quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Expectativa frustrada
A notícia mais impactante do meio esportivo, hoje, foi a cassação da liminar que permitia ao centroavante Guerrero, suspenso por doping por 14 meses, jogar futebol. O fato caiu como uma bomba junto ao Inter, clube que contratou Guerrero recentemente. O Inter sabia dessa possibilidade, tanto que ela foi prevista no contrato assinado entre as partes. Como o tempo que falta ser cumprido da suspensão é de oito meses, o contrato é prorrogado por igual período. Porém, é evidente que o clube teve sua expectativa frustrada. A estreia de Guerrero estava planejada já para o próximo jogo do Inter, domingo, contra o Palmeiras, no Beira-Rio. Agora, o Inter não contará com Guerrero até abril de 2019, e o jogador sequer poderá treinar no clube para manter a forma. Diante disso, é inevitável que se questione a validade da contratação. Afinal, Guerrero fará 35 anos em janeiro. Ele assinou um contrato por três anos que, com a prorrogação por mais oito meses, só terminará em 2022. Será que vale a pena contratar um centroavante veterano, cuja média de gols não é significativa, com um alto salário, e por um prazo tão longo? O que era uma grande iniciativa midiática do Inter, virou, por enquanto, um motivo de chacota para os rivais. A sorte do Inter é que a grande campanha do clube no Campeonato Brasileiro abafa a repercussão do fato envolvendo Guerrero. No entanto, o negócio que antes era questionável quanto à sua conveniência, agora parece ter sido uma iniciativa equivocada.
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Empate com gosto de derrota
Um resultado frustrante, em casa, contra um adversário que jogou com um time misto. Assim foi o empate do Grêmio em 1 x 1 com o Cruzeiro, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um empate com gosto de derrota, como declararam Everton e Maicon após o jogo. A torcida, irritada vaiou o time já no final do primeiro tempo, que terminou com o placar de 1 x 0 para o Cruzeiro. Renato fez duas modificações no intervalo, o que não é de seu costume, e o Grêmio cresceu de produção no segundo tempo. Everton, com um golaço, empatou o jogo. A oportunidade da vitória surgiu com um pênalti de Egídio sobre Anderson, que Luan cobrou e desperdiçou. O erro de Luan acabou de vez com a paciência da torcida, que o vaiou ao final do jogo. O Grêmio foi mal no primeiro tempo, e razoável no segundo. Sua produção, portanto, deixou a desejar. O momento do Grêmio preocupa. Seu rendimento é instável. Os pontos perdidos hoje farão muita falta na competição. Logo no momento em que o líder São Paulo tropeçou, o Grêmio fez o mesmo, e não tirou proveito da situação. O jogo decisivo da próxima terça-feira contra o Estudiantes de La Plata, pelas oitavas de final da Libertadores, na Arena, poderá ser um divisor de águas no Grêmio. Uma nova eliminação irá redundar em correções de rota. Alguns jogadores estão em má fase, e a insistência com sua manutenção no time revela teimosia do técnico Renato, como é o caso de Ramiro e André. Está na hora de Renato buscar novas soluções para velhos problemas .
terça-feira, 21 de agosto de 2018
A morte de um barão da imprensa
O falecimento, hoje, do diretor de redação do jornal "Folha de São Paulo", Otávio Frias Filho, aos 61 anos, obteve grandes espaços nos meios de comunicação. Sua memória foi exaltada. Seus méritos foram ressaltados. Frias Filho teria criado, na "Folha", a partir de 1984, quando assumiu o cargo, um modelo de jornalismo mais isento e pluralista. Não se vai, aqui, fazer uma depreciação de sua figura. Longe disso. Em sua trajetória, Frias Filho foi expandindo seus horizontes, e escreveu peças de teatro e livros, inclusive infantis. No entanto, ainda que fosse um homem discreto e avesso aos holofotes, o que se aborda é a morte de um barão da imprensa. No Brasil, a imprensa é dominada por grandes famílias, que legam aos veículos de sua propriedade a defesa de seus interesses e da "sociedade de mercado". Agem assim as famílias Frias (Grupo Folha), à qual pertencia o falecido, Marinho (Organizações Globo), Mesquita (O Estado de São Paulo), Sirotsky (RBS), entre outras. A criação de um jornalismo mais isento e pluralista não deveria ser motivo de destaque na biografia de um diretor de redação. Afinal, esses são atributos indispensáveis na prática do bom jornalismo. Porém, como os grandes jornais brasileiros expressam a visão sectária dos seus proprietários e da elite econômica do país, isso é visto como um mérito a ser destacado. O próprio termo "jornalista", atribuído a Frias Filho, do mesmo modo como se faz em relação ao falecido dono das Organizações Globo, Roberto Marinho, é uma impropriedade. Frias Filho e Roberto Marinho, bem como os integrantes das famílias Mesquita e Sirotsky, não são jornalistas, e sim dirigentes de veículos de comunicação dos quais foram ou são herdeiros. Não tiveram formação para o exercício da profissão, seja ela prática ou técnica. Pelo contrário, todos os barões da imprensa lutaram pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, o que acabaram conseguindo, por decisão do execrável Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Por mais que fosse afeito às letras, a ponto de ter se tornado dramaturgo e escritor, Frias Filho era, fundamentalmente, o herdeiro de um grupo empresarial.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
As pesquisas não deixam dúvidas
O Brasil vivencia uma situação absurda. Como consequência de um golpe político, o candidato a presidente preferido dos eleitores está sendo impedido de concorrer. As pesquisas não deixam dúvidas. Elas mostram que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva é o candidato preferido dos brasileiros. Pela pesquisa CNT/MDA, Lula ganharia a eleição no primeiro turno, com 37% dos votos contra 35% dados aos demais candidatos somados. No entanto, é pouco provável que Lula possa concorrer. Nesse caso, Fernando Haddad assumiria a candidatura no lugar de Lula. Nos cenários sem Lula, Haddad não aparece bem situado, mas isso está longe de ser um retrato do que ocorrerá na eleição. Haddad ainda não é um candidato oficializado, e isso explica que o eleitor ainda não cogite desse nome. Porém, se a candidatura de Lula for rejeitada, Haddad será confirmado, e a partir daí, o eleitor irá ver o seu nome com outros olhos. Claro que Lula não conseguirá transferir integralmente os seus votos para Haddad, mas o fará em volume suficiente para que ele chegue no segundo turno. Se, no segundo turno, o outro candidato for Jair Bolsonaro, a eleição ganhará um caráter plebiscitário, e o eleitor de centro, em sua maioria, deverá optar por Haddad, rejeitando o radicalismo do deputado federal do PSL/RJ. A direita, no Brasil, historicamente, é ruim de urna. Dessa vez, não será diferente.
domingo, 19 de agosto de 2018
Uma história que se repete
Tudo muda na vida, cuja essência é o movimento. Bem, nem tudo. Há algo que permanece imutável, imune à ação do tempo. O auxílio do apito amigo em favor do Inter atravessou décadas e gerações, governos democráticos e autoritários, mudanças comportamentais, guerras, inovações tecnológicas. As mudanças ocorrem em todas as áreas, mas os valiosos préstimos da arbitragem ao Inter continuam inabaláveis ao longo do tempo. Hoje, particularmente, a ajuda da arbitragem ao Inter foi escandalosa. Num jogo em que se projetava que o Inter iria golear, o 0 x 0 permanecia no placar contra o modesto Paraná, lanterna do Campeonato Brasileiro, em pleno Beira-Rio, com o recorde de público do ano no estádio. O Inter não encontrava soluções, e o tempo avançava. O bravo Paraná sustentava o empate, mas, então, o árbitro Leandro Marinho (SP), resolveu entrar em ação. Sem que houvesse nenhuma justificativa, deu absurdos oito minutos de acréscimos. Como, ainda assim, o gol do Inter não saísse, Leandro Marinho apelou para o golpe final, e marcou uma falta inexistente nas proximidades da grande área, aos 52 minutos do segundo tempo. O gol, finalmente, saiu, o Inter conseguiu vencer e, até, ocupar a liderança do Brasileirão por algumas horas. Essa é uma história que se repete ao longo dos anos. Nada parece ameaçar a continuidade dessa parceria.
sábado, 18 de agosto de 2018
Resposta imediata
Os dias posteriores à derrota para o Flamengo, e a consequente eliminação da Copa do Brasil, foram tensos no Grêmio. A frustração trazida pelo resultado levou muitos torcedores a fazerem uma série de críticas ao desempenho de jogadores, e até ao trabalho do técnico Renato. Onde antes era visto um somatório de virtudes, começaram a ser apontados defeitos em série. Para evitar que esse quadro gerasse uma crise, um bom resultado, hoje, contra o Corinthians, no Itaquerão, pelo Campeonato Brasileiro, era essencial. Pois ele aconteceu. Numa resposta imediata aos que viam tudo errado no clube, de uma hora para a outra, o Grêmio venceu o Corinthians por 1 x 0, na sua primeira vitória no estádio paulista desde que ele foi inaugurado, em 2014. Luan, com uma grande atuação, e Everton, foram os destaques do Grêmio no jogo. Com o resultado, o Grêmio voltou para o terceiro lugar na classificação do Brasileirão, embora o Inter possa retomar a posição amanhã, quando jogará com o Paraná, no Beira-Rio. Seja como for, o Grêmio venceu e apagou os focos de uma possível crise. Não há nada como as vitórias para sanear qualquer ambiente.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Primeira convocação
Começou o ciclo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2022. A primeira convocação do técnico Tite, que foi mantido no cargo, para o novo período, ocorreu hoje. Como de costume, a convocação de Tite teve altos e baixos. Entre os altos, a presença na lista de talentos emergentes no futebol brasileiro como Everton, do Grêmio, Lucas Paquetá, do Flamengo, e Pedro, do Fluminense. Os baixos são a insistência com jogadores da confiança do técnico, mas cuja presença na Seleção nunca se justificou, caso de Fagner, ou que já deram sua contribuição e deveriam abrir lugar para outro nomes, como Renato Augusto. Alguns jogadores de idade mais elevada que estiveram na Copa do Mundo na Rússia não foram convocados, o que é correto, mas, então, porque chamar veteranos como Tiago Silva e Filipe Luís? Uma novidade introduzida por Tite, e que prosseguirá nas convocações seguintes, foi a inclusão na lista de um jogador da categoria sub-20. O convocado, dessa vez, foi o goleiro Hugo, do Flamengo. O fato negativo que envolve a convocação é, mais uma vez, a não observância das datas Fifa pela CBF. Com isso, clubes brasileiros serão desfalcados de grandes jogadores em partidas importantes. Será o caso do Grêmio, que não terá Everton no Gre-Nal do Campeonato Brasileiro, e do Flamengo, que ficará sem Lucas Paquetá no primeiro jogo pelas semifinais da Copa do Brasil, contra o Corinthians. Ainda que Tite, pensando nisso, não tenha relacionado mais de um jogador de cada clube brasileiro presente na convocação, o prejuízo técnico é inegável .
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
O talento faz a diferença
Os "modernos" pensadores do futebol costumam encher a boca e inflar o peito para dizer que ele é um esporte coletivo. Em princípio, a afirmação é uma obviedade, pois o futebol é um enfrentamento de equipes, não de um indivíduo contra outro, como no tênis, por exemplo. Porém, o que está por trás do discurso dos modernosos não é essa evidência, mas a ideia de que as ações táticas e coletivas devem prevalecer sobre a técnica individual. O problema é que essa visão colide com a realidade. Ao longo dos tempos, o fascínio do futebol esteve alicerçado nos seus grandes valores individuais, capazes de empolgar multidões. Nomes como Pelé, o maior de todos, Garrincha, Maradona, Puskas, Cruijff, entre outros. Ontem, mais uma vez, ficou provado que, no futebol, o talento faz a diferença. Na sua primeira decisão sem Cristiano Ronaldo, que foi para o Juventus, o multicampeão Real Madrid foi derrotado. Na decisão da Supercopa da Europa, contra o Atlético de Madrid, seu freguês em jogos desse perfil, o Real Madrid perdeu por 4 x 2. Ninguém perde um jogador que detém o título de melhor do mundo, na atualidade, sem que isso gere consequências. O sucesso do Real Madrid nos últimos anos, empilhando títulos, estava fortemente alicerçado no brilho de Cristiano Ronaldo. O mesmo acontece com o Barcelona em relação a Messi. O futebol é um esporte coletivo, mas é o talento individual que age como fator de desequilíbrio. A transpiração de nada vale onde não houver inspiração.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Eliminação previsível
Aconteceu a confirmação do que estava encaminhado. O Grêmio perdeu para o Flamengo por 1 x 0, hoje, no Maracanã, e foi eliminado da Copa do Brasil. Uma eliminação previsível, pois, ao não vencer o primeiro jogo, na Arena, e sofrer o gol de empate nos acréscimos, o Grêmio deixou o Flamengo em vantagem para obter a classificação. A atuação do Grêmio não foi ruim, e, como de costume, foi sua a maior posse de bola. Porém, o Grêmio esteve sem força ofensiva e, com exceção de um chute de Everton para o alto, não concluiu ao gol. Vários jogadores estão em crise técnica. André continua sem dar resposta, mas o técnico Renato insiste em conservar a sua titularidade. Mais uma vez, Jael entrou no segundo tempo, e produziu mais que André no período em que esteve em campo. Ramiro está em péssima fase, e sua condição de titular não se justifica mais. Luan continua apagado. Arthur faz muita falta, sem ele a condição técnica do Grêmio decaiu. Não foi uma desclassificação injusta ou desonrosa, mas o Grêmio tem que identificar onde errou para fazer as necessárias correções. Afinal, o Grêmio ainda tem duas importantes competições em andamento, Campeonato Brasileiro e Libertadores, para buscar ampliar o seu rol de títulos.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Novidade velha
O Partido Novo, uma das tantas legendas que surgem no país do dia para a noite, numa absurda proliferação, tem um candidato a presidente. Seu nome é João Amoedo. O partido e seu candidato vendem a ideia do "novo", mas representam, na verdade, o que há de mais arcaico na política brasileira. O que divulgam, portanto, é uma novidade velha. Amoedo e seu partido defendem o carcomido ideário de direita que propõe o encolhimento do tamanho do Estado, a venda de estatais, a "flexibilização" das leis trabalhistas e a submissão ao mercado. Não por acaso, Amoedo é o candidato a presidente que tem o maior patrimônio pessoal declarado. Milionário, suas propostas visam a manutenção de um país voltado para o interesse dos ricos, em detrimento da grande massa desassistida. Como o Partido Novo não tem o número mínimo de deputados federais exigido pela lei eleitoral, Amoedo não pode participar dos debates televisivos entre os candidatos. Menos mal, já basta ter de aturar Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Álvaro Dias, todos eles energúmenos de direita. No Rio Grande do Sul, o Partido Novo possui um candidato a governador. Chama-se Mateus Bandeira. Ex-diretor do Banrisul, ele defende a privatização do banco, o que seria um atentado ao interesse público. O Banrisul é um banco altamente lucrativo e competitivo, motivo de orgulho para a população do Rio Grande do Sul. Partido nanico, o Novo não deverá ter muita receptividade dos eleitores. Na verdade, o bom seria que o partido, tão rápido quanto apareceu, saísse de cena, pois nada de bom tem a oferecer.
Assinar:
Postagens (Atom)