quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Resultado reversível
O Flamengo conta, na decisão da Copa Sul-Americana, com a torcida de três clubes que estão interessados em que ele seja o campeão. São eles o Vasco, o Atlético Mineiro e o Sport. Caso o Flamengo venha a ser o campeão da competição, o Vasco iria direto para a fase de grupos da próxima Libertadores, o Atlético Mineiro se classificaria para a fase prévia da competição, e o Sport estaria incluído na Copa Sul-Americana. O primeiro jogo da decisão não foi favorável a todas essas pretensões, pois o Flamengo perdeu por 2 x 1, de virada, para o Independiente, hoje, no Libertadores de América. A boa notícia é que se trata de um resultado reversível. No segundo jogo, no Maracanã lotado, o Flamengo tem condição de dar o troco em seu adversário e ficar com o título. Na partida de hoje, o Flamengo saiu na frente, mas não sustentou a vitória, o que talvez tenha ocorrido pelo cansaço da maratona de compromissos, pois o time teve que entrar em campo três dias depois de ter jogado em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. Agora, com uma semana inteira só para treinos, o Flamengo poderá retomar seu fôlego. Para o futebol brasileiro, seria muito bom, sem dúvida, ganhar as duas competições sul-americanas no mesmo ano. O Flamengo perdeu a primeira batalha, mas ainda pode vencer a guerra.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
A legitimação dos títulos
Nada pode ser mais absurdo, no futebol, do que se tentar alterar a legitimidade de um resultado obtido no campo de jogo. A legitimação dos títulos tem estado em evidência, ultimamente, e duas notícias que circularam hoje trouxeram o assunto novamente para as rodas de conversa e redes sociais. Uma postagem no Twitter da Fifa referindo que o Grêmio irá disputar o seu primeiro mundial em Abu Dhabi gerou revolta entre seus torcedores. Como se sabe, em outubro, a Fifa, a partir de uma solicitação da Conmebol, reconheceu as disputas anteriores ao atual formato por ela promovido, como sendo, igualmente, a do título mundial de clubes. A postagem, portanto, representa uma gafe, que gerou a compreensível reação de repúdio dos torcedores do Grêmio. Também hoje, o Superior Tribunal de Justiça considerou, mais uma vez, que o campeão brasileiro de 1987 foi o Sport. A decisão leva em conta tecnicalidades jurídicas, mas qualquer pessoa com um mínimo de discernimento sabe que o verdadeiro campeão foi o Flamengo. Afinal, o clube carioca enfrentou os clubes da primeira linha do futebol brasileiro, enquanto o Sport teve por adversários clubes de Segunda Divisão. Não havia razão para que o Flamengo aceitasse decidir o título com o Sport, ainda que houvesse um acerto firmado entre os clubes dos diversos módulos da competição de que isso acontecesse. A verdade é que o Grêmio é o campeão mundial de 1983, e o Flamengo foi o ganhador do Brasileirão de 1987. Eles foram vencedores dentro de campo, e não serão medidas administrativas de gabinete ou tribunais acarpetados que irão mudar isso. A legitimação dos resultados se dá dentro do campo, não fora dele.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Geromito
Como já é tradição há muitos anos, a segunda-feira posterior ao encerramento do Campeonato Brasileiro é o dia de serem divulgadas as premiações dos melhores jogadores da competição. Dentre elas, a mais tradicional é a "Bola de Prata", criada pela revista "Placar", e agora pertencente aos canais ESPN. As diversas seleções divulgadas hoje convergiam na maioria dos nomes escolhidos. Porém, um jogador, especialmente, merece ser destacado. O zagueiro Geromel, do Grêmio, afora estar em todas as premiações anunciadas, recebeu a "Bola de Prata" pelo terceiro ano consecutivo, igualando o feito de outro jogador da sua posição, o chileno Figueroa, ídolo do Inter nos anos 70. Ao contrário de Figueroa, cujo currículo incluía, também, o Penarol e a seleção do Chile, Geromel tinha uma carreira modesta até chegar ao Grêmio. Seus clubes anteriores, ainda que do futebol europeu, não eram de grande expressão. Não bastasse isso, já chegou ao Grêmio com quase 30 anos. Em função desses fatores, sua contratação gerou grandes desconfianças. No entanto, Geromel, após um início hesitante, firmou-se no time titular, e se tornou ídolo da torcida. Para coroar essa condição, coube a ele, como capitão do time, erguer a taça da terceira Libertadores da história do Grêmio. Não é a toa que a torcida do Grêmio o brinda com vários apelidos compostos a partir do seu nome. O melhor deles, para mim, é "Geromito". De desacreditado, quando de sua contratação, à condição de ídolo que acabou por alcançar, Geromel já faz por merecer ser convocado pelo técnico Tite para a Seleção Brasileira, e muitos esperam que isso ainda aconteça. Seria um justo reconhecimento ao melhor jogador da posição, no Brasil, nos últimos três anos. Geromito merece ser lembrado.
domingo, 3 de dezembro de 2017
O que foi bom poderia ser melhor
O Grêmio priorizou as copas em detrimento do Campeonato Brasileiro. Conquistou o título da Libertadores, após ter sido eliminado nas semifinais da Copa do Brasil. O título ganho, e a consequente classificação para a disputa do Mundial de Clubes levaram o clube e sua torcida ao êxtase, mas o que foi bom poderia ser melhor. Afinal, nada impedia que o Grêmio pudesse, também, ser campeão brasileiro. O Grêmio usou times descaracterizados em muitos jogos do Brasileirão e, com isso, perdeu pontos fáceis. Depois de ocupar o segundo lugar na classificação durante quase toda a competição, perdeu posições nas duas últimas rodadas, e terminou em quarto lugar. O modo como o Grêmio encarou o Campeonato Brasileiro é injustificável, pela importância do mesmo, e pelo fato de que é um título que o clube não obtém há 21 anos. Hoje, com um time de reservas e juniores, o Grêmio jogou como nunca, e perdeu como quase sempre acontece quando vai a campo com esse tipo de escalação. A derrota foi para o Atlético Mineiro, por 4 x 3, no Independência, e o Grêmio esteve três vezes na frente do placar. O quarto lugar dará ao Grêmio uma premiação de R$ 5 milhões. O vice-campeonato, renderia R$ 11 milhões, ou seja, o Grêmio também rasgou dinheiro. Afinal, com a perda de posições, deixou de ganhar mais R$ 6 milhões. Como, em 2018, o clube disputará, novamente, a Libertadores, e a Copa do Brasil pagará ao campeão um prêmio de R$ 50 milhões, é fácil perceber que o Campeonato Brasileiro ficará, mais uma vez, em terceiro plano, o que é lamentável.
sábado, 2 de dezembro de 2017
Enorme desfalque
O anúncio de que Arthur está fora do Mundial de Clubes por causa de uma lesão no tornozelo é uma péssima notícia para o Grêmio. A ausência de Arthur representará um enorme desfalque para o Grêmio, e diminuirá suas possibilidades de um bom desempenho na competição. No jogo decisivo da Libertadores, contra o Lanus, no La Fortaleza, após a saída de Arthur, por lesão, o Grêmio teve um decréscimo de produção e sofreu um gol do adversário. Arthur, inclusive, foi eleito o melhor jogador da partida. Aventa-se a possibilidade de que Maicon, que está voltando aos treinos com bola após uma cirurgia, poderia suprir a ausência de Arthur. Seria ótimo se isso se confirmasse, mas parece uma hipótese pouco provável. A lesão no ombro de Geromel é outro fator de apreensão para a disputa do Mundial, mas sua gravidade ainda não é conhecida. Porém, são só essas as questões para o Grêmio se ocupar no momento. As especulações sobre a venda de Arthur devem ser deixadas para depois do Mundial, pois nada acrescentam de positivo. O Grêmio vive um período exitoso, dentro e fora de campo, e nada deve perturbar essa situação.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Grupo fácil
O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, mostrou-se bem favorável á Seleção Brasileira. Coube à Seleção um grupo fácil, em que os adversários serão Suíça, Costa Rica e Sérvia. Suíça e Sérvia são duas seleções médias da Europa, e a Costa Rica, mesmo que tenha feito boa figura na Copa de 2014, no Brasil, não deverá assustar ninguém. A tendência é que a Seleção Brasileira garanta ao natural o primeiro lugar no grupo, com Suíça e Sérvia brigando pelo segundo. Caso confirme o primeiro lugar, a Seleção deverá jogar, provavelmente, contra a Suécia nas oitavas de final, um adversário que enfrentou várias vezes na história das Copas. Em princípio, o caminho da Seleção na Copa parece ameno, e dificuldades maiores só deverão surgir a partir das quartas de final.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Campeão
O que era um objetivo tenazmente perseguido tornou-se realidade. O Grêmio é campeão da Libertadores pela terceira vez. Havia uma certa apreensão pelo fato do segundo jogo da decisão contra o Lanus ser fora de casa
Essa preocupação logo se desfez. Com um primeiro tempo primoroso, o Grêmio abriu 2 x 0 no placar, ontem, no La Fortaleza, com dois golaços, de Fernandinho e Luan. Ficou claro que o título não escaparia mais. Como as conquistas do Grêmio quase sempre tem uma dose de sofrimento, o gol do Lanus causou uma certa aflição nos torcedores, mas o time estava seguro e não permitiu que o adversário iniciasse uma reação. O título ganho pelo Grêmio quebrou paradigmas. Afinal, o Grêmio chegou ao título jogando um belo futebol, contrariando a ideia, amplamente disseminada, de que sua característica histórica como time é ganhar por meio da garra e da força. Contrariando essa visão preconcebida e equivocada, o Grêmio obteve os títulos da Copa do Brasil de 2016 e da Libertadores de 2017 com um futebol técnico e de troca de passes, em nada semelhante ao propalado estilo gaúcho de marcação forte e esquemas defensivos. A Libertadores foi ganha por quem deu prioridade absoluta para a competição. Foram muitos os destaques da campanha vitoriosa do Grêmio. Marcelo Grohe, Geromel, Kannemann, Arthur, Luan. Porém, o grande destaque foi, sem dúvida, o técnico Renato. Depois de ter sido campeão da Libertadores pelo Grêmio como jogador, agora obteve o mesmo título como técnico. No Brasil é o único técnico a realizar essa façanha. Maior jogador da história do clube, já está se tornando, também um de seus maiores técnicos. Renato já faz por merecer, mesmo, por parte do Grêmio, como vem sendo aventado há algum tempo, uma estátua em sua homenagem.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Um ano depois da tragédia
O tempo transcorre com muita rapidez, e, hoje, completa-se um ano do desastre aéreo que transportava a delegação da Chapecoense, e que resultou na morte de 71 pessoas, entre jogadores, profissionais do clube, dirigentes e jornalistas. Foi um fato que impactou o mundo inteiro. Um ano depois da tragédia, a dor da perda de tantas vidas ainda é muito forte. Aliás, essa é uma dor que jamais será eliminada por completo, só poderá ser amainada pelo tempo. As homenagens serão muitas, ao se completar um ano do acontecimento. Assim haverá de ser a cada ano nessa data. Paralelamente, há questões práticas que precisam ser enfrentadas, como se fazer a devida responsabilização dos culpados pelo desastre, e honrar as indenizações devidas aos familiares das vítimas. A queda do vôo da Chapecoense é um fato que não poderá ser esquecido, pela dimensão da tragédia, e para que jamais aconteça, novamente, uma situação semelhante, pois não se tratou de uma fatalidade, foi o resultado da negligência e da irresponsabilidade do piloto e das autoridades do setor aéreo.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Enterrando o próprio time
A penúltima rodada do Campeonato Brasileiro foi marcada pelo desempenho de dois jogadores que, um por falhas técnicas, outro por uma atitude irresponsável, acabaram enterrando o próprio time. O goleiro Alex Muralha, do Flamengo, com dois erros terríveis, determinou a derrota do seu time para o Santos, por 2 x 1, depois de ter saído na frente no placar. O zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, ao apalpar o atacante Trellez, do Vitória, foi expulso, levando seu time, que ganhava por 2 x 0, a perder por 3 x 2 , o que resultou no rebaixamento do clube para a Segunda Divisão. Num esporte coletivo, como o futebol, o sucesso do grupo depende do bom rendimento das individualidades. Se uma peça erra gravemente, todos pagam um alto preço. Muralha, que já vinha falhando há tempos, não deverá ter mais ambiente para continuar no Flamengo. Rodrigo, pela idade já avançada, talvez decida encerrar sua carreira. A falha de Muralha no lance que resultou no gol do empate do Santos, e o gesto de Rodrigo, foram determinantes para as derrotas de seus clubes. Muralha ainda falhou gravemente no segundo gol. Não há ambiente para que nenhum dos dois permaneça em seu clube atual. Porém, não há motivos para que qualquer um deles seja tratado como vítima. Muralha e Rodrigo assumiram o risco, e foram extremamente irresponsáveis. Como diria o ex-técnico Muricy Ramalho, a bola pune. Alex Muralha e Rodrigo que o digam.
domingo, 26 de novembro de 2017
Desperdício
Durante sua campanha no Campeonato Brasileiro, o Grêmio caracterizou-se pelo desperdício de pontos, tropeçando contra adversários fracos, e o que é pior, várias vezes jogando em casa. Hoje, não foi diferente. O Grêmio, em plena Arena, não conseguiu mais do que um empate em 1 x 1 com o Atlético Goianiense, o único clube que começou a rodada já rebaixado para a Segunda Divisão. O fato de ter jogado com um time inteiramente reserva não absolve o Grêmio. Diante de um adversário tão fraco, o Grêmio deveria ter força suficiente para vencer. A vitória seria importante, pois praticamente garantiria o vice-campeonato para o Grêmio, e um prêmio de R$ 11 milhões. Porém, o que se viu em campo não foi um Grêmio mobilizado e tentando vencer. Pelo contrário, o Grêmio se mostrou apático, aceitando a proposta de jogo do Atlético Goianiense passivamente, e chegou a estar atrás no placar. O empate veio logo depois, mas o Grêmio não teve forças para obter a virada. Com os constantes tropeços, o Grêmio poderá ser superado por Palmeiras e Santos na classificação. Caso isso venha a acontecer, equivaleria a rasgar dinheiro, deixando de ganhar um prêmio significativo, que ajudaria a aliviar os cofres do clube.
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