domingo, 23 de outubro de 2016
Futebol frustrante
Havia uma enorme expectativa em torno do Gre-Nal de hoje, pelo Campeonato Brasileiro. A evidência disso está no fato de que o recorde de público da história da Arena foi quebrado. Num estádio com capacidade para 55 mil pessoas, mais de 53 mil se fizeram presentes. Porém, o jogo não correspondeu a tamanha mobilização do público. O placar de 0 x 0 foi fiel ao que se viu em campo. Um futebol frustrante, pobre tecnicamente, sem chances claras de gol, enfadonho. O Grêmio escalou o seu time titular, com exceção de Douglas, mas vários jogadores tiveram atuações insuficientes. Walace esteve péssimo, errando passes a todo o momento, o que é extremamente preocupante em se tratando do volante que fica logo á frente dos zagueiros. Luan, como de costume, errou quase todas as jogadas em que tentou obter vantagem sobre seus marcadores. Bolanos, que finalmente teve a chance de jogar na posição em que diz se sentir melhor, teve um desempenho decepcionante. Pedro Rocha, mais uma vez, esteve muito apagado, e já não é possível entender A insistência do técnico Renato em tê-lo como titular. A rigor, os dois únicos destaques do Grêmio foram os zagueiros. Geromel e Kannemann fizeram uma grande partida, com muita raça. O Inter, dentro das suas limitações, conseguiu segurar o Grêmio com uma forte marcação. Nenhum de seus jogadores se destacou na partida, mas coletivamente o time se portou bem. Para o Inter, o empate fora de casa foi bom, ainda mais que a maioria dos resultados paralelos lhe favoreceram na luta para fugir do rebaixamento. Como espetáculo, no entanto, o jogo foi muito fraco. O grande público que esteve na Arena merecia assistir uma partida de melhor qualidade.
sábado, 22 de outubro de 2016
O outro lado do futebol
O futebol dos grandes clubes é sempre associado a jogadores de salários milionários, que fazem seu "pé de meia" para levar uma vida confortável depois de pararem. Porém, nem sempre é assim. Uma reportagem do jornal "Zero Hora", publicada na edição de fim de semana, mostra a atual situação de vida de seis ex-jogadores da dupla Gre-Nal que, hoje, enfrentam dificuldades financeiras depois de terem parado. São eles Caio, China, Almir, Flecha, Cláudio Freitas e Balalo. China ganhou todos os títulos possíveis pelo Grêmio, do estadual ao Mundial de Clubes. Caio foi campeão da Libertadores e do Mundo pelo Grêmio. Balalo foi campeão mundial sub-20 pela Seleção Brasileira da categoria. Flecha chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira. Em comum, todos estão em precária situação financeira, por desperdício de dinheiro ou investimentos mal sucedidos. Ainda que não tenham vivido a fase de fausto financeiro que caracteriza o futebol atual, ganharam um bom dinheiro, mas não souberam planejar o futuro. Hoje, pagam o preço da imprevidência. Porém, não se mostram revoltados. Conscientes de que são os principais responsáveis pela condição em que vivem, mostram-se resignados. Eles reconhecem que as festas e a bebida foram responsáveis, em grande parte, para que tenham chegado á situação presente. Suas histórias mostram que o glamour do futebol é efêmero, e que a vida depois de parar de jogar pode ser muito dura. O outro lado do futebol, longe das manchetes e da badalação da imprensa, pode ser muito difícil para quem não se preparou para ele.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Competição inchada
A Copa Sul-Minas-Rio terá na sua segunda edição, em 2017, a participação de 16 clubes. Entre eles, estará o Brasil de Pelotas. Competição que nasceu como embrião de uma futura liga nacional de clubes, a Copa Sul-Minas-Rio teve em 2016 uma primeira edição razoável, mas sem que se pudesse apostar no seu sucesso a longo. A disputa é curta e em poucas datas, já que os participantes são divididos em grupos. Ainda assim, o número de 16 participantes é excessivo e torna a competição inchada. A inclusão de vários clubes pequenos e médios diminui o nível técnico da competição, o que deverá repercutir negativamente na afluência do público. Com o calendário do futebol brasileiro cada vez mais apertado, a Sul-Minas-Rio, mesmo com poucas datas, terá dificuldades para a sua realização, e, espremida entre outras competições, poderá se mostrar de baixa atratividade. A Sul-Minas-Rio deveria apostar na qualidade dos participantes, não em aumentar sua quantidade.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Prisão tardia
A prisão do deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), ontem efetuada, é mais uma evidência do descalabro jurídico que se instalou no Brasil. Os motivos para prender Cunha são vários, e já existiam, comprovadamente, desde 2015. Portanto, é uma prisão tardia. Porque Cunha permaneceu solto por tanto tempo se os motivos para colocá-lo no cárcere, e as provas correspondentes, já existiam anteriormente? A resposta é óbvia. Cunha ficou solto para levar adiante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os golpistas precisavam de Cunha, como presidente da Câmara dos Deputados, para fazer o serviço sujo. Cumprido esse papel, a prisão de Cunha serve, agora, para que o juiz Sérgio Moro, que a ordenou, demonstre que a Operação Lava-Jato não é seletiva, que ela pune igualmente todos os corruptos, independentemente de sua ideologia ou filiação partidária. Porém, só os muito ingênuos, ou irrecuperavelmente estúpidos, podem se deixar enganar por essa encenação. Prender Cunha também seria um meio, por idênticas razões, de justificar que se fizesse o mesmo procedimento com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ao contrário do que sustenta a imprensa conservadora, que tenta lhe dar a condição de herói, Moro é um mau juiz, que não age de acordo com o interesse público, mas a serviço de um grupo político que, inconformado com as sucessivas derrotas nas urnas, perpetrou um golpe de Estado, depondo, sob alegações inconsistentes, uma presidente legitimamente eleita. A prisão de Cunha era algo que se impunha, e não poderia ter demorado tanto tempo para ocorrer. Se estivéssemos num país em que a Justiça agisse de acordo com o que dela se espera, o próprio Sérgio Moro, por seus atos abusivos é sectários, também deveria ser preso.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Façanha inesperada
Depois de vencer o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, o Inter aprontou outra surpresa. Hoje, no Beira-Rio, jogando com os reservas, ganhou do Santos por 2 x 0, e se classificou para as semifinais da Copa do Brasil. Sem dúvida, foi uma façanha inesperada, contra um adversário que podia se classificar com um empate, e que estava com seu time titular. Nas semifinais, o Inter irá enfrentar o Atlético Mineiro, novamente na condição de zebra, mas, diante do que aconteceu nos seus dois últimos jogos, não se pode duvidar de que seja capaz de contrariar a lógica, mais uma vez. As nuvens negras que ainda rondam o Inter, ameaçado de rebaixamento no Brasileirão, parece que começam a se dissipar.
Classificação sofrida
Ao longo de sua história, o Grêmio caracterizou-se pela dramaticidade que envolve muitos de seus jogos. Hoje, não foi diferente. No empate em 1 x 1 com o Palmeiras, no Allianz Parque, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Grêmio não teve uma grande atuação, chegou a estar atrás no placar, o que lhe eliminaria da competição, mas acabou obtendo uma classificação sofrida. Mais uma vez, o Grêmio sofreu um gol de bola aérea. A eliminação parecia certa, mas a expulsão de Allione, do Palmeiras, aos 19 minutos do segundo tempo, mudou a face do jogo. Logo depois, o Grêmio empatou a partida, e ficou com o domínio do jogo. O Grêmio poderia, inclusive, ter vencido o Palmeiras, pois teve oportunidade para isso em três excelentes contra-ataques, que, no entanto, foram todos desperdiçados, o que é preocupante. O técnico do Grêmio, Renato, disse que irá dar um puxão de orelhas em seus jogadores, pois essas chances não concretizadas poderiam ter custado caro para o clube, resultando numa eliminação. Porém, mesmo com percalços, a classificação para as semifinais da Copa do Brasil foi obtida. Agora, o Grêmio irá enfrentar o Cruzeiro, no confronto dos dois clubes que mais ganharam a competição, com quatro títulos cada um. Será uma disputa emocionante. Se eliminar o Cruzeiro, o Grêmio estará a dois jogos da possibilidade de dar um fim ao seu jejum de títulos. Os próximos dias prometem grandes emoções para o torcedor do Grêmio.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Atitude absurda
Foi noticiado, hoje, que o Grêmio teria decidido jogar o Gre-Nal do próximo domingo com reservas, caso venha a se classificar para as semifinais da Copa do Brasil, amanhã, eliminando o Palmeiras. Se isso se confirmar, será uma atitude absurda e indesculpável. Não é possível que, em nome de um suposto senso prático, se desconheça que, para o torcedor do Grêmio a possibilidade de contribuir para o rebaixamento do Inter para a Segunda Divisão é mais importante do que a conquista de um título. Afora isso, quem garante que, caso se classifique para as semifinais, o Grêmio será campeão da Copa do Brasil? O Gre-Nal de domingo será na Arena, onde, nas duas últimas edições do Brasileirão, o Grêmio goleou o Inter. Afora isso, a esmagadora maioria do público será formada por torcedores do Grêmio. O time titular do Grêmio é claramente superior ao do Inter. O fato de ter de jogar, possivelmente, uma partida pela Copa do Brasil três dias depois não é justificativa para se poupar jogadores. Na verdade, a ideia de colocar reservas no Gre-Nal é uma postura covarde, de quem teme que o seu maior rival inicie uma recuperação nesse jogo. São atitudes como essa que explicam porque o Grêmio vive um enorme jejum de títulos. Campeões não temem nada, nem ninguém.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Campanha violenta
O segundo turno das eleições para prefeito de Porto Alegre tinha tudo para ser insosso, pois os dois candidatos são da mesma vertente ideológica, e seus partidos atuavam coligados na atual administração. Porém o embate entre Nélson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB) tem sido muito tenso. Melo tem feito uma campanha com fortes ataques contra Marchezan Júnior. Nos diversos debates realizados com os candidatos, o clima tem sido muito tenso. Agora, com a morte, provavelmente por suicídio, do coordenador geral de campanha de Melo, Plínio Zalewski, e ataques a sede municipal do PSDB, o nível de belicosidade em torno dos dois candidatos parece muito alto. Poucas vezes se viu um quadro tão desalentador numa eleição, pois nenhum dos candidatos representa uma opção inovadora para a cidade. Uma campanha violenta é apenas o reflexo da deterioração política que o país vive. Com candidatos ruins, de discursos ocos, num clima de disputa marcado pela beligerância, o futuro de Porto Alegre não é nada promissor.
domingo, 16 de outubro de 2016
A saida da zona
O que o Inter tanto queria aconteceu, e, por enquanto, o clube está fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A saída da tão temida região da tabela se deu ao vencer o Flamengo por 2 x 1, de virada, hoje, no Beira-Rio. Depois de um primeiro tempo que terminou empatado em 0 x 0, o Flamengo marcou um gol logo no início do segundo, mas, curiosamente, isso não abateu o Inter que, a partir daí, partiu com ímpeto para buscar a virada, o que acabou conseguindo. Nada está decidido ainda, mas o resultado traz um alento para o Inter, pois, dos adversários que lhe restavam em casa, o Flamengo era o mais difícil. A esperança de escapar do rebaixamento renasceu no Inter.
Agradável surpresa
O torcedor ficou sabendo de última hora que o Grêmio jogaria com o seu time reserva contra o Santos, a fim de poupar os titulares para o jogo decisivo contra o Palmeiras, quarta-feira, pela Copa do Brasil. O que poderia ser considerado uma temeridade acabou se revelando uma agradável surpresa. O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, jogando num estádio onde historicamente tem dificuldades, mesmo quando coloca em campo o que tem de melhor. Everton fez 1 x 0 para o Grêmio logo no início do jogo, mas o time não segurou o resultado por muito tempo, logo sofrendo o gol de empate. A partir daí, no entanto, o jogo foi marcado pelo equilíbrio e pela tentativa incessante dos times em vencer a partida. Everton teve a chance de marcar o gol que colocaria o Grêmio novamente na frente no placar, mas foi individualista e desperdiçou a oportunidade duas vezes no mesmo lance, quando poderia dar a bola para Bolanos, que estava livre na grande área, sem marcação. O resultado, ainda assim, foi bom, o que mantém a confiança do grupo em alta para os difíceis jogos que virão pela frente, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.
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