terça-feira, 12 de maio de 2015

Semana espetacular

Para quem gosta de futebol, essa é uma semana espetacular. O desfile de atrações começa hoje, à tarde, com o segundo jogo entre Bayern de Munique e Barcelona, pelas semifinais da Champions League. Embora a partida seja no Allianz Arena, o favoritismo para a classificação é do Barcelona, que goleou no Nou Camp por 3 x 0. Seja como for, a perspectiva é de um grande jogo. À noite, Independiente Santa Fé e Estudiantes de La Plata jogarão em Bogotá, e um deles será o adversário de Atlético Mineiro ou Inter nas quartas de final da Libertadores. O Estudiantes jogará pelo empate, pois venceu o primeiro jogo, em La Plata, por 2 x 1, mas essa não chega a ser uma grande vantagem, pois, devido ao saldo qualificado, uma vitória de 1 x 0 dará a classificação para o Independiente Santa Fé. Uma partida, portanto, que interessa diretamente a duas grandes torcidas brasileiras. Amanhã, os grandes jogos prosseguirão. Começando, mais uma vez por uma partida pelas semifinais da Champions League, no Santiago Bernabeu, entre Real Madrid e Juventus. Na semana passada, na Arena Juventus, o clube italiano venceu por 2 x 1, e poderá se classificar para a decisão da competição com um empate. Porém, devido ao saldo qualificado, bastará uma vitória por 1 a 0 para o Real Madrid obter a classificação, ou seja, o jogo deverá ser eletrizante. No início da noite, em Maceió, o Grêmio jogará contra o CRB, pela segunda fase da Copa do Brasil, e se vencer por dois ou mais gols de diferença eliminará a realização da segunda partida, na Arena. Mais tarde, os clubes brasileiros entrarão em campo pela Libertadores, e dois deles ficarão pelo caminho, já que os jogos envolvem confrontos diretos entre clubes do país. No Beira-Rio, o Inter jogará contra o Atlético Mineiro e, como houve empate em 2 x 2 no Independência, placares como 0 x 0 e 1 x 1 já lhe darão a classificação para as quartas de final. O Cruzeiro, por sua vez, terá uma missão mais difícil contra o Sâo Paulo, no Mineirão. Como perdeu no Morumbi por 1 x 0, precisará vencer por 2 x 0 para se classificar. Completando esse cardápio, a quinta-feira terá como maior destaque Boca Juniors x River Plate, na Bombonera, No Monumental de Nuñez, o River ganhou por 1 x 0, mas dada a rivalidade entre os dois clubes e o fato de o Boca jogar, dessa vez, como mandante, o confronto está totalmente em aberto. Como se vê, emoções em profusão para quem gosta de futebol, e motivos de sobra para ficar grudado na poltrona.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O fim de uma rádio autêntica

Foi anunciado hoje que a Rádio Ipanema Fm, de Porto Alegre, sairá do ar no dia 18 de maio, migrando para a internet. Em sua frequência, 94.9, passará a operar a Rádio Bandeirantes, que já ocupa a posição 640 do dial em AM. A notícia chocou os muito admiradores do estilo próprio da Ipanema, uma rádio autêntica, que nunca se propôs a ser uma campeã de audiência e, por isso, mesmo se tornou uma emissora "cult", com um público fiel. A Ipanema se autodefinia como a "rádio rock de Porto Alegre". Ela privilegiava esse gênero musical e não fazia concessões ao comercialismo tão comum em outras rádios. Em sua programação, afora as músicas conhecidas de nomes famosos da cena roqueira, havia espaço para a divulgação de grupos locais que buscavam o seu lugar ao sol com suas fitas demo e discos independentes. Para os apreciadores do rock, a saída do ar da Ipanema deixará uma sensação de orfandade. No entanto, o fato não chega a ser surpreendente. Antes uma frequência essencialmente voltada para a área musical, a FM, atualmente, vem sendo, em grande parte, ocupada por emissoras no estilo "talk news", com jornalismo e transmissões esportivas. As principais emissoras desse tipo de programação, em Porto Alegre, transmitem conjuntamente em AM e FM. A Rádio Bandeirantes era a única a ficar restrita à AM, o que lhe prejudicava fortemente em relação às suas concorrentes, já que algumas plataformas não dispõem dessa frequência, como é o caso dos smartphones. Menos mal, para os apreciadores da Ipanema, que ela continuará a existir na internet. Não é o ideal, mas é melhor que o fechamento definitivo.

domingo, 10 de maio de 2015

Goleada inesperada

O Inter parecia viver um conto de fadas. Tudo dava certo. As vitórias vinham quer o time colocado em campo fosse titular ou reserva, com boas ou más atuações. Se a possibilidade de um insucesso aparecesse de maneira mais nítida, providenciais "erros" de arbitragem resolviam o problema. Confiante de que atingira um estágio em que se tornara praticamente imbatível, o Inter estreou no Campeonato Brasileiro com um time descaracterizado, e sofreu uma goleada inesperada de 3 x 0 para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, com direito, até mesmo, a um gol contra de Paulão. A ideia propalada por muitos de que o Inter possui dois times de igual qualidade para mandar a campo não resistiu ao primeiro jogo do Brasileirão. Para os incautos, isso se constitui numa surpresa. Para os observadores mais atentos, é um fato lógico. Afinal, fora do Campeonato Gaúcho, com seu reino encantado de uma federação presidida por um conselheiro do clube e um séquito de árbitros amigos, a realidade é muito diferente.

Tropeço angustiante

O Grêmio, em sua estreia no Campeonato Brasileiro, não conseguiu aliviar o sofrimento do seu torcedor. Pelo contrário, ampliou-o. Ao empatar em 3 x 3 com a Ponte Preta, na Arena, em jogo que inaugurou o horário das 11 horas no Brasileirão, depois de estar por duas vezes com a vitória parcial, o Grêmio começa a competição com um tropeço angustiante, capaz de instalar os piores temores em sua torcida, inclusive o do rebaixamento. Como aceitar que, diante de adversário tão modesto, o Grêmio termine o primeiro tempo de jogo vencendo por 1 x 0, amplie o placar no segundo, ceda o empate num espaço de apenas dois minutos, volte a ficar na frente do marcador, e leve um gol no último segundo da partida desperdiçando preciosos pontos que lhe farão muita falta no decorrer da disputa? Até mesmo o que deveria ser um fato animador, a atuação de Yuri Mamute, que marcou dois gols, é mais um motivo de desalento, pois o jogador irá se apresentar amanhã na Seleção Brasileira Sub-20, e deverá ficar cerca de 40 dias afastado do clube. Mais do que nunca, o Grêmio precisa de reforços em quantidade e qualidade, para poder reagir. O argumento da falta de recursos financeiros não pode ser definitivo. Se o clube cair, pela terceira vez, para a Segunda Divisão, aí sim sua situação financeira se tornará insustentável. Não é hora de desculpas esfarrapadas ou justificativas de qualquer ordem. A reação da diretoria do Grêmio precisa ser imediata. Não há tempo a perder.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Triste desfecho

O fim da curta passagem de Cristian Rodriguez pelo Grêmio é mais uma história de triste desfecho num clube que parece não se cansar de "pagar micos". Cristian Rodriguez foi contratado por três meses, com possibilidade de prorrogar sua permanência por um período maior. Acabou saindo um mês antes do previsto, tendo participado de apenas dois jogos, de forma parcial. Nesse brevíssimo período em que ficou no Grêmio, teve três lesões. Ao chegar ao clube, já trouxe uma suspensão de quatro jogos, devido a uma expulsão no último jogo que realizou pelo Parma. Difícil é entender porque o jogador, que já estava contratado pelo Grêmio, e embarcaria logo em seguida para Porto Alegre, ainda entrou em campo mais uma vez pelo Parma, sujeitando-se a possibilidade de uma lesão que inviabilizaria o negócio, ou até mesmo, como aconteceu, uma expulsão e a consequente suspensão por alguns jogos. O Grêmio fez um esforço para trazer Cristian Rodriguez, quebrando, inclusive com o seu teto salarial, na esperança de que ele fosse o jogador diferenciado que levaria o clube a conquistar o título do Campeonato Gaúcho. Porém, Cristian pouco entrou em campo, acumulou lesões, foi embora antes do término do contrato, e o Grêmio perdeu o Gauchão. Mais uma frustração para uma torcida apaixonada, que já está cansada de tanto sofrer.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Na contramão da história

Uma pesquisa realizada com eleitores dos Estados Unidos, sobre a sua posição em relação a candidatos de grupos específicos, revelou que eles preferem votar em gays e lésbicas do que em evangélicos. Numa sociedade tida como puritana, é uma postura surpreendente e admirável. Por outro lado, no Brasil, o personagem Carlos Alberto, da novela "Babilônia", da Rede Globo, vivido pelo ator Marcos Pasquim, terá o seu perfil totalmente alterado em relação à sinopse original. Carlos Alberto seria um homem separado que sufoca sua homossexualidade até o dia em que se apaixona e "sai do armário". Agora, será um viúvo que se sente responsável pela morte de sua mulher num acidente de carro. Uma história bem menos interessante, arranjada para fugir da pressão de grupos conservadores, principalmente evangélicos, que fazem combate cerrado contra a novela porque ela apresentou, já no primeiro capítulo, um "selinho" entre as personagens vividas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Natália Timberg. O Brasil vive uma lamentável onda de neoconservadorismo, com boçais como os deputados federais Marco Feliciano e Eduardo Cunha, ambos evangélicos, ganhando espaços nos meios de comunicação para desfiarem seus conceitos medievais de moralidade. A Rede Globo, é claro, preocupa-se com os índices de audiência de "Babilônia" e que eles sejam afetados pela campanha movida contra ela pelos conservadores, mas não deveria se deixar dobrar nessa questão. Ainda que uma novela seja considerada uma obra aberta, ela não deveria ter a sua sinopse original modificada em função de posições moralistas de uma parcela da sociedade. O obscurantismo está ganhando terreno, perigosamente, no país. Mais uma vez, o Brasil se inclina por andar na contramão da história. Enquanto os eleitores americanos se mostram favoráveis a votar em gays e lésbicas, a maior rede de televisão brasileira, e a quarta do mundo, cede às pressões dos homofóbicos.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Empate amargo

O Inter empatou em 2 x 2 com o Atlético Mineiro, hoje à noite, no Independência, pelas oitavas de final da Libertadores. O resultado, em si, foi muito bom para o Inter, já que o segundo jogo será no Beira-Rio e até empates em 0 x 0 e 1 x 1 lhe darão a classificação para as quartas de final. Porém, a forma como o placar foi construído deixou um sabor amargo para o Inter. Afinal, o Inter esteve por duas vezes com a vitória parcial, e sofreu o gol de empate aos 49 minutos do segundo tempo. As chances de classificação do Inter são excelentes, mas uma vitória que escapa nos últimos segundos dos acréscimos sempre causa um abalo psicológico. Por outro lado, o Atlético Mineiro, ao conseguir o empate quando a derrota já parecia certa, ganhou um novo ânimo para a segunda partida. Caso perdesse hoje, precisaria vencer por dois gols de diferença na próxima quarta-feira. Agora, uma vitória por um gol de diferença já será o suficiente. O favoritismo é do Inter, sem dúvida, mas a definição de quem irá adiante na competição está em aberto.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Seleção mediana

O técnico da Seleção Brasileira, Dunga, divulgou, hoje. a lista dos jogadores convocados para a Copa América, que será realizada no Chile. O que se constata ao tomar conhecimento da convocação é que o futebol brasileiro, antes pródigo em craques, atualmente teu um astro solitário em meio a jogadores de nível médio. Esse exemplar único de craque é, claro, Neymar. Os demais jogadores convocados não são ruins, mas estão longe de causar entusiasmo nos torcedores. A Seleção Brasileira, hoje, é uma equipe mediana. Os resultados, nessa segunda passagem de Dunga como técnico, tem sido bons, mas o brilho do passado não existe mais. O setor de meio de campo, por exemplo, antes uma fábrica de talentos no futebol brasileiro, hoje é ocupado por jogadores de bom nível, mas não diferenciados como em outras épocas. Afora Neymar, só Marcelo e Robinho, dentre os convocados, possuem uma técnica mais exuberante. Os demais jogadores poderiam ser trocados por outros, sem que houvesse maior prejuízo. A dupla de zaga David Luiz e Thiago Silva é um demonstrativo disso. Os dois não fizeram uma boa Copa do Mundo e, em seu clube, o Paris Saint Germain, tem tido, por vezes, atuações comprometedoras. Miranda, outro dos zagueiros convocados, é bom, mas pela idade não tem uma perspectiva muito longa na Seleção. Luiz Gustavo é um volante aplicado e útil, mas sem um padrão técnico mais elevado. Douglas Costa é bom jogador, mas tem uma longa estrada pela frente para provar que merece um lugar na Seleção. Roberto Firmino é uma aposta de Dunga, até aqui bem sucedida. Diego Tardelli é outro bom valor, mas a idade também não lhe permite uma projeção de longo prazo na Seleção. A Seleção tem condições, com o grupo de jogadores que foi convocado, de ganhar a Copa América. Porém, a capacidade de encantar os torcedores, como ocorria em outros tempos, parece distante.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A seleção do Campeonato Gaúcho

Foram entregues, hoje à noite, na nova sede da Federação Gaúcha de Futebol, os prêmios para os melhores do Campeonato Gaúcho de 2015. Considero que foi uma escolha bastante criteriosa, distribuindo os prêmios entre profissionais de vários clubes, sem concentrar um grande número deles no campeão. A seleção do Gauchão de 2015 ficou assim: Bruno Grassi (Cruzeiro), Hélder (Juventude), Pereira (Juventude), Rhodolfo (Grêmio) e Rafael Forster (Brasil); Rodrigo Dourado (Inter), Maicon (Grêmio), Paulo Baier (Ypiranga) e D'Alessandro (Inter); Valdívia (Inter) e Michel (Passo Fundo). A revelação do campeonato foi Rodrigo Dourado. O melhor técnico, Luiz Antônio Zaluar (Cruzeiro). Anderson Daronco foi escolhido como o melhor árbitro. O melhor auxiliar de arbitragem foi Marcelo Barison. Carlos Pellegrini (Inter), foi o melhor dirigente. Particularmente, faço poucos reparos à seleção escolhida. Nas laterais, colocaria William (Inter) na direita, e Rafael Carioca (Caxias) na esquerda. Como dirigente do ano, não escolheria Carlos Pellegrini, por ser ainda incipiente na atividade. Porém, de resto, a seleção do Gauchão refletiu com fidelidade o que se viu durante a competição.

domingo, 3 de maio de 2015

Sofrimento interminável

O Inter venceu o Grêmio por 2 x 1, hoje á tarde, no Beira-Rio, e conquistou o pentacampeonato gaúcho. O sofrimento do torcedor gremista parece interminável. Desde 1973, portanto, há 42 anos, o Inter não era pentacampeão gaúcho. O Grêmio, com sua rotina de fracassos vê, a cada dia, o seu maior adversário tomar uma dianteira mais ampla. Na contagem geral de Grenais, o Inter já tem 153 vitórias, contra 125 do Grêmio, uma diferença de 28 jogos. Em número de campeonatos gaúchos, o Inter já está com 44, e o Grêmio com 36, ou seja, oito títulos a mais. A demonstração do desastre do Grêmio, a partir de 2002, fica evidente quando se sabe que, em 2001, Grêmio e Inter tinham 33 títulos gaúchos para cada clube. Como se vê, a partir dali, o Grêmio ganhou, apenas, mais três gauchões, e o Inter, onze. Na verdade, o favoritismo do Inter para o título era evidente. Começando pelas arbitragens, que o beneficiaram escandalosamente na fase classificatória, permitindo que chegasse na frente de todos os demais.clubes. Continuou com a vacilação do Grêmio, que teve grandes chances de levar o segundo jogo da decisão para casa, e as desperdiçou. Culminou com a postura do Grêmio no primeiro jogo da decisão, na Arena, quando era fundamental ter uma atuação mais agressiva para vencer e encaminhar uma segunda partida onde pudesse administrar o resultado. Ao contrário, o Grêmio foi ineficiente ofensivamente, e não acertou nenhuma bola no gol! Hoje, com apenas 19 minutos de jogo, o Grêmio já sofria o segundo gol, depois de uma falha imperdoável de Fellipe Bastos, que entregou uma bola de presente para Nilmar quando a tinha dominada. O novo fracasso do Grêmio tem muitos culpados. A diretoria tem uma enorme parcela de culpa, pela contratação desastrada de Braian Rodriguez, um dos piores jogadores que já vestiram a camisa do Grêmio. O técnico Felipão tem, também, muita responsabilidade por mais essa derrota. Ele insistiu com Braian Rodriguez, com o jogador não dando resposta, e manteve Fellipe Bastos como titular, ainda que dispusesse de Walace, mais jovem e qualificado, revelado por ele mesmo. Porém, o resumo de mais esse revés gremista está na atuação das duas jovens revelações de cada lado. Valdívia, do Inter, foi um monstro em campo, disparadamente o melhor jogador da partida. Luan do Grêmio, de quem alguns dizem maravilhas, errou tudo o que tentou, de modo exasperante. O que se pode estabelecer, analisando o futuro imediato do Grêmio, é que não há mais clima para a permanência de Braian Rodriguez e de Fellipe Bastos. O primeiro por absoluta deficiência técnica. O segundo por ter cometido um erro infantil e fatal que jamais será esquecido pelos torcedores. A agonia do Grêmio continua, e aparenta estar muito longe de acabar.