quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Reflexão necessária
A eliminação conjunta de Grêmio e Inter nas quartas de final da Copa do Brasil mostra que uma reflexão se faz necessária. Afinal, porque os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul não conseguem mais vencer competições nacionais? O Grêmio tem quatro títulos da Copa do Brasil, mas o último foi ganho há 14 anos. A última vez que conquistou o título do Campeonato Brasileiro foi há 19 anos. O Inter foi campeão da Copa do Brasil uma única vez, 23 anos atrás. Seu jejum de títulos do Brasileirão já soma espantosos 36 anos. Depois que o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado por pontos corridos, alguns cronistas disseram que, com essa fórmula, jamais Grêmio e Inter serão campeões novamente, já que o valor maior das cotas de televisão pagas para Flamengo e Corinthians, por exemplo, tornaria a disputa desigual. Bobagem. O Cruzeiro, que não é um clube do eixo Rio-São Paulo e não ganha cotas de televisão tão polpudas, já foi campeão três vezes no sistema de pontos corridos. A Copa do Brasil é disputada em confrontos eliminatórios, tão ao gosto de uma certa parte da imprensa, mas Grêmio e Inter não tem obtido sucesso nessa disputa. O baixo investimento financeiro do Grêmio em 2015 também não serve como desculpa. Em outros anos, o Grêmio gastou fortunas para montar times fortes, e também fracassou. Por sua vez, o Inter continua gastador, e formando times que, a cada ano, fazem com que ele seja apontado como um dos principais candidatos a ganhar o Brasileirão. Porém, ao final da competição, resta, apenas, a frustração por mais um insucesso. Procurar a razão da secura de títulos nacionais em fatores como o valor das cotas de televisão e arbitragens mal intencionadas é uma forma de "tapar o sol com a peneira". Grêmio e Inter são motivo de orgulho para o Estado. Juntos, somam quatro títulos de Libertadores e dois mundias. No entanto, precisam retomar as conquistas nacionais. Em 2014, os dois maiores clubes de Minas Gerais, Atlético Mineiro e Cruzeiro, fizeram a decisão da Copa do Brasil. Por que Grêmio e Inter não conseguem o mesmo? Buscar a resposta para essa pergunta é uma tarefa inadiável.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Reação infrutífera
O Inter perdeu por 3 x 2 para o Palmeiras, hoje, no Allianz Parque, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Depois de sair perdendo por 2 x 0, o Inter alcançou o empate, resultado que lhe classificaria para as semifinais da competição. Porém, a notável reação foi infrutífera, já que um minuto após o placar chegar ao 2 x 2, o Palmeiras fez o gol da vitória. Mesmo com a derrota, que em verdade era esperada por quase todos, o Inter teve notícias boas durante o jogo. Anderson fez uma boa partida e até marcou um gol. O time mostrou disposição para a luta e não se abateu quando o Palmeiras fez 2 x 0. A derrota digna poderá fazer com que o time ganhe mais confiança para buscar o objetivo que ainda lhe resta no ano, ou seja, alcançar a classificação para a Libertadores pela via do Campeonato Brasileiro. No entanto, a probabilidade disso acontecer é pequena. Para o Inter, ao que tudo indica, já é hora do planejamento para 2016.
Nova frustração
O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Fluminense, hoje, na Arena, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Como o primeiro jogo, no Maracanã, terminou com um empate em 0 x 0, o Grêmio foi eliminado da competição, pelo saldo qualificado. Com isso, o Grêmio soma uma nova frustração a um rol que parece interminável. Em junho de 2016, o Grêmio completará 15 anos sem ganhar um título de expressão. No jogo de hoje, a exemplo do que havia ocorrido na derrota para o São Paulo, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, o Grêmio foi neutralizado pelo Fluminense, que se impôs taticamente e anulou seus jogadores de criação. Giuliano não repetiu sua grande atuação contra o Avaí, Douglas esteve muito apagado, e Luan foi um dos piores jogadores em campo. Afora isso, Pedro Rocha, cuja volta ao time era defendida por muitos, teve um desempenho muito pálido. Fernandinho e Máxi Rodriguez, que entraram durante o jogo, deram uma outra dinâmica para o time e, no caso do uruguaio, ele poderia ter sido colocado no time bem antes. Agora, resta ao Grêmio, até o final do ano, se dedicar ao Brasileirão, onde já quase garantiu a classificação para a Libertadores. No entanto, o título está muito difícil e, assim, o torcedor terá de continuar enfrentando um jejum que se prolonga de forma exasperante.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
A hediondez do racismo
O racismo é uma hediondez, uma demonstração do quanto o ser humano pode ser baixo e vil. Em qualquer lugar onde se manifeste, é intolerável. Porém, num país mestiço como o Brasil, o comportamento racista é, também, patético. Mais espantoso, ainda, é quando ele se manifesta na Bahia, um Estado de uma população negra tão numerosa. Na noite de hoje, num shopping center de Salvador, uma mulher saiu escoltada por policiais militares, enquanto pessoas gritavam "racista", dirigindo-se a ela. A mulher havia se negado a ser atendida por um funcionário negro, em uma loja, e os dois chegaram a ter uma discussão. Como é possível algo assim, ainda, nos dias de hoje? Por que essa postura discriminatória continua tão arraigada em alguns setores da sociedade? Por mais que se faça na tentativa de combatê-lo, o racismo persiste na sociedade brasileira. O pior é que essa mulher, cujo nome não foi divulgado pela imprensa, não deverá sofre nenhuma punição pelo seu ato repugnante. No máximo, em caso de condenação, provavelmente, teria de doar cestas básicas para instituições carentes, ou prestar serviços comunitários. O Brasil continua a propagar a ideia de que é um país de um povo acolhedor e sem preconceitos, e, enquanto isso, o racismo continua a corroer as sua entranhas. O país precisa deflagrar uma cruzada contra o racismo. Essa chaga social não pode persistir.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
A rescisão de Ronaldinho
Foi anunciada, hoje, a rescisão do contrato de Ronaldinho com o Fluminense. Conforme o clube, houve um acordo amigável entre as partes. A passagem de Ronaldinho pelo Fluminense durou apenas três meses, período no qual jogou nove partidas e não marcou nenhum gol. O entusiasmo inicial dos torcedores por sua contratação logo se dissipou. Na nota em que comunica o desligamento do jogador, o Fluminense disse que os objetivos da contratação, como o retorno de marketing, aumento de arrecadação em bilheteria, na venda de camisas do clube, e no número de sócios, foram alcançados, mas é claro que se tratou de uma iniciativa fracassada. Na verdade, Ronaldinho deixou de ser um jogador, na acepção da palavra, há algum tempo. Aos 35 anos, e com sua vida financeira resolvida, poderia se aposentar, e se dedicar inteiramente aos prazeres mundanos que tanto aprecia. No entanto, Ronaldinho se deixa conduzir por seu irmão e empresário, Assis, que, ganancioso e de olho em polpudos contratos, pretende esticar sua carreira o máximo possível. Para um jogador que, por duas vezes, recebeu o prêmio de melhor do mundo, é um final de carreira melancólico. Como tantos outros grandes jogadores, Ronaldinho não está sabendo o momento de parar.
domingo, 27 de setembro de 2015
Realidade sombria
O Inter perdeu por 3 x 1 para o Santos, de virada, na Vila Belmiro, hoje, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo saindo na frente no placar, o Inter não teve forças para sustentar o resultado, e acabou colhendo uma derrota que era esperada por quase todos. Mesmo que isso não tenha sido declarado oficialmente, ficou claro que o Inter priorizou a Copa do Brasil, em detrimento do Brasileirão, pois apenas quatro titulares entraram em campo hoje. Assim, o que já era naturalmente difícil, obter uma vitória contra o Santos na casa do adversário, se tornou, praticamente, inviável. Valdívia foi incansável na tentativa de levar o Inter a um resultado melhor. Afora marcar o gol do time, numa cobrança de pênalti, foi dele a única outra chance do Inter em toda a partida. Porém, um só jogador, por melhor e esforçado que seja, não pode levar um time inteiro nas costas. Não houve margem para contestações. Até o vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, admitiu que a vitória do Santos foi justa. O clube vive uma realidade sombria, e, agora, buscará reunir todas as suas forças para tentar se classificar para as semifinais da Copa do Brasil, jogando contra o Palmeiras, quarta-feira, no Allianz Parque. Depois do que se observou no primeiro jogo, no Beira-Rio, é pouco provável que o Inter obtenha êxito na sua intenção, mas só lhe resta lutar até as últimas forças para tentar alcançá-la, pois, caso contrário, nada mais lhe restará para almejar até o final de 2015.
sábado, 26 de setembro de 2015
Sem espaço para a surpresa
O Grêmio venceu o Avaí por 3 x 1, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um jogo sem espaço para a surpresa. O Grêmio precisava ganhar, e cumpriu com o seu dever. Afinal, jogava em casa, e o seu adversário luta, apenas, para não ser rebaixado. Douglas foi poupado, e, na sua ausência, o Grêmio procurou compensar a falta de um armador fazendo uma intensa movimentação do meio para a frente. Deu certo, e o Grêmio abriu 2 x 0 no placar ainda cedo, com dois gols de Giuliano. Logo após o segundo gol, o Grêmio arrefeceu o seu ímpeto, e o Avaí tomou a providência de fazer uma marcação alta. Os dois fatores combinados fizeram com que o Avaí pressionasse o Grêmio, gerando insatisfação no técnico Róger Machado. O primeiro tempo, no entanto, terminou sem que mais gols fossem marcados. Na volta do intervalo, o panorama não se alterou, e o Avaí conseguiu marcar o seu gol, com André Lima. Porém, antes que o Avaí pudesse empatar e complicar o jogo, Máxi Rodriguez, que havia entrado um pouco antes, marcou um golaço, e resolveu a partida. Agora, o Grêmio terá o domingo para secar Corinthians e Atlético Mineiro, visando uma diminuição da diferença de pontos em relação a eles. A conquista do título do Brasileirão está difícil, mas não é impossível. Mesmo que alguns não gostem, o Grêmio tem todo o direito de continuar sonhando.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Negócio fechado
Depois de muitas reuniões, que se arrastaram por meses, a compra da Arena pelo Grêmio é um negócio que está fechado. O anúncio oficial deverá ocorrer nos próximos dias, mas o desfecho se deu hoje, não há mais volta..Os torcedores do Grêmio não terão mais de suportar os rivais dizerem que o clube "não tem estádio", embora, é claro, isso seja puro despeito de quem inveja a Arena, com toda a sua beleza e estrutura. Na verdade, a Arena sempre foi do Grêmio, na medida em que ela existe para que o clube ali realize os seus jogos. Porém, o que mudará substancialmente será a arrecadação de receitas. A partir do momento em que se tornar, efetivamente, o proprietário da Arena, o Grêmio ficará com a renda dos jogos para si, o que não ocorre hoje. Afora isso, uma nova e agressiva campanha para a captação de associados será lançada, já que o torcedor se sentirá muito mais animado com a nova realidade. O Grêmio pagará à OAS pela compra do estádio em condições muito favoráveis. Um novo tempo se anuncia no horizonte do Grêmio. As perspectivas para o futuro imediato do clube começam a se tornar muito promissoras. Depois de longos anos de frustrações, o torcedor do Grêmio, enfim, é brindado com bons resultados em campo, e com notícias estimulantes fora dele.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
O cerne da questão
Diante da crise econômica que o Brasil atravessa, os arautos da "sociedade de mercado" voltam a colocar as suas manguinhas de fora, e a defender que a solução paras todos os males do país é o estado mínimo. Conforme eles, é preciso diminuir a "máquina estatal", cortar despesas públicas, não gastar mais do que se arrecada, realizar "reformas estruturais". Para esses estadocidas e demofóbicos, todos os males econômicos brasileiros tem origem no "excesso de gastos públicos". Por entenderem que não existe "almoço grátis", querem reduzir a lógica da ação do Estado à de uma empresa privada. Aí é que está o cerne da questão que envolve esse embate ideológico. Os neoliberais não aceitam a vinculação de receitas a despesas, ou seja, que haja uma porcentagem determinada de recursos do orçamento destinada para áreas como saúde, educação e segurança. No seu entendimento, os gastos não podem ser obrigatórios, tem de estar condicionados aos recursos existentes. Esse princípio, no entanto, é muito lógico se aplicado numa empresa, não num governo, por um aspecto que faz toda a diferença. Na iniciativa privada, visa-se, prioritariamente, o lucro. Se ele não estiver sendo alcançado, o empresário toma uma série de medidas, incluindo a demissão de pessoal, com todas as suas cruéis consequências, para que ele seja obtido. Afinal, quem abre qualquer empreendimento busca obter a prosperidade material. Com os governos não é assim. Eles não tem a obrigação de fechar suas contas no azul. Suas elevados deveres para com a população impedem que neles se aplique a lógica privatista. A saúde, a educação, a segurança, a previdência social, são deveres inalienáveis do Estado para com o povo. O Estado mínimo é um crime que se pratica contra os mais frágeis para que se perpetuem os privilégios dos poderosos. Estado e lucro são como água e azeite, imiscíveis.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Empate amargo
O Inter empatou em 1 x 1 com o Palmeiras, hoje, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Foi um empate de sabor amargo para o Inter, pois como decidirá a classificação fora de casa, era essencial vencer em seu estádio, e não ser vazado, devido ao saldo qualificado que dá valor dobrado aos gols marcados pelos visitantes. Porém, o resultado até saiu barato para o Inter. O Palmeiras jogou melhor a partida inteira, e poderia ter saído na frente no placar, se Alisson não tivesse defendido um pênalti cobrado por Lucas Barrios. O mesmo jogador perdeu um gol feito quando estava sozinho diante de Alisson. Foi o Inter que abriu o placar, com um chute de fora da área de Alex, uma das especialidades desse jogador. Porém, seria muito injusto o Palmeiras sair derrotado de campo, depois de ter sido superior ao Inter durante todo o jogo. Rafael Marques, que entrou no segundo tempo, marcou o gol de empate, restituindo um mínimo de justiça à partida. A torcida do Inter, frustrada, vaiou o time após o término do jogo. O Palmeiras conseguiu carregar uma boa vantagem para o segundo jogo, no Allianz Parque. Diante do que jogou hoje, e por decidir em casa, o Palmeiras tem tudo para seguir adiante na competição.
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