quarta-feira, 27 de março de 2013
Péssimo futebol
O Inter empatou com o São José em 0 x 0, hoje á noite, no Passo D'Areia, pelo Campeonato Gaúcho. O que mais chamou a atenção no jogo foi o péssimo futebol dos dois times. A partida se arrastou, quase sem lances de gol, em mais uma demonstração do baixíssimo nível técnico do Gauchão. O Inter poupou alguns jogadores, mas isso não serve como desculpa. Afinal, o goleiro Muriel, os laterais Gabriel e Fabrício, o volante Josimar e o atacante Leandro Damião, todos titulares, estavam presentes no time. Dátolo, que substituiu D'Alessandro, tem nível técnico de titular. Portanto, se o Inter não saiu do empate contra um time que tinha perdido todos os jogos que fizera no segundo turno, a justificativa para o tropeço não está nos titulares ausentes nem no gramado sintético. Mais uma vez, houve quem dissesse que o resultado evidenciou que o Inter tem um bom time, mas sem peças de reposição. Ora, por mais que o banco do Inter não ofereça uma riqueza de opções, deveria proporcionar condições suficientes para vencer o fraco time do São José. A cada jogo que se sucede dos campeonatos estaduais, seja no Rio Grande do Sul ou em qualquer outro lugar, certamente aumenta a ansiedade das pessoas para que eles terminem logo e comece o Campeonato Brasileiro, tornando possível assistir jogos de maior qualidade. No entanto, ainda faltam dois meses para que isso aconteça. Pobre torcedor!
terça-feira, 26 de março de 2013
A busca da solução
Os torcedores do Grêmio esperam que o almoço de hoje reunindo o presidente Fábio Koff, os ex-ocupantes do cargo Paulo Odone e Duda Kroeff e o presidente do Conselho Deliberativo, Raul Régis de Freitas Lima, tenha sido o início da busca de uma solução para a interminável discussão sobre a parceria entre o clube e a construtora OAS na administração da Arena, o novo estádio do clube. Tudo começou quando, no início do ano, Fábio Koff declarou que a Arena não era do Grêmio, que teria de pagá-la por 20 anos. A afirmação caiu como uma bomba junto ao torcedor do Grêmio, até então orgulhoso de seu magnífico novo estádio, e serviu de motivo de zombaria para a torcida do seu maior rival, o Inter. A cada dia, membros da nova diretoria do clube, conselheiros, e palpiteiros de todo o tipo, manifestavam publicamente previsões apocalípticas sobre o futuro da parceria, prevendo, até mesmo, a insolvência financeira do Grêmio. Depois de três meses de silêncio, o ex-presidente Paulo Odone concedeu entrevistas em que se defendeu de várias acusações que tem recebido, e garantiu que o negócio entre Grêmio e OAS é excelente para o clube. Odone destacou que o contrato teve a anuência do conselho deliberativo do clube, já que 18 reuniões do orgão teriam sido realizadas com o intuito de analisá-lo. As dúvidas do torcedor e da opinião pública em relação ao assunto ainda são muitas, as desconfianças de que o negócio tenha sido lesivo aos interesses do Grêmio também são grandes. Porém, o contrato não pode ser desfeito. O que talvez possa ocorrer seja a alteração de seu teor para torná-lo mais favorável para o Grêmio. Seja como for, o almoço de hoje pode apontar para um entendimento que leve a uma pacificação do clube. Seria muito bem que essa hipótese se confirmasse. Afinal, o único prejudicado, até agora, com tanta efervescência nos bastidores tem sido o Grêmio. Num ano em que busca alcançar seu terceiro título da Libertadores tudo o que o Grêmio não precisa é de um ambiente tão convulsionado. Com um time forte e um belo estádio recém inaugurado, o Grêmio tem de concentrar-se é em proporcionar grandes conquistas ao seu torcedor, tão carente delas nos últimos 12 anos.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Preocupante
Se faltava algum motivo para que se visse com extrema preocupação as perspectivas da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, não resta mais nenhum. Ao empatar em 1 x 1 com a Rússia, hoje, no Stamford Bridge, em Londres, a Seleção deixou qualquer torcedor, por mais otimista que seja, aterrorizado. O empate só veio aos 45 minutos do segundo tempo, e a derrota não teria sido injusta. Nos primeiros minutos de jogo, a equipe brasileira sequer conseguia atravessar o meio de campo, e foi submetida a um verdadeiro bombardeio da Rússia, uma situação constrangedora para uma seleção que é a maior vencedora de Copas do Mundo, com cinco títulos, contra uma força apenas média do futebol mundial. Nem mesmo os jogadores dos quais mais se espera uma contribuição de maior qualidade se destacaram. Neymar, de grande atuação contra a Itália, esteve apagado, Oscar nem de longe lembrou os seus melhores momentos, e Kaká foi inexpressivo. O destaque positivo foi Fred, que marcou mais um gol, comprovando que é o homem certo para a posição, ainda que alguns, incrivelmente, lhe façam restrições. Nenhum outro centroavante brasileiro, jogando no país ou no exterior, é superior a Fred. Porém, isso é muito pouco. Para ter pretensões de ganhar a Copa, a Seleção precisará de muito mais. A simples substituição do técnico parece não estar surtindo efeito. A Seleção Brasileira segue sem vencer adversários importantes, sua última vitória sobre uma equipe de renome foi contra a Inglaterra em 2009, e ostenta sua pior colocação no ranking da Fifa, 18º lugar. Um quadro, cada vez mais, inquietante em termos de futuro.
domingo, 24 de março de 2013
Sem surpresa
O Inter goleou o Santa Cruz por 3 x 0, hoje á tarde, no Estádio dos Plátanos, pelo Campeonato Gaúcho. Com isso, prossegue a rotina no segundo turno do Gauchão, com Grêmio e Inter jogando com seus titulares e ganhando com a maior facilidade dos clubes do interior. Outrora um bravo adversário contra a dupla Gre-Nal, o Santa Cruz, que completará 100 anos na terça-feira, mesmo jogando em casa, foi presa fácil para o Inter, e se encaminha, melancolicamente, para a segunda divisão, depois de 30 anos ininterruptos na primeira. Não foi nem sombra do clube que tantas vezes tirou pontos de Grêmio e Inter, dentro e fora de seu estádio. Há um paradoxo intrigante no campeonato estadual. Os clubes do interior recebem da televisão um bom dinheiro, coisa de que não dispunham em tempos passados, e nunca montaram times tão fracos como agora. As partidas se sucedem, desinteressantes e com pouco público, com Grêmio e Inter jogando contra adversários que lhes exigem pouco mais do que o esforço realizado num treino. Um triste espetáculo, que ainda se arrastará por mais dois meses.
sábado, 23 de março de 2013
Vitória com atuação burocrática
O Grêmio venceu o Caxias por 2 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. A vitória foi obtida sem maior dificuldade, mas o Grêmio não repetiu os bons desempenhos que teve contra o Lajeadense e o Pelotas. Foi uma atuação burocrática. O primeiro gol veio cedo, numa cobrança de pênalti de Kléber, aos 16 minutos do primeiro tempo. Dois minutos depois, outro pênalti para o Grêmio, mas, dessa vez, quem cobrou foi Barcos, e o goleiro defendeu. O Grêmio prosseguiu de dono absoluto do jogo, pois o Caxias, praticamente, não atacava. No segundo tempo, o jogo seguia no mesmo diapasão, até que, aos 36 minutos, após uma cobrança de escanteio, Kléber fez 2 x 0. O Grêmio segue com 100% de aproveitamento no segundo turno do Gauchão, e, na quarta-feira, jogará, novamente na Arena, contra o Cruzeiro, que faz má campanha e não deverá lhe opor muita resistência.. Na partida de hoje, o que se tirou de proveito, efetivamente, foi a vitória. A produção do Grêmio esteve longe de ser satisfatória, e se o Caxias tivesse um pouco mais de qualidade e ambição o jogo poderia ter se complicado.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Preferência
O assunto tem sido recorrente nesse espaço, mas é inevitável. Duas pesquisas, divulgadas num intervalo de poucos dias, demonstram que a presidente Dilma Rousseff ostenta uma condição das mais tranquilas, tanto no momento presente quanto nas projeções para o futuro. No presente, Dilma apresenta um índice de popularidade de 63%, jamais alcançado por um presidente brasileiro aos dois anos de mandato. Como projeção futura, uma pesquisa de intenções de voto para a eleição presidencial de 2014, aponta Dilma com 58%, contra 16% de Marina Silva, e 10% de Aécio Neves. Chama a atenção que Marina Silva esteja em segundo lugar. Marina é ex-integrante do PT, mesmo partido de Dilma, seu ideário é, nitidamente, de esquerda, e tem um forte apelo na questão ambiental. Na última eleição presidencial, concorrendo pelo PV, Marina teve expressiva votação. As intenções de voto em Dilma e de Marina, somadas, perfazem 74% da preferência do eleitorado. A opção do eleitor não pode ser mais evidente. Duas mulheres, ambas de esquerda. Uma, Dilma, é uma ex-guerrilheira que combateu a ditadura militar. Outra, Marina, uma nortista, lutadora da causa ambiental, que só foi se alfabetizar na idade adulta e elegeu-se senadora. Duas mulheres fortes, de biografia admirável, e de uma coerência ideológica mantida ao longo de suas trajetórias. O candidato de oposição frontal ao governo, Aécio Neves, aparece, apenas, em terceiro lugar. Aécio é uma figura sobejamente conhecida, tem uma extensa carreira política, e, ainda assim, seu índice é minguado. O novo "queridinho" dos antigovernistas, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também é citado na pesquisa, com, somente, 6% das intenções de voto. Claro, falta muito tempo para a eleição. Eduardo Campos, se vier mesmo a concorrer, poderá crescer nas intenções de voto, à medida que venha a se tornar mais conhecido nacionalmente. Aécio também deverá ampliar seu índice. Porém, a postura do eleitorado é cristalina. Ele quer um governo de esquerda, comprometido com os cidadãos. Receitas de governos que privilegiam o alto da pirâmide social e trocam patrimônio público por moedas podres já foram testadas e não agradaram. Aos que desejam uma mudança radical no governo federal, convém se munir de muita paciência. Nada indica que essa alteração vá ocorrer tão cedo.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Rotina
A superioridade de Grêmio e Inter sobre os clubes do interior é tão grande que a tendência é que eles ganhem todos os seus jogos pela fase classificatória da Taça Farroupilha, o segundo turno do Campeonato Gaúcho. A vitória do Inter sobre o São Luiz por 2 x 1, hoje á noite, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, confirmou essa impressão. Sabia-se que o jogo não seria tão fácil como o da decisão da Taça Piratini, e que a ausência de Diego Forlán pesaria contra o Inter, mas, ainda assim, isso não impediu a vitória. O Inter saiu na frente com um gol de Leandro Damião no primeiro tempo, o São Luiz empatou no início do segundo, e, quando tudo parecia indicar que esse seria o resultado final, uma cobrança de falta de D'Alessandro determinou mais uma vitória de um grande sobre um pequeno. O Gauchão segue a sua rotina entediante de resultados previsíveis, esperando que uma possível decisão entre Grêmio e Inter o redima, no seu final, de uma de suas edições mais fracas e desinteressantes.
Empate frustrante
Num jogo que reúne as duas seleções mais vitoriosas da história do futebol um empate nunca poderá ser considerado um mau resultado, por nenhuma das equipes. Porém, o empate da Seleção Brasileira com a Itália, por 2 x 2, hoje, em Genebra, na Suíça, foi frustrante para os brasileiros. Afinal, a Seleção abriu 2 x 0 no placar, ainda no primeiro tempo, e permitiu o empate da Itália, com dois gols no início do segundo. Por sinal, a Itália esteve muito mais perto de marcar o terceiro gol do que a Seleção. O técnico da Seleção Brasileira, Luís Felipe Scolari, também em nada contribuiu para um melhor resultado. Em vez de alterar taticamente a equipe após sofrer o empate, já que a escalação com três atacantes concedia espaços ao adversário, manteve a proposta original até o fim, trocando jogadores por outros da mesma posição. Afora isso, sacou os dois jogadores que marcaram gols, Fred e Oscar, e manteve quase até o fim o ineficiente Hulk. Kaká, que entrou no lugar de Oscar, deveria ter tido a chance de jogar ao lado de quem substituiu, o que aumentaria o potencial técnico da Seleção. Há três anos e oito meses a Seleção não ganha de adversários que já tenham conquistado o título mundial. Felipão parece ainda não saber qual a equipe e o esquema definitivos que irá escolher, e a Copa do Mundo de 2014 está cada vez mais perto. O técnico da Seleção foi trocado, mas os resultados seguem os mesmos, e as preocupações, também.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Mais uma vitória fácil
O Grêmio ganhou do Pelotas por 3 x 1, hoje à noite, na Boca do Lobo, pelo Campeonato Gaúcho. Foi mais uma vitória fácil do Grêmio no Gauchão, como se presumia que aconteceria quando o time titular entrasse em campo, de forma mais constante, na competição. O Grêmio abriu 2 x 0 no placar, chegou a tomar um gol, mas fez mais um, e em momento algum teve sua vitória ameaçada, embora o Pelotas lutasse muito e levasse perigo à defesa gremista. Mais uma vez, houve grandes destaques individuais. Barcos jogou muito bem, novamente, marcou um gol, e fez um espetacular lançamento para Elano marcar o terceiro. Guilherme Biteco, improvisado na lateral esquerda, também fez uma partida de alto nível. O lado negativo foi mais uma péssima atuação de Cris, e Dida saltando atrasado em algumas bolas, e denotando insegurança em outros lances. Coerente com o discurso do vestiário, o Grêmio tem escalado o que tem de melhor visando ganhar o segundo turno e se classificar para a decisão da competição. Seu próximo adversário será o Caxias, sábado, na Arena, e tudo está a indicar mais uma vitória. A repetição do time aprimora o entrosamento, e as vitórias em sequência elevam o moral do grupo. A continuar assim, o Grêmio tem tudo para chegar bem no jogo contra o Fluminense, e encaminhar sua classificação para a próxima fase da Libertadores.
terça-feira, 19 de março de 2013
Sem público
Os campeonatos estaduais, um anacronismo que o futebol brasileiro insiste em preservar, conseguem piorar a cada ano. Demasiadamente longos, de baixíssimo nível técnico, não conseguem mais despertar o interesse dos torcedores, nem mesmo nos clássicos. Em outros tempos, quando os grandes clubes se enfrentavam nos campeonatos estaduais, lotavam os estádios. Hoje, estes jogos não atraem sequer 20 mil pessoas. Em se tratando de partidas de grandes contra pequenos, ou destes últimos entre si, a frequência de público é, simplesmente, uma calamidade. Em recente jogo pelo Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, Flamengo x Resende, apenas 1.700 pessoas compareceram ao Engenhão. O que se pode esperar de uma competição onde o clube de maior torcida do Brasil, o Flamengo, não consegue atrair nem 2 mil pessoas para uma partida? O quadro lamentável se repete em todos os estaduais. No Campeonato Gaúcho, um dos participantes, o Canoas tem uma média de 47 pagantes por jogo em casa! Excluídos os jogos que envolvem Grêmio e Inter, a média de público ficou em 613 pagantes por partida na fase classificatória do primeiro turno. O Gauchão tem a menor média de público dos principais campeonatos estaduais do país. Indiferente diante de situação tão deplorável, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, diz que o valor arrecadado nas bilheterias deixou de ser relevante. Conforme Noveletto, o dinheiro das cotas de televisão e da federação suprem os baixos números de bilheteria. Resta saber qual o sentido de se realizar uma competição que não desperta o interesse do público. A declaração de Noveletto, absurda em seu conteúdo e carregada de desfaçatez, demonstra que o futebol brasileiro precisa passar por uma faxina no seu aspecto administrativo. O mesmo Francisco Noveletto é quem promove, a cada ano, congressos técnicos do campeonato estadual em lugares como Europa, Buenos Aires, Punta del Leste e Caribe, e que encaminha a construção de uma nova e suntuosa sede para a Federação Gaúcha de Futebol. Tudo isso para, em troca, realizar campeonatos sem público. A saída de Ricardo Teixeira do cargo de presidente da CBF em nada beneficiou o futebol brasileiro, pois a corrupta e carcomida estrutura por ele comandada continua de pé. Está na hora do governo intervir, para salvar da ruína a maior paixão dos brasileiros.
Assinar:
Postagens (Atom)