domingo, 7 de junho de 2015

Campanha impecável

A Seleção Brasileira venceu o México por 2 x 0, em amistoso realizado hoje no Allianz Parque. Foi a nona vitória da Seleção em nove jogos, desde a volta de Dunga ao cargo de técnico da equipe. Uma campanha, em termos de números, impecável. A seleção carece de grandes nomes, e hoje isso se acentuou ainda mais pela ausência de Neymar, mas é uma equipe competitiva e aplicada. Muito há, ainda, a ser feito antes de que a atual Seleção seja considerada confiável, e os resultados até agora obtidos foram apenas em partidas amistosas, mas é inegável o comprometimento dos jogadores. Se até as equipes recheadas de astros precisam aplicar-se intensamente para alcançar os seus objetivos, com muito mais razão as que são escassas em talentos tem de fazê-lo. A Seleção tem pouco brilho, mas muita vontade de vencer, e isso, para quem carrega a lembrança da humilhante goleada de 7 x 1 para a Alemanha na Copa de 2014, é uma promessa de melhores dias.

Vitória tranquila

Num jogo no horário incomum das 11 horas, com o estádio quase lotado e muita emoção pela data de um ano do falecimento do ídolo Fernandão, o Inter venceu o Coritiba por 2 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma vitória tranquila, como seria de se esperar, diante de um adversário que está afundado na zona de rebaixamento. O Inter construiu o placar ainda no primeiro tempo, e depois apenas administrou o resultado. O próximo jogo, no entanto, contra o Corinthians, no Itaquerão, terá um nível de exigência bem mais alto. Será uma boa oportunidade para se saber quais são as reais possibilidades do Inter no Brasileirão.

sábado, 6 de junho de 2015

Mau futebol

O Grêmio perdeu por 2 x 0 para o São Paulo, hoje à noite, no  Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Porém, mais do que a derrota em si, o que preocupou no Grêmio foi o mau futebol apresentado pelo time. A atuação do Grêmio em nada lembrou às realizadas contra Goiás e São Paulo. O time foi mal coletiva e individualmente, mostrando-se desarticulado e deixando o São Paulo impor o seu jogo. Alguns desempenhos individuais foram comprometedores. Fellipe Bastos, improvisado na lateral direita, mostrou não ter a mínima condição de jogar nessa posição. Araújo, que jogou no lugar de Walace, que estava suspenso, não conseguiu mostrar o seu futebol. Yuri Mamute nada fez enquanto esteve em campo. Luan foi o jogador ineficiente de outros tantas partidas, conduzindo a bola em excesso e sofrendo sucessivos desarmes. Rhodolfo, quase sempre com atuações seguras, foi comprometedor. A produção tecnicamente ruim do time é um balde de água fria na torcida, que já começava a nutrir esperanças de melhores dias.

Confirmação

A vitória do Barcelona por 3 x 1 sobre o Juventus, hoje, no Olímpico de Berlim, pela decisão da Champions League, foi apenas a confirmação de uma expectativa. O time do Juventus, é bom, tem jogadores de grande nível como Pirlo, Pogba e Tévez, mas a qualidade do Barcelona é superior. Com um trio de goleadores formado por Messi, Neymar e Suárez, o Barcelona é um adversário muito difícil se ser batido. Aos três minutos de jogo, o Barcelona já abria o placar, justificando o seu favoritismo. O Juventus soube se recompor no jogo, impedindo o Barcelona de resolver a partida ainda no primeiro tempo. No início do segundo tempo, o Juventus até conseguiu o empate, mas, pouco depois, sofreu o segundo gol e, já nos acréscimos, o terceiro. Foi um time que se portou com dignidade, mas que não teve com fazer frente a um adversário sabidamente superior. O Barcelona conquistou a Champions League pela quinta vez em sua história, e conseguiu a tríplice coroa na temporada 2014/2015, ganhando, também, o Campeonato Espanhol e a Copa da Espanha. Como ficou comprovado hoje, não havia espaço para surpresas na Champions League. O favorito confirmou o que dele se esperava.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Moral retrógrada

O Brasil sempre foi um país conservador, ainda que muitos propagassem a ideia de que aqui a libidinagem e a licenciosidade seriam superlativas. A nefasta influência religiosa, da  Igreja Católica, anteriormente, e dos neopentecostais, hoje em dia, levam à disseminação do falso moralismo. Paralelamente ao que vem acontecendo no campo político, com alguns anencéfalos propugnando a volta da ditadura, na área dos costumes há quem ensaie andar para trás. A polêmica envolvendo a novela "Babilônia", da Rede Globo, é um exemplo disso. A novela não conseguiu emplacar na audiência, por mais modificações que seus autores façam nos rumos da história, a partir do que é extraído dos chamados "grupos de estudo". Muitos personagens foram totalmente esvaziados, pois sofreram rejeição dos tais grupos. As pessoas consultadas se opuseram a papéis como o de um jovem proxeneta, uma garota de programa e o de um viúvo que "sai do armário" e assume um romance com um jovem. Ao mesmo tempo, assassinatos a sangue frio, negociatas políticas e outras práticas repulsivas parecem não incomodar o público. O beijo lésbico entre duas senhoras, no início da novela gerou uma tal rejeição que parece ter selado a sorte de "Babilônia" de maneira irrecorrível. Ouvidos a respeito, um dos autores, Gilberto Braga, e o diretor geral, Dênis Carvalho, identificaram uma onda de "caretice" que toma conta do país, a ponto de tornar inaceitáveis pelo público situações que em décadas anteriores eram bem toleradas. Não há lógica nesse comportamento. Assim como não é possível aceitar a volta do autoritarismo, também a imposição de uma moral retrógrada tem de ser amplamente rechaçada. O Brasil não pode se deixar dominar pelos defensores do retrocesso. Os grandes avanços obtidos nos últimos anos no campo do comportamento e do combate aos preconceitos não podem se perder. Os autores da novela, ao reescreverem vários capítulos e modificarem o perfil de alguns personagens, descaracterizaram sua obra e cederam à pressão de grupos conservadores. Não deveriam tê-lo feito. Os conservadores são muito barulhentos, mas não são tão poderosos quanto querem fazer crer. O correto é enfrentá-los de peito aberto, mostrando que a sociedade não vai voltar atrás em suas conquistas para atender aos seus caprichos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sorte

Numa comprovação da fase extremamente favorável que está vivendo, o Inter, mesmo sem jogar uma boa partida,.empatou em 1 x 1 com o Palmeiras, hoje à noite, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, a sorte foi o fator preponderante para que o Inter não saísse de campo derrotado. Depois de um primeiro tempo morno, que terminou em 0 x 0, o Palmeiras voltou mais disposto no segundo e, mesmo com suas limitações técnicas, conseguiu abrir o placar. Porém, quando os indícios eram de que o Palmeiras iria garantir a vitória, o Inter empatou com um gol bizarro de Rafael Moura, em que a bola bateu nas suas costas, depois de uma defesa mal calculada do goleiro Fernando Prass. Rafael Moura já havia tido participação decisiva contra o Independente Santa Fé, no Beira-Rio, quando, ao pressionar um zagueiro após a cobrança de um escanteio, levou-o a fazer um gol contra que classificou o Inter para as semifinais da Libertadores. O Inter está atrasado na tabela do Brasileirão, mas a sorte impediu que fosse derrotado num jogo em que seu técnico optou por uma escalação equivocada. A fase do Inter, no entanto, é tão boa, que tudo acaba bem, ainda que tivesse todas as chances de dar errado.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Vitória empolgante

Foi, sem dúvida, muito melhor do que o mais otimista dos torcedores poderia esperar. O Grêmio venceu o Corinthians por 3 x 1, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória empolgante. Com apenas quatro minutos de jogo, o Grêmio já ganhava por 2 x 0. Depois de ceder terreno ao Corinthians e permitir que ele diminuísse o placar aos 22 minutos, o Grêmio retomou o controle do jogo, e fez seu terceiro gol aos 38. No segundo tempo, embora o Corinthians tivesse mais posse de bola, o Grêmio soube administrar o resultado com competência. Foi uma belíssima atuação coletiva do Grêmio, mas, também, com vários destaques individuais. Walace, Giuliano e Marcelo Oliveira foram os melhores. Geromel e Rhodolfo, mais uma vez, tiveram boa atuação. Galhardo, novamente, foi uma surpresa positiva. Porém, o que mais chamou a atenção foi o desempenho coletivo do Grêmio. Em apenas dois jogos, o novo técnico do Grêmio, Róger Machado já deu uma outra cara ao time que, mesmo sem ainda contar com reforços, mostra um rendimento muito superior ao que tinha nos tempos de Felipão. O início do trabalho de Róger Machado é muito promissor, e dá um novo ânimo ao sofrido torcedor do Grêmio.

terça-feira, 2 de junho de 2015

A decisão de Blatter

Apenas quatro dias depois de ser reeleito presidente da Fifa para o quinto mandato consecutivo, Joseph Blatter surpreendeu o mundo, hoje, ao anunciar que estava colocando o seu cargo à disposição e convocando novas eleições. Um novo presidente da Fifa deverá ser eleito entre dezembro de 2015 e março de 2016. Blatter disse que, até que o novo presidente seja eleito, irá continuar a exercer o cargo, mas, na prática, sua decisão representa uma renúncia. Muitas especulações surgiram sobre qual teria sido o motivo de Blatter tomar uma atitude tão drástica menos de uma semana depois de ter sido reeleito. O medo de ser alcançado pelos tentáculos da operação contra a corrupção na Fifa que está sendo feita pelo FBI é uma hipótese. Na sua exposição, Blatter declarou que candidatou-se a mais um mandato de presidente da Fifa por entender que era o melhor para o futebol, mas que sentiu que não tem mais a confiança de torcedores, jogadores e clubes para levar adiante o seu trabalho. Seja como for, a saída de Blatter foi muito bem recebida no meio futebolístico. Na Europa, particularmente, a notícia foi recebida de forma quase eufórica. Há, até, quem já pense em se candidatar ao cargo, como é o caso do ex-jogador brasileiro Zico. A estrutura da Fifa, da maneira como se apresenta atualmente, não vai mudar da noite para o dia, mas o fim da era Blatter, sem dúvida, é um bom ponto de partida para a construção de novos e melhores tempos para o futebol mundial.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Arte reprimida

O futebol, o mais apaixonante dentre todos os esportes, tem sofrido duros golpes por força de medidas que visam domar a sua natural passionalidade e torná-lo um espetáculo bem comportado e aburguesado. Os estádios, em nome do "conforto", eliminaram os lugares mais populares. Agora, são construídos com menor capacidade e com cadeiras em todas as localidades, o que encarece o ingresso e inviabiliza a presença de pessoas de menor poder aquisitivo. Também o futebol dentro de campo vem sendo descaracterizado. O futebol arte, que sempre encantou multidões, hoje é visto como algo que ofende os adversários. O lance da "carretilha" de Neymar, no último sábado, na decisão da Copa da Espanha entre Atlhetic Bilbao e Barcelona, no Nou Camp, é um exemplo dessa inversão de valores. Os jogadores e a torcida do Atlhetic Bilbao sentiram-se ofendidos com o lance, o que gerou uma forte reação e um princípio de confusão. Destaque-se que a torcida do clube basco era maioria no estádio, já que o Atlhetic Bilbao exercia a condição de mandante, ainda que a partida tenha sido realizada no campo do Barcelona. O mais incrível é que o próprio técnico e alguns jogadores do Barcelona condenaram a jogada de Neymar. Até mesmo jornalistas brasileiros, que teriam todos os motivos para cultuar o futebol arte, fizeram críticas a Neymar, tachando o lance de provocativo e desnecessário. Houve quem se fixasse no fato de que o jogo já estava no fim e definido em favor do Barcelona, o que faria da carretilha de Neymar uma tentativa de humilhar o Atlhetic Bilbao. Em geral, os jornalistas brasileiros que se aliaram aos censores de Neymar tem pouca idade, e não testemunharam a era de ouro do futebol brasileiro, em que tais jogadas eram abundantes a cada partida. A arte no futebol, antes reverenciada, está sendo reprimida, em nome de uma boçalidade politicamente correta.

domingo, 31 de maio de 2015

Empate morno

O empate do Inter em 0 x 0 com o São Paulo, hoje à tarde, no Beira-Rio, foi o único jogo sem gols pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Esse fato dá bem a dimensão do que foi a partida. Ainda que os goleiros tenham feito algumas defesas importantes, Inter e São Paulo estiveram longe de fazer um jogo intensamente disputado como se poderia esperar de uma partida entre dois grandes clubes. Ao São Paulo, por jogar fora de casa, o empate se apresentava como um resultado interessante. Para o Inter, com muitos desfalques e a cabeça inteiramente voltada para a Libertadores, faltaram forças para obter uma vitória. Por ter jogado em casa, o Inter não pode considerar o empate morno de hoje como sendo um resultado muito bom. Se o Inter quiser, como diz o seu presidente, Vitório Píffero, ser campeão do Brasileirão, terá de melhorar sua campanha daqui para a frente, pois, até agora, em 12 pontos disputados, só ganhou cinco, um rendimento inferior a 50%.