domingo, 18 de agosto de 2013
Frustração
O Inter empatou em 0 x 0 com o Atlético Mineiro, hoje, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado foi extremamente frustrante para o Inter, pois, agora, já são cinco jogos seguidos sem obter uma vitória. A grande preocupação dos torcedores era com a defesa, a terceira pior do Brasileirão antes do jogo, que havia sofrido 9 gols nas quatro partidas anteriores. Em relação ao ataque, se dizia que não preocupava, pois o time também marcava muitos gols. Para surpresa de todos, no entanto, no jogo de hoje, a defesa não tomou gols, mas o ataque também não os fez. Nesse último caso, há um agravante, pois o Inter jogou com um homem a mais desde os 36 minutos do primeiro tempo, devido a expulsão de um jogador adversário. Mesmo assim, não conseguiu mandar uma bola sequer para as redes. A trajetória do clube já começa a inquietar os torcedores, e as vaias após o término do jogo demonstram isso. Depois de uma campanha ruim nos cinco primeiros jogos, antes da parada para a realização da Copa das Confederações, o Inter, no retorno da competição, ensaiou uma recuperação, mas a queda de rendimento voltou a acontecer. Como tem sido rotina nos últimos anos, o Inter ganha as manchetes, antes da disputa começar, sendo apontado como um dos principais candidatos ao título, mas, dentro do campo, as previsões teimam em não se confirmar. Longos 34 anos já se passaram desde a última vez que o Inter conquistou o título da mais importante competição do futebol brasileiro. Pelo visto, o jejum tende a prosseguir.
sábado, 17 de agosto de 2013
Grande vitória
O Grêmio venceu o Vasco por 3 x 2, hoje á noite, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma grande e importante vitória. Foi a terceira consecutiva, sendo duas delas fora de casa. Em todas essas vitórias, o Grêmio marcou três gols. Mais do que o resultado, dessa vez, agradou a atuação. O primeiro gol veio cedo, marcado por Barcos, numa falha terrível de Cris, idêntica às que ele cometia nos seus tempos de Grêmio. Mais tarde, o Grêmio cedeu o empate, numa infelicidade de Alex Telles, que, ao tentar afastar uma bola, fez um gol contra, mas, ainda no primeiro tempo, Ramiro marcou um golaço garantindo a vitória parcial. Logo no início do segundo tempo, Barcos fez outro gol belíssimo, consolidando a vitória. O segundo gol do Vasco, já no final do jogo, serviu para dar aquele toque dramático à partida, tão próprio do Grêmio, mas o resultado fez justiça a quem foi superior por todo o tempo. Um equívoco do técnico Renato, no entanto, não pode passar em branco. Renato trocou Riveros, um volante, por Guilherme Biteco, um meia, quando o placar já estava em 3 x 1 para o Grêmio. Não era a hora de abrir o time. Renato deveria ter colocado Mateus Biteco, outro volante, o que faria o esquema ser mantido. O que importa, contudo, é a vitória. Com ela, o Grêmio já está em terceiro lugar na competição. Barcos, que vivia um jejum de gols, já marcou três nos dois últimos jogos. As próximas partidas do Grêmio também serão duríssimas, contra o Santos, pela Copa do Brasil, e Flamengo, novamente pelo Brasileirão. A diferença é que, agora, o time está mais confiante, e alguns jogadores estão recuperando o seu melhor futebol. A atitude dentro de campo, também é outra. Um novo Grêmio está surgindo, e permitindo que o seu sofrido torcedor possa voltar a sonhar com as grandes conquistas.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
No rumo da Segunda Divisão
Como apreciador do futebol, que acompanho com atenção desde que tomei consciência de minha presença no mundo, sempre vi o São Paulo como um clube diferente, para melhor, em relação aos demais. Com total distanciamento, pois não sou paulista nem torcedor do clube, identifiquei no São Paulo, ao longo do tempo, uma estrutura e solidez singulares. Ao contrário de todos os demais grandes clubes brasileiros, o São Paulo não costuma chafurdar nas crises. Elas costumam ser raras no clube, e logo são superadas. O São Paulo compõe o grupo de cinco grandes clubes brasileiros que jamais foram rebaixados para a Segunda Divisão. Os outros são Flamengo, Santos, Cruzeiro e Inter. Dentre todos eles, o São Paulo sempre me pareceu como o menos provável de ser rebaixado. Para minha surpresa, não é mais assim. O que no início do Campeonato Brasileiro parecia apenas uma possibilidade remota que logo seria afastada, começa a se tornar uma ameça concreta. Com o primeiro turno do Brasileirão se encaminhando para o seu encerramento, o São Paulo não consegue sair da zona de rebaixamento, não obteve nenhuma vitória nos últimos 11 jogos, e não faz valer o fator campo em seu favor, pois tem tropeçado seguidamente no Morumbi. Sentindo a necessidade de uma reação imediata para evitar o pior, o São Paulo baixou drasticamente os preços dos ingressos para o jogo de ontem contra o Atlético Paranaense. O ingresso mais caro custava R$ 30, e o mais barato apenas R$ 2. Nem assim o estádio lotou. O público foi de 25 mil pessoas, num estádio onde cabem 65 mil. O São Paulo saiu na frente, com um gol polêmico, em que muitos viram impedimento na jogada, mas, pouco depois, cometeu um pênalti, que determinou o empate. Ainda que tivesse muito tempo de jogo pela frente, o São Paulo não conseguiu marcar mais gols, e o resultado se manteve até o final. Entre os fatores que se pode identificar como causadores do mau momento do São Paulo, estão o continuísmo político do presidente Juvenal Juvêncio e, por incrível que pareça, as ações dentro e fora do campo, do maior ídolo do clube, Rogério Ceni. Juvenal Juvêncio foi um presidente exitoso, de grandes méritos, mas tudo tem seu tempo, e, ao mudar o estatuto do clube para obter mais um mandato, cometeu o erro de praticar o continuísmo, impedindo a necessária alternância no poder. Por sua vez, Rogério Ceni sempre foi uma referência no São Paulo, como jogador e líder. Como jogador, aos 40 anos e com aposentadoria marcada para dezembro, Rogério Ceni já não consegue dar uma resposta satisfatória dentro de campo. Tem errado cobranças de pênaltis e vem tendo seguidas falhas nos gols que sofre. Fora de campo, tem sido uma liderança negativa. Seu bate-boca público com o ex-técnico do São Paulo, Ney Franco, nada trouxe de positivo para o clube, pelo contrário, foi mais um foco de tensão num momento que já é muito tumultuado. O Fluminense, com sua espetacular recuperação em 2009, quando o rebaixamento parecia inevitável, mostra que não se pode desistir antes do tempo, mas o sinal de alerta está ligado. A chance de queda do São Paulo aumenta a cada dia, e isso não é bom nem para o clube, nem para a competição. Tomara que a reação ainda venha a acontecer, mas os sinais de um fracasso final ficam cada dia mais nítidos.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Mais sorte do que juízo
O Inter empatou em 3 x 3 com o Botafogo, hoje á noite, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Estava perdendo por 3 x 2 e conseguiu empatar aos 48 minutos do segundo tempo. O Botafogo, com o resultado, assumiu a liderança isolada do Brasileirão, mas foi vaiado por sua torcida, após o jogo, pois já poderia ter disparado no primeiro lugar, não fossem os gols que insiste em tomar nos acréscimos. Foi assim contra o Flamengo, o Atlético Mineiro, e no jogo de hoje. Em todas essas partidas, o Botafogo tinha uma atuação superior a de seus adversários, mas deixou a vitória escapar. Tantos pontos desperdiçados podem fazer falta no final da competição. Por sua vez, o Inter, pelo segundo jogo seguido, obteve o empate no final da partida. As circunstâncias em que o resultado de hoje foi obtido, talvez levem o Inter a festejá-lo, mas é preciso olhar o conjunto da obra. Faz quatro jogos que o Inter não ganha. Nessas partidas, sofreu nove gols, e marcou seis. Sua defesa se mostra extremamente vulnerável, e sofre gols em todos os jogos. O clube ocupa, apenas, o 8º lugar na tabela, enquanto seu maior rival, o Grêmio, já está em 4º. Tem um jogo a menos, é verdade, contra o Santos, no qual será o mandante, mas não se pode dar como certo, antecipadamente, que irá ganhar essa partida. A verdade é que, nos dois últimos jogos, o Inter teve mais sorte que juízo, empatando, no final, partidas que deveria ter perdido. Seu próximo jogo é outra parada dura, contra o Atlético Mineiro, no estádio do Vale. Convém ao Inter mostrar mais futebol para poder ambicionar algo melhor na disputa. Afinal, nem sempre a sorte irá ajudar.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Os ventos começam a soprar a favor
O Grêmio venceu o Cruzeiro por 3 x 1, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A atuação do time foi, mais uma vez, precária, mas é a segunda vitória consecutiva do Grêmio, e marcando três gols. Se o futebol está longe de ser convincente, alguns indícios de que os ventos começam a soprar a favor do Grêmio estão bem presentes. No jogo contra o Bahia, o Grêmio abriu o placar com um gol em que seu autor, Riveros, sofreu uma lesão ao marcá-lo, algo típico da característica heróica que tantos torcedores identificam no clube. Hoje, quando o jogo ainda estava 0 x 0, o Grêmio teve um pênalti contra si, e Dida, finalmente defendeu, fazendo jus a sua fama de especialista nesse tipo de cobrança. Assim como no jogo contra o Bahia, o adversário do Grêmio teve um jogador expulso, o que também favoreceu o encaminhamento de um bom resultado. Barcos desencantou e marcou um belo gol. Kléber também deixou o seu. Werley, que vinha tendo atuações apenas razoáveis, voltou a mostrar seus dotes de zagueiro artilheiro. Como fatos negativos, a comprovação de que Pará não pode ser titular do Grêmio, e de que Bressan, que cometeu o pênalti, também está longe de satisfazer as necessidades do time. A vitória, contudo, colocou o Grêmio no grupo dos quatro primeiros colocados do Brasileirão. Se o futebol do Grêmio ainda está longe de encher os olhos, os resultados começam a demonstrar que a sorte, que parecia tê-lo abandonado, começa a favorecê-lo.
Atuação pífia
A Seleção Brasileira perdeu para a Suiça por 1 x 0, hoje, em Basiléia. Foi o primeiro jogo da Seleção depois da conquista do título da Copa das Confederações com uma consagradora goleada sobre a Espanha. A atuação foi decepcionante. Mesmo em se tratando de um amistoso, sem a emulação de uma disputa como a da Copa das Confederações, era de se esperar que a equipe brasileira mostrasse bem mais. A Suiça é uma força apenas média no contexto do futebol mundial. O gol da vitória, inclusive, nasceu da ação desastrada de um jogador brasileiro. Daniel Alves, sabidamente o mais fraco dos titulares da Seleção, fez um patético gol contra que acabou determinando a derrota. Porém,.o gol aconteceu aos dois minutos do segundo tempo, ou seja, havia tempo suficiente para uma reação. No entanto, ela não ocorreu. Ao longo de todo o jogo, a Seleção se mostrou burocrática e sem inspiração. A maioria dos jogadores atua na Europa, e estão retornando de férias, o que pode servir de atenuante, mas esse novo tropeço da Seleção abala um pouco a confiança que vinha sendo retomada no futebol da equipe.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O movimento que não aceita críticas
Há certos assuntos que, por vezes, nos vemos inclinados a evitar, não por temermos abordá-los mas pelas condições que possuem de despertarem reações iradas e produzirem polêmica. No Rio Grande do Sul, tudo o que se refira ao chamado "tradicionalismo", é um terreno minado. O Movimento Tradicionalista Gaúcho é uma organização tentacular que procura se fazer onipresente na vida cultural do Estado. Os tradicionalistas estão convencidos de que tem a tarefa de defender a "autêntica" cultura gaúcha, cultuando suas raízes. Durante o ano, vários festivais musicais "nativistas" são realizados em diversos municípios do Estado. No mês de setembro, quando se comemora a "Revolução Farroupilha", são inúmeros os festejos, que tem, como um de seus pontos altos, o Acampamento Farroupilha, montado no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. Até nos meses de verão, em que os interesses se voltam para o litoral, os tradicionalistas marcam a sua presença, promovendo cavalgadas, tanto nas praias de mar quanto nas da costa doce. Trata-se de um movimento que não recebe bem nenhum tipo de critica. Seus integrantes hostilizam os que não compartilham de seu apreço pelo gauchismo. Tivemos, agora, mais um exemplo disso. Luiz Cláudio Knierim, diretor-técnico do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, teve de pedir afastamento da Comissão Municipal de Festejos Farroupilhas, por força de uma expressão que usou e que ofendeu os defensores do tradicionalismo. O que Knierim disse de tão grave? Ao referir-se às precárias condições de combate a incêndio no Acampamento Farroupilha, que reúne milhares de pessoas, Knierim classificou-o de "favelão gaudério". Foi o que bastou para que se criasse um grande mal-estar entre os demais participantes da comissão, o que levou Knierim a solicitar seu desligamento. O presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Rodi Borghetti, concordou com a precariedade das condições de combate a incêndio no acampamento, mas disse que "não era preciso esse esculacho". O Secretário Municipal de Cultura de Porto Alegre, Roque Jacoby, avaliou a colocação de Knierim como "desprezo em relação à cultura gaúcha". A afirmação de Jacoby soa como uma insensatez. Afinal, se Knierim é diretor-técnico do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, certamente tem apreço pela cultura gaúcha. O fato apenas demonstra, pela enésima vez, que o tradicionalismo é um movimento que se coloca acima do bem e do mal, não tolerando nenhuma crítica. O Rio Grande do Sul tem pago um preço muito alto por esse culto exacerbado ao que seria a sua cultura autêntica, mas isso é assunto para outra ocasião. No momento, já seria extremamente benéfico se as pessoas se dispusessem a refletir de porque não é dado a quem nasce no Rio Grande do Sul o direito de não seguir a cartilha do tradicionalismo.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Dois pesos e duas medidas
Os veículos de imprensa deveriam primar pela isenção na análise dos fatos que ocorrem a cada dia. Sabemos, contudo, que não é assim. O destaque maior ou menor que recebe a abordagem de um assunto está diretamente relacionada à linha ideológica e aos interesses dos proprietários dos veículos. Nesse momento, vivemos uma situação que escancara essa realidade. A multinacional Siemens, o maior conglomerado de Engenharia da Europa, denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a formação de um cartel em licitações do metrô e de trens urbanos em São Paulo e em contratos do metrô do distrito federal. A empresa, que obteve as informações dos seus próprios funcionários da subsidiária brasileira, apresentou as denúncias ao Cade beneficiando-se de um acordo de leniência, isto é, que prevê isenção de penalidades para os denunciantes. O prejuízo ao erário pode ter chegado a 450 milhões de reais. No entanto, em que pese a gravidade do fato, a maior revista semanal de informação do país, a "Veja", vem tratando o assunto com visível desinteresse, ao contrário do "mensalão", tachado por ela como o "o maior escândalo da história do Brasil", que, desde 2005, tem recebido uma cobertura massiva e gerado muitas capas. Depois de semanas do fato estar em pauta, sendo coberto por outros veículos, "Veja" dedicou-lhe cinco páginas de sua edição dessa semana, mas sem o estardalhaço que confere a outros escândalos. No período dos contratos denunciados, o PSDB governava o Estado de São Paulo, e o DEM, o Distrito Federal. A revista apressa-se em afirmar que os governadores de São Paulo e Distrito Federal da época, José Serra (PSDB) e José Roberto Arruda (DEM), respectivamente, foaram apenas citados nos milhares de documentos e e-mails apreendidos, e de forma não comprometedora. Conhecendo-se, especialmente, a trajetória política de Arruda, é difícil acreditar nessa hipótese. Assim como ignora o chamado "mensalão mineiro", promovido pelo PSDB, que ocorreu antes do que é atribuído ao PT e ainda não foi julgado, a revista tenta despistar sobre um assunto que expõe, mais uma vez, o alto nível de corrupção de seu partido favorito, o PSDB. A isso se costuma definir como sendo o uso de dois pesos e duas medidas, típico de uma publicação que pratica, despudoradamente, a desonestidade intelectual.
domingo, 11 de agosto de 2013
Resultado inesperado
O Inter empatou em 2 x 2 com o Atlético Paranaense, hoje à tarde, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado foi uma ducha de água fria naqueles que contavam com uma vitória do Inter, pelo fato de ser o mandante do jogo. Aos 36 segundos do primeiro tempo, o Atlético já fazia 1 x 0, mas o Inter não demorou a empatar, aos 14 minutos. O jogo prosseguiu assim até o final do primeiro tempo e boa parte do segundo, quando, então, o Atlético ficou novamente em vantagem no placar. No final da partida, quando tudo parecia indicar que o resultado era definitivo, o Inter, num gol acidental, chegou ao empate. Para os mais atentos, o resultado não foi tão surpreendente assim. O Atlético Paranaense vinha de quatro vitórias consecutivas, enquanto o Inter atingiu, hoje, o seu terceiro jogo seguido sem ganhar. A campanha do Inter no Brasileirão dá indícios de que o time não é tão confiável quanto alguns afirmam. Em seus cinco primeiros jogos, antes da parada para a Copa das Confederações, teve um aproveitamento inferior a 50%. Depois obteve alguns bons resultados, mas sem jamais convencer inteiramente. Tem contra si, também, o fato de ter sido goleado pelo lanterna da competição, o Náutico. O time faz muitos gols, mas também os toma em grande quantidade. Seu próximo jogo é dificílimo, contra o vice-líder Botafogo, no Maracanã. A partir do que acontecer nessa partida, se poderá ter uma ideia mais nítida da perspectiva do Inter na disputa.
Goleada exótica
O Grêmio goleou o Bahia por 3 x 0, hoje à tarde, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro. Isso pode dar a ideia, a quem não tenha assistido ao jogo, de que foi uma vitória afirmativa, com uma grande atuação. Nada disso. Pela terceira vez consecutiva, o técnico do Grêmio, Renato, alterou o esquema do time. Dessa vez, entrou em campo adotando o 3-6-1, com apenas Barcos jogando como atacante. Esse povoamento do meio de campo, contudo, não foi tão produtivo assim. Depois de um período breve, no primeiro tempo, em que chegou a ter 62% de posse de bola, o Grêmio foi cedendo terreno e se deixando pressionar pelo Bahia. Para sorte do Grêmio, o Bahia não teve competência para transformar o seu domínio em gols. O segundo tempo começou da mesma forma, com o Grêmio vendo o Bahia comandar as ações. Até que, aos 25 minutos, no rebote de uma bola cabeceada no travessão por Elano, Riveros se jogou ao encontro da bola, espremido entre dois adversários, e fez 1 x 0 para o Grêmio. A ousadia de Riveros lhe custou a saída do jogo, pois foi atingido no rosto pela chuteira de um jogador do Bahia e bateu com a cabeça no chão. A partir daí, o Bahia perturbou-se, e o Grêmio ficou mais à vontade em campo. Minutos mais tarde, Máxi Rodriguez, em sua segunda intervenção no jogo, chutou uma bola sem grande precisão, mas ela desviou em um adversário, enganando o goleiro e determinando 2 x 0 para o Grêmio. Esse gol deixou claro que a vitória estava consolidada. Transtornado, o Bahia, que já tinha sofrido a expulsão de Titi, ainda viu o Grêmio chegar aos 3 x 0, agora sim num gol de bela feitura, em um passe de Mateus Biteco para a conclusão de seu irmão, Guilherme Biteco. Foi uma goleado construída de forma exótica, mas que teve grande significado para o Grêmio. Foi a primeira vitória do Grêmio, fora de casa, no Campeonato Brasileiro. O resultado aproximou o Grêmio do grupo dos primeiros colocados do Brasileirão, e rompe com a sequência de três jogos sem vitória. Tudo isso é muito importante, até porque o Grêmio não terá facilidades nos próximos jogos. Terá, agora, de jogar contra o líder da competição, o Cruzeiro, na Arena, e, logo depois, com o Vasco, em São Januário, e o Flamengo, no Mané Garrincha. Grandes desafios para os quais o Grêmio não dá a confiança de estar devidamente preparado, mas que, a partir da goleada de hoje, deverão ser enfrentados com mais ânimo.
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