sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Abel está de volta

Agora é oficial: Abel Braga é o novo técnico do Inter. Será a sexta passagem do técnico pelo clube! Abel é o técnico que conquistou os títulos de maior expressão da história do Inter, pois foi campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006. Esse é o motivo principal do seu retorno, pois o Inter vem de dois anos seguidos de péssimos desempenhos nas competições de grande porte, e 2014 é o último de Giovani Luigi como presidente, sendo, portanto, a oportunidade que sobrou para o dirigente máximo do clube tentar levantar a imagem da sua administração. Outro ponto que favorece Abel é que suas principais virtudes são a liderança que mantém sobre o grupo e a coesão que consegue estabelecer nele. Num clube cujo vestiário tem apresentado graves problemas nos últimos anos, essas características de Abel tendem a ser bastante favoráveis. Nem todos, no entanto, manifestam entusiasmo pela contratação de Abel. Há os que alegam que ele é um técnico de salário muito alto, e que, por já estar rico e afirmado, não teria mais a mesma motivação para o trabalho. Resta esperar para ver o que vai acontecer na prática. Chama atenção, contudo, que o Inter, que não irá participar da Libertadores, invista num técnico caro e renomado, enquanto seu maior rival, o Grêmio, que estará na maior competição do futebol sul-americano, pretenda fazer uma política de contenção de gastos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Grupo difícil

O Grêmio lutou muito para obter classificação direta para a Libertadores. Porém, ao não ficar entre os cabeças de chave da competição, acabou sorteado para o que pode ser considerado o "grupo da morte" da Libertadores de 2014. No grupo, afora o Grêmio, estarão presentes o Newell's Old Boys (ARG), Nacional de Medellin (COL), e Oriente Petrolero (BOL) ou Nacional (URU). Se, por um lado, é um grupo atrativo sob o ponto de vista da bilheteria, de outro, sua exigência técnica torna a luta pela classificação extremamente árdua. Não bastasse isso, o que se diz é que o Grêmio irá diminuir sua folha de pagamentos, se desfazendo de jogadores de altos salários e sem fazer grandes contratações. Um indício claro dessa tendência foi a confirmação, hoje, da saída do goleiro Dida. A saída de Dida não chega a ser um problema do ponto de vista técnico, mas se outros jogadores forem dispensados ou negociados pelos simples fato de terem uma alta remuneração, e não houver a chegada de nomes de grande nível, as perspectivas do Grêmio na Libertadores serão bem modestas. O torcedor do Grêmio sofre com a ausência de grandes títulos há 12 anos. Com a ideia do clube de reduzir custos, e entrando num grupo tão duro na primeira fase da Libertadores, esse jejum tem tudo para se prolongar.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ainda não foi dessa vez

A Ponte Preta disputou, esse ano, a primeira competição internacional de sua história, e conseguiu chegar na decisão. Começou, então, a acalentar o sonho de conquistar o primeiro título da sua longa história de 113 anos, o segundo clube de futebol mais antigo do Brasil. Porém, ainda não foi dessa vez. A decisão do título foi contra o Lanús, da Argentina. No primeiro jogo, quarta-feira passada, no Pacaembu, a Ponte Preta ficou no empate em 1 x 1. Hoje, fora de casa, perdeu por 2 x 0, e viu adiada, mais uma vez, a tão sonhada conquista de um título. Ao longo de sua história, a Ponte Preta montou bons times, pelos quais passaram jogadores como Dicá, Nelsinho, Manfrini, Valdir Peres, Carlos, Édson, Oscar, Polozi, Juninho, Nenê, entre outros, mas os títulos sempre escaparam. Uma condição que dói ainda mais porque o seu grande rival, o Guarani, ostenta o título de campeão brasileiro de 1978. A Ponte fez uma campanha meritória na Copa Sul-Americana, vencendo, fora de casa, Criciúma, Velez Sarsfield e São Paulo. Chegou com méritos na decisão, mas, mais uma vez, o título não veio. Com a derrota da Ponte Preta, o Botafogo foi beneficiado, pois classificou-se para a Pré-Libertadores, condição que ficaria com o clube paulista, caso fosse o campeão. A conquista esteve muito perto, mas ainda não chegou. A luta da Ponte Preta para obter um título continuará por mais tempo.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Artificialismo

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu que, no Campeonato Mundial de Fórmula-1 de 2014, a última corrida, o Grande Prêmio de Abu Dhabi terá os pontos valendo em dobro. A medida é uma clara tentativa de dar mais competitividade à F-1, que tem sido dominada por Sebastian Vettel e sua equipe, a RBR, nos últimos quatro anos. Se a medida já tivesse sido adotada anteriormente, Vettel não teria ganho um de seus quatro títulos consecutivos, o de 2011. Vettel, aliás, já se pronunciou sobre a mudança, considerando-a injusta para quem se esforça durante um ano inteiro. Concordo com Vettel. No esporte, as competições buscam apontar quem é o melhor. Por vezes, há uma superioridade escancarada de um competidor sobre os demais. Isso pode levar a uma previsibilidade quanto ao resultado que desestimule o público. Como o esporte se tornou um negócio milionário, é preciso cativar a audiência. Para isso, é desejável que as competições apresentem um alto grau de disputa, mantendo a mobilização e o interesse do público quanto ao seu desfecho. Tudo isso é muito compreensível, mas não justifica um artificialismo como pontos dobrados numa única corrida. O recurso do formulismo pode até ser eficiente para manter a emoção durante uma competição, mas é injusto. Os melhores tem o direito de usufruir a sua superioridade, ainda que isso tire um pouco do interesse pela disputa. Não se pode punir o talento. Vettel e a RBR tem sido hegemônicos na F-1, mas isso é consequência da qualidade do piloto e da competência da equipe. Eles tem feito um trabalho melhor do que os dos seus concorrentes, e, enquanto isso persistir, tem o direito de colher os resultados correspondentes.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Proposta rejeitada

O Conselho Deliberativo do Grêmio rejeitou, na noite de hoje, a proposta do conselheiro Renato Moreira que previa modificações no processo eleitoral do clube. Uma lástima que a proposta tenha sido inteiramente recusada. O único equívoco da proposição de Renato Moreira, uma das mais expressivas lideranças do clube, era a ideia de aumentar o mandato do presidente de dois para três anos. De resto, a intenção de retomar a eleição presidencial em dezembro, depois do encerramento dos jogos oficiais, era excelente. Historicamente, o processo eleitoral no Grêmio sempre foi assim, até o momento em que se lançou a infeliz ideia de realizar as eleições em outubro, período em que o clube está em plena disputa de competições, o que gera um desvio de foco extremamente prejudicial. Moreira também propunha a unificação da eleição para o Conselho Deliberativo com a presidencial, com a primeira se realizando um pouco antes da segunda, evitando o prolongamento da ebulição política no clube. Outra excelente ideia foi a de reinstituir o cargo de vice-presidente de futebol, que em péssima hora foi extinto. Renato Moreira, inconformado com a rejeição da proposta, disse que ela só não foi aprovada por ter sido de sua autoria, dando um cunho de mesquinharia política ao fato. O fato é que, exceção feita ao aumento do mandato presidencial, que em nada beneficiaria o Grêmio, as demais proposições seriam muito favoráveis ao clube. O Grêmio não ganha grandes títulos há 12 anos, e nesse período só venceu três campeonatos estaduais. Entre as muitas razões para isso, estão as equivocadas alterações nos processos eleitorais, modificando o que dera certo ao longo da história do clube. Com a rejeição integral da proposta de Moreira, o Grêmio perdeu uma chance preciosa de reparar esse equívoco.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Encerramento melancólico

O Campeonato Brasileiro de 2013 se encerrou nesse fim de semana, de maneira melancólica. Os jogos mostraram o baixo nível técnico observado durante toda a competição. Faltou futebol, e, para piorar, um jogo chamou mais a atenção pela violência chocante fora de campo, do que pelo que ocorreu dentro dele. No sábado, Flamengo e Cruzeiro fizeram um jogo com dois times cheios de reservas para um surpreendente público de 41 mil pessoas no Maracanã, numa partida que nada valia para a tabela. Dentro de campo, aconteceu o mais lógico, um empate em 1 x 1, que contentou a todos. Ainda no sábado, o Corinthians encerrou sua medíocre participação no Brasileirão perdendo para o Náutico, lanterna absoluto, por 1 x 0, na Arena Pernambuco. Uma triste despedida para o Corinthians, que não se encontrou durante o campeonato. O resultado permitiu ao Náutico manter em poder do América-RN a condição de pior campanha na história dos Campeonatos Brasileiros. Um modesto consolo. Hoje, ocorreram todos os demais jogos, que definiam classificações para a Libertadores e rebaixamentos. Como era de se esperar, Portuguesa e Grêmio, no Canindé, não saíram do empate. Afinal, o resultado garantia o vice-campeonato para o Grêmio, e a permanência da Portuguesa na primeira divisão. No final, 0 x 0, com o Grêmio tendo várias chances claras de gol, mas todos terminando o jogo satisfeitos. O Inter, para "coroar" um desempenho abaixo da crítica na competição, apenas empatou em 0 x 0 com o time reserva da Ponte Preta, que foi treinada pelos auxiliares do técnico Jorginho, que não veio para o jogo no Francisco Stédile. A torcida do Inter vaiou o time. Nos demais jogos, o Goiás, confirmando a fama de "cavalo paraguaio", ficou fora da Libertadores ao ser goleado, em casa, pelo Santos, que não aspirava mais nada no campeonato. O Coritiba aproveitou-se do desinteresse do São Paulo, outro clube que apenas cumpria tabela, venceu-o por 1 x 0, no estádio Novelli Júnior, em Itu (SP), e se manteve na primeira divisão. O Botafogo goleou o Criciúma por 3 x 0, no Maracanã, e com a derrota do Goiás, entrou na zona de classificação para a Libertadores, da qual só sairá se a Ponte Preta ganhar a Copa Sul-Americana. O Criciúma, mesmo tendo perdido, não foi rebaixado, pois foi ajudado pelos resultados paralelos. O Vitória, que ainda sonhava com uma remota chance de classificação para a Libertadores, chegou a fazer 2 x 0 no Atlético Mineiro, no Independência, mas acabou cedendo o empate em 2 x 2. Chegamos então aos dois jogos de mais tristes consequências. O Fluminense ganhou de virada do Bahia, por 2 x 1, na Arena Fonte Nova, mas, com a vitória do Coritiba, acabou rebaixado. Um fato inédito e vexatório é que o Fluminense é o primeiro clube a ser campeão brasileiro num ano e rebaixado no seguinte. O Vasco não só caiu para a segunda divisão, na Arena Joinville, como foi goleado pelo Atlético Parananense por 5 x 1. Depois de sair perdendo por 1 x 0, o Vasco chegou a empatar, mas foi vitimado por uma atuação defensiva desastrosa, especialmente do zagueiro Cris. Porém, o principal acontecimento desse jogo não foi a partida em si. Aos 16 minutos do primeiro tempo, quando o Atlético Paranaense vencia por 1 x 0, uma briga feroz entre as duas torcidas paralisou o jogo por mais de uma hora, deixou um saldo de quatro feridos, e abalou o país e o mundo com as imagens transmitidas pela televisão. Um triste acontecimento que, somado ao futebol pobre mostrado na rodada, fez o Campeonato Brasileiro terminar sem deixar saudade.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Candidato próprio

O que já vinha sendo especulado se confirmou, e o PDT terá candidato próprio a governador do Rio Grande do Sul em 2014. O candidato escolhido também é o que estava sendo aventado, o deputado federal Vieira da Cunha. Com isso, mais um partido abandona a base de sustentação do governo Tarso Genro. O primeiro a fazê-lo foi o PSB, para engajar-se na candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a presidente. Em princípio, é saudável que os partidos lancem candidatos próprios aos cargos majoritários. Isso fortalece a sigla perante o eleitor. Porém, nem sempre um partido possui entre seus quadros nomes com a devida densidade eleitoral. Para concorrer com chances numa pleito majoritário é preciso um potencial de votos muito maior do que para uma eleição proporcional. Vieira da Cunha já provou sua capacidade de eleger-se para a Assembléia e Câmara dos Deputados, mas não parece ter condições suficientes para vencer uma eleição em que estarão concorrendo o atual governador, Tarso Genro, do PT, e a senadora Ana Amélia Lemos, do PP. Um dos trunfos do PDT será, sem dúvida, o seu candidato a senador, o jornalista Lasier Martins,de grande popularidade. Ainda assim, isso não parece suficiente, pois o voto não é vinculado e nada impede que um eleitor de Lasier vote em Tarso ou Ana Amélia para governador. O PDT, na verdade, sempre careceu de grandes nomes. Sua maior expressão no Rio Grande do Sul ainda é Alceu Collares, que, não por acaso, elegeu-se prefeito de Porto Alegre e governador pelo partido. Collares, no entanto, já está com 85 anos, o que o afasta dos embates eleitorais. O pleito de 2014 servirá para que o PDT mostre uma condição de protagonismo junto ao eleitorado, não sendo apenas um integrante de uma ampla coligação chefiada por outro partido, mas não será dessa vez que conseguirá eleger, novamente, o governador do Estado.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Grupo fácil

Hoje foi o dia, tão esperado, do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014. O Brasil pegou um grupo fácil, com Croácia, Camarões e México. Com exceção da Croácia, a Seleção Brasileira não deverá enfrentar maiores dificuldades nos jogos da primeira fase. A partir daí, no entanto, o grau de exigência aumentará. Nas oitavas de final, a Seleção deverá enfrentar a Holanda, ou, até mesmo, a Espanha, atual campeã mundial. Se chegar até às quartas de final, enfrentará, possivelmente, a Inglaterra, e nas semifinais, a Alemanha. Se chegar até à decisão, terá pela frente Argentina, Espanha (caso ela tenha sido campeã do seu grupo na primeira fase} ou Itália. Como se vê, após um início ameno, o caminho da Seleção até o título não será fácil. Porém, com uma equipe definida, um técnico que já foi campeão da competição e contando com o fator local que representa ter sempre a quase totalidade do público presente ao estádios em seus jogos torcendo a seu favor, a Seleção tem tudo para conquistar a Copa e exorcizar de vez a derrota para o Uruguai em 1950. Como é de costume, a primeira fase da Copa terá um "grupo da morte". Será o Grupo D, composto de Itália, Uruguai, Inglaterra e Costa Rica. Um grupo que soma sete títulos de Copa do Mundo! O mais fraco dos grupos é o C, com Colômbia, Costa do Marfim, Grécia e Japão. O que mais importa, contudo, é a convicção de que a Copa de 2014 tem tudo para ser a melhor de todos os tempos. Afinal, ela vai reunir todas as oito seleções que já ganharam a competição. Agora, é só começar a contagem regressiva para que o Brasil sedie, pela segunda vez, a mais importante disputa do futebol mundial.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nélson Mandela

O mundo perdeu hoje uma figura histórica: Nélson Mandela. Uma daquelas pessoas que despertam a admiração de todos, fascinadas pelo exemplo de vida, por uma existência marcada pela integridade e honradez. Um defensor permanente da paz e da conciliação que, mesmo tendo passado mais de 20 anos preso, não buscou vingança contra seus detratores. Lutou contra o apartheid, a terrível segregação racial da África do Sul, e colheu a vitória. Ao tornar-se o primeiro presidente negro do país, marcou a superação de um período vergonhoso não só para a África do Sul, mas para a humanidade. Buscou sempre o entendimento, não o confronto. Sua imagem era a de um homem paternal, transmitia bondade e acolhimento. Um líder pelo exemplo, não por rompantes e bravatas. Uma prova de que a brandura não significa fraqueza. Mandela foi, e continuará sendo, um símbolo, não só para seu país, mas para o mundo inteiro. Um símbolo da tolerância, do entendimento, da superação de conflitos, da busca da eliminação das barreiras que dividem os seres humanos. Não foi um político, mas um estadista. Um ícone, uma personalidade atemporal de uma existência longa e profícua. Como ele próprio dissera, a morte é inevitável, e ela chegou para Mandela na provecta idade de 95 anos. Certamente, morreu em paz, com a consciência tranquila de quem soube, como poucos, fazer a sua parte.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Mau resultado

A Ponte Preta começou mal a disputa do título da Copa Sul-Americana, contra o Lanus (ARG). Hoje, no Pacaembu, apenas empatou  em 1 x 1. O Lanus saiu na frente, já no segundo tempo, e a Ponte Preta conseguiu igualar o placar quando o jogo já se aproximava do final. Ambos os gols foram de falta, e muito bonitos. No primeiro tempo, Santiago Silva, centroavante do Lanus, conhecido por suas limitações técnicas, perdeu um gol incrível. Foi um mau resultado para a Ponte Preta, pois, como era a mandante do primeiro jogo, era importante que vencesse para poder enfrentar com mais chances a segunda e decisiva partida, na casa do adversário. Um novo empate, por qualquer placar, levará a decisão para os tiros livres da marca do pênalti. A esperança da Ponte Preta é que, nas fases anteriores da competição, ela venceu o Criciúma, o Velez Sarsfield e o São Paulo nos jogos fora de casa. Nada está perdido, portanto, mas o Lanus ficou com o favoritismo para o título.