terça-feira, 23 de agosto de 2016
Uma convocação pouco inspirada
A primeira convocação do novo técnico da Seleção Brasileira, Tite, era aguardada com muita expectativa. Ontem, finalmente, ela foi conhecida, mas se mostrou uma convocação pouco inspirada. Como entender a insistência com Daniel Alves? Como justificar a chamada de nomes como Giuliano e Taison? Porque Douglas Costa foi esquecido? A primeira convocação de Tite esteve longe de ser brilhante. Ainda que a safra de jogadores não seja da mesma qualidade de outros tempos, Tite poderia ter feito uma convocação melhor. Tomara que, a despeito de alguns equívocos nos nomes convocados, a reconhecida competência de Tite possa prevalecer, e ele comece bem a sua trajetória como técnico da Seleção Brasileira. Não há tempo a perder.
A sorte em meio ao perigo
Pode parecer estranha a afirmação de que o Inter, que vive uma crise terrível, está tendo sorte em meio ao perigo de rebaixamento que ronda o clube no Campeonato Brasileiro. No entanto, a colocação nada tem de absurda. Afinal, como explicar que um clube que não ganha há 14 jogos ainda não tenha ingressado na zona de rebaixamento? Alguém poderia objetar que, se tivesse sorte, o Inter não teria desperdiçado um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo do jogo contra o São Paulo, domingo, no Beira-Rio, que poderia fazer com que vencesse o jogo. Convém não esquecer, entretanto, que o São Paulo ganhava o jogo até os 40 minutos do segundo tempo, resultado que colocava o Inter na zona de rebaixamento. Com o empate, obtido no final do jogo, o Inter permaneceu na mesma posição em que estava, em decimo-quinto lugar, pelos critérios, já que sua pontuação é a mesma do primeiro clube na zona de rebaixamento. O perigo ronda o Inter, mas a entrada no grupo dos que cairão para a Segunda Divisão ainda não aconteceu. Só a sorte explica algo tão inusitado.
Rotina
Um resultado nada surpreendente. A derrota do Grêmio para o Flamengo, no domingo, no Mané Garrincha, foi, apenas, a repetição de uma rotina de maus resultados fora de casa. O Grêmio tem sido um time caseiro. Nos jogos da Arena, tem um excelente aproveitamento. Como visitante, venceu apenas dois jogos, contra Atlético Mineiro e Inter. Com mais essa derrota, e o Corinthians tendo vencido o Vitória, ontem, o Grêmio caiu para o sexto lugar na classificação do Campeonato Brasileiro. Pouco adiantará o Grêmio vencer o Atlético Mineiro, na Arena, no próximo domingo. O time até poderá voltar a ficar entre os quatro primeiros colocados do Brasileirão, mas se tornar a perder muitos pontos nos jogos fora, ficará no efeito ioiô, caindo e subindo na tabela a todo o momento. O técnico do Grêmio, Roger Machado, tem grande responsabilidade nesse quadro. Ele continua a escalar mal, insistindo com jogadores que, comprovadamente, não dão resposta. Lamentavelmente, o Grêmio está, mais uma vez, deixando escapar pelos dedos um campeonato que teria plenas condições de ganhar.
domingo, 21 de agosto de 2016
Sonho realizado
Uma conquista há muito desejada. Um sonho realizado. O Brasil, enfim, conquistou a medalha de ouro no futebol masculino das Olimpíadas. A atuação da Seleção Olímpica Brasileira na decisão contra a Alemanha não foi brilhante, mas o que isso importa? O que interessa é que, agora, não se ouvirá mais a frase "o único título que o futebol brasileiro não conquistou". Não falta mais nenhum titulo de expressão na galeria de conquistas do futebol brasileiro. O melhor de tudo é que essa medalha de ouro tantas vezes adiada foi ganha em casa, diante de um Maracanã lotado, e contra a Alemanha, a algoz do futebol brasileiro na Copa do Mundo de 2014. Está certo que o jogo, no tempo normal e na prorrogação, terminou empatado em 1 x 1, e que a Alemanha chutou duas bolas no travessão. Porém, isso não deslustra a conquista brasileira. Só a torna mais dramática. O título veio numa exasperante série de cobranças de tiros livres da marca do pênalti. Os jogadores brasileiros acertaram todas. O goleiro brasileiro defendeu uma cobrança dos alemães. Uma conquista sofrida, suada, e, por isso mesmo, muito recompensadora. O futebol brasileiro retirou um peso de suas costas, ao ganhar a medalha de ouro, e uma melhora na sua autoestima que poderá lhe conduzir de volta aos seus tempos de glória.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Sem medalha
A Seleção Brasileira de futebol feminino encerrou sua participação nas Olimpíadas sem medalha. A derrota nas semifinais, e a consequente perda da possibilidade de disputar a medalha de ouro, abalaram a equipe, que não conseguiu se refazer para disputar a de bronze. Hoje, deixou o Canadá se impor desde o início do jogo. Chegou a estar perdendo por 2 x 0, descontou, e tentou o empate nos quase quinze minutos que se seguiram até o fim do jogo, mas não teve êxito. O futebol feminino precisa de maior apoio no Brasil. Uma geração está chegando ai fim, com Marta, Formiga e Cristiane. Outros grandes nomes terão de surgir, mas isso só será possível se for criada uma estrutura adequada que, por enquanto, nunca existiu.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
A presença dos mitos do esporte
Entre os tantos aspectos positivos de ser sede de uma competição com a magnitude das Olimpíadas, um representa um privilégio, o de poder desfrutar da presença de mitos do esporte. Os brasileiros estão tendo chance de ver alguns dos maiores nomes do esporte em todos os tempos competindo em seu país. Nomes como Michael Phelps e Usain Bolt vieram ao Brasil e adicionaram novas conquistas aos seus extraordinários currículos esportivos. Em relação à realização das Olimpíadas no Brasil, muitos se perguntam qual será o legado que ficará para o país. Ele será amplo, com certeza, dentro e fora dos estádios. Um dos principais é justamente a presença dos mitos do esporte no país. O Brasil não faz parte do circuito das principais competições esportivas do mundo. Grandes nomes do atletismo, da natação e do tênis, por exemplo, dificilmente se apresentam no pais. As Olimpíadas proporcionaram aos brasileiros a oportunidade de assistir, competindo diante de seus olhos, a nata do esporte mundial. Esse fato poderá, quem sabe, despertar o entusiasmo dos brasileiros por uma variedade maior de modalidades esportivas. Caso isso aconteça, será um grande legado que as Olimpíadas deixarão. Um dos muitos que um acontecimento tão magnifico proporciona a quem tem a honra de lhe sediar.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Um treino de luxo
Foi muito mais fácil do que se esperava. A Seleção Olímpica Brasileira goleou Honduras por 6 x 0, com três gols em cada tempo, e se classificou para a disputa da medalha de ouro no torneio de futebol masculino das Olimpíadas. A facilidade foi tamanha que o jogo pareceu muito mais um treino de luxo. Luan, Gabriel Jesus e Neymar tiveram belas atuações. Weverton fez duas grandes defesas. Agora resta a Alemanha como último adversário a ser superado para que o futebol brasileiro obtenha a sua primeira medalha de ouro olímpica. A lembrança da goleada de 7 x 1 sofrida pela Seleção principal na Copa do Mundo de 2014 é inevitável, mas, dessa vez, o favoritismo brasileiro é evidente, e tem tudo para ser confirmado, acabando com a longa espera pela tão desejada medalha de ouro olímpica, o único feito que resta ser alcançado pelo futebol masculino do país.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
O homem que mudou o futebol
Faleceu hoje, aos 100 anos de idade, o ex-presidente da extinta CBD e da Fifa, João Havelange. Sua trajetória no futebol foi muito marcante. No seu período como presidente da Confederação Brasileira de Desportos - CBD, a Seleção Brasileira ganhou três Copas do Mundo. Em 1974, tornou-se presidente da Fifa, permanecendo no cargo por 24 anos. Como presidente da Fifa, mudou a face do futebol no mundo. Havelange expandiu o futebol para todos os cantos, a ponto de a Fifa, já faz algum tempo, ter mais filiados que a ONU. Outra medida de Havelange foi aumentar o número de participantes e o período de disputa da Copa do Mundo. Se expandiu o futebol pelo mundo, Havelange também foi o responsável por acabar com sua fase romântica, transformando-o num grande negócio. O que era uma trajetória de vida amplamente exitosa foi manchada, nos últimos anos, pela revelação do envolvimento de Havelange em atos de corrupção quando foi presidente da Fifa. O outrora tão poderoso João Havelange, morreu com sua imagem seriamente desacreditada. Ex-integrante do Comitê Olímpico Internacional, não teve nenhum representante da instituição presente em seus funerais. Bajulado por muitos durante anos, terminou sua vida marcado pela condição de corrupto, o que resultou em atitudes como a do Comitê, que não quer associar sua imagem a alguém que estava com uma reputação tão desgastada. Seja como for, Havelange teve uma vida longa e intensa, foi um homem poderoso. Deixou uma marca indelével na história do futebol, tanto no aspecto positivo, como no negativo.
Decepções
Foi um dia de duas grandes decepções para o Brasil nas Olimpíadas. As seleções femininas de futebol e de vôlei sofreram derrotas inesperadas que lhes tiraram do caminho da conquista da medalha de ouro. A seleção de futebol ainda terá a chance de disputar a medalha de bronze, mas a de vôlei está fora das Olimpíadas. Com duas medalhas de prata olímpicas no currículo, o futebol feminino tinha nas Olimpíadas do Rio de Janeiro a sua grande chance de chegar ao ouro. Ganhador da medalha de ouro nas duas últimas Olimpíadas, o vôlei feminino fazia uma campanha impecável, sem nenhum set perdido. Porém, perdeu nas quartas de final, uma fase eliminatória, e encerrou inesperadamente sua participação na competição. Os esportes coletivos eram a grande esperança do Brasil garantir medalhas nas Olimpíadas, e levar o país a melhorar sua posição no quadro de medalhas em relação outras edições da competição. Os resultados de hoje foram uma ducha de água fria nas projeções dos brasileiros. A equipe de handebol feminino, que também tinha boas expectativas de obter medalha, foi igualmente eliminada. No atletismo, num esporte individual, Fabiana Murer, no salto com vara, também fracassou. Mesmo contando com o fator local na atual edição das Olimpíadas, ainda não será dessa vez que o Brasil dará um salto significativo no número de medalhas de ouro conquistadas.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Nova derrota
A série de jogos sem vencer do Inter segue aumentando. Hoje, em Chapecó, o Inter perdeu por 1 x 0 para a Chapecoense. Agora, já são 12 jogos sem vencer, com nove derrotas e três empates. O jogo em Chapecó foi de um baixo nível técnico, com muitos balões e erros de passes. A marcação era intensa por parte dos dois times. O requinte de crueldade para o Inter foi que o gol que o derrotou foi marcado aos 45 minutos do segundo tempo, quando parecia que o empate seria o resultado definitivo. O Inter tentará quebrar a série sem ganhar jogos, no domingo, contra o São Paulo, no Beira-Rio. Será um jogo de desesperados, que fazem campanhas muito ruins. São Paulo e Inter são dois dos cinco clubes brasileiros que nunca foram rebaixados. A possibilidade de queda, no entanto, se robustece a cada dia, principalmente para o Inter. A nova derrota, ocorrida hoje, aumenta e prolonga a crise no Inter. Uma crise que ninguém sabe quando irá acabar.
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