sexta-feira, 24 de maio de 2019
A ameaça de Guedes
Enfim, uma boa notícia vinda do governo Jair Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que se a reforma da Previdência for muito descaracterizada, irá "pegar um avião e morar lá fora". Essa perspectiva, sem dúvida, é um alento para os brasileiros. A ameaça de Guedes precisa se tornar realidade, para o bem do país. Guedes é um privatista convicto, um homem do mercado, sem nenhuma consideração pelas questões sociais. Sua proposta para a Previdência é cruel, e, caso viesse a ser aprovada, levaria milhões de brasileiros para a miséria. O ministro não está preocupado com isso, pois sua única intenção é favorecer os grandes capitalistas. A reforma que sairá do Congresso não será a que Guedes quer, pois, certamente, sofrerá alterações. Por si só, isso já é bom. Se for acompanhado da saída de Guedes do cargo, ficará ainda melhor. Caso Guedes saia mesmo do seu posto, não deixará nenhuma saudade. Pelo contrário, já terá ido tarde.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Expectativa confirmada
Há jogos que se apresentam, antecipadamente, como tendo um vencedor previsível. Esse era o caso da partida Inter 3 x 1 Paysandu, hoje, no Beira-Rio, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O favoritismo do Inter era amplo. Com a bola rolando, o resultado ficou dentro do previsto. Foi uma expectativa confirmada, ainda que o Paysandu tenha conseguido empatar o jogo, após sofrer o primeiro gol. O Inter, no entanto, é muito superior, e obteve mais dois gols que lhe deram um placar confortável para buscar a classificação no segundo jogo, fora de casa, na próxima semana. Agora, qualquer empate classificará o Inter. O Paysandu teria de vencer por três gols de diferença para eliminar o Inter. Outra hipótese seria ganhar por dois gols de diferença, e levar a decisão para a disputa dos tiros livres da marca do pênalti. Ambas são muito improváveis. Provavelmente, o Inter até irá poupar jogadores para essa partida. Em casa, o Inter segue tendo um excelente aproveitamento. Resta melhorar o percentual de rendimento nos jogos fora do Beira-Rio. Contra o Paysandu, no entanto, nem mesmo a condição de visitante na segunda partida do confronto deverá trazer qualquer problema. A vantagem obtida hoje deixou a classificação praticamente garantida para o Inter.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
A recuperação ainda não chegou
O jogo parecia ideal para uma reabilitação do Grêmio. Porém, a vitória não veio. O Grêmio empatou em 0 x 0, com o Juventude, hoje, no Alfredo Jaconi, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Portanto, a recuperação ainda não chegou, e o Grêmio acumulou mais um jogo sem vencer. A atuação do Grêmio deixou a desejar, novamente. O predomínio sobre o Juventude existiu, mas não foi o suficiente para ganhar de um adversário modesto. Agora, a recuperação fica novamente adiada, para o jogo de sábado contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro. Se a vitória não for obtida, mais uma vez, a crise virá, e suas consequências poderão ser muito grandes.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Uma questão de tempo
Está cada vez mais evidente que o governo Jair Bolsonaro não tem nenhum futuro. Bolsonaro produz asneiras nas redes sociais de forma permanente, decreta medidas absurdas como a da liberação das armas, mostra-se inapto para governar, seus filhos alimentam os noticiários com escândalos. Em apenas cinco meses, Bolsonaro já perdeu sua popularidade, fato nunca visto em um período tão curto. Portanto, o fim do governo Bolsonaro é uma questão de tempo. Porém, é preciso acelerar esse processo. As forças vivas e instituições representativas do país têm de dar as mãos para que esse tempo não se prolongue mais do que o necessário. Urge projetar uma nova realidade, e para isso as forças democráticas e populares tem de se unir, deixando as picuinhas de lado. Para o governo cair, basta um empurrão. Pois, então, que ele seja dado de uma vez. Bolsonaro já provou ser um mico, que ninguém se esforçará em defender. Há fundamento jurídico para se buscar a anulação da eleição de Bolsonaro, e esse é o melhor caminho para o país. O Brasil precisa terminar com esse pesadelo, e recomeçar sua reconstrução o quanto antes. Os brasileiros conscientes não hão de faltar ao seu país.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Niki Lauda
O automobilismo perdeu, hoje, uma de suas lendas. O austríaco Niki Lauda, três vezes campeão mundial de Fórmula 1, em 1975, 1977 e 1984, faleceu aos 70 anos, por problemas renais. Lauda já havia realizado transplantes de rim, e, ultimamente, fazia hemodiálise. O grupo a que pertence Lauda na Fórmula 1, o dos pilotos três vezes campeões da categoria, é seleto e restrito, sendo integrado, entre outros, por nomes como Ayrton Senna, Nélson Piquet e Jackie Stewart. Os dois primeiros títulos de Lauda foram ganhos pela Ferrari. O último, pela Mc Laren, por meio ponto de vantagem sobre o seu então companheiro de equipe, Alain Prost, que ainda não havia obtido nenhum de seus quatro títulos. Em 1976, Lauda sofreu um terrível acidente no Grande Prêmio da Alemanha, no autódromo de Nurburgring, no qual teve gravíssimas queimaduras e quase perdeu a vida. Surpreendentemente, Lauda voltou naquele mesmo ano, para disputar o título com James Hunt, da Mc Laren, no Grande Prêmio do Japão, última corrida do campeonato. A forte chuva que caiu sobre a pista fez, no entanto, com que Lauda desistisse da corrida, o que resultou na conquista do título por Hunt. Antes de se afastar para cuidar da saúde, Lauda era um dos dirigentes da equipe Mercedes, atualmente hegemônica na Fórmula 1. Sem dúvida, o automobilismo, e a Fórmula 1, em particular, perderam uma de suas figuras mais representativas.
domingo, 19 de maio de 2019
Brincando com o perigo
O técnico do Grêmio, Renato, tem muitos méritos, mas está abusando na sua autossuficiência. A entrevista de Renato na sexta-feira já indicava o que iria acontecer, hoje, no Castelão. O técnico garantiu que o Grêmio iria decolar no Campeonato Brasileiro, mas que o jogo contra o Ceará não era essencial para isso, como se estivesse a antecipar um resultado negativo. A derrota por 2 x 1 para o Ceará confirmou a tendência insinuada por Renato, e colocou o Grêmio na vice-lanterna do Brasileirão, com apenas dois pontos ganhos em quinze disputados. Não há justificativas para algumas insistências de Renato, como Michel improvisado de zagueiro, a titularidade de André, outra oportunidade para Marinho, e a demora em colocar Pepê. Michel fez o seu terceiro gol contra, evidenciando que não desempenha bem como zagueiro. André segue sendo uma nulidade, sem marcar gols. Marinho, mais uma vez, não deu nenhuma contribuição, é um jogador que está muito abaixo das exigências de um clube do porte do Grêmio. Pepê é um talento emergente, e tem de receber mais tempo para mostrar todo o seu potencial. Nem mesmo a terceira derrota em apenas cinco jogos fez Renato mudar seu discurso. Ele continua a dizer que não está preocupado, e que o Grêmio chegará entre os primeiros colocados. O Grêmio está brincando com o perigo. O título já está quase inalcançável, pois o Palmeiras abriu onze pontos de vantagem sobre o Grêmio. A classificação direta para a Libertadores também começa a ficar difícil, e frequentar a zona de rebaixamento é sempre um fato inquietante. A recuperação do Grêmio não pode mais ser adiada.
sábado, 18 de maio de 2019
Um governo sem rumo
O Brasil vive uma situação de insegurança institucional. A partir de postagens do presidente energúmeno Jair Bolsonaro nas redes sociais, jornais vêem indícios que vão desde a renúncia do ex-capitão a um possível golpe com fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Tudo isso é resultado de um governo sem rumo, que não tem projeto e só chegou ao poder pelo caminho do ódio. Bolsonaro é totalmente despreparado para o cargo que ocupa, sua equipe ministerial é repleta de ineptos, seus filhos interferem indevidamente em assuntos do governo e geram instabilidade política. Membros do próprio partido de Bolsonaro, o PSL, já se mostram insatisfeitos com o governo. O mercado, grande apoiador de Bolsonaro, já começa a se desiludir com sua administração. Se Bolsonaro renunciar ou sofrer um impeachment, o vice-presidente Hamilton Mourão assumirá em seu lugar, o que não é nada tranquilizador. Na verdade, não bastaria a queda de Bolsonaro para o país retomar a esperança em dias melhores. Seria preciso a queda de todo o governo, mas isso não é uma possibilidade concreta. O pior seria o golpe contra as instituições, fazendo um governo autoritário. Ninguém sabe o que virá pela frente, se é que uma mudança está mesmo por acontecer, mas não há razões para otimismo. A eleição de Bolsonaro colocou o Brasil numa aventura irresponsável, e de final imprevisível.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
A insensata convocação de Tite
A convocação da Seleção Brasileira para a Copa América confirma que o trabalho do técnico Tite é uma decepção. Alguns jogadores convocados não deveriam ter sido chamados, pois não estarão na próxima Copa do Mundo, em função da idade elevada. A insensata convocação de Tite traz de volta o veteraníssimo Daniel Alves, de 36 anos, e insiste com Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís, todos na reta final de suas carreiras. Outro que retorna de forma incompreensível à Seleção Brasileira é Fernandinho, de péssimo rendimento nas Copas do Mundo de 2014 e 2018. O mais absurdo é que, segundo o próprio Tite, Fabinho, de grande desempenho pelo Liverpool, foi preterido em favor de Casemiro e Fernandinho, pois, dos três, o técnico da Seleção só queria convocar dois. Talvez, Tite tenha priorizado ganhar a Copa América, em detrimento de formar uma equipe visando à Copa do Mundo de 2022, no Catar. A Seleção é favorita para vencer a competição, até por ser a equipe do país que a sediará, mas, se isso acontecer, o fato não significará que estará tudo bem em relação à preparação para a próxima Copa. A renovação, já observada, em parte, no meio de campo e no ataque, precisa, também, ser feita na defesa. Na Seleção devem jogar os melhores, não jogadores que já estão defasados e sem perspectiva de futuro na equipe.
quinta-feira, 16 de maio de 2019
As ruas mostraram a sua força
O dia 15/05/2019 mostrou que os brasileiros não serão esmagados por um governo fascista. As ruas mostraram a sua força, com milhares de pessoas protestando contra os cortes de recursos que irão inviabilizar o ensino superior do país. Foi uma demonstração inequívoca de força popular. A fala do presidente energúmeno Jair Bolsonaro, chamando os manifestantes de inocentes úteis e imbecis, só engrandece o movimento. Não se poderia esperar nada melhor de um ser tão torpe e vil. O governo Jair Bolsonaro não tem futuro. Sua sustentação junto aos eleitores começa a se esfarelar, com apenas quatro meses no poder. Parte dos eleitores de Bolsonaro já está arrependida da escolha que fez, e outros tantos adotarão a mesma posição, em breve. Nenhum governo, mesmo respaldado pelas Forças Armadas, consegue se manter no poder sem apoio popular. As manifestações de ontem foram uma grandiosa demonstração da capacidade dos brasileiros de se mobilizarem em defesa de seus direitos. O melhor é que os fatos de ontem são apenas o começo de tudo que está por vir. A greve geral de 14/06 vai ser ainda mais expressiva e impactante. O governo que se prepare. As ruas vão gritar ainda mais alto. O que virá depois, não se sabe, mas a mudança está a caminho.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Moralismo seletivo
Não é de hoje que se tenta pespegar no Grêmio o rótulo de clube racista. Essa intenção ficou maia flagrante em 2014, quando o clube foi excluído da Copa do Brasil em função de insultos racistas dirigidos ao goleiro Aranha, então no Santos, proferidos por uma torcedora. As imagens foram captadas de forma exclusiva por um canal de tevê, e motivaram a drástica punição. Agora, o STJD resolveu levar o Grêmio a julgamento por um novo caso de suposta injúria racial. A denúncia se baseia, apenas, em material de áudio, sem imagens. Nesse áudio, uma voz, aparentemente feminina, dirige gritos de "macaco" ao atacante Yoni Gonzalez, do Fluminense. O Grêmio tem tentado identificar a suposta ofensora, mas encontra extrema dificuldade, pela falta de imagens. O mais curioso é que Yoni Gonzalez e o Fluminense não apresentaram denúncia, e o fato não consta da súmula do árbitro. Ainda assim, o STJD decidiu realizar o julgamento. Seis fatos análogos com outros clubes são de conhecimento do Grêmio, mas não resultaram em nenhuma providência por parte do tribunal. Portanto, o Grêmio está sofrendo um processo de moralismo seletivo, que procura estigmatizar um clube enquanto faz vista grossa para outros. Os que tentam fazer isso, no entanto, terão suas pretensões frustradas, pois o Grêmio é muito maior do que os seus detratores.
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