quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Cartas marcadas
O julgamento de hoje no TJD da Federação Gaúcha de Futebol escancarou algo que já acontece há muito tempo, ou seja, que a instituição que deveria reger equanimemente a modalidade no Rio Grande do Sul, é um feudo do Inter. Não bastassem os árbitros e seus "erros humanos", que sempre beneficiam o Inter, o TJD é um órgão que julga em desacordo com os fatos, sempre no intuito de impedir que o clube sofra qualquer penalização mais forte. Diante das cenas de selvageria que foram vistas em Veranópolis, protagonizadas por duas torcidas do Inter, a imputação ao clube de uma pena pecuniária de baixo valor, sem perdas de mandos de campo, é um acinte. No âmbito da Federação, a administração do futebol é um jogo de cartas marcadas, que tem o Inter como único beneficiário.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Desempenho preocupante
Como era esperado por todos, o Inter estreou na Copa do Brasil vencendo o Princesa do Solimões, e se classificou para a próxima fase da competição. Porém, mesmo tendo vencido por 2 x 0, o Inter teve um desempenho preocupante, capaz de tirar o sono do seu torcedor. O primeiro tempo ficou no 0 x 0, e o modesto Princesa do Solimões ainda foi prejudicado com a não marcação de um pênalti escandaloso a seu favor. Os gols só saíram no segundo tempo, marcados por jogadores que começaram a partida no banco de reservas, Valdivia e Brenner. O Inter apenas cumpriu com sua obrigação, diante de um adversário que não entrava em campo, oficialmente, desde outubro, e que abriu mão de jogar em casa, transferindo a partida para Cascavel, no interior do Paraná, um reduto de gaúchos, em troca de uma quantia em dinheiro. O clube amazonense mostrou bravura e aplicação em campo, mas o prejuízo causado pela arbitragem quando o jogo ainda estava com o placar em branco, e suas limitações técnicas e físicas, não lhe permitiram melhor sorte. Para o Inter, fica a certeza de que o caminho até que consiga apresentar um futebol convincente será muito longo e penoso.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Decadência
O desempenho do Barcelona na temporada 2016/2017 já não repetia os de anos anteriores, mas a goleada de 4 x 0 sofrida para o Paris Saint Germain, hoje, no Parc de Princes, pela Champions League, parece indicar algo mais que uma simples queda de rendimento. Sensação do futebol mundial nos últimos anos, o Barcelona pode estar em decadência. O trio MSN, Messi, Suarez e Neymar, está produzindo menos. Messi, nos dois últimos anos, perdeu a eleição de melhor jogador do mundo para Cristiano Ronaldo. Neymar não tem conseguido fazer gols. Só Suarez tem mantido a sua regularidade. Alguns jogadores como Busquets e Iniesta acusam o desgaste dos muitos anos de continuidade no time. No futebol, é difícil um time obter um ciclo vitorioso que seja muito longo. Com a atual base de time, o Barcelona, provavelmente, atingiu o seu limite. A partir da próxima temporada, o Barcelona terá que mexer mais na sua fotografia, para tentar retomar sua condição de melhor time do mundo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
A volta da pobreza
Crises políticas geram consequências danosas bem maiores que o simples embate ideológico. Os que mais perdem são os menos favorecidos na pirâmide social. O golpe que destituiu uma presidente legitimamente eleita e colocou no poder um bando de corruptos já está apresentando a sua conta, com a volta da pobreza para 3,6 milhões de brasileiros. Sim, esse contingente de pessoas que haviam sido resgatadas da penúria pelos governos de Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e tido acesso a recursos e confortos que antes lhes eram vedados, retornaram á sua condição anterior. Essa é uma consequência direta da demofobia implantada pelo governo golpista. Um governo ilegítimo, sem compromisso com eleitores, pois não recebeu um único voto. O país está vivendo o maior retrocesso político da sua história. A associação dos interesses do grande capital com a escória política brasileira está destruindo conquistas dos trabalhadores construídas ao longo de décadas. A despolitização e a imbecilidade de amplos setores da classe média brasileira, que saiu às ruas para pedir o golpe, estão levando o Brasil para o abismo. O pior é que essa mesma classe média também será duramente atingida pelas medidas do governo golpista, com perdas de direitos trabalhistas e previdenciários. O mais espantoso é que, ainda assim, esses grupos não manifestem arrependimento pela atitude que tomaram. Será que é por vergonha, ou por que são tão estúpidos que ainda não perceberam o desastre que causaram? As ruas continuam vazias, e não se ouvem panelas sendo batidas. Até quando os apoiadores do impeachment permanecerão em silêncio enquanto são levados para o cadafalso? Está na hora deles voltarem às ruas para se somarem a todos os que querem a restituição da ordem democrática no Brasil.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Pouco futebol
A reabilitação do Grêmio, após duas derrotas, era imprescindível, e ela aconteceu. O Grêmio venceu o Passo Fundo por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho, resultado que o deixou na liderança provisória da competição. No entanto, o Grêmio mostrou pouco futebol. O único gol do jogo aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo. Um golaço de Ramiro. Porém, o Grêmio fez pouco mais do que o gol. O resultado só não foi ameaçado porque o Passo Fundo foi tímido no ataque e, no final do jogo, mostrou falta de preparo físico. Bolanos teve boa atuação, mas o restante do time deixou a desejar. Leonardo Moura apresentou um desempenho pálido. Jailson ainda não demonstrou que pode substituir Walace. Luan, mais uma vez, esteve apagado. Se tem ambição de ganhar títulos em 2017, o Grêmio terá de acrescentar reforços tanto para o time titular como para o banco.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Sem vencer
Não é nada boa a campanha do Inter no Campeonato Gaúcho. O Inter continua sem vencer na competição. Em três jogos foram dois empates e uma derrota. Como agravante, há o fato de que dois desses três jogos foram no Beira-Rio. Hoje, mesmo jogando em casa, o Inter apenas empatou em 1 x 1 com o Caxias. O jogo foi equilibrado, mas quando D'Alessandro fez 1 x 0 aos 29 minutos do segundo tempo parecia que a partida teria o Inter como vencedor. Foi uma falsa impressão. Seis minutos depois, o Caxias empatou o jogo. Daí em diante, mesmo pressionado pelo Inter, o Caxias sustentou o resultado. O Inter segue ocupando o décimo lugar entre doze clubes no campeonato estadual. Nem mesmo os 100% de aproveitamento na Primeira Liga servem para amenizar o mau desempenho na disputa doméstica. O Inter precisa reagir logo, ou o trabalho de remontagem do time, que está somente começando, poderá ser interrompido antes que possa colher seus frutos.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Ousadia
Falta ousadia para os dois maiores clubes do futebol do Rio Grande do Sul. Os torcedores de Grêmio e Inter devem estar com muita inveja de Palmeiras e São Paulo, que acabam de contratar, respectivamente, Borja e Lucas Pratto. Afinal, os dois atacantes dariam uma outra dimensão aos times da dupla Gre-Nal. O argumento de que faltam recursos financeiros para Grêmio e Inter não é convincente, pois se o Palmeiras os tem em abundância, o São Paulo apresenta dificuldades nesse aspecto. O Inter ainda vive a circunstância de ser um um clube que irá disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, o que dificulta a contratação de grandes nomes. Porém, o Grêmio, que irá disputar a Libertadores, tem a obrigação de ser mais audacioso mas suas contratações. Se o São Paulo, que não vai participar da Libertadores, faz uma contratação de vulto como a de Pratto, o Grêmio não pode ser tão tímido como vem se mostrando nas suas aquisições. Se existem limitações financeiras, é preciso ter criatividade para buscar recursos. O Grêmio vendeu um titular, e perdeu outro, temporariamente, por lesão, o que impõe que vá ao mercado. Para quem tem ambição de ganhar a Libertadores, é preciso ousar.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
O pior ainda está por vir
O país assiste, estarrecido, ao caos que se instalou no Espírito Santo, e que já começa a se espalhar por seu vizinho, o Estado do Rio de Janeiro. A greve das polícias civil e militar deixou os capixabas entregues à sanha dos meliantes. As escolas suspenderam as aulas, o comércio fechou suas portas, as ruas ficaram desertas, pois as pessoas não podem sair de casa. O número de mortos pelas ações violentas sem repressão já se aproxima de duas centenas. O cenário dantesco, no entanto, não é fruto do acaso, e o pior ainda está por vir. O Brasil está sofrendo às consequências de escolhas mal feitas pelos eleitores para os governos estaduais, e de um golpe que instalou na administração federal um bando de corruptos. Uma classe média parva deixou-se levar pela sordidez da grande mídia, e começa a pagar uma conta altíssima e muito dolorosa. O mais chocante é que, com o país sendo conduzido para o abismo, não se ouvem mais panelas sendo batidas, nem avenidas são tomadas por manifestantes vestidos com a camisa da Seleção Brasileira. Os que foram as ruas pedir o impeachment de uma presidente legitimamente eleita, estão, agora, quietos, enquanto seus direitos trabalhistas e previdenciários vão sendo suprimidos pela corja que se instalou no poder. Se, como expressa o dito popular, arrependimento matasse, boa parte da população brasileira teria perecido de desgosto por suas escolhas mal feitas. Porém, outra expressão da sabedoria popular afirma que não adianta chorar o leite derramado. As consequências da insensatez dos batedores de panelas só estão começando, e o preço, pago por todos, será muito alto.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Vencer era o mais importante
A derrota para o Novo Hamburgo em pleno Beira-Rio gerou uma instabilidade exagerada no Inter, já que o clube está iniciando um trabalho de remontagem do time, sob a orientação de um novo técnico. No entanto, o resultado é imperioso no futebol. Dessa forma, independentemente de jogar bem ou não, era fundamental para o Inter vencer o Fluminense, hoje, no Beira-Rio, pela Primeira Liga, o que acabou conseguindo. O Inter fez um gol ainda no primeiro tempo, marcado por Charles, e sustentou o placar até o final. Charles, por sinal, confirmou sua condição de nova revelação das categorias inferiores do clube. Enfim, um resultado que veio na hora certa, ainda que contra um time misto do Fluminense. Não importa. Vencer era uma necessidade, e o Inter alcançou o seu objetivo.
Momento preocupante
O ano está apenas começando, mas o Grêmio já vive um momento preocupante. Hoje à tarde, veio a notícia de que Douglas rompeu ligamentos de um joelho, terá que ser operado, e ficará seis meses sem jogar. À noite, jogando com o seu time reserva, o Grêmio perdeu por 2 x 0 para o Flamengo, no Mané Garrincha, pela Primeira Liga. Dado o fato de que o Flamengo jogou com seus titulares, o resultado é até normal, mas entrar em campo com um time reserva foi uma escolha do próprio Grêmio, e muito discutível. Não havia necessidade de o Grêmio poupar um time inteiro e ser representado, também, por uma comissão técnica inteiramente reserva. O desdém para com o jogo resultou numa derrota, a segunda em apenas três partidas oficiais no ano, o que nunca é bom, pois só às vitórias fortalecem o ambiente. Em termos de observação de jogadores, a partida de hoje mostrou Bruno Grassi desembocado e inseguro, Leonardo Moura apagado, confirmou que Bressan é uma calamidade, e teve Bolanos com uma atuação apenas razoável, só para citar alguns nomes. A lesão de Douglas obrigará o Grêmio a ir ao mercado. Dessa vez, não se poderá aceitar o argumento de que o clube não tem dinheiro, usado para justificar as modestas contratações feitas até agora. Será preciso contratar um substituto qualificado para Douglas, e isso irá exigir um alto investimento, ao qual o Grêmio não poderá se negar, sob pena de renunciar a qualquer ambição de título em 2017.
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