domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sem esforço

O Grêmio jogou com um time misto, hoje à tarde, contra o Esportivo, na Montanha dos Vinhedos, pelo Campeonato Gaúcho. Ainda assim, não precisou fazer esforço para vencer por 3 x 1. Aos 5 minutos do primeiro tempo, o Grêmio já teve um pênalti a seu favor, cometido sobre Luan, cobrado por Máxi Rodriguez, que fez 1 x 0. O domínio do Grêmio era amplo e, ainda no tempo inicial, Werley fez 2 x 0. Logo no começo do segundo tempo, Everaldo fez 3 x 0. A partir daí, o Grêmio desinteressou-se do jogo, permitindo o crescimento do Esportivo, que diminuiu para 3 x 1 aos 35 minutos. Ainda assim, não houve uma ameaça à vitória do Grêmio nos minutos finais. Foi a primeira vitória do Grêmio, fora de casa, no Gauchão. O próximo jogo, novamente como visitante, será contra o Caxias, quarta-feira, no Francisco Stédile. A campanha do Grêmio no campeonato estadual segue tranquila, e nada indica que esse quadro possa se alterar, pois a fragilidade dos adversários é visível.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Retorno

Ainda que não tenha sido a reinauguração oficial, o Inter, depois de mais de um ano, voltou a jogar no Beira-Rio. Classificado como evento-teste, embora não tenha sido aceito nessa condição pela Fifa, devido aos problemas ainda existentes no entorno, o jogo de hoje contra o Caxias, pelo Campeonato Gaúcho, foi sob medida para o reencontro de clube e torcida com o velho estádio, agora repaginado, já que o adversário, o Caxias, foi, como era de se prever, uma presa fácil. A goleada de 4 x 0 serviu para alegrar os 10 mil associados que puderam assistir ao jogo no estádio, manter a invencibilidade do Inter no Gauchão e fazê-lo disparar na classificação geral da competição. O jogo foi tão fácil que até Rafael Moura, centroavante que, no Inter, caracteriza-se pela ineficiência, marcou dois gols. O destaque do jogo foi Fabrício, que marcou os outros dois gols. Mesmo sendo lateral esquerdo, Fabrício marcou três gols nos dois últimos jogos. Sempre considerei que se trata de um bom jogador, inexplicavelmente marcado pela torcida e pela imprensa. Mesmo que em número reduzido, os torcedores do Inter puderam matar a saudade de seus estádio. Foi só para esse retorno ao Beira-Rio que o jogo serviu. Como teste para o time do Inter seu valor foi quase nulo. Durante o primeiro semestre, afora os Gre-Nais, o Inter não será exigido, pois, praticamente só terá o campeonato estadual para disputar, já que a Copa do Brasil e o Brasileirão terão poucos jogos nesse período. Resta ao clube e à torcida festejarem a reabertura do seu estádio.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Desfaçatez

A declaração dada pelo presidente do Inter, Giovanni Luigi, de que Porto Alegre corre um risco alto de ficar sem os jogos da Copa do Mundo é de uma desfaçatez pouca vezes vista. Luigi disse isso como forma de chantagear a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado a arcarem com o custo das estruturas temporárias da Copa, responsabilidade que, na verdade, é do clube. O Ministério Público já se mostrou contrário a que tais despesas sejam pagas com dinheiro público. O presidente do Inter chegou ao ponto de afirmar que o clube já está com seu estádio pronto, novinho, e que, se ficar sem os jogos da Copa, a perda maior será da sociedade. Uma clara tentativa de forçar os administradores públicos a assumirem os gastos em nome do interesse coletivo. As tropelias de Luigi já fizeram Porto Alegre ficar de fora da Copa das Confederações, pois o Beira-Rio esteve, por culpa de decisões suas, com as obras paralisadas por 10 meses. Agora, Luigi não só lança a ameaça de Porto Alegre ficar sem jogos pela Copa do Mundo, como dá a entender que o clube já conseguiu o que buscava, que é ter o seu estádio reformado. Sem nenhuma dúvida, Luigi é um dos presidentes mais ineptos da história do Inter. Não fossem os títulos do Campeonato Gaúcho, ganhos muito mais pelo desdém com que o Grêmio trata a competição nos últimos anos do que por méritos do Inter, sua administração nada teria a mostrar no futebol. Isso, no entanto, é problema do Inter. Porém, tentar se eximir de uma despesa que cabe ao seu clube para que ela seja paga com dinheiro público é algo que diz respeito a todos os nós. Espero que prefeitura e governo do Estado não cedam à chantagem, e que, ao contrário, todos os instrumentos legais possíveis sejam utilizados para obrigar o Inter a pagar o que deve.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Boa estreia

O Grêmio teve uma boa estreia na Libertadores. Ganhou do tradicionalíssimo Nacional, do Uruguai, por 1 x 0, no alçapão do Parque Central, em Montevidéu. Foi uma vitória bem ao estilo da Libertadores, com pouco brilho técnico, mas muita aplicação. Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio manteve o domínio do jogo, e percebia-se, ao longo do partida, que estava muito mais perto da vitória do que o seu adversário. Após levar o gol, já no segundo tempo, o Nacional exerceu uma maior pressão, como seria de se esperar, mas não conseguiu transformá-la em gol. Com a vitória, o Grêmio está em primeiro lugar no grupo, junto com o Nacional, de Medellin, que derrotou, em casa, o Newell's Old Boys por 1 x 0. Os dois clubes estão, portanto, iguais em pontos e saldo de gols. A vantagem do Grêmio é que sua vitória foi conquistada fora de casa. O próximo jogo do Grêmio pela Libertadores será dia 25, na Arena, contra o próprio Nacional de Medellin, quando estará em jogo a liderança do grupo. Um começo promissor do Grêmio na Libertadores, num ano em que seus torcedores não estão confiantes nas possibilidades do time. Destaque-se que, incluindo os jogos da pré-Libertadores, o Grêmio foi o único clube brasileiro a vencer jogando como visitante, até agora, na competição. Um bom sinal, na busca do sonho do terceiro título da Libertadores na história do clube.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Reacionarismo

A divulgação de um vídeo gravado durante uma audiência pública da Câmara dos Deputados, no município de Vicente Dutra (RS), em novembro de 2013, expõe o quanto nossas casas parlamentares ainda são assoladas pela presença de reacionários da pior espécie. No vídeo, o deputado federal Luís Carlos Heinze (PP/RS), ferrenho aliado do setor agrícola, exorta os proprietários de terras a defenderem com unhas e dentes o seu patrimônio da ação de invasores. Em meio ao seu pronunciamento, Heinze diz que quilombolas, gays e lésbicas são "tudo o que não presta". Perguntado a respeito, apelou para o surrado recurso de usar frases como "não foi isso o que eu disse" e "nada tenho contra gays e lésbicas". Seu partido, o PP, fez questão de, imediatamente, frisar que não concorda com as posições de Heinze. A preocupação do PP, por certo, é por estarmos num ano eleitoral, e o partido que tem uma candidata com boas chances de se eleger governadora do Rio Grande do Sul, a senadora Ana Amélia Lemos, não quer desgastar sua imagem pública. Porém, é óbvio que sendo o PP, simplesmente, a Arena, partido de sustentação do regime militar, com outro nome, muitos dos seus integrantes devem partilhar das ideias de Heinze. Na mesma audiência, o deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) fez coro às exortações de Heinze no que tange a defesa que os donos de terras deveriam fazer de suas propriedades. O partido de Moreira, o PMDB, nada tem a ver com o antigo MDB, bastião da luta contra a ditadura, é apenas um partido apegado a qualquer governo, em busca de cargos. Portanto, não há nada de espantoso nas posturas que defendem. O Brasil já avançou muito, desde que restituiu a democracia, há 29 anos, mas ainda levará um tempo considerável até que consiga livrar-se da corja reacionária que infesta os parlamentos. Heinze e Moreira, contudo, mesmo que pertençam a uma fatia, infelizmente, ainda numerosa da sociedade, não representam o pensamento da maioria dos brasileiros. Suas declarações são o reflexo do desespero de quem sabe que os tempos mudaram, e que odiosos privilégios de setores conservadores da sociedade serão, a cada dia, tornados fatos do passado. Um passado autoritário, excludente, opressor e violento que é próprio dos regimes de exceção, e incompatível com a democracia em que vivemos.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A banalização da violência

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, atingido por um artefato pirotécnico enquanto cobria uma manifestação no Rio de Janeiro, é um monumento à estupidez humana. Andrade estava trabalhando, não era um ativista nem um membro das forças de segurança. O fato, em si, já é de uma abjeção intolerável, mas, pior do que isso, é a reação de algumas pessoas ao acontecimento. Numa tentativa absurda de politizar um homicídio covarde, pois é disso que se trata a morte de Santiago, tentam minimizar seu significado, identificando um "exagero da mídia" no tratamento ao ocorrido. Essa postura é inadmissível, pois significa a banalização da violência, um rebaixamento da condição humana, levando o maquiavelismo do "fim que justifica os meios" às últimas consequências. No entender dessas pessoas, estaria havendo "corporativismo" da imprensa na cobertura do fato. Há os que sustentam que o cinegrafista deveria usar material de segurança, como se estivesse a cobrir uma guerra. A alegação é ridícula. A reação da imprensa é proporcional ao fato. Afora isso, os que usam de tais argumentos fingem ignorar que Santiago era um trabalhador que estava ali ganhando, dignamente, o seu sustento, e não um dos "barões" da tão odiada "mídia". Os que causaram a morte de Santiago, ao contrário, são ou membros da classe média entediada ou jovens de baixa condição econômica cooptados para um ativismo que para eles se apresenta difuso e desfocado. A consequência prática dos protestos desses grupos, como sempre, será mínima, mas eles geraram uma vítima fatal. Isso é inaceitável! A punição aos culpados deve ser exemplar. Não se pode tratar a morte de um ser humano, nas circunstâncias em que se deu, como um "acidente de percurso". Honremos a memória de Santiago colocando seus assassinos na cadeia. Caso contrário, estaremos renunciando à civilização e legitimando a barbárie.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma tendência que resiste ao tempo

O Gre-Nal de ontem, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho, demonstrou, mais uma vez, uma tendência que resiste ao tempo: o favorecimento das arbitragens ao Inter. O jogo terminou empatado em 1 x 1, mas o seu desenrolar poderia ter sido diferente caso um pênalti claríssimo de Fabrício em Pará, aos 9 minutos do primeiro tempo, tivesse sido marcado pelo árbitro Leandro Vuaden. Tudo muda no mundo, numa velocidade que, às vezes, dificulta a nossa assimilação. Menos a tendência pró-Inter das arbitragens gaúchas, que resiste impávida ao longo dos anos. O Grêmio começou o jogo sufocando o Inter, numa verdadeira blitz em busca do gol. Houvesse o pênalti sido marcado, e todo o encaminhamento da partida poderia ser diferente. Como seria de se esperar, o Grêmio não tinha como manter aquele ritmo alucinante durante todo o primeiro tempo, e diminuiu a intensidade do seu jogo, permitindo ao Inter um maior equilíbrio nas ações a partir dos 25 minutos. Ainda assim, o gol do Inter, aos 44 minutos, não fez justiça ao que se via em campo, com o Grêmio dominando durante a maior parte do tempo. No segundo tempo, o Grêmio decaiu de produção, mas conseguiu o empate, em outro pênalti igualmente claro. Grêmio e Inter tiveram alguns destaques individuais. No Grêmio, Marcelo Grohe, Rhodolfo e Luan. No Inter, Muriel, Gilberto e Aranguiz. Os destaques negativos foram Zé Roberto, no Grêmio, e Alex, no Inter. Agora, enquanto o Inter continua dedicado, apenas, ao Gauchão, o Grêmio se prepara para estrear na Libertadores, quinta-feira, contra o Nacional, em Montevidéu. Um alento o Grêmio já tem para esse jogo: o de saber que a arbitragem não será gaúcha.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O milésimo gol de Túlio

Enfim, aconteceu. Com um gol de pênalti, jogando pelo Araxá contra o Mamoré, no Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, o centroavante Túlio, aos 44 anos, marcou, segundo afirma, o seu milésimo gol. Repete, assim, o feito de Romário, outro jogador da posição que fez seu gol mil já na condição de quarentão. Os dois perseguiram a marca obstinadamente, na ânsia de igualar o feito do maior jogador do mundo em todos os tempos, Pelé. No entanto, as diferenças na obtenção da façanha são gritantes. Pelé alcançou o índice de maneira comprovada e documentada, e o fez ainda no auge de sua carreira, aos 29 anos, no mais célebre dos estádios, o Maracanã, contra um grande clube, o Vasco. Romário, para chegar à marca, contabilizou até jogos de categorias anteriores aos profissionais, e Túlio, cujos números também não batem com a contabilidade oficial, foi esticando sua carreira e jogando pelos clubes mais inexpressivos até atingir a tão pretendida meta. Em comum aos três, somente o fato de o gol mil ter sido de pênalti. Ao contrário de Pelé, um gênio, e de Romário, um craque, Túlio foi apenas um bom jogador. Inegavelmente, é também uma grande figura humana, irreverente e simpático. Porém, sua busca do milésimo gol foi constrangedora e patética. Menos mal que, ainda que no modesto cenário da segunda divisão de Minas Gerais, a saga do gol mil de Túlio chegou ao fim. O episódio entrará para a história, na melhor das hipóteses, como algo folclórico. Túlio, contudo, tem o direito de saborear o seu "feito" e de ter uma sobrevida como alguém capaz de mobilizar a mídia em torno de si, tantos anos depois de ter deixado de ser, na prática, um jogador de nível profissional. Não há em si, nenhum mal nisso. Ele lutou com as armas de que dispunha para se manter em evidência. Seu desafio será daqui para frente, pois não ficou rico com o futebol. Tomara que, de uma forma ou de outra, a vida lhe seja generosa, pois, sendo, como é, um bom ser humano, Túlio faz por merecer.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A data que mudou a história da música

Há exatos 50 anos, em 7 de fevereiro de 1964, os Beatles desembarcavam, pela primeira vez, nos Estados Unidos. Eles já eram ídolos em seu país, a Inglaterra, mas só a partir de sua incursão no território americano se tornariam um fenômeno mundial. Foram recebidos com desdém pela imprensa local, mas sua apresentação no programa de tv "The Ed Sullivan Show" teve enorme audiência. A partir daí, o mundo se renderia ao talento do grupo. Iria começar a Beatlemania, um fenômeno de popularidade jamais visto antes ou depois no meio musical. Ao dominarem o país culturalmente mais influente de todos, os limites geográficos desapareceram para o grupo, e os Beatles tornaram-se ídolos mundiais. Vários de seus shows foram realizados naquele país, inclusive o último, em 1966. Ainda que tenham enfrentado a má vontade inicial da imprensa, por serem estrangeiros, logo desmancharam qualquer resistência, e mudaram a história da música. Começava, em termos mundiais, a apoteótica trajetória do maior grupo musical de todos os tempos. Foram milhões de cópias vendidas de seus discos em todo o mundo, o que acontece até hoje, pois todos permanecem em catálogo, sempre com muitos bons índices de comercialização. São de autoria dos Beatles vários standards da música internacional. A música de maior sucesso de todos os tempos, por ter sido a mais regravada e a que mais vezes foi tocada nas rádios, "Yesterday", é criação do grupo, mais especificamente de Paul McCartney, embora tenha sido creditada a ele e John Lennon, em parceria. Desde aquela data, foram anos de êxtase para fãs do mundo inteiro, até a dissolução do grupo, em 1970, quando, no dizer de John Lennon, "o sonho acabou". Na verdade, esse é um sonho que nunca acabará, pois a música dos Beatles é atemporal e segue conquistando novos fãs. A eclosão desse fenômeno começou há 50 anos, mas permanecerá pelo tempo afora.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O fracasso de Alexandre Pato

O futebol, com seus jogadores de ascensão meteórica e salários milionários, vez por outra, produz fracassos pessoais gigantescos. São casos de jogadores que, embriagados pela fama súbita e pelo enriquecimento rápido, se esquecem do que os fez chegar nessa condição, e passam de ídolos a renegados. Um exemplo disso é Alexandre Pato. Revelação fulgurante do Inter aos 16 anos, Pato ficou pouco tempo no clube, pelo qual foi campeão mundial um mês depois de lançado no time principal. Logo foi vendido ao Milan, que apostava estar diante de mais um craque brasileiro. Pato sofreu inúmeras lesões enquanto esteve no Milan, não mantendo uma continuidade no time. O jogador não justificou o alto investimento feito na sua contratação. Afora as lesões, seu nome só ficou em evidência por seu casamento de curta duração com uma atriz da Rede Globo e, posteriormente, por seu envolvimento com a filha de Sílvio Berlusconi, dono do Milan e ex-primeiro ministro da Itália. As principais preocupações de Pato pareciam ser a de vestir roupas de grife e frequentar restaurantes caros. Suas declarações seguem um roteiro previamente traçado por consultores. Como se vê, Pato tratou de atuar em várias frentes, só se esqueceu de jogar futebol. O Corinthians o adquiriu por R$ 40 milhões, a maior quantia já paga por um jogador no Brasil, mas Pato não correspondeu. Ontem, Pato foi trocado por Jádson, do São Paulo. Pato ficará emprestado ao São Paulo por dois anos, Jádson foi em definitivo para o Corinthians. Seja como for, a negociação é um atestado eloquente do seu fracasso, que ficou mais evidente diante dos protestos da torcida do São Paulo em relação à sua contratação durante o jogo de hoje, no Morumbi, em que o clube venceu o Paulista, de Jundiaí, por 2 x 0, pelo Campeonato Paulista. Com apenas 24 anos, Alexandre Pato já é um homem rico, mas por ter perdido o foco, privilegiando os prazeres proporcionados pela carreira em detrimento do futebol dentro de campo, não irá ingressar no panteão dos craques, como era esperado. Irá para o limbo, lugar dos jogadores que logo são esquecidos, ainda que, no seu caso, com os bolsos cheios.