quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Vitória esperada
O Grêmio venceu o Náutico por 2 x 0, hoje, na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória que apenas confirmou o que todos esperavam. Não se podia imaginar um tropeço do Grêmio nesse jogo, mesmo que o Náutico viesse de um empate com o Corinthians, no Pacaembu. Não foi preciso o Grêmio jogar uma grande partida para vencer. Ainda assim, sua superioridade foi flagrante. Os gols aconteceram um em cada tempo de jogo. O primeiro, com Barcos cobrando um pênalti sofrido por Kléber. O segundo, um golaço de Paulinho, em grande jogada de Máxi Rodriguez. Vários foram os destaques individuais do Grêmio, mas, curiosamente, eles não incluem os jogadores mais badalados do time. A dupla de ataque, Kléber e Barcos, mais uma vez, teve uma atuação modesta, e Zé Roberto esteve burocrático e improdutivo. O grande nome do jogo foi Wendel, que fazia sua estreia no Grêmio, que teve um desempenho notável. Gabriel foi uma barreira intransponível na zaga, Souza jogou como em seus melhores tempos. Máxi Rodriguez e Paulinho, que entraram no segundo tempo, também foram muito bem. Pena, para o Grêmio, que Cruzeiro e Botafogo também ganharam, o que não lhe permitiu subir de posição, mantendo-se em 3º lugar. Agora, o Grêmio, no domingo, terá uma partida com potencial para lotar a Arena. O adversário será o Atlético Mineiro, com Ronaldinho, no dia em que o Grêmio estará completando 110 anos. A lamentar, apenas, o horário do jogo, às 18h30min. O ideal seria às 16h. Foram 21 pontos ganhos pelo Grêmio nos últimos 24 disputados no Brasileirão. Uma grande campanha de um time que continua sendo desdenhado por grande parte da imprensa. A mesma imprensa que insiste em proclamar qualidades em quem, comparativamente, obteve 11 pontos dos últimos 24 disputados.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Vitória em teste mais forte
A Seleção Brasileira venceu Portugal por 3 x 1, de virada, em Boston, em jogo amistoso. Foi uma partida em que a Seleção foi bem mais exigida do que contra a Austrália, ainda que Portugal não contasse com o seu maior astro, Cristiano Ronaldo. Uma falha bisonha de Maicon fez com que a Seleção saísse atrás no placar. Porém, mesmo com outras falhas defensivas que quase proporcionaram mais gols para Portugal, a Seleção soube vencer com autoridade. Neymar fez um golaço e teve atuação destacada, fazendo jus a sua condição de nome mais ilustre da equipe. A Seleção, como um todo, jogou bem, e o próprio Maicon não se abalou com seu erro e cumpriu uma boa atuação. O que chama a atenção na Seleção sob o comando do técnico Felipão, é que ela disputa os amistosos com a mesma aplicação de um jogo valendo pontos, diferentemente do que ocorria nos tempos de Mano Menezes. O estilo de Felipão, tão bem sucedido em sua primeira passagem pela Seleção, parece estar dando certo, de novo, como a conquista do título da Copa das Confederações já havia demonstrado.
Tropeço inesperado
O Inter perdeu por 2 x 1 para o Santos, hoje, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. Com as duas vitórias seguidas que obteve, depois de sete jogos sem ganhar, o Inter fez com que muitos apostassem numa retomada dentro do Brasileirão, já que grande parte da imprensa está convicta de que seu grupo de jogadores é muito qualificado e capaz de brigar pelo título. Não faltou quem exaltasse o fato de que as duas vitórias, somadas com os seis empates anteriores, davam ao Inter uma invencibilidade de oito partidas. Houve também quem entendesse que, com jogos contra Santos, Vitória e Criciúma, o Inter tinha tudo para obter mais três vitórias em sequência. Porém, já no início dessa série, as previsões não se cumpriram. O Santos veio muito desfalcado para o jogo contra o Inter. Seu meio de campo, por exemplo, só tinha um titular, Cícero. Jogadores de destaque, como Arouca, Montillo, Neílton e Gabriel, ficaram de fora da partida. Isso não impediu, contudo, que, diante de um Inter quase completo, o Santos se impusesse. Se é verdade que o Inter perdeu muitos gols, e o goleiro Aranha praticou grandes defesas, o Santos soube jogar com muita inteligência, e explorou eficientemente os contra-ataques. Após levar o gol, depois de ter aberto 2 x 0 no placar, o Santos sofreu grande pressão do Inter, mas defendeu-se com muita garra e aplicação. Foram três pontos ganhos com méritos, que fizeram o Santos subir na tabela e poder sonhar com um segundo turno bem melhor, até porque ainda tem mais um jogo atrasado pelo primeiro turno, a exemplo do de hoje, contra o Náutico, o que traz a perspectiva concreta da conquista de mais uma vitória. Por outro lado, o Inter continua jogando mais nas análises da imprensa do que dentro de campo. Entre o time teórico, de uma propalada grande qualidade, e o real, que acumula resultados insatisfatórios, continua existindo um abismo.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Uma história que se repete
Talvez os muito jovens não saibam de quem se trata, mas, nos anos 90, Suzana Alves, a "Tiazinha", excitava a libido do público masculino com sua participação em um programa de televisão apresentado por Luciano Huck, na Rede Bandeirantes. Morena, com um corpo muito bonito, usando pouca roupa e sempre com uma máscara sobre os olhos, Tiazinha tornou-se um sucesso fulgurante, e Suzana Alves, entre outras coisas, posou nua para uma revista masculina. Suzana Alves dividia os holofotes do programa com Joana Prado, a "Feiticeira". Loira,de formas mais voluptuosas que as de Tiazinha, a Feiticeira estava sempre com um véu a lhe cobrir parcialmente o rosto. A exemplo de Suzana, Joana também foi catapultada para a fama. Porém, o tempo passa, e o futuro acaba não se mostrando igual para todos. A repercussão da atração levou Luciano Huck para a Rede Globo, onde, há mais de 10 anos, comanda um programa de auditório nas tardes de sábado. Ele está rico, casado com a não menos famosa apresentadora Angélica, e é pai de três filhos. Joana Prado, talvez sabedora de o quanto a fama pode ser efêmera, casou-se com o lutador Vítor Belfort, abandonando o "show-business" e dedicando-se as tarefas de esposa e mãe. Suzana Alves, por sua vez, andava esquecida, mas, soube-se agora, tornou-se evangélica e tem dado depoimentos aos fiéis sobre a sua vida e conversão. Não é um fato original, mas, sim, uma história que se repete. Sem desfazer da fé de ninguém, chama a atenção o número de pessoas que, tendo atingido, de certa forma, o estrelato, entram em crise por não conseguir sustentar a fama, retornando ao ostracismo. Uma coisa é ser permanentemente anônimo, como a maioria dos habitantes do mundo, outra é saborear a fama e se ver relegado, posteriormente, ao esquecimento. A religião é, quase sempre, o galho salvador ao qual ex-celebridades se agarram para conviver com sua nova condição. A fama só é sustentável, ao longo do tempo, se estiver escorada por um talento indiscutível. Se ela vier em consequência de atributos físicos ou da criação de uma caracterização como um personagem, sua duração tende a ser breve. Afinal, os atributos físicos se deterioram com o tempo, e os personagens, passada a novidade, cansam o público e são substituídos por outros na sua preferência. Joana Prado encontrou logo o seu caminho alternativo na vida conjugal e familiar. Suzana Alves, pelo visto, está a procura do seu "plano b", e a religião, mais uma vez, apareceu como solução.
domingo, 8 de setembro de 2013
Destempero
A imprensa esportiva brasileira sempre se caracterizou pela parcialidade e pelo bairrismo. Os jornalistas esportivos, em nome da defesa dos clubes com os quais se identificam, ou do futebol dos seus estados, deixam de lado o senso crítico e a isenção. Isso ficou comprovado, mais uma vez, com a polêmica em torno do pênalti que deu a vitória ao Grêmio sobre a Portuguesa no jogo de ontem. Os jornalistas Flávio Gomes e Arnaldo Ribeiro, da ESPN, em suas páginas no twitter, fizeram ataques raivosos ao Grêmio. Gomes apelou, inclusive, para palavrões e provocações chulas. Ribeiro pediu que monitorassem as ligações do presidente do Grêmio, Fábio Koff, para a CBF e Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (Conaf). Porque tamanho destempero? O lance pode até ser considerado duvidoso, mas está longe de ser um "roubo" escandaloso. Na verdade, já assistimos esse filme. O grande Grêmio da era Felipão era perseguido pela imprensa paulista, inconformada com suas vitórias, especialmente contra o Palmeiras do período Parmalat. Os méritos do time não eram reconhecidos, e lhe foi pespegada a pecha de "violento". O curioso é que, depois de todos os ataques que sofreu, Felipão foi contratado pelo Palmeiras, levando consigo outros nomes daquele Grêmio vitorioso, como Arce e Paulo Nunes, e repetiu no clube paulista a mesma trajetória exitosa. Mais tarde, tornou-se técnico da Seleção Brasileira e conquistou o título da Copa do Mundo de 2002. Os que vociferam contra o lance de ontem, contudo, omitiram deliberadamente, os prejuízos causados ao Grêmio pela arbitragem, como o pênalti claro não marcado sobre Kléber no primeiro tempo e o gol injustamente anulado do mesmo jogador no início do segundo. Também nada referem sobre o fato de Bruninho estar impedido no lance do primeiro gol da Portuguesa. O Grêmio, em nota assinada por Fábio Koff, condenou a postura dos dois jornalistas, no que está muito certo. Porém, não basta que o faça. As manifestações de Flávio Gomes e Arnaldo Ribeiro ultrapassaram os limites do jornalismo, descambando para ofensas injustificáveis ao clube e ao seu presidente. Sendo assim, é imperativo que o Grêmio processe Gomes e Ribeiro. Jornalismo se faz com seriedade e profissionalismo, não com passionalismo e baixarias.
sábado, 7 de setembro de 2013
Vitória dramática
O Grêmio venceu a Portuguesa por 3 x 2, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro tempo fraco, que terminou empatado em 0 x 0, o Grêmio abriu uma vantagem de dois gols e deu a impressão de que poderia até golear, mas acabou cometendo graves falhas defensivas, que redundaram no empate. O jogo, a partir daí, tornou-se dramático para o Grêmio, e só foi decidido a seu favor com um gol que resultou de um pênalti duvidoso. Mesmo com a Portuguesa tendo dois jogadores expulsos na confusão que se seguiu à marcação do pênalti, o Grêmio continuou se deixando pressionar, e o alívio só veio com o apito final do árbitro. O técnico do Grêmio, Renato, destacou que a campanha do time nos últimos sete jogos pelo Brasileirão, com seis vitórias e uma derrota, é digna do Barcelona. Porém, se a campanha é boa, o futebol do Grêmio continua devendo. O time chuta pouco a gol, e não apresenta grande volume de jogo. A próxima partida, contra o Náutico, na Arena Pernambuco, não deverá apresentar maiores obstáculos para que a vitória seja alcançada. No entanto, para enfrentamentos de maior nível, o desempenho que o Grêmio está tendo poderá ser insuficiente.
Sem dificuldades
O Inter ganhou por 3 x 1, de virada, da Ponte Preta, hoje, no Moisés Lucarelli, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo tendo saído atrás no placar, o Inter não teve dificuldades para vencer. A Ponte Preta mostrou o porquê de ser a vice-lanterna do Brasileirão. Apenas quatro minutos depois de abrir o placar, sofreu o gol de empate. A vitória do Inter, a partir daí, aconteceu ao natural, diante de um time que afunda cada vez mais no rumo do rebaixamento, e está com seu ambiente muito convulsionado. Dessa vez, ao contrário do que aconteceu contra o Náutico, o Inter não se deixou surpreender por um adversário pouco qualiificado. Cumpriu com a sua obrigação, e venceu. Agora terá jogos na terça, quinta e domingo, num grande desafio à capacidade física do time. Os jogos, contudo, são bastante propícios para que o Inter acumule mais pontos. Serão contra Santos e Vitória da Bahia, em casa, e o Criciúma, no Heriberto Hülse. Ótimas oportunidades para o Inter subir na tabela.
Goleada
A Seleção Brasileira Brasileira goleou a Austrália por 6 x 0, hoje à tarde, no Mané Garrincha, em jogo amistoso. Foi uma partida das mais fáceis, diante de um adversário modesto, como o próprio placar demonstra. Ainda assim, a Seleção teve seus méritos. No tempo de Mano Menezes como técnico da equipe, por várias vezes, a Seleção teve desempenho fracos mesmos diante de adversários de pouca expressão. No jogo de hoje, a Seleção esteve focada e aplicada, chegando de forma natural ao resultado elástico. Alguns jogadores, por certo, reforçaram seu prestígio junto ao técnico Felipão. São os casos de Jô e Luiz Augusto. Jô marcou os dois primeiros gols e deu um lançamento precioso para Neymar fazer o terceiro. Luiz Augusto, afora seu futebol eficiente como volante, encerrou o placar marcando um golaço. O próximo amistoso será contra Portugal, terça-feia, em Boston. Será um jogo de maior exigência, mas Portugal não irá contar com seu maior astro, Cristiano Ronaldo, que está lesionado. A tendência é mais uma vitória da Seleção Brasileira. Ao contrário do período de Mano Menezes, quando teve vários tropeços, a Seleção começa a acumular vitórias, o que sempre aumenta a confiança da equipe. Na Seleção, felizmente, os tempos são outros.
Degradação
As drogas são um flagelo social, isso não é novidade para ninguém. A dependência gerada por elas leva indivíduos e famílias a deterioração física e moral. Porém, mesmo que já se tenha tomado conhecimento de histórias escabrosas sobre o assunto, é impossível não ficar estupefato ao saber que, num dos bairros mais pobres e "barra pesada" de Porto Alegre, o Bom Jesus, após uma denúncia anônima, Anderson Machado Fonseca, de 25 anos, foi preso em flagrante ao tentar vender seu filho, um bebê de 11 meses, por R$ 10, para adquirir drogas. Como pode alguém chegar a tal nível de degradação? A simples ideia de vender um filho, por qualquer razão, já é absolutamente nauseante. Fazê-lo por um motivo tão torpe, cobrando uma quantia irrisória, é uma demonstração de que não há limites para a queda do ser humano quando mergulha no abismo moral. Como é possível uma pessoa decair tanto a ponto de, em nome da satisfação de um vício, tentar desfazer-se de um ser que dele descende? Para quem, como eu, acumula muitos anos de vida, as baixezas humanas já não causam tanto espanto, por ter testemunhado ou sabido de várias, mas um fato como este é, simplesmente, aterrador. Uma sociedade em que existam pessoas capazes de um ato tão vil, é reflexo da falência de um modelo civilizatório. Na proposta capitalista, adotada no mundo ocidental, há o estímulo ao individualismo exacerbado, à busca do sucesso pessoal. Em contrapartida, afrouxam-se os laços familiares e sociais, perde-se a noção de solidariedade. Incentiva-se o consumismo, a satisfação de aspirações. Isso gera um quadro social dividido entre vencedores e perdedores. Estes últimos se tornam excluídos, marginalizados, engrossando os bolsões de miséria dos grandes centros urbanos. Não se pode ter nenhum tipo de indulgência para com um homem que tenta vender um filho por R$ 10 para comprar drogas, só se pode defini-lo como um monstro. Igualmente severo deve ser o julgamento de uma sociedade capaz de abrigar em seu interior alguém assim, pois é uma demonstração clara de que nela já se perdeu a noção do que seja dignidade. A apologia ao consumismo e ao individualismo leva à coisificação do ser humano. Não nos coloquemos, portanto, na cômoda posição de quem, diante do fato aqui enfocado, apenas o recrimine e dirija uma série de impropérios ao pai desnaturado. Um ser tão degradado só pode surgir numa sociedade que perdeu a noção de valores e o sentido coletivo. Se não começarmos uma faxina nos nossos conceitos civilizatórios, monstruosidades como esta se tornarão cada vez mais frequentes, e acabaremos vitimados por uma escória decorrente de uma humanidade que caminha sem rumo.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Proposições equivocadas
Muito se fala da necessidade de proceder uma reforma política no Brasil. Concordo que há muito o que se corrigir em se tratando do sistema político do país, mas temo que uma reforma possa agravar ainda mais esse quadro. Minha apreensão se robusteceu ao saber que, hoje, o grupo da Câmara dos Deputados que trata do assunto aprovou o fim da reeleição para cargos executivos e a coincidência das eleições em todos os níveis. Para se transformarem em lei, tais proposições precisarão ser aprovadas nos plenários da Câmara e do Senado. Espero que isso não aconteça. O chamado instituto da reeleição foi introduzido no Brasil de uma maneira torta. O então presidente Fernando Henrique Cardoso, agindo em interesse próprio para obter um segundo mandato consecutivo, comprou o apoio de 200 parlamentares e instituiu a reeleição para cargos executivos no país. Porém, ainda que tenha entrado na vida política brasileira de uma maneira tão pouco nobre, e sem o devido debate com a sociedade, a reeleição não é algo ruim. Pelo contrário. Ela dá a chance de quem faz um bom trabalho ser reconduzido, democraticamente, para o exercício de mais um mandato. Se, por outro lado, o desempenho do governante não for bom, o próprio eleitor trata de mandá-lo para casa. A ideia que está sendo aventada é de, acabando-se com a reeleição, ampliar o mandato dos cargos executivos de quatro para cinco anos. Outro erro. Muito mais correto é manter as regras atuais. Assim, se após quatro anos o governante não fizer uma boa administração, ele deixará o cargo. Com a nova proposta, ele ganharia um ano adicional para o seu mau governo. Os que são favoráveis ao fim da reeleição, por certo, argumentarão que ele impede o continuísmo, e que quem está no poder sai em vantagem numa nova disputa eleitoral por usar a máquina do governo em seu favor. Alegações frágeis. Dois mandatos sucessivos não caracterizam continuísmo. Isso é próprio das ditaduras, que não tem prazo para acabar. O uso da máquina por quem exerce o poder acontece em todas as funções executivas de qualquer atividade, e, de resto, mesmo que o governante não pudesse concorrer a reeleição seria feito em favor do candidato do partido situacionista. Afora tudo isso, o Brasil não pode ficar mudando as regras eleitorais a toda a hora. A reeleição foi instituída no país há menos de 20 anos, e é muito cedo para que se busque retornar ao antigo sistema, em cuja vigência o país enfrentou inúmeras turbulências e crises. A outra proposição equivocada aprovada hoje é a coincidência das eleições em todos os níveis. Isso faria com que só tivéssemos eleições a cada quatro anos, votando para todos os cargos, de vereador a presidente. A ideia é duplamente ruim. Primeiro porque tornará extremamente penosa a tarefa do eleitor de, numa só vez, escolher os ocupantes de tantos cargos. Em segundo lugar porque irá gerar um espaço demasiado longo entre cada eleição. O pensamento de que eleições de dois em dois anos, como ocorre atualmente, possam trazer algum tipo de incômodo ou inconveniente para o país só pode ter lugar nas mentes dos etenos inimigos da democracia. O Brasil lutou muito para poder ter de volta o direito de eleger, nas urnas, os seus governantes, que lhe fora surrupiado por uma ditadura espúria e assassina. Eleição não é problema, é solução. Sou contra ambas as propostas. Se as demais que forem sendo apresentadas tiverem o mesmo nível, é preferível não fazer reforma política alguma. Nada é tão ruim que não possa ficar pior.
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