão na linha de fundo entre Messi e Medel resultou na expulsão dos dois jogadores, acirrando ainda mais os ânimos. Porém, tecnicamente, a Argentina foi superior, e o Chile conseguiu, apenas, descontar o placar, no segundo tempo, mas sem impedir a derrota. O jogo superou as expectativas, e também teve um público muito bom. Para uma decisão de terceiro lugar, foi melhor que a encomenda.
sexta-feira, 5 de julho de 2019
As iniquidades de Bolsonaro
O presidente energúmeno Jair Bolsonaro age permanentemente para reforçar essa condição. A cada vez que se pronuncia, Bolsonaro choca qualquer pessoa minimamente civilizada. Suas declarações espantam pela falta de racionalidade do que diz. Bolsonaro oscila entre os terrenos da burrice extrema e da crueldade absoluta. A incapacidade instrucional e cultural de Bolsonaro é espantosa, pois não consegue estruturar frases minimamente articuladas. Seu raciocínio é tortuoso. As iniquidades de Bolsonaro parecem não ter fim. Sua mais recente declaração abominável foi em defesa do trabalho infantil. Segundo Bolsonaro, o trabalho dignifica o homem e a mulher, independentemente da idade. O ex-capitão disse ter trabalhado em uma plantação de milho aos oito ou nove anos de idade, o que, argumentou, não lhe trouxe nenhum prejuízo. Acrescentou, no entanto, que não irá enviar nenhum projeto de descriminalização do trabalho infantil, porque, se o fizesse, seria massacrado. Afora os fanatizados que aceitam tudo o que Bolsonaro diz, e os canalhas que o defendem na imprensa, ninguém pode concordar com suas falas repulsivas. A cada dia, torna-se mais espantoso que tantos eleitores tenham escolhido para presidente uma pessoa tão desprezível.
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