domingo, 27 de setembro de 2015
Realidade sombria
O Inter perdeu por 3 x 1 para o Santos, de virada, na Vila Belmiro, hoje, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo saindo na frente no placar, o Inter não teve forças para sustentar o resultado, e acabou colhendo uma derrota que era esperada por quase todos. Mesmo que isso não tenha sido declarado oficialmente, ficou claro que o Inter priorizou a Copa do Brasil, em detrimento do Brasileirão, pois apenas quatro titulares entraram em campo hoje. Assim, o que já era naturalmente difícil, obter uma vitória contra o Santos na casa do adversário, se tornou, praticamente, inviável. Valdívia foi incansável na tentativa de levar o Inter a um resultado melhor. Afora marcar o gol do time, numa cobrança de pênalti, foi dele a única outra chance do Inter em toda a partida. Porém, um só jogador, por melhor e esforçado que seja, não pode levar um time inteiro nas costas. Não houve margem para contestações. Até o vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, admitiu que a vitória do Santos foi justa. O clube vive uma realidade sombria, e, agora, buscará reunir todas as suas forças para tentar se classificar para as semifinais da Copa do Brasil, jogando contra o Palmeiras, quarta-feira, no Allianz Parque. Depois do que se observou no primeiro jogo, no Beira-Rio, é pouco provável que o Inter obtenha êxito na sua intenção, mas só lhe resta lutar até as últimas forças para tentar alcançá-la, pois, caso contrário, nada mais lhe restará para almejar até o final de 2015.
sábado, 26 de setembro de 2015
Sem espaço para a surpresa
O Grêmio venceu o Avaí por 3 x 1, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um jogo sem espaço para a surpresa. O Grêmio precisava ganhar, e cumpriu com o seu dever. Afinal, jogava em casa, e o seu adversário luta, apenas, para não ser rebaixado. Douglas foi poupado, e, na sua ausência, o Grêmio procurou compensar a falta de um armador fazendo uma intensa movimentação do meio para a frente. Deu certo, e o Grêmio abriu 2 x 0 no placar ainda cedo, com dois gols de Giuliano. Logo após o segundo gol, o Grêmio arrefeceu o seu ímpeto, e o Avaí tomou a providência de fazer uma marcação alta. Os dois fatores combinados fizeram com que o Avaí pressionasse o Grêmio, gerando insatisfação no técnico Róger Machado. O primeiro tempo, no entanto, terminou sem que mais gols fossem marcados. Na volta do intervalo, o panorama não se alterou, e o Avaí conseguiu marcar o seu gol, com André Lima. Porém, antes que o Avaí pudesse empatar e complicar o jogo, Máxi Rodriguez, que havia entrado um pouco antes, marcou um golaço, e resolveu a partida. Agora, o Grêmio terá o domingo para secar Corinthians e Atlético Mineiro, visando uma diminuição da diferença de pontos em relação a eles. A conquista do título do Brasileirão está difícil, mas não é impossível. Mesmo que alguns não gostem, o Grêmio tem todo o direito de continuar sonhando.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Negócio fechado
Depois de muitas reuniões, que se arrastaram por meses, a compra da Arena pelo Grêmio é um negócio que está fechado. O anúncio oficial deverá ocorrer nos próximos dias, mas o desfecho se deu hoje, não há mais volta..Os torcedores do Grêmio não terão mais de suportar os rivais dizerem que o clube "não tem estádio", embora, é claro, isso seja puro despeito de quem inveja a Arena, com toda a sua beleza e estrutura. Na verdade, a Arena sempre foi do Grêmio, na medida em que ela existe para que o clube ali realize os seus jogos. Porém, o que mudará substancialmente será a arrecadação de receitas. A partir do momento em que se tornar, efetivamente, o proprietário da Arena, o Grêmio ficará com a renda dos jogos para si, o que não ocorre hoje. Afora isso, uma nova e agressiva campanha para a captação de associados será lançada, já que o torcedor se sentirá muito mais animado com a nova realidade. O Grêmio pagará à OAS pela compra do estádio em condições muito favoráveis. Um novo tempo se anuncia no horizonte do Grêmio. As perspectivas para o futuro imediato do clube começam a se tornar muito promissoras. Depois de longos anos de frustrações, o torcedor do Grêmio, enfim, é brindado com bons resultados em campo, e com notícias estimulantes fora dele.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
O cerne da questão
Diante da crise econômica que o Brasil atravessa, os arautos da "sociedade de mercado" voltam a colocar as suas manguinhas de fora, e a defender que a solução paras todos os males do país é o estado mínimo. Conforme eles, é preciso diminuir a "máquina estatal", cortar despesas públicas, não gastar mais do que se arrecada, realizar "reformas estruturais". Para esses estadocidas e demofóbicos, todos os males econômicos brasileiros tem origem no "excesso de gastos públicos". Por entenderem que não existe "almoço grátis", querem reduzir a lógica da ação do Estado à de uma empresa privada. Aí é que está o cerne da questão que envolve esse embate ideológico. Os neoliberais não aceitam a vinculação de receitas a despesas, ou seja, que haja uma porcentagem determinada de recursos do orçamento destinada para áreas como saúde, educação e segurança. No seu entendimento, os gastos não podem ser obrigatórios, tem de estar condicionados aos recursos existentes. Esse princípio, no entanto, é muito lógico se aplicado numa empresa, não num governo, por um aspecto que faz toda a diferença. Na iniciativa privada, visa-se, prioritariamente, o lucro. Se ele não estiver sendo alcançado, o empresário toma uma série de medidas, incluindo a demissão de pessoal, com todas as suas cruéis consequências, para que ele seja obtido. Afinal, quem abre qualquer empreendimento busca obter a prosperidade material. Com os governos não é assim. Eles não tem a obrigação de fechar suas contas no azul. Suas elevados deveres para com a população impedem que neles se aplique a lógica privatista. A saúde, a educação, a segurança, a previdência social, são deveres inalienáveis do Estado para com o povo. O Estado mínimo é um crime que se pratica contra os mais frágeis para que se perpetuem os privilégios dos poderosos. Estado e lucro são como água e azeite, imiscíveis.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Empate amargo
O Inter empatou em 1 x 1 com o Palmeiras, hoje, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Foi um empate de sabor amargo para o Inter, pois como decidirá a classificação fora de casa, era essencial vencer em seu estádio, e não ser vazado, devido ao saldo qualificado que dá valor dobrado aos gols marcados pelos visitantes. Porém, o resultado até saiu barato para o Inter. O Palmeiras jogou melhor a partida inteira, e poderia ter saído na frente no placar, se Alisson não tivesse defendido um pênalti cobrado por Lucas Barrios. O mesmo jogador perdeu um gol feito quando estava sozinho diante de Alisson. Foi o Inter que abriu o placar, com um chute de fora da área de Alex, uma das especialidades desse jogador. Porém, seria muito injusto o Palmeiras sair derrotado de campo, depois de ter sido superior ao Inter durante todo o jogo. Rafael Marques, que entrou no segundo tempo, marcou o gol de empate, restituindo um mínimo de justiça à partida. A torcida do Inter, frustrada, vaiou o time após o término do jogo. O Palmeiras conseguiu carregar uma boa vantagem para o segundo jogo, no Allianz Parque. Diante do que jogou hoje, e por decidir em casa, o Palmeiras tem tudo para seguir adiante na competição.
Bom resultado
O Grêmio empatou em 0 x 0 com o Fluminense, hoje, no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Não foi um jogo de boa qualidade. Os dois times mostraram pouco poder ofensivo, e a partida teve pouca emoção. Bobô saiu jogando, mas teve uma atuação discreta. Douglas e Luan, de bons desempenhos nos últimos jogos, estiveram apagados. Fernandinho, que dessa vez entrou como arma de segundo tempo, não conseguiu dar uma contribuição mais efetiva. O Fluminense, pressionado pelos maus resultados em sequência, e jogando para um Maracanã com pouco público, não encontrou forças para alcançar uma vitória. Para o Grêmio, foi um bom resultado, mesmo que qualquer empate com gols no segundo jogo classifique o Fluminense. Afinal, o Grêmio decidirá em casa, e, ao contrário do que aconteceu hoje, a Arena deverá receber um grande público. Uma vitória, é claro, seria bem melhor, mas a classificação do Grêmio para as semifinais ficou bem encaminhada.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Feito extraordinário
Fazer cinco gols num jogo já é, por si só, um fato digno de nota. O que dizer então, de marcá-los num espaço de apenas nove minutos? Foi o que aconteceu, hoje, com o atacante Lewandowski, do Bayern de Munique, na goleada de 5 x 1, sobre o Wolfsburg, na Allianz Arena, pelo Campeonato Alemão. Lewandowski começou o jogo no banco de reservas. O primeiro tempo terminou com a vitória parcial do Wolfsburg por 1 x 0. Na volta do intervalo, Lewandowski entrou no time, em substituição a Thiago Alcântara. Foi aí que começou uma façanha das maiores na história do futebol. Entre os 5 e os 14 minutos do segundo tempo, Lewandowski marcou cinco gols, e só não o fez o sexto porque um jogador do Wolfsburg salvou a bola em cima da linha. O feito extraordinário de Lewandowski é ainda mais significativo por ter sido sobre um adversário de boa expressão, que é o atual vice-campeão alemão, e que ganhava o jogo até a sua entrada em campo. Lewandowski não é um craque, mas o que ele fez hoje coloca o seu nome de forma destacada na história do mais popular dos esportes.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Retrocesso
A grande ameaça que paira sobre o Brasil, no momento, é a de um retrocesso político e institucional. Movidos por um ódio irracional, políticos mal intencionados insuflam os incautos com a ideia do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por não assimilarem uma derrota legítima nas urnas, querem interromper um mandato de quatro anos antes que complete o primeiro. O mais incrível é que essas ideias prosseguem mesmo que orgãos representativos da imprensa do exterior, como o jornal "The New York Times", por exemplo, destaquem que não existe nenhuma razão concreta para o impeachment de Dilma Rousseff, e que uma continuidade democrática de 30 anos não deve ser quebrada. Os que se deixam levar pelas insidiosas campanhas para derrubar Dilma Rousseff não devem ter parado para pensar no que aconteceria caso sua pretensão se concretizasse. Acaso imaginam que bastaria a troca de governo para que todos os problemas do país se resolvessem de imediato? Não é possível que tenham uma visão tão ingênua da realidade. Os que postulam a ideia de chegar ao poder pela via do golpe deveriam refletir que nada poderia ser pior do que ter que corresponder à expectativa de resolver problemas de forma mágica. Obviamente, isso não seria alcançado, o que geraria enorme frustração social, com consequências danosas. Para aqueles que acham que basta tirar Dilma Rousseff e o PT do poder que tudo se resolverá, há um exemplo concreto e prático do que ocorreria se o governo, repentinamente, trocasse de mãos. Observe-se o que acontece no Rio Grande do Sul. Levado pelo mesmo tipo de campanha antipetista feita no plano federal, o eleitor colocou no cargo de governador um defensor das ideias neoliberais de "austeridade". O panorama resultante dessa escolha, em menos de um ano de governo, é simplesmente caótico. Funcionários públicos com salários parcelados, educação e saúde sucateadas, falta de segurança absoluta, com a população indefesa diante da criminalidade. Um dia, as pessoas irão perceber que a direita não é a solução para nenhum problema. Afinal, ela, em si, é o problema. Essas afirmações não são minhas, nem inéditas, você já deve tê-las visto anteriormente. Pois, então, acredite, não são frases de efeito, de mero exercício retórico. Constituem uma grande verdade. O que o Brasil precisa é de continuidade democrática e solidez institucional. Como expressa o ditado, no andar da carruagem, as melancias se acomodam. Mudar as regras com o jogo andando, como o Brasil já fez tantas vezes no passado, é próprio de uma república das bananas. O Brasil não cabe mais nesse figurino.
domingo, 20 de setembro de 2015
Alternâncias
A cada rodada do Campeonato Brasileiro, ocorrem alternâncias na tabela. Os que acham que a vitória de Corinthians, hoje, sobre o Santos, definiu o ganhador do título se esquecem de que, na rodada anterior, ele foi derrotado pelo Inter. Assim, o fato de um clube alargar uma vantagem hoje pouco significa, pois ela poderá encolher logo adiante. Claro que, à medida em que o número de jogos a serem realizados diminui, uma reversão fica mais difícil, mas o título do Brasileirão ainda está em aberto. A vantagem atual do Corinthians em relação ao Atlético Mineiro, de cinco pontos, é confortável, mas não definitiva. O Grêmio, cuja desvantagem para o clube mineiro aumentou para quatro pontos, também não deve jogar a toalha. Convém lembrar que o Corinthians ainda irá jogar em Belo Horizonte centra o Atlético Mineiro, que, por sua vez, terá de enfrentar o Grêmio na Arena. Caso os mandantes desses jogos façam prevalecer o seu favoritismo, e dependendo do que vier a acontecer nas outras partidas que farão, o campeonato ainda ficará mais embolado, e a definição do título se dará por uma pequena margem de pontos. Por outro lado, os tropeços de Flamengo e São Paulo nas duas últimas rodadas, dão a entender que a única posição da zona de classificação para a Libertadores ainda em disputa é a quarta, atualmente ocupada pelo Palmeiras. Pela distância que abriram dos demais, Corinthians, Atlético Mineiro e Grêmio deverão apenas brigar entre si para definir suas colocações, mas serão os três primeiros na classificação final.
sábado, 19 de setembro de 2015
A euforia durou pouco
O Inter empatou em 1 x 1 com o Figueirense, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Depois da vitória sobre o Corinthians, quebrando uma invencibilidade de 17 jogos do adversário, clube e torcida foram tomados por um grande entusiasmo. Havia quem já imaginasse uma entrada na zona de classificação para a Libertadores. A euforia, no entanto, durou pouco. Apenas três dias. Ao não passar de um empate com o modesto Figueirense, integrante da zona de rebaixamento do Brasileirão e que veio para o jogo com um técnico interino, o Inter voltou para a realidade. Como as opiniões flutuam de acordo com os resultados, cronistas que previam um futuro imediato promissor para o Inter, teceram comentários carregados de desalento após o tropeço de hoje, e distribuíram críticas ao técnico Argel Fucks, até então elogiado. Agora, as chances do Inter na competição se reduziram bastante, o que deverá levar o clube a priorizar a Copa do Brasil. Porém, caso não tenha êxito nessa disputa, restará ao Inter um final de ano antecipado e melancólico. Fora do reino encantado do Gauchão, tudo é mais difícil.
Assinar:
Postagens (Atom)