domingo, 22 de maio de 2016

Sorte histórica

As previsões sobre as possibilidades do Inter contra o São Paulo, no Morumbi, não eram nada animadoras. Depois de apenas empatar, no Beira-Rio, com a Chapecoense, na estreia no Campeonato Brasileiro, o Inter foi para São Paulo cercado de descrédito. No entanto, para surpresa geral, venceu por 2 x 1. O Inter abriu o placar no primeiro tempo, e sustentou o resultado de 1 x 0 quase até o final do jogo. Sofreu o gol de empate nos minutos finais da partida, o que abate qualquer time. Porém, a sorte histórica do Inter apareceu mais uma vez, e, logo a seguir, veio o segundo gol. O Inter tem um time fraco, e um técnico limitado, mas, em termos de classificação, está com um bom início na competição, pois conseguiu quatro pontos em seis disputados. Resta saber até onde a sorte irá ajudá-lo.

Vitória inconvincente

Se forem levados em conta apenas os resultados, o Grêmio está tendo um desempenho satisfatório no início do Campeonato Brasileiro. Afinal, estreou empatando, fora de casa, com o atual campeão da competição, o Corinthians, e hoje venceu o Flamengo por 1 x 0, na Arena. Dessa forma, dos seis pontos que disputou, até agora, obteve quatro. Porém, tanto num jogo quanto no outro, a produção do Grêmio deixou muito a desejar. O time não demonstrou nenhuma mudança técnica ou anímica. O Grêmio continua a costurar demais as jogadas com toques excessivos, finaliza muito pouco, alterna a sua produção durante a partida, e mostra-se displicente em vários momentos. Vitória inconvincente é como se pode classificar o que alcançou o Grêmio no jogo de hoje. O torcedor, desconfiado, não foi em número significativo ao estádio. O público foi de apenas 17 mil pessoas, pouco para um jogo entre dois gigantes do futebol brasileiro. O torcedor não é bobo, ele já cansou desse Grêmio que vence partidas, mas não ganha títulos. Conquistar, novamente, a confiança do torcedor no time não será tarefa fácil.

sábado, 21 de maio de 2016

O recuo da raposa golpista

A decisão do presidente interino, Michel Temer, anunciada hoje, de recriar o Ministério da Cultura, que havia sido rebaixado para a condição de uma secretaria, é emblemática do seu modo de agir. O recuo da raposa golpista é típico de um político ardiloso, que não quis comprar briga com a classe artística, pois precisa de respaldo para o seu governo ilegítimo. Temer conta com a grande imprensa como aliada, mas sabe que isso não é o bastante. A repercussão de suas ações iniciais foi péssima, e seu governo enfrenta uma série de protestos espalhados pelo país e exterior. Afora isso, muitos paises estrangeiros não reconheceram o seu governo. O governo Temer está fadado ao fracasso. Ao desistir da extinção do Ministério da Cultura, Temer tenta diminuir a imagem negativa que pesa sobre sua administração, e evitar que a classe artística se torne sua forte opositora. A atitude não será suficiente para isso. Os artistas não vão se curvar pelo fato de o Ministério da Cultura ter sido mantido. O governo Temer não tem futuro. As manifestações contrárias, dentro e fora do país, irão se intensificar, as redes sociais continuarão bombardeando o governo ilegítimo. O golpe será interrompido.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A força das redes sociais

Nesse momento delicado que vive o Brasil, a força das redes sociais tem sido um fator fundamental de defesa da combalida democracia do país. A chamada "grande imprensa" abdicou de praticar algo que seja sequer semelhante ao bom jornalismo. Tornou-se totalmente facciosa e panfletária, insuflando e justificando um ignóbil golpe para destituir uma presidente legitimamente eleita. Não fossem as redes sociais, não se ficaria sabendo dos vários protestos espalhados pelo mundo contra o golpe no Brasil. Os veículos conservadores da imprensa omitem essas informações, enquanto seguem a defender a ideia de que o governo ilegítimo de Michel Temer representa a salvação do país. Não é á toa que inúmeras tentativas de restringir a liberdade na internet tem sido aventadas por setores da direita. A imprensa conservadora insiste em transmitir a impressão de que o novo governo será um êxito. As redes sociais evidenciam que, desde o primeiro dia, ele é um fracasso, interna e externamente. Os tempos são outros. A internet fez a difusão da informação ser muito mais pulverizada. Não há mais uma relação passiva de transmissão das notícias.  Os que apostam na reedição de 1964 vão ter uma grande frustração. O obscurantismo não prosperará.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Triste revelação

Uma pesquisa identificou que 44% dos brasileiros não costumam ler, e que 30% nunca comorou um livro. Sem dúvida, é uma triste revelação, e explica muito do que acontece no país. O desprezo pela leitura impede a formação de uma visão crítica da realidade, e torna os brasileiros presas fáceis para uma imprensa mancomunada com os interesses das classes dominantes. Não é á toa que existam apoiadores das ideias fascistas do deputado federal Jair Bolsonaro  (PSC-RJ). Os que gostariam da volta da ditadura também são resultado da falta de uma apreciação crítica dos fatos. Num país com um índice de leitura tão baixo, a extinção do Ministério da Cultura é uma medida trágica. O Brasil precisa de um grande programa de incentivo á leitura. Enquanto a falta de leitura persistir, o país terá milhões de analfabetos funcionais e imbecis políticos.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Extinção emblemática

A anunciada extinção do Ministério da Cultura, e sua absorção pela pasta da Educação, é emblemática em relação aos propósitos do governo do presidente interino Michel Temer. Num governo que optou pelo obscurantismo de maneira flagrante, acabar com o Ministério da Cultura é bem coerente. Um governo que chega ao poder pela via de um golpe, sem o respaldo das urnas, não pode, mesmo, ter nenhum apreço pela cultura. Para governos como o de Temer, o senso crítico representado pela cultura é uma ameaça constante. Afora isso, fiel ao figurino neoliberal, o governo de Temer prioriza o "pragmatismo" político e econômico, no qual uma área como a cultura é considerada supérflua. A repercussão da extinção do ministério foi extremamente negativa junto á classe artística. Declarações e protestos de artistas surgiram em grande volume. Surpreendido pelo impacto negativo da medida, Temer já cogita a sua revogação. Porém, o estrago já está feito. O governo Temer mal começou e já criou áreas de atrito com vários segmentos da sociedade. Se prosseguir assim, com ações desastradas em pouco tempo, sua duração poderá ser muito breve.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fracasso imediato

O governo do presidente interino Michel Temer conseguiu a façanha de mostrar-se um fracasso imediato. Com menos de duas semanas no poder, avolumam-se os protestos nas ruas, as críticas na imprensa Internacional, o anúncio de vários países de que não reconhecerão o novo governo, as recusas de muitos convidados para ocuparem cargos. Uma série de medidas impopulares estão sendo anunciadas, por parte de um governo que não teve o respaldo das urnas. Os tempos são outros, e a população não se dispõe a aceitar passivamente um golpe. O início do novo governo é tão desastrado que gera a curiosidade de como conseguirá evitar que sua duração seja meteórica. Os protestos do último domingo, durante a exibição de uma entrevista de Michel Temer ao programa "Fantástico", da Rede Globo, deixam evidente que muitos dos que queriam a queda da presidente Dilma Rousseff não desejavam sua simples substituição pelo vice-presidente. Para essas pessoas, a solução seria a realização de novas eleições. Pressionado dentro e fora do país, Michel Temer terá de tirar vários coelhos da cartola para que seu governo não acabe antes que tenha, efetivamente, começado. O apoio servil e lacaio da imprensa conservadora não é o bastante para isso. Será preciso muito mais.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cauby Peixoto

O Brasil perdeu, ontem, o talento de Cauby Peixoto, um dos grandes cantores da história do país. Cauby faleceu aos 85 anos, vítima de uma pneumonia. Cauby foi um personagem único na música brasileira. Dono de um vozeirão, Cauby sempre foi reconhecido por sua excelência como cantor. Ainda que, por vezes, fosse um tanto caricato e mostrasse um certo histrionismo em suas apresentações, nunca lhe faltou o reconhecimento do público e da comunidade artística. Cauby se manteve em atividade até os últimos dias de sua vida, numa carreira de mais de 60 anos. Seu maior sucesso foi "Conceição", gravada em 1956. Viveu o auge de sua trajetória nos anos 50, perdendo espaço com o surgimento da Bossa Nova. No entanto, se não era mais o ídolo popular que provocava histeria nas fãs, Cauby nunca foi esquecido pelo público e pela imprensa. Mesmo cantando sentado, nos últimos anos, devido á saúde frágil, Cauby nunca deixou de se apresentar em shows. Seu estilo é inconfundivel e lhe garantirá um lugar na memória do público.

domingo, 15 de maio de 2016

Fora do reino encantado

Para o senso comum, o empate do Inter com a Chapecoense em 0 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, foi uma surpresa. Não é verdade. Ainda que o Inter seja um clube de porte bem maior que a Chapecoense, e estivesse jogando em casa, o resultado está longe de ser surpreendente. O Inter tem um time fraco e um técnico limitado. No Campeonato Gaúcho, com as peripécias do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, e seus árbitros de "erros humanos", tudo de torna bem mais fácil para o Inter. Apenas uma semana após a conquista do hexacampeonato gaúcho, o Inter saiu de campo, hoje, vaiado por sua torcida. Fora do seu reino encantado, a vida é muito mais dura para o Inter.

O Grêmio continua o mesmo

Olhado de uma forma genérica, o empate do Grêmio em 0 x 0 com o Corinthians, hoje, no estádio do adversário, pelo Campeonato Brasileiro, parece um bom resultado. Afinal, o Grêmio vem de duas eliminações em poucos dias, houve mudanças no seu departamento de futebol e o jogo foi fora de casa. A impressão é enganosa. O Grêmio não apresentou nenhuma mudança na sua produção em campo, e, sendo assim, sinaliza para a continuidade da sua rotina de fracassos. A incapacidade do time de chutar no gol é absolutamente irritante. Os jogadores do Grêmio costuram demasiadamente os lances, e transferem a responsabilidade na hora do chute. Nesse item, por sinal, ninguém supera Giuliano. Ele sempre procrastina a jogada de finalização. Sem evolução dentro de campo, e com reforços contratados ou especulados que não entusiasmam ninguém, o Grêmio mostra que não aprende com os seus erros. Pelo contrário, segue repetindo-os indefinidamente. Portanto, que ninguém se iluda com o aparente bom resultado de hoje. Na prática, o Grêmio continua o mesmo.