domingo, 19 de julho de 2015

Dia Nacional do Futebol

Hoje é o Dia Nacional do Futebol. A data comemorativa foi instituída nos anos 70 pela então CBD, atual, CBF, em reconhecimento à condição de clube de futebol mais antigo do Brasil ostentada pelo Sport Club Rio Grande, de Rio Grande (RS), fundado em 19 de julho de 1900. A homenagem pôs fim a qualquer dúvida que ainda persistisse sobre qual é o clube mais antigo do país, já que a Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas (SP), fundada em 11 de agosto do mesmo ano, reivindica para si essa condição. Por desinformação ou má fé, o clube paulista insiste em propagar um pioneirismo que não possui. O Rio Grande segue em atividade, tendo disputado, em 2015, a Segunda Divisão estadual. Por sinal, o clube completa, hoje, 115 anos, uma linda marca. Não poderia ser mais honrosa para o Rio Grande a escolha da data de sua fundação para comemorar o Dia Nacional do Futebol, num país tão apaixonado por esse esporte e que é o maior vencedor de Copas do Mundo. O dia de hoje é para ser festejado por todos os que amam o futebol brasileiro, mas, também, deve ensejar reflexões sobre os motivos de ele viver um momento de baixa, e de quais as soluções a serem buscadas com o objetivo de fazê-lo retornar aos seus melhores dias.

sábado, 18 de julho de 2015

Falhas gritantes

O Inter venceu o Goiás por 2 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Afora a extrema fragilidade do Goiás, que luta apenas para não ser rebaixado, o Inter contou com duas falhas gritantes do goleiro Renan para chegar á vitória. Historicamente, o Inter é um clube incrivelmente beneficiado pela sorte, mas em 2015 todos os recordes nesse sentido estão sendo batidos. Na sua campanha na Libertadores, pelos menos cinco gols foram consequência direta de falhas absurdas ou lances infelizes por parte dos adversários. Dessa forma, mesmo jogando com um time inteiramente reserva, o Inter obteve a vitória sobre o Goiás, foi para a primeira metade da tabela no Brasileirão, e viajará para o segundo jogo contra o Tigres, no México, com a tranquilidade que desejava. Com tamanha sorte, e erros providenciais da arbitragem, deter o Inter não é tarefa fácil para ninguém.

Limitações

O Grêmio perdeu por 1 x 0 para o Flamengo, hoje, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. A derrota não foi vexatória, o gol foi circunstancial, mas as limitações do Grêmio como time ficaram, mais do que nunca, escancaradas. O time teve mais posse de bola, foi melhor do que o Flamengo na maior parte do jogo, mas a falta de um finalizador eficiente cobra um preço muito alto. O toque de bola constante acaba se mostrando improdutivo, pela falta de quem conclua com eficiência para o gol. A ausência de um armador mais qualificado e de maior fôlego do que Douglas é outro ponto nevrálgico a comprometer ambições maiores por parte do Grêmio. Afora isso, especificamente na partida de hoje, alguns jogadores estiveram muito apagados. Foi o caso de Giuliano e, especialmente, de Luan, que errou em, praticamente, todas as suas intervenções. Giuliano, aliás, na média de suas atuações, ainda está devendo, e Luan é um projeto de grande jogador que não se consuma. Com o resultado negativo, o Grêmio já tem três derrotas nos últimos quatro jogos que realizou, somando-se Brasileirão e Copa do Brasil. Se amanhã houver um vencedor no jogo Sport x São Paulo, o Grêmio sairá fora da zona de classificação para a Libertadores. Na terça-feira, será o segundo jogo contra o Criciúma, pela Copa do Brasil, quando o Grêmio terá de tentar reverter, no Heriberto Hülse, a derrota sofrida na Arena. Uma tarefa extremamente árdua. Depois do entusiasmo com uma série de cinco vitórias consecutivas, o Grêmio começa a sofrer as consequências de um grupo de jogadores reduzido e com graves lacunas na sua formação. Lesões e suspensões começam a se avolumar, sem que haja reposição à altura. Porém, o mais imperdoável de tudo é a ausência de um centroavante goleador. Não há política de contenção de custos que justifique a não contratação de um jogador para a posição. Essa negligência por parte da diretoria do clube tira do Grêmio qualquer possibilidade de buscar um título em 2015.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Rompimento

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou o seu rompimento com o governo federal. Cunha acrescentou, no entanto, que o rompimento é pessoal, e não interferirá na governabilidade do país. A declaração de Cunha enseja duas considerações imediatas. A primeira é a de que o rompimento será até positivo para o governo, pois com aliados desse tipo ninguém precisa de inimigos. A segunda é a de que a busca da "governabilidade" gerou um monstrengo que, agora, se mostra, praticamente, incontrolável. As alianças entre partidos, visando alcançar a maioria parlamentar que permita aos governos aprovarem suas propostas, faz com que siglas de diferentes matizes ideológicos, e interesses também os mais diversos, realizem uniões estapafúrdias, que, mais cedo ou mais cedo, cobrarão um alto preço para o país. A parceria  entre PT e PMDB é um exemplo claro disso. Ela reúne partidos muito distintos nas suas origens e proposições. A rigor, faz muito tempo que o PMDB deixou de ser um partido, na acepção da palavra. Seu único objetivo é manter-se no poder a todo custo, aliando-se com qualquer governo, a fim de obter cargos. A justificativa apresentada por Cunha para o seu rompimento com o governo demonstra bem o quanto é exótica essa união. Cunha se mostra revoltado por estar sendo alvo das investigações da Operação Lava-Jato, e acusa o governo de ter se aliado ao procurador geral da República, Rodrigo Janot, para persegui-lo. Como forma de retaliação, Cunha estaria disposto a instalar CPI's potencialmente prejudiciais ao governo. Diante de toda essa baixaria política, só o que se pode concluir, em relação ao governo, é que, como expressa o ditado, antes só do que mal acompanhado. Por outro lado, Eduardo Cunha está, com sua atitude, acusando o golpe, pois as investigações da Operação Lava-Jato dão conta de que ele exigiu propina de uma empresa. Cunha, como se vê, é um santo do pau oco, que haverá de ser vitimado por suas próprias ações. Não irá tardar o tempo em que tão infecta figura verá ruir o seu projeto mitômano de poder. Para o bem do Brasil.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Coincidência espantosa

Ghiggia, o autor do gol que deu ao Uruguai o título da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã, contra a Seleção Brasileira, faleceu, hoje, aos 88 anos. Numa coincidência espantosa, Ghiggia morreu no dia exato em que seu grande feito completou 65 anos. Poucas vezes uma vida esteve tão atrelada a uma data. O dia 16 de julho de 1950 foi o passaporte de Ghiggia para a posteridade. O gol que marcou, inundando de tristeza 200 mil pessoas no Maracanã e causando um trauma histórico no futebol brasileiro, transformou-o numa celebridade. O jogo ficou conhecido como o Maracanazo, pois a Seleção Brasileira precisava apenas do empate para ser campeã, saiu na frente no placar, e sofreu a virada. Até à vergonhosa derrota de 7 x 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, o Maracanazo era o maior trauma do futebol brasileiro. Se Ghiggia transformou-se num herói uruguaio, Barbosa, o goleiro da Seleção naquele dia tornou-se o vilão oficial do episódio, sendo injustamente marcado para o resto da vida. Ghiggia, o "carrasco" da Seleção na Copa de 50, era um senhor afável e simpático, que gostava do Brasil e sempre foi muito bem recebido pelos brasileiros. Era o último jogador que restava vivo da Seleção do Uruguai que disputou a competição. Dentro de campo, deixou seu nome marcado na história do futebol. Fora dele, mostrou-se um grande ser humano. Merece ser lembrado para sempre.

O fim da reeleição

Ao que parece, o fim da reeleição para cargos executivos é um item da chamada "reforma política" que não sera modificado. Algumas medidas, como a mudança na duração dos mandatos, foram alteradas, e voltaram ao que eram anteriormente, ou seja, as modificações caíram por terra. Porém, a manutenção da reeleição foi rejeitada. Considero esse fato um grande erro, e um casuísmo político. A reeleição ainda é recente entre nós. Foi instituída no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em proveito próprio. Aliás, esse dado é sempre desprezado pela imprensa conservadora, como se fosse normal uma alteração desse tipo vir em benefício do seu proponente. Fernando Henrique até poderia ser o mentor da mudança, mas só visando futuros governos, nunca a sua própria administração. Afora isso, o ex-presidente valeu-se de pagamento de propina para cerca de 200 parlamentares, a fim de obter a maioria necessária para a aprovação da medida, sem que a grande imprensa, sempre tão "zelosa" pela ética na política, qualificasse o fato de "escândalo", que é do que, efetivamente, se tratou. Considerações à parte, o fato é que a reeleição foi implantada e, passadas apenas duas décadas de sua entrada em ação, já se decide extingui-la. Essa decisão caracteriza um casuísmo político, que visa atender interesses menores, e não os do país. O  mais espantoso é que a direita brasileira, notória admiradora de tudo o que se refere aos Estados Unidos, agiu para revogar um instrumento do ordenamento político americano, que é, justamente, o instituto da reeleição. A extinção da reeleição, no Brasil, até poderia vir a ocorrer, no futuro, se fosse o caso, mas nunca com tão pouco tempo de aplicação. Não há nenhum benefício para o país com tal medida, só oportunismo político.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Vantagem escassa

O Inter venceu o Tigres por 2 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelas semifinais da Libertadores. O resultado representa uma vantagem escassa do Inter para o segundo jogo, em Monterrey (MÉX), na próxima quarta-feira, já que uma vitória simples por 1 x 0 dará a classificação para o Tigres. O jogo de hoje apresentou muitas alternâncias. No começo da partida, o Inter foi avassalador, fazendo dois gols em dez minutos. Porém, depois do susto inicial, o Tigres conseguiu se assentar, diminuiu o placar e chegou a ser superior em campo. Ainda no primeiro tempo, o goleiro Alisson, do Inter, fez duas grandes defesas que impediram o Tigres de alterar o rumo do jogo. Afora isso, um pênalti claro em favor do Tigres não foi marcado. No segundo tempo, o Tigres continuou bem, e só não obteve um melhor resultado devido a expulsão de Ayala. A inferioridade numérica fez com que o Tigres tivesse de recuar para manter o placar, já que, mesmo com a derrota, o gol marcado fora lhe permite alcançar a classificação, no segundo jogo, com uma vitória simples, de 1 x 0. Os destaques individuais da partida, foram, no Inter,  Alisson e Rodrigo Dourado. No Tigres, Gicnac  e Aquino. Agora, na segunda partida, o Inter jogará por qualquer empate ou por derrotas por um gol de diferença, a partir de 3 x 2. A vantagem existe, mas é bem menor do que o Inter esperava.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Derrota indigesta

O Grêmio perdeu para o Criciúma por 1 x 0, hoje, na Arena, pela Copa do Brasil. Nenhuma derrota é satisfatória, obviamente, mas essa foi, particularmente, indigesta. Afinal, o Grêmio não perdia desde fevereiro em seu estádio, num total de 16 jogos. O técnico do Grêmio, Róger Machado, havia ganho todos os cinco jogos em que treinara o time na Arena. A quebra de tabus se deu contra um adversário modesto, que ocupa, no momento, um pálido 13º lugar no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O resultado poderia ter sido diferente, não fosse o fato de que o Grêmio teve um gol injustamente anulado, quando o jogo ainda estava empatado em 0 x 0. Ainda assim, não há justificativa para o revés sofrido pelo Grêmio pois havia tempo suficiente para obter uma vitória, mesmo depois de sofrer o gol. Ficou clara, mais uma vez, a necessidade de o Grêmio contratar um centroavante goleador. Sem essa figura, o time, no ataque, excede-se em toques de um lado para o outro na tentativa de abrir a defesa adversária. Ao contrário de outros jogos, o Grêmio não teve um grande desempenho coletivo, nem destaques individuais. A derrota compromete as chances do Grêmio na competição, pois, agora, será preciso buscar a classificação fora de casa, e qualquer empate servirá para o Criciúma. Para o Grêmio, será necessário vencer por dois gols de diferença, ou por um gol, a partir de 2 x 1. Não é impossível a classificação do Grêmio, é claro, mas ficou bastante complicada.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Contratação emblemática

A contratação de Ronaldinho pelo Fluminense é o que se pode definir como emblemática em relação ao atual momento do futebol brasileiro. Num cenário desolador, em que muitos ainda tentam encontrar explicações para a derrota de 7 x 1 sofrida pela Seleção Brasileira para a Alemanha, um grande clube resolve repatriar um jogador de 35 anos que, há muito tempo, deixou de encarar a sua atividade de modo profissional. O mais espantoso é que o Fluminense é o atual vice-líder do Campeonato Brasileiro, com um time em que se destacam vários jovens jogadores formados no clube. Porque, então, contratar um veterano mais interessado nos prazeres extracampo, e por um salário altíssimo? Não é à toa que o futebol brasileiro caminha, cada vez mais, para o fundo do poço. Enquanto os europeus levam nossas revelações ainda no nascedouro, e até jogadores medianos e mais maduros, aos clubes brasileiros tem restado repatriar os que fracassam lá fora, ou os que, pela idade muito avançada, já não interessam a outros mercados. O Fluminense não precisa de Ronaldinho. Sua contratação é muito mais uma ação de marketing do que uma escolha técnica, ou seja, é fruto de quem encara o futebol como um circo, e não um esporte.

domingo, 12 de julho de 2015

Desafogo

O Inter venceu o Joinville por 2 x 0, hoje à tarde, na Arena Joinville, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma vitória que trouxe uma sensação de desafogo, pois, com os resultados de sábado, o Inter dormira na zona de rebaixamento. Ao vencer, hoje, no entanto, o Inter interrompeu uma série de três derrotas consecutivas, e subiu cinco posições na tabela. O fato ganha em importância porque, na quarta-feira, o Inter jogará a primeira partida das semifinais da Libertadores contra o Tigres, e fazê-lo pressionado por maus resultados não seria bom do ponto de vista psicológico. O que se viu em campo só confirmou a extrema fragilidade técnica do Joinville, lanterna do Brasileirão. Mesmo jogando com um time de reservas, o Inter não encontrou maior resistência por parte do Joinville. Ainda que jogasse em casa, o Joinville pouco pressionou o Inter. Afora a pouca qualidade do adversário, o Inter ainda contou com o auxílio da arbitragem. O pênalti que originou o seu segundo gol não existiu, o que causou grande revolta nos torcedores do Joinville, que, a partir daí, passaram a hostilizar o árbitro. Agora, para o Inter, tudo é Libertadores. O clube jogou todas as suas fichas nessa competição. Se conseguir vencê-la, tudo o que tenha sido feito de errado será desconsiderado. Caso contrário, se o título não vier, a frustração será enorme, e poderá resultar numa crise de grandes proporções.