terça-feira, 22 de março de 2016

A fala de Obama

Em sua, sem nenhuma dúvida, histórica visita a Cuba, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mostrou, mais uma vez, que o mandonismo está impregnado nas entranhas dos americanos. Numa entrevista concedida enquanto assistia a um jogo de beisebol, Obama falou do seu desejo de uma maior penetração, em Cuba, das ideias e do modo de ser dos americanos, de maneira a que se tornassem preponderantes naquele país. A fala de Obama revela, sem disfarces, a visão imperialista dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo. Porque Cuba, ou qualquer outro país, deveria absorver o modo de ser e de agir dos americanos? Porque as características próprias de cada pais e de seu povo deveriam ser abandonadas em favor do "american way of life"? Obama é um presidente histórico, quanto mais não seja porque é o primeiro negro a ocupar o cargo num país que, até hoje, sofre com o problema do racismo. Sua visita a Cuba também é um fato de enorme relevância. Porém, a declaração que deu durante a entrevista revela que, como todo o americano, Obama age igual ao escorpião da fábula, que crava o seu ferrão porque essa é a sua natureza.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A responsabilidade dos técnicos

O mau momento técnico de dois grandes clubes brasileiros, Palmeiras e Inter, reabre a questão de até onde vai a responsabilidade dos técnicos sobre a produção de um time. Sabidamente, quando os times entram numa sequência de maus resultados, o técnico é o escolhido para ser sacrificado. Porém, muitas vezes, o técnico não dispõe de um grupo de jogadores que possa corresponder às ambições do clube. No caso do Palmeiras, que perdeu os dois jogos que disputou com o seu novo técnico, Cuca, muitos podem se ver tentados a desagravar  o treinador demitido, Marcelo Oliveira. Afinal, a pouca qualidade do grupo de jogadores não lhe permitiria fazer um trabalho melhor. O mesmo raciocínio justificaria a fraca campanha de Argel Fucks no Inter. Não é bem assim. Palmeiras e Inter possuem grupos de jogadores que estão abaixo das suas necessidades, mas isso não absolve o demitido Marcelo Oliveira, nem o ainda empregado Argel Fucks. Se é verdade que Palmeiras e Inter não dispõem de grandes times, no momento, seus técnicos teriam ser capazes de realizar campanhas melhores. Nada justifica que o Inter esteja em quinto lugar no Campeonato Gaúcho. O Palmeiras, durante todo o tempo em que foi treinado por Marcelo Oliveira, jamais mostrou um time com padrão de jogo e um bom trabalho tático. O mesmo acontece com o Inter. A precariedade do grupo de jogadores não pode servir de desculpa, pois clubes de orçamentos bem menores e jogadores muito mais modestos tem conseguido fazer campanhas melhores. Marcelo Oliveira não foi vítima de uma injustiça ao ser dispensado. Argel Fucks, caso venha a perder o emprego, também não estará sofrendo nenhuma injustica. O desempenho do Inter em campo tem sido pífio. Um técnico tem de ser capaz, mesmo dispondo de jogadores com qualidade menor do que ele desejaria, de armar um time bem treinado e competitivo. Marcelo Oliveira não conseguiu isso no Palmeiras, e o mesmo está acontecendo com Argel Fucks. A responsabilidade deles sobre o mau desempenho de seus times não é exclusiva, mas é muito grande.  

domingo, 20 de março de 2016

Mau futebol

Pior que o resultado em si, um empate em 0 x 0, foi o desempenho tanto do Inter quanto do Lajeadense, hoje, na Arena Alviazul. O mau futebol foi a tônica do jogo em todo o seu desenrolar. As chances de gol foram poucas, a emoção, praticamente, esteve ausente do jogo.  O resultado não foi bom para nenhum dos lados, pois o Inter permaneceu em quinto lugar no Campeonato Gaúcho, e o Lajeadense está na zona de rebaixamento. A campanha do Inter preocupa, e mostra que a realização de mudanças é imprescindível. O Inter não está conseguindo se impor diante dos clubes do interior. Se não faz boa campanha numa competição de nível tão modesto como o campeonato estadual, o Inter não terá a menor chance de obter êxito em disputas de maior exigência. A contratação de reforços é imperiosa. O técnico do Inter, Argel Fucks, no entanto, corre o risco de não ter tempo de trabalhar com possíveis novas contratações. Se o Inter continuar sem vencer, e acumulando más atuações, Argel não terá vida longa no clube.

Liderança

O Campeonato Gaúcho tem um novo líder. O Grêmio venceu por 2 x 1 o Ypiranga, no Colosso da Lagoa e, beneficiado por tropeços de São José e Juventude, assumiu a liderança na classificação. Mesmo com a ausência de vários titulares, o Grêmio teve muito boa atuação, empilhando chances de gol durante todo o jogo. Lincoln foi o melhor jogador em campo,  e sua sequência de partidas em alto nível tornará obrigatório que obtenha a condição de titular. Por sinal, o gol de Lincoln, o segundo do Grêmio, foi o grande destaque positivo do jogo, um golaço. O destaque negativo fica por conta do grande número de chances de gol desperdiçadas pelo Grêmio. Num jogo em que já poderia ter terminado o primeiro tempo aplicando uma goleada, o Grêmio permitiu que o Ypiranga descontasse, e correu riscos até o final da partida. Esse comportamento não pode se repetir, pois, em jogos de maior envergadura, poderá ter consequências indesejáveis.

sábado, 19 de março de 2016

A volta da Fórmula 1

Na madrugada de sábado para domingo, será realizado o Grande Prêmio da Austrália, marcando o início do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2016. A volta da Fórmula 1 traz algumas novidades, como uma disputa mais emocionante na definição do grid de largada. A verdade é que a principal categoria do automobilismo mundial está precisando de uma sacudida. A supremacia absoluta da equipe Mercedes, e de seu principal piloto, Lewis Hamilton, tem tornado a Fórmula 1 um tanto tediosa. Para os brasileiros, particularmente, a categoria vem perdendo em interesse, pois Felipe Massa não chegou ao nível que se esperava, e Felipe Nasr ainda é uma promessa. Vale a pena, no entanto, conferir mais um campeonato de Fórmula 1. Mesmo com altos e baixos, sempre será um espetáculo interessante.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Um jogo de cartas marcadas

O golpe espúrio que está sendo perpetrado contra um governo legitimamente eleito torna-se, cada vez mais, sórdido, e evidencia ser um jogo de cartas  marcadas. Depois de uma guerra de liminares que, alternadamente, vetavam ou autorizavam a posse do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, eis que entra em cena o nefando Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Notório opositor do PT, único ministro da atual composição do STF a ter sido indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  Mendes manteve o veto á posse de Lula e determinou que seu julgamento continue nas mãos do juiz Sérgio Moro. O Brasil vive um momento político de total aberração. As conquistas democráticas duramente obtidas estão sendo pisoteadas. Tudo em nome de setores ressentidos da sociedade, que não aceitaram a derrota que sofreram nas urnas. Gilmar Mendes, para quem não lembra, foi o responsável pela extinção da obrigatoriedade de diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista, uma velha aspiração dos proprietários dos meios de comunicação. Em sua justificativa para a decisão, comparou o ofício de jornalista com o de cozinheiro. Foi Mendes, também, que defendeu ardorosamente os interesses do empresário Daniel Dantas no STF. Nas mãos desse calhorda estão os mais altos interesses do país. Pobre Brasil!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Um país em combustão

Ainda não se chegou ao estágio da chamada convulsão social, mas a irresponsabilidade dos promotores da tentativa de golpe já fez com que o Brasil seja um país em combustão. O enfrentamento entre os defensores do governo e da democracia e os arautos do golpismo e do atraso tende a se acirrar cada vez mais, podendo levar a um confronto sangrento.  Os contornos do golpe tornam-se cada vez mais nítidos, mas o fato está longe de se consumar. O Brasil não pode pagar o preço de tamanho retrocesso. As ilegalidades e arbitrariedades praticadas pelos condutores da Operação Lava-Jato não podem persistir. Os incentivadores do golpe já se juĺgam vitoriosos. Não deveriam. O jogo está só começando, e a democracia há de sair vitoriosa.

quarta-feira, 16 de março de 2016

A asquerosa articulação do golpe

O que se viu hoje, no Brasil, foi um ato explícito e espúrio de ataque á democracia. O vazamento de ligações telefônicas grampeadas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, determinado pelo juiz Sérgio Moro, foi um ato torpe de vingança que, a partir da manipulação e distorção dos fatos, perpetrada pela imprensa, ameaça jogar o país num clima de convulsão. A asquerosa articulação do golpe contra um governo legitimamente eleito torna-se mais descarada a cada dia. Nada há no conteúdo das gravações que justifique o alarde feito pela imprensa em torno do fato. Setores reacionários da sociedade, e desavisados que não possuem senso crítico para perceber as intenções malignas da imprensa, saem para as ruas pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff, uma proposta vil que, caso fosse levada a efeito, geraria um retrocesso institucional no país de consequências incalculáveis. Está na hora do governo agir, não permitindo mais que o conluio entre Sérgio Moro e a grande imprensa continue a acua-lo. O vazamento foi um ato gravíssimo e injustificável. Sérgio Moro tem de responder, na Justiça, por sua atitude irresponsável. O Brasil não pode ficar refém dos arroubos de um juiz vaidoso e prepotente. Sérgio Moro é um falso ícone, um ídolo com pés de barro. Esta mais do que na hora de desmascara-lo.

terça-feira, 15 de março de 2016

Sorte

Em sua longa história, o Grêmio, muitas vezes, foi vitimado por terríveis infortúnios. Na noite de hoje, no entanto, foi brindado pela sorte. Num jogo fundamental para os seus objetivos, o Grêmio empatou em 1 x 1 com o San Lorenzo, no Nuevo Gasometro, pela Libertadores. Porém, o resultado esteve longe de ser merecido. O Grêmio saiu perdendo logo aos quatro minutos do primeiro tempo, devido a um pênalti grotesco cometido por Marcelo Oliveira. Após sofrer o gol, o Grêmio teve uma reação forte, em que criou três chances para empatar, mas ela não durou mais do que uns 15 minutos. Depois disso, o San Lorenzo tomou conta do jogo, situação que permaneceu até o final. O gol de empate, marcado por Lincoln, foi o único chute do Grêmio á meta adversária em todo o segundo tempo. Apenas Marcelo Grohe e Geromel atuaram bem. Os demais jogadores estiveram muito mal. Marcelo Grohe, aliás, foi um capitulo á parte. Ele fez, pelo menos, quatro defesas magníficas, que impediram a derrota do Grêmio. O empate manteve o Grêmio em segundo lugar no grupo, e com muito boas chances de classificação para as oitavas de final. Terá, todavia, de melhorar muitíssimo a qualidade do seu futebol. Afinal, nem sempre a sorte irá lhe acompanhar como ocorreu hoje.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Aventura funesta

A tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff, afora ser uma ação golpista, caracteriza uma aventura funesta. Caso Dilma fosse retirada do cargo, o Brasil seria governado pelo vice-presidente Michel Temer, ou, caso toda a chapa fosse impugnada, por um novo mandatário, eleito de forma direta ou, mais remotamente, indireta. Todas essas opções seriam terríveis para o país. Raposa felpuda da política, Temer é um homem de bastidores e de conchavos, não possui atributos para o exercício de um cargo executivo de tamanha magnitude. No caso de uma nova eleição, que levasse ao cargo um nome da oposição, ele estaria diante do desafio de buscar uma recuperação econômica imediata, o que, obviamente, não é possível. Sem qualquer consistência jurídica, a tentativa de impeachment, caso alcançasse o seu objetivo, lançaria o país numa expectativa de soluções mágicas que, inevitavelmente, redundaria em enorme frustração. Um governo não pode ser derrubado por um suposto mau desempenho. Não há nada melhor do que respeitar as regras democráticas, com os governantes cumprindo integralmente os seus mandatos . Só as urnas podem, e devem, escolher os governantes. O melhor para o Brasil é a presidente Dilma Rousseff chegar até o final do seu período de mandato. Os candidatos e partidos que desejam o cargo devem esperar o tempo certo para concorrer a ele, ou seja, em 2018.