sexta-feira, 15 de setembro de 2017
A convocação de Arthur
Em menos de 48 horas, da noite de quarta-feira até a manhã de hoje, o volante Arthur, do Grêmio, saiu da planície para o seleto grupo de jogadores da Seleção Brasileira. Arthur tem apenas 36 jogos pelo time profissional do Grêmio, mas seu futebol já chamava a atenção dentro e fora do Rio Grande do Sul. A magnífica atuação que teve no jogo contra o Botafogo, no Engenhão, ampliou o seu bom conceito, rendendo-lhe elogios em todo o país. A recompensa ao seu bom futebol veio mais rápido do que se poderia imaginar, com a convocação de Arthur pelo técnico da Seleção,Tite, que já vinha observando-o há algum tempo, e esteve presente no Engenhão. Arthur é um cheque em branco para o Grêmio. Um jogador que tem tudo para fazer fama e fortuna na Europa. Sua inegável qualidade fez com que, no início do ano, ganhasse a posição de Maicon, o capitão da conquista da Copa do Brasil de 2016. Se mantiver o nível de atuação que apresentou contra o Botafogo, Arthur estará na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. As categorias inferiores do Grêmio seguem revelando pérolas para o clube. Walace e Pedro Rocha, negociados para clubes europeus esse ano, são provas disso. Outros jovens valores, como Patrick, por exemplo, começam a ter chances no time principal. O futuro técnico e financeiro do Grêmio está bem encaminhado.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
A Calçada da Fama
Como parte da programação pela comemoração dos seus 114 anos de fundação, a serem completados amanhã, o Grêmio promoveu, na tarde de hoje, a inclusão de mais cinco jogadores na sua "Calçada da Fama". A iniciativa, que tomou forma no antigo estádio do clube, o Olímpico, foi transferida para a Arena, e, agirá, ganha continuidade. Ela consiste no registro, em cimento, dos pés, e das mãos no caso dos goleiros, de jogadores que marcaram época defendendo a camisa do clube. Hoje, deixaram sua impressões no cimento o goleiro Leão, os volantes Luís Carlos Goiano e Maicon, o meia Iura, e o atacante Paulo Nunes. Iura já havia deixado sua marca anteriormente, mas precisou repetir a ação, já que ela fora danificada. Os cinco nomes são muito representativos na extensa galeria de grandes conquistas do clube. Leão foi destaque no primeiro título de campeão brasileiro do Grêmio, em 1981. Luís Carlos Goiano e Paulo Nunes fizeram parte do grande time da era Felipão, que ganhou todos os títulos possíveis, a exceção do mundial, que perdeu nos tiros livres da marca do pênalti, para o Ajax. Iura foi um dos protagonistas do título de campeão gaúcho de 1977, quando o Grêmio quebrou uma hegemonia de oito anos do seu maior rival, o Inter. Maicon foi o capitão do mais recente grande título do Grêmio, o da Copa do Brasil de 2016. A Calçada da Fama reverência jogadores que deixaram uma contribuição indelével para a construção da grandeza do clube, seja por sua liderança em campo, pela combatividade, ou pela exuberância técnica. Nela estão registrados para a posteridade nomes como Renato, Oberdan, André, Alcindo, Aírton, De León, entre tantos outros astros imortais da constelação gremista. Uma belíssima ideia, que repercutiu amplamente junto aos torcedores desde que foi implantada, e que merece ter continuidade ao longo do tempo, preservando a memória do clube.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Confronto indefinido
Nada ficou encaminhado no primeiro jogo entre Botafogo e Grêmio pelas quartas de final da Libertadores. Hoje à noite, no Engenhão, Botafogo e Grêmio empataram em 0 x 0, o que deixa o confronto indefinido e totalmente em aberto para a segunda partida, na próxima quarta-feira, na Arena. O Grêmio considerou o resultado favorável, pois estava muito desfalcado e jogará a segunda partida em casa. Porém, não é bem assim. Como a disputa se dá no sistema de saldo qualificado, um novo 0 x 0 levará a decisão da classificação para os tiros livres da marca do pênalti, e qualquer outro empate servirá ao Botafogo. O Grêmio, portanto, é obrigado a ganhar para poder se classificar. Menos mal que o Grêmio deverá ter Geromel, Michel e Luan de volta ao time, e que a Arena receberá um dos maiores públicos de sua história, mas toda a atenção é pouca diante de um confronto como esse. Por jogar em casa, o Grêmio tem um leve favoritismo, mas isso não lhe garante nada. Cabe ao torcedor do Grêmio segurar sua ansiedade, e tentar ser o décimo-segundo jogador em campo para levar o Grêmio às semifinais da Libertadores, o que não ocorre desde 2009.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Futebol elitizado
Mais popular dos esportes, capaz de atrair multidões como nenhum outro, o futebol está sendo descaracterizado da sua condição popular. O futebol elitizado dos dias atuais é uma negação da sua essência. Há alguns anos, foi estabelecido o "padrão Fifa" na construção de estádios, que passaram a ser confortáveis, com lugares marcados, e de menor capacidade de público. A consequência, óbvia, foi o encarecimento do preço dos ingressos, afastando dos estádios as pessoas de menores recursos financeiros. Uma amostra desse descalabro é o que acontece nos jogos do Paris Saint Germain, nas partidas como mandante pela Champions League, cuja edição 2017/2018 iniciou hoje. O ingresso mais barato para um jogo do clube em casa custa o equivalente a R$ 495. O mais caro supera os R$ 5 mil. O valor do ingresso mais barato corresponde a 10% do salário mínimo francês. Paralelamente a isso, outro fator economicamente perverso do futebol atual é o poderio financeiro desmesurado de alguns clubes em relação aos demais, o que gera um desequilíbrio técnico entre os disputantes das competições, limitando as chances de conquista de títulos a um número muito reduzido de participantes. Clubes como o já citado Paris Saint Germain, Real Madrid, Barcelona, Chelsea e Manchester City possuem uma condição financeira muito superior às dos demais, o que lhes possibilita contratar os melhores jogadores disponíveis no mercado, e transforma grande parte de seus adversários em meros coadjuvantes nas competições. Nada disso é bom para o futebol. Por mais espetaculares que possam ser os jogadores presentes em campo, nenhuma partida de futebol, isoladamente, justifica o dispêndio de mais de R$ 5 mil para ser assistida. O desequilíbrio financeiro entre os clubes diminui a competitividade e, por conseguinte, a atratividade das competições. Esse quadro não pode perdurar. O futebol é um esporte essencialmente popular. Não pode ser transformado num mero negócio milionário voltado para os torcedores de sofá e poltrona.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
A exposição
Desde ontem, um assunto tomou conta de Porto Alegre, repercutindo em todo o Brasil, e até no exterior. O fato em questão foi o cancelamento abrupto da exposição "QueerMuseu - Cartografias da diferença na arte brasileira", que estava sendo exibida no Santander Cultural desde o mês de agosto e com previsão de encerramento em outubro. A direção do centro cultural cedeu às pressões do Movimento Brasil Livre - MBL, organização de extrema direita, que chegou ao cúmulo de constranger e ofender pessoas que assistiam à exposição, e despejou protestos no site do Santander Cultural, forçando o cancelamento. A alegação para a arbitrária e obscurantista medida foi o de que a exposição fazia apologia da pedofilia e da zoofilia, e feria valores cristãos. O Brasil está sendo tomado por uma onda fascista que não pode mais ser ignorada, nem relativizada. Há uma ação deliberada com a intenção de fazer o país retroagir para níveis medievais de comportamento. A exposição foi atacada porque sua temática refletia a visão LGBT, e o MBL, como organização fascista que é, adota um discurso carregado de homofobia. Os setores mais esclarecidos da sociedade precisam deter o avanço do obscurantismo. Nenhum meio de revide deve ser descartado. Os arautos do atraso não podem ganhar terreno. Se radicalizarem em suas ações retrógradas, que recebam o troco devido. As mentes conscientes e esclarecidas não podem se curvar diante de tamanho descalabro. Chega de tolerância com os sabotadores da democracia!
domingo, 10 de setembro de 2017
Diferença mantida
A exemplo do Grêmio, o líder Corinthians também foi derrotado na rodada, e, com isso, não houve alteração na distância entre ambos na classificação do Campeonato Brasileiro. A diferença mantida, de sete pontos, ainda concede tranquilidade para o Corinthians, mesmo com sua abrupta queda de rendimento. Depois de um primeiro turno avassalador, em que terminou invicto, o Corinthians já perdeu três dos quatro jogos que realizou no segundo, e não marcou um gol sequer. Se a atual fase da competição fosse disputada de maneira isolada, o Corinthians estaria, momentaneamente, na zona de rebaixamento. A "gordura" acumulada, no entanto, e a incompetência dos adversários, que não aproveitam os seus tropeços para se aproximarem na classificação, permitem ao Corinthians manter-se como favorito para o título. Porém, ao perder por 2 x 0 para o Santos, hoje, na Vila Belmiro, o Corinthians deixou evidente que vive um mau momento técnico, e que precisa reagir rapidamente, sob pena de ver ameaçada uma conquista que parecia certa. Para o campeonato, a derrota do Corinthians foi uma boa notícia, pois evitou o encaminhamento de um desfecho antecipado. O resultado manteve Grêmio e Santos com chances de lutar pelo título. A liderança do Corinthians permanece folgada, é verdade, mas o campeão não está definido.
sábado, 9 de setembro de 2017
Derrota indesculpável
Um balde de água fria. Uma derrota indesculpável. Assim pode ser definido o jogo. Vasco 1 x 0 Grêmio, hoje, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Caso o Grêmio vencesse, e o Corinthians perdesse para o Santos, amanhã, a diferença entre os dois clubes, na classificação, se reduziria para quatro pontos. O Grêmio tinha todas as condições para conseguir isso. Colocou em campo o que tinha de melhor, contra um adversário tecnicamente fraco, num estádio com portões fechados. Porém, mesmo com tantos fatores favoráveis, o Grêmio teve uma atuação lamentável, tomou um gol numa falha constrangedora da sua defesa, e não criou chances concretas durante todo o jogo. O mau resultado poderá ter reflexos no jogo de quarta-feira, contra o Botafogo, pela Libertadores. Mais uma vez, o Grêmio fraquejou num momento importante, parecendo que sente o peso da responsabilidade nessas ocasiões. Perdeu a chance de "pôr fogo", no Brasileirão. Um fracasso para o qual nenhuma desculpa é aceitável.
Dificuldade confirmada
Toda vez que o Inter enfrenta o Juventude no Alfredo Jaconi há o prenúncio de um jogo duro. Uma dificuldade confirmada na prática, hoje à tarde. O Inter perdeu para o Juventude por 2 x 1, e deixou a liderança do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, que agora é ocupada pelo América Mineiro. O Juventude saiu na frente no placar, mas cedeu o empate dois minutos depois, situação que persistiu até o final do primeiro tempo. Porém, no segundo, o Juventude obteve a vitória com um belo gol. Dessa forma, o Inter sofreu uma derrota depois de obter seis vitórias consecutivas. Em três jogos contra o Juventude em 2017, o Inter teve duas derrotas, ambas no Alfredo Jaconi, e um empate, no Beira-Rio. O mau resultado, no entanto, não deverá ter maiores reflexos na campanha do Inter na competição. A possibilidade do Inter não ficar entre os quatro primeiros colocados, que subirão para a Primeira Divisão, é muito remota, em função da qualidade modesta dos demais participantes da disputa. A derrota de hoje evidenciou, entretanto, que, para vôos mais altos, o grupo de jogadores terá de ser substancialmente reforçado.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Calendário insensato
O futebol brasileiro está sendo vítima de um calendário insensato. O interesse de redes e canais de televisão, que adquirem os direitos de transmissão das competições, estão se sobrepondo totalmente ao aspecto esportivo, e os clubes e seus torcedores acabam sendo imensamente prejudicados. Em nome das grades de programação dos detentores de direitos de transmissão, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Libertadores e a Copa Sul-Americana estão sendo disputadas ao longo do ano, o que gera superposição de competições. O efeito negativo desse calendário adotado em 2017 é que força os clubes a valorizarem uma determinada competição em detrimento de outra, pela dificuldade de buscar a obtenção dos títulos de todas elas. Para que isso fosse feito, houve um espaçamento excessivo entre os jogos da Copa do Brasil e da Libertadores. Como são competições eliminatórias, de reduzido número de jogos, foi necessário fazer grandes intervalos entre as partidas para que elas pudessem se estender pelo ano inteiro. O maior prejuízo, nesse sentido, aconteceu com a Libertadores, cujos jogos e fases são tão espaçados que o torcedor até se esquece que ela ainda está sendo realizada. Amanhã, por exemplo, irá recomeçar o Campeonato Brasileiro, depois de duas semanas de paralisação em função dos jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Porém, já no próximo meio de semana, acontecerão jogos pela Libertadores e Sul-Americana, o que leva os clubes a terem de priorizar competições, escalando times descaracterizados nas outras. Na prática, isso é ruim para todos, ou seja, a televisão e seus anunciantes, os clubes e os torcedores. Esse quadro deveria mudar já no próximo ano, pelo bem do futebol. A Copa do Brasil e a Libertadores deveriam se encerrar no primeiro semestre, ficando a Copa Sul-Americana para o segundo, como já ocorreu em anos anteriores. O futebol não pode ser refém dos interesses da televisão. Há que se tentar uma compatibilização dos interesses de todos, mas os clubes e seus torcedores deveriam estar, em primeiro lugar.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Equilíbrio
O equilíbrio foi a tônica no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, hoje, no Maracanã, entre Flamengo e Cruzeiro, que empataram em 1 x 1. O jogo não teve a emoção que seria de se esperar numa partida decisiva. Os lances de gol eram escassos, o ritmo da partida, por vezes, se mostrava enfadonho. Os momentos de maior intensidade ficaram reservados para a parte final do jogo. Aos 30 minutos do segundo tempo, o Flamengo abriu o placar com um gol irregular, pois Lucas Paquetá estava impedido no lance. O gol fez parecer que O Flamengo sairia vencedor do jogo, mas, poucos minutos depois, numa falha do goleiro Tiago, que "bateu roupa", Arrascaeta empatou para o Cruzeiro. Com o resultado de hoje, nada ficou encaminhado para o segundo jogo, pois não houve um vencedor. A decisão da Copa do Brasil está inteiramente em aberto. O fator campo poderá ser um dado em favor do Cruzeiro, já que o jogo será no Mineirão, mas, como se viu no Maracanã, nem sempre ele é decisivo. Flamengo e Cruzeiro se mostraram equivalentes em virtudes e defeitos, e não se pode conceder o favoritismo para nenhum dos lados.
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