quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Confirmação
Num jogo em que a liderança do Campeonato Gaúcho estava em jogo, o Caxias fez, hoje, uma partida de confirmação do grande momento que vive. Venceu o Inter por 2 x 1, no Francisco Stédile. Em três jogos, o Caxias goleou o atual campeão, o Novo Hamburgo, por 3 x 0, venceu o time descaracterizado do Grêmio por 5 x 3, depois de estar perdendo por 3 x 1, e ganhou do Inter, que também vinha de duas vitórias. O jogo foi bastante equilibrado, e o empate talvez fosse o resultado mais justo. Porém, o Caxias conseguiu o gol da vitória aos 42 minutos do segundo tempo. Depois da excelente campanha em 2017, onde por pouco não chegou na decisão, o Caxias mostra que é um real postulante ao título do Gauchão.
Novo fiasco
O time descaracterizado que o Grêmio tem colocado em campo no Campeonato Gaúcho não se cansa de realizar atuações constrangedoras. Hoje, fez um novo fiasco. Em três jogos, até agora, saiu na frente no placar em todos, e não ganhou nenhum. Nessas três partidas, levou gols nos acréscimos em todas. O experiente Paulo Miranda, que foi comprometedor no empate com o São Luís, retornou, hoje, após cumprir suspensão, contra o Avenida, nos Eucaliptos, e foi, novamente, desastroso, ainda que tenha marcado um gol. Como sabia qualquer pessoa medianamente informada sobre futebol, foi uma má contratação do Grêmio. Alisson, ainda que só tenha entrado em meio aos jogos, ainda não disse a que veio. O Grêmio perdeu por 3 x 2 para o Avenida. Saiu na frente no placar, sofreu a virada, e conseguiu o empate aos 46 minutos do segundo tempo. Ainda assim foi derrotado, ao levar um gol aos 48 minutos. Momentaneamente, o Grêmio está na zona de rebaixamento do Gauchão, o que é extremamente constrangedor. Uma situação incompatível com a grandeza do clube e, por isso mesmo, inaceitável.
Farsa midiática
O julgamento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Federal da Quarta Região foi um triste espetáculo. Uma farsa midiática, adredemente preparada. O jogo de cartas marcadas ficou claro quando a Band News TV antecipou o resultado do julgamento, muito antes do seu final. As desculpas da emissora pelo "equívoco" cometido só podem convencer aos imbecis. A longa e tediosa argumentação dos juízes só serviu para alimentar a sua vaidade, pela exposição nos meios de comunicação. Seus arrazoados foram marcados pela vacuidade e inconsistência. Em vez de provas cabais, apresentaram achismos e inferências. A condenação por unanimidade e com aumento da dosimetria da pena revelam uma ação coordenada entre os três magistrados votantes, obedecendo a orientações e interesses externos, previamente estabelecidos. Foi um dos episódios mais constrangedores da história do Brasil. Um vexame de dimensões internacionais. Um fato que é só é possível numa republiqueta. O Brasil mergulhou num poço sem fundo. Só o povo nas ruas poderia estancar essa queda, mas isso parece ser, apenas, uma miragem.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
A véspera do julgamento
O país vive a contagem regressiva para o julgamento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, que será realizado amanhã. Porém, a véspera do julgamento serviu para que ficasse claro de que lado está o povo. Uma multidão ocupou a Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, local eminentemente popular, para ouvir um pronunciamento de Lula. Enquanto isso, no bairro Moinhos de Vento, um dos mais ricos da cidade, uma manifestação contra Lula não reuniu mais do que alguns gatos pingados. A partir do que se viu hoje, ficou claro que só haverá justiça no julgamento se Lula for absolvido. Sua condenação será a confirmação de um jogo de cartas marcadas, uma extensão do golpe que derrubou uma presidente legitimamente eleita. As acusações contra Lula estão carregadas de inconsistências. Seja como for, Lula sairá engrandecido do episódio, com qualquer resultado. Sua condenação o transformaria numa vítima de desmandos golpistas. Se não lhe for permitido concorrer a presidente, Lula, ainda assim, terá enorme influência na eleição, podendo transferir seu prestígio para um candidato que vier a apoiar. Lula tem o apoio da maioria da população, e contra isso nenhum tribunal pode fazer nada.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
A iniqüidade do capitalismo
Os adeptos do capitalismo dizem que é o sistema econômico que mais gera riquezas. A questão fundamental, no entanto, não é essa. Afinal, de nada adianta gerar riqueza se houver má distribuição da mesma e uma enorme desigualdade social. Levantamentos recentemente divulgados dão conta de que 87% de toda riqueza gerada no mundo em 2017 ficou com apenas 1% da população. No Brasil, cinco pessoas possuem a mesma renda de metade dos habitantes do país. Será que é preciso apresentar qualquer outro argumento para evidenciar a iniqüidade do capitalismo? Só os muito ingênuos ou irremediavelmente burros podem acreditar que o capitalismo seja compatível com uma sociedade justa e democrática. A desigualdade é inerente ao capitalismo, que dela se nutre. Os únicos beneficiários desse regime econômico são as grandes empresas e os bancos. As políticas de "austeridade" defendidas pelos governos de direita resultam em maiores índices de desemprego, salários aviltados, ampliação do fosso social, aumento da violência, transferência de patrimônio público para mãos privadas, deterioração dos serviços essenciais para a população. O culto á "meritocracia" e ao "empreendedorismo" nada mais é do que um discurso bem embalado para justificar o darwinismo social, onde os mais fortes submetem os menos favorecidos de forma cruel e implacável. Os defensores do "mercado" sonham com uma sociedade sem empregos formais e garantias trabalhistas, onde as pessoas tenham de trabalhar a vida inteira, por valores irrisórios, e sem direito à aposentadoria. Onde viceja o capitalismo, fenece a esperança de um mundo melhor.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Contrastes
São apenas duas rodadas disputadas pelo Campeonato Gaúcho, mas o Inter já começa a ganhar confiança, depois de dois anos muito ruins. Hoje, jogando com um time reserva, com exceção do goleiro, o Inter goleou o Novo Hamburgo por 3 x 0, no Estádio do Vale. Os contrastes com o seu maior rival, o Grêmio, são grandes. Em dois jogos, o Inter marcou quatro gols, não sofreu nenhum, e ganhou os seis pontos que disputou. O Grêmio, enquanto isso, jogando com um time descaracterizado, marcou quatro gols, sofreu seis, e obteve somente um ponto. As razões do Grêmio para proceder assim são compreensíveis, pois o seu grupo principal retornou das férias na última quinta-feira. Porém, o futebol vive de resultados. Dessa forma, o início de ano do Inter não poderia ser melhor. Precisando recuperar sua autoestima, e com um técnico que ainda carece de afirmação, o Inter está alcançando o que há de mais importante para consolidar qualquer trabalho, que são as vitórias.
sábado, 20 de janeiro de 2018
Fiasco
O que aconteceu com o Grêmio, hoje, na Arena, não pode ser tolerado. Como era previsível, ao decidir escalar um time descaracterizado nas primeiras rodadas do Campeonato Gaúcho, o Grêmio expunha-se ao risco de maus resultados em sequência. Porém, o que ocorreu, hoje, contra o Caxias ultrapassou todos os limites, foi um fiasco inadmissível para um clube da grandeza do Grêmio. O time "alternativo" do Grêmio saiu na frente no placar, cedeu o empate logo depois, chegou a abrir uma vantagem de 3 x 1, mas foi arrefecendo em campo, e acabou derrotado por 5 x 3. Em seu primeiro jogo, contra o São Luís, no 19 de Outubro, deixou uma vitória certa escapar aos 47 minutos do segundo tempo. Com isso, em dois jogos, o Grêmio somou apenas um ponto no Gauchão, uma competição que não ganha desde 2010. O Grêmio não aprendeu com os péssimos resultados obtidos pelos times descaracterizados que escalou em vários jogos do Campeonato Brasileiro de 2017, e que lhe custaram o título de uma competição que poderia ter vencido até com facilidade. Não há atenuante para uma derrota como a de hoje, nas circunstâncias em que se deu. A camisa do Grêmio merece respeito, e ser representada com dignidade. O relativo sucesso do clube no ano anterior, quando ganhou apenas um título e desperdiçou outros que poderia ter vencido, não justificam que o Grêmio comece 2018 correndo riscos desnecessários e aviltando a sua grandeza.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Mais negócio do que esporte
O tenista sérvio Novak Djokovic criticou os organizadores do Torneio Aberto da Austrália, que vem sendo disputado sob temperaturas altíssimas. Ele entende que, em alguns dias, deveriam ser dadas horas extras de descanso, até a temperatura baixar. Djokovic, no entanto, reconheceu que os tenistas fazem parte de uma indústria que é mais negócio do que esporte, e que eles são "abençoados" por terem uma grande compensação financeira. Porém, ao mesmo tempo, ele considera que o mais importante é a saúde dos tenistas, e o que lhes acontecerá depois da carreira. As colocações de Djokovic não servem apenas para o tênis. Elas se enquadram em quase todos os esportes de alto rendimento. O lado lúdico do esporte foi sendo deixado de lado, e deu lugar ao pragmatismo do mundo dos negócios. No futebol, o panorama é o mesmo. Os calendários estão cada vez mais apertados, sobrecarregando os jogadores. Tudo se dá em nome dos grandes lucros obtidos com a transmissão de jogos, sua comercialização para diversos países, entre outros fatores. Com isso, a quantidade se sobrepõe á qualidade. São jogos demais, o que gera saturação no jogadores e no público. O esporte deve, antes de tudo, promover a saúde e propiciar o entretenimento do público. O capitalismo selvagem e a sua avidez por lucros invadiram o esporte, que foi conspurcado. Afinal, para os defensores do mercado, o importante e faturar muito dinheiro, mesmo que seja em detrimento do encanto natural do esporte.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Vitória magra
Na sua estreia no Campeonato Gaúcho, o Inter não apresentou novidades. O único dos novos contratados que entraria em campo hoje, o lateral direito Dudu, vindo do Figueirense, ficou de fora, de última hora, por lesão. Assim, o Inter mostrou o mesmo time de 2017, com exceção de Eduardo Sasha, que foi emprestado para o Santos, e deu lugar a Camilo. Numa estreia, o importante é vencer, e o Inter conseguiu. Foi uma vitória magra, por 1 x 0, sobre o Veranópolis, no Beira-Rio. O Inter não teve uma grande atuação, mas fez o suficiente para vencer. O resultado dará tranquilidade para o desenvolvimento do trabalho. Com um técnico, Odair Hellmann, que ainda necessita de afirmação, e um time, até agora, sem novos nomes, foi um bom começo do Inter.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Pontos desperdiçados
A estreia do Grêmio no Campeonato Gaúcho não poderia ter sido mais frustrante para o seu torcedor. Depois de estar vencendo o jogo desde os 23 minutos do primeiro tempo, o Grêmio amargou um empate em 1 x 1 com o São Luís, no 19 de Outubro, com um gol sofrido aos 47 minutos do segundo. O Grêmio jogou com um time "alternativo", como fez várias vezes no Campeonato Brasileiro de 2017, e, mais uma vez, obteve um mau resultado. Pelas circunstâncias em que ocorreu o empate, foram pontos desperdiçados. Depois de fazer um bom primeiro tempo, o Grêmio caiu muito de produção no segundo, aceitando a pressão do São Luís em busca do empate. Ainda assim, a vitória poderia ter sido mantida, mas a expulsão do estreante Paulo Miranda, aos 39 minutos, foi decisiva para que isso não acontecesse. Com um jogador a menos, o Grêmio foi ainda mais pressionado pelo São Luis, e com o árbitro tendo dado cinco minutos de acréscimo, não conseguiu resistir, e cedeu o empate para um adversário muito limitado. Vencer teria sido importantíssimo para o Grêmio em termos de tabela. Como apenas empatou, o Grêmio vai com a obrigação de vencer o Caxias, sábado, na Arena. O Caxias, por sinal, estreou no campeonato goleando o atual campeão, o Novo Hamburgo, por 3 x 0, no Francisco Stédile. A verdade é que os times "alternativos" do Grêmio não se mostram confiáveis, nem mesmo contra adversários modestos do interior.
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