quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Melhor do que o esperado
A derrota do Inter para o Santos era previsível, mas, da forma como se deu, acabou sendo melhor do que o esperado. O Inter perdeu para o Santos por 2 x 1, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Com um time quase inteiramente reserva, o Inter resistiu ao Santos no primeiro tempo, que terminou empatado em 0 x 0. Logo no início do segundo tempo, o Santos fez dois gols, mas o Inter encontrou forças para descontar e, assim, se vencer o segundo jogo, no Beira-Rio, por 1 x 0, estará classificado para as semifinais. Nada mau para um clube que vive uma das maiores crises de sua história. Ainda que a prioridade absoluta do Inter seja escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, não deixa de ser uma situação alentadora.
Grande jogo
Acima de tudo, foi um grande jogo. Esse é o resumo do que se viu, na noite de hoje, na Arena. O Grêmio venceu o Palmeiras por 2 x 1, pelas quartas de final da Copa do Brasil, numa partida intensamente disputada, que fez jus ao enfrentamento histórico dos dois clubes. Embora o Grêmio tenha chegado a abrir 2 x 0 no placar, o Palmeiras não esmoreceu, descontou logo no início do segundo tempo, e poderia até ter empatado o jogo. O efeito do trabalho do técnico Renato já se faz sentir no Grêmio. O time está mais competitivo e entra na área com frequência, o que não acontecia anteriormente. O fato de marcar dois gols num mesmo jogo também deve ser destacado, pois o Grêmio vinha de um período de grande escassez ofensiva. Ter sofrido um gol preocupa, em função do saldo qualificado e de o segundo jogo ser fora de casa. Porém, a segunda partida com o Palmeiras será só daqui a três semanas. Até lá, os dois clubes irão se dedicar ao Campeonato Brasileiro, e isso poderá ter alguma influência sobre o jogo. Seja como for, o Grêmio ganhou o primeiro jogo, e vai em vantagem para o Allianz Parque. Convenhamos que, para um time que vinha num processo descendente, isso não é pouco.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Onda conservadora
As pesquisas sobre intenções de voto para as eleições municipais, que serão realizadas no próximo domingo, indicam que o Brasil está sendo tomado por uma onda conservadora no campo político. Em várias capitais do país, os candidatos favoritos na eleição para prefeito são de partidos de direita. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, como se isso não bastasse, os candidatos que lideram as pesquisas são evangélicos, o que implica numa visão de mundo carregada de preconceitos e defensora de posturas incompatíveis com uma sociedade pluralista. O primeiro colocado nas pesquisas em Curitiba disse que vomitou ao sentir cheiro de pobre. Em Porto Alegre; cidade que já foi administrada pelo PT por 16 anos consecutivos, o segundo turno poderá ter dois candidatos de direita. Pelo visto, o esforço da grande imprensa em associar a esquerda com a escalada da corrupção e a crise econômica deu resultado. O eleitor brasileiro, historicamente pouco politizado, costuma se deixar envolver por artimanhas midiáticas. O pior é que ele parece não aprender com os erros, remotos e recentes, que cometeu por se portar assim. A imagem de "caçador de marajá", que inflou a candidatura de Fernando Collor de Melo, levou o país a ver o seu primeiro presidente eleito após a redemocratização ser deposto do cargo por um impeachment na metade de seu mandato. Uma campanha em que aparecia como um homem simples e bonachão, levou eleitores incautos a escolher José Ivo Sartori para governador do Rio Grande do Sul, que, em consequência, vive a pior administração de toda a sua história. Será que as medidas desastrosas e carregadas de demofobia do governo federal golpista não bastaram para abrir os olhos do eleitor? Como pode o eleitorado, em sua maioria, escolher a direita, com todo o seu rol de maldades, sua "austeridade" que gera arrocho salarial e contração da economia? A se confirmarem, nas urnas, as tendências das pesquisas, será inevitável lembrar do ditado que expressa que quem corre por gosto não cansa. Depois de consumada uma escolha errada, não adiantará se queixar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
O desespero do rebaixamento
A possibilidade do Inter cair para a Segunda Divisão é cada vez maior. O desespero do rebaixamento iminente já está mostrando a sua face mais sombria. Torcedores fizeram protestos agressivos durante um treino do time, e o diretor executivo de futebol, Newton Drummond, teve sua residência pichada com frases ameaçadoras. São atitudes condenáveis, que não devem ser toleradas, e que só tornam mais tenso o já abalado ambiente do clube. O Inter é um dos cinco clubes brasileiros que nunca foram rebaixados, o que é um motivo especial de orgulho para os seus torcedores, tendo em vista que o seu maior rival, o Grêmio, já caiu duas vezes para a Segunda Divisão. Portanto, é natural que a chance de que isso venha a ocorrer gere grande inquietação nos torcedores do Inter. Nada, no entanto, justifica ações violentas ou de intimidação contra profissionais do clube. Uma situação como a que vive o Inter é potencialmente explosiva, pelas paixões que envolvem o futebol. Por isso mesmo, a imprensa tem de ter muito cuidado na maneira como aborda o assunto. A notícia publicada por um jornal baiano de que o presidente do Grêmio teria pedido ao do Vitória para que lhe ajudasse a rebaixar o Inter, o que já foi desmentido pelo dirigente do clube baiano, é algo que só colabora para exacerbar reações. Ser rebaixado não é uma experiência agradável, mas grandes clubes já a vivenciaram. Se o Inter vier a ser rebaixado, como parece cada vez mais provável, terá de encarar a situação com serenidade. O futebol, como a vida, é feito de altos e baixos, e é preciso enfrentar essas variações sem perder o equilíbrio.
domingo, 25 de setembro de 2016
Afundado na zona de rebaixamento
Não houve surpresa, hoje, no Independência. Todos esperavam que o Atlético Mineiro vencesse o Inter, e isso se confirmou. Alguns previam, até mesmo, uma goleada, o que não aconteceu, mas o Atlético ganhou de forma tranquila, por 3 x 1. Os momentos em que o Inter pareceu crescer no jogo se deveram muito mais a diminuição de ritmo do Atlético Mineiro, que abriu 2 x 0 no placar e acomodou-se, o que lhe proporcionou marcar um gol. Porém, no momento em que voltou a imprimir um ritmo mais forte em campo, o Atlético chegou ao terceiro gol, e ainda poderia ter marcado outros. A situação do Inter no Campeonato Brasileiro, afundado na zona de rebaixamento, é cada vez pior, e nada aponta para uma reversão nesse quadro.
Pequeno progresso
Não foi uma grande apresentação, longe disso, mas o Grêmio venceu a Chapecoense por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, e já mostrou um pequeno progresso. O futebol de troca de passes excessivos dos tempos de Roger Machado vai dando lugar a um estilo mais vertical e objetivo com o novo técnico, Renato. O Grêmio marcou o seu gol cedo, poderia ter ampliado o placar, mas soube manter o resjltado, sem enfrentar maiores sobressaltos. Para um time que não ganhava há sete jogos, e não marcara gols nos últimos quatro, é um avanço. Afora isso, a Chapecoense é uma tradicional "touca" do Grêmio, o que dá um sabor especial ao resultado. Outra consequência positiva foi subir três posições na tabela, indo para o oitavo lugar e mantendo as esperanças de classificação para a Libertadores. Agora, as atenções do Grêmio se voltarão para o jogo de quarta-feira, contra o Palmeiras, na Arena, pela Copa do Brasil. Um jogo dificílimo, mas que poderá ter um resultado favorável se o Grêmio prosseguir na sua mudança de atitude em campo.
sábado, 24 de setembro de 2016
Vantagem situacionista
A eleição para a renovação de metade do Conselho Deliberativo do Grêmio, hoje realizada, teve ampla vantagem situacionista. A chapa 4, representando os atuais detentores do poder no clube, elegeu 81 conselheiros. A chapa 3 elegeu 35 conselheiros, e a 2, outros 34. A chapa 1 não alcançou o índice mínimo de 15% dos votos, e não obteve nenhuma cadeira no Conselho Deliberativo. Fica difícil entender o resultado final dessa eleição. O Grêmio vive um péssimo momento dentro de campo. O clube já está há seis anos sem ganhar nenhum título, e completou 15 anos sem uma conquista de expressão. Em 2016, o Grêmio sequer se classificou para a decisão do Campeonato Gaúcho. Seu presidente, Romildo Bolzan Júnior, só chegou ao cargo por ter sido apadrinhado por seu antecessor, Fábio Koff, figura mítica no clube. A administração de Romildo tem sido um somatório de fracassos. Porém, a maioria dos 6.500 sócios que participaram da eleição, de um total de 30 mil aptos a votar, escolheram a chapa situacionista. Com isso, Romildo Bolzan Júnior se torna o favorito para obter a reeleição no pleito para a escolha do presidente do Grêmio, que se realizará em outubro. Como, a partir de agora, o mandato presidencial no clube será de três anos, Romildo poderá acumular cinco anos consecutivos no cargo. Tendo em vista o que está fazendo no seu primeiro mandato, essa perspectiva se anuncia como desanimadora. Outro fato negativo a envolver a eleição de hoje foi a presença de apenas 2 mil sócios para registrar seu voto. Os outros 4.500 que votaram, o haviam feito pela internet. Comprova-se, assim, uma triste tradição nas eleições em clubes de futebol, no Brasil, que é a baixa participação dos sócios. Os que se omitiram de votar, e aqueles que escolheram a chapa situacionista, não poderão se queixar quando da ocorrência de novos insucessos em campo, pois, por ação ou omissão, terão colaborado para isso.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Fase terrível
O momento de Grêmio e Inter é tão negativo que até em sorteio o resultado é o pior possível. Hoje pela manhã, na definição dos confrontos pelas quartas de final da Copa do Brasil coube a eles adversários muito difíceis. O Inter terá pela frente o Santos, um bom time que se mantém entre os postulantes ao título do Campeonato Brasileiro. O Grêmio, comprovando seu péssimo retrospecto em sorteios da Copa do Brasil, terá de enfrentar o Palmeiras, atual líder do Brasileirão. Para piorar, enquanto seu maior rival irá fazer o segundo jogo contra o Santos no Beira-Rio, o Grêmio começará o confronto com o Palmeiras na Arena, e decidirá sua classificação no Alianz Parque. A tendência é de que Grêmio e Inter sejam eliminados, pois são inferiores aos seus adversários. Porém, caso isso se confirme, as consequências serão bem distintas para cada um. Uma possível eliminação será até benvinda para o Inter, pois lhe permitirá concentrar-se apenas na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Para o Grêmio, uma desclassificação na Copa do Brasil significaria a perda da última chance de obter um título em 2016. O sorteio de hoje apenas deu prosseguimento, fora de campo, a fase terrível que Grêmio e Inter vivem dentro dos gramados.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
O mau futebol de sempre
A classificação do Inter para as quartas de final da Copa do Brasil era, praticamente, uma certeza. Afinal, no primeiro jogo contra o Fortaleza, no Beira-Rio, o Inter havia goleado por 3 x 0. O que se esperava, foi confirmado, mas de uma maneira nada alentadora. O Inter perdeu para o Fortaleza por 1 x 0, hoje, no Castelao, ou seja, a classificação veio com uma derrota. Mais do que isso, o Inter mostrou, no jogo de hoje, o mau futebol de sempre. Com muitas modificações no time, optando por uma maioria de jogadores experientes, o Inter apresentou um futebol constrangedor no primeiro tempo, que poderia ter terminado com um placar mais amplo para o Fortaleza, que fez 1 x 0 logo aos 14 minutos. No segundo tempo, o Fortaleza caiu de produção, o que favoreceu ao Inter para administrar o resultado e confirmar sua classificação. Porém, o mau futebol apresentado, e a derrota para um clube da Terceira Divisão, não permitem que se vislumbrem boas perspectivas para o Inter, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Classificação dramática
Uma atuação horrorosa, um ambiente tenso. Assim pode ser descrito o desempenho do Grêmio e o humor do seu torcedor na derrota por 1 x 0 para o Atlético Paranaense, hoje, na Arena, pela Copa do Brasil. Como consequência, uma classificação dramática nos tiros livres da marca do pênalti. O jogo foi de péssima qualidade técnica. O Grêmio, coletiva e individualmente, jogou muito mal. Marcelo Grohe continua em má fase, e falhou grotescamente no gol do Atlético Paranaense. Edilson, mais uma vez, não foi bem. O meio de campo esteve, todo ele, muito mal. O ataque, novamente, inexistiu. Depois de um festival de cobranças de tiros livres erradas, o Grêmio se classificou para as quartas de final da Copa do Brasil. O Grêmio salvou-se de uma eliminação que seria trágica. O alívio, após tanta tensão, é compreensível, mas o futuro do Grêmio não é promissor. Renato vai ter muito trabalho para colocar o Grêmio nos eixos.
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