sábado, 16 de junho de 2018
Um dia de bons jogos
No dia da Copa do Mundo com o maior número de jogos em horários diferentes, quatro, não houve razões para queixas. Foi um dia de bons jogos. Começou com França 2 x 1 Austrália. Ao contrário do que se poderia prever, não foi uma partida fácil para a França, pois a Austrália mostrou um futebol aplicado e opôs muita resistência. Um pênalti que só foi marcado após a verificação pelo árbitro de vídeo, e um gol em que a bola mal ultrapassou a linha, determinaram a vitória da França. A ideia de que a França é uma reunião de bons jogadores sem a devida consistência coletiva, mais uma vez, foi reforçada. Parece faltar à França um técnico capaz de extrair toda a potencialidade da equipe. O segundo jogo do dia foi o que teve os aspectos mais dramáticos. A Argentina apenas empatou em 1 x 1 com a Islândia, estreante em Copas do Mundo. O vilão da partida foi Messi, maior astro da equipe, que desperdiçou um pênalti. Assim, Messi prossegue na incômoda situação de não conseguir jogando pela Argentina apresentar o mesmo brilhantismo que exibe no Barcelona. No terceiro jogo do dia, o Peru perdeu para a Dinamarca por 1 x 0. O Peru perdeu várias chances de gol, e desperdiçou um pênalti, cobrado de maneira bisonha por Cueva, que chutou a bola vários metros acima do travessão. Confirmando a velha máxima do futebol de que quem não faz leva, a Dinamarca marcou um gol e soube segurar a vitória até o final. No último jogo do dia, a Croácia venceu a Nigéria por 2 x 0. Foi um resultado obtido de forma natural pela Croácia, pois a Nigéria pouco mostrou, e praticamente não chutou em gol. As partidas realizadas, até agora, na Copa, tem mostrado, na média, um nível técnico bastante aceitável, o que é promissor para uma competição que está recém iniciando.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Grande jogo
A expectativa se confirmou. Portugal x Espanha foi o primeiro grande jogo da Copa do Mundo de 2018. Um jogo em que Portugal esteve duas vezes na frente no placar, sofreu a virada, e conseguiu o empate no final. O grande nome do jogo foi Cristiano Ronaldo, autor dos três gols de Portugal. No primeiro, cobrou um pênalti que ele mesmo cavou. O segundo foi com a colaboração do goleiro De Gea, da Espanha, que tomou um frango. Finalmente, o terceiro foi numa magnífica cobrança de falta, ingenuamente cometida por Pique quando faltavam pouco mais de dois minutos para acabar o tempo normal de jogo. Foi uma ducha de água fria para a Espanha, que estava com o jogo controlado e a vitória quase garantida. Embora a Copa esteja apenas no início, o jogo de hoje, desde já, se inscreve para ser um dos melhores da competição. Curiosamente, com o empate entre Portugal e Espanha, o líder do grupo é o Irã, que venceu Marrocos com um gol contra no final da partida, que teve um baixo nível técnico. Com o futebol que jogaram hoje, Portugal e Espanha se credenciam para ter grandes ambições na Copa.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Goleada surpreendente
Pouco se poderia esperar do jogo de abertura da Copa do Mundo entre Rússia e Arábia Saudita. A equipe da Rússia é muito fraca, e a Arábia Saudita nunca se destacou nas Copas em que participou. O resultado, no entanto, foi uma goleada surpreendente da Rússia por 5 x 0. Os russos, que não demonstravam maior entusiasmo pela sua seleção, certamente irão encarar a equipe, e a própria Copa, com outro ânimo. Foi uma estreia afirmativa da Rússia que, dessa forma, amplia suas chances de classificar-se para as oitavas de final, o que é benéfico para a competição. Afinal, é muito ruim quando a equipe do país sede da Copa é eliminada já na fase de grupos. A partir de amanhã, já serão três jogos por dia, e um deles, de grande nível, será Portugal x Espanha. Aos poucos, o relativo desinteresse pela Copa será superado pelo encanto irresistível da bola rolando nos gramados.
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Vai começar
O tempo voou, e amanhã terá início mais uma Copa do Mundo. Vai começar, portanto, a mais importante competição do futebol mundial. Um verdadeiro festival de futebol, com três jogos por dia, ou, até mesmo, quatro. Algumas seleções aparecem muito bem cotadas para serem campeãs. Num primeiro plano, Seleção Brasileira, França e Alemanha. Um pouco abaixo, a Espanha. Num estágio inferior, Argentina e Bélgica. Para quem gosta de futebol, nada pode ser melhor que uma Copa do Mundo. Aproveite a festa ao máximo.
A demissão de Lopetegui
O fato caiu como uma bomba no meio esportivo. Na véspera da abertura da Copa do Mundo, e dois dias antes de sua estreia na competição, a Espanha demitiu seu técnico, Julen Lopetegui. A razão da demissão foi a a assinatura de contrato de Lopetegui com o Real Madrid, poucos dias depois de ter renovado com a seleção da Espanha. Lopetegui só notificou o fato para a Federação Espanhola cinco minutos antes do anúncio oficial, por parte do Real Madrid, de sua contratação. A reação de grande parte dos profissionais de imprensa foi condenar a demissão de Lopetegui. Esse posicionamento mostra o nível de deterioração ética da época atual. Lopetegui agiu extremamente mal para com a Federação Espanhola. Afinal, acabara de renovar seu contrato e firmou um novo sem avisar a outra parte. Afora isso, sua continuidade no cargo era eticamente insustentável, pois, estando ligado a um clube, sua manutenção na seleção da Espanha não teria o distanciamento e o foco necessários para fazer um bom trabalho na Copa. Por mais drástica que pareça a atitude de dispensar Lopetegui, ela foi correta.
Sem surpresa
Um resultado previsível. Um jogo sem surpresa. Assim foi Inter 3 x 1 Vasco, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Diante de um adversário fraco, com uma defesa extremamente frágil, o Inter fez o dever de casa. Abriu 2 x 0 no placar ainda no primeiro tempo, tomou um gol inesperado no segundo, quase sofreu o empate, mas ampliou pouco depois e acabou com qualquer chance de reação do Vasco. Foi o oitavo jogo sem derrota do Inter no Brasileirão. Com isso, o Inter ficará, pelo menos durante a parada para a Copa do Mundo, uma posição acima da do Grêmio, seu maior rival, na classificação. Se isso, por si só, não garante nada em uma competição que não chegou nem na metade, já é um feito considerável para um grupo do qual muito pouco se esperava.
Empate insosso
O que se prenunciava acabou se confirmando. O Grêmio não conseguiu mais que um empate insosso em 0 x 0 com o Sport, hoje, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Brasileiro. Em outras circunstâncias, o resultado poderia até ser considerado bom. Afinal, o Grêmio jogou muito desfalcado. Porém, dois titulares absolutos, Kannemann e Luan, foram poupados pelo técnico Renato, o que é injustificável, já que esse era a última partida antes da parada para a Copa do Mundo, quando haverá um longo período para a recuperação dos jogadores. Sem força ofensiva, o Grêmio se valeu da sua reconhecida eficiência defensiva para, pelo menos, não perder. Convenhamos, é muito pouco para um clube como o Grêmio. Agora, durante todo o período em que o Brasileirão estiver paralisado para a realização da Copa, o Grêmio estará uma posição abaixo do Inter na classificação. O torcedor do Grêmio não merece tamanha desconsideração por parte de um grupo que é muito melhor do que o do seu maior rival.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Uma overdose de futebol
O futebol é um esporte fascinante, e é o mais popular dentre todos. Porém, hoje é, antes de tudo, um negócio milionário. A avidez própria do capitalismo também invadiu o futebol. Com isso, os calendários, no mundo inteiro, são insanos, com jogos em excesso e sobreposição de competições. As consequências são o esgotamento físico dos jogadores, e a saturação dos torcedores. Por mais bem preparado fisicamente que seja, nenhum jogador suporta tamanha maratona de jogos. Os torcedores, por mais que gostem de futebol, se vêem sufocados por tantos jogos e competições. No caso do futebol brasileiro, a situação é ainda pior. O Campeonato Brasileiro terá rodadas até a véspera da abertura da Copa do Mundo. No dia seguinte à decisão da Copa, já serão realizados jogos atrasados. A Segunda Divisão prosseguirá durante a Copa. Uma overdose de futebol. O excesso de oferta desvaloriza qualquer produto. Onde há muita quantidade, compromete-se a qualidade. Ainda assim, a Copa do Mundo está por começar, e, mesmo com todos os senões que se possam fazer, essa é uma competição imperdível.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Uma Seleção sem povo
Talvez nunca tenha se visto tão pouca conexão entre a Seleção Brasileira e o torcedor às vésperas de uma Copa do Mundo. As redes sociais e as interatividades dos veículos de comunicação registram muitas manifestações contrárias à Seleção. Também não são poucos os que afirmam que não estão nem aí para a Copa. No caso específico da relação da Seleção com a torcida, as razões para o atual quadro são muitas, e já vem de algum tempo, sem que os responsáveis pelo futebol brasileiro façam nada para que ele seja alterado. O estopim da situação teve início, provavelmente, com o comportamento da Seleção na Copa de 2006, na Alemanha. Na ocasião, a Seleção era considerada, dentro e fora do país, como a franca favorita para ganhar o título. Afinal, a Seleção era a detentora do título e havia sido finalista das três Copas anteriores. Afora isso, a base da equipe campeã em 2002 tinha sido mantida, e acrescida de revelações de alta qualidade. Porém, houve uma enorme reversão de expectativa. Os principais jogadores da Seleção se mostraram displicentes e sem foco, e encararam a Copa com pouco profissionalismo. Não mostraram dedicação, cometeram excessos extracampo. Ronaldo, o maior destaque da Seleção na Copa anterior, e Adriano, a grande revelação surgida no período pós-título, disputaram a competição na Alemanha muito acima do seu peso ideal. Na eliminação para a França, nas quartas de final, Roberto Carlos ajeitava as meias enquanto o lance do gol que desclassificaria a Seleção se desenrolava. De lá para cá, a relação do torcedor com a Seleção não foi mais a mesma, e outros fatores contribuem para uma indiferença crescente. A Seleção joga pouco no Brasil, com exceção das Eliminatórias. A maioria de seus amistosos são realizados na Europa, onde atuam quase todos os jogadores convocados. Alguns jogadores da Seleção jamais atuaram no futebol brasileiro e, portanto, não tem identidade com o torcedor. São os casos de Ederson e Roberto Firmino, por exemplo. Para piorar, os atuais responsáveis pela Seleção nada fazem para reverter esse distanciamento. Pelo contrário, a Seleção tem se esquivado do contato com o público durante todo o período de preparação para a Copa. Acrescente-se a isso o fato de o maior destaque da equipe, Neymar, não ter empatia nem carisma, e tudo se complica ainda mais. Se em 1970 eram todos ligados na mesma emoção, conforme a letra da marchinha "Pra Frente Brasil", de Miguel Gustavo, hoje há um divórcio entre a Seleção e o torcedor brasileiro. Uma Seleção sem povo, voltada para o seu próprio umbigo.
domingo, 10 de junho de 2018
Com a ajuda do apito amigo
Ao longo de sua história, o Inter teve muita sorte com as arbitragens. São muitos os casos em que o club contou com a ajuda do apito amigo para obter vitórias e, até mesmo, títulos. Hoje, não foi diferente. O Inter venceu o Santos por 2 x 1, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, e a arbitragem foi decisiva para isso. O primeiro gol do Inter saiu de um pênalti inexistente. No início do segundo tempo, também com um pênalti, o Santos chegou ao empate. Logo depois, o Inter desempata e a arbitragem toma uma atitude decisiva para que o Santos não conseguisse reagir. Revoltado por ter supostamente sofrido uma carga faltosa de Victor Cuesta, autor do segundo gol do Inter, Lucas Verissimo protestou fortemente com um dos bandeirinhas. Foi denunciado para o árbitro, que decidiu pela sua expulsão. Um exagero, que foi fundamental para o Inter garantir a vitória. Não foi a primeira vez que a arbitragem beneficiou o Inter no Brasileirão. No Gre-Nal, na Arena, por exemplo, três pênaltis em favor do Grêmio não foram marcados. Certamente, não será a última, como a história do Inter demonstra fartamente.
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